terça-feira, 10 de outubro de 2017

Jesus, sempre!

Foi um slôgane, pode encher a capa dum livro...
«Jesus, sempre!» pode ser substancialmente muito mais. Será, se quisermos, alavanca de emoções, sustentáculo de convicções. Pode ser um desafio permanente, aceite de consciência tranquila, para viver uma promessa de fidelidade sem hesitações...  Pode ser o futuro, que já foi presente e passado, porque «Sempre» é todo o tempo!
Quem sabe o foi o «Sempre» d'ontem e o «Sempre» d'hoje, amanhã  é «Jesus, sempre!» também...

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Só podia ser mentira

A Primavera floria nas plantas mais temporãs. Ainda não tinham chegado as águas de Abril para a fazer esquecer. O dia nascera aberto com o sol à procura do seu esplendor máximo. Pouco passava das oito e trinta quando o comboio, pontual, parou na terceira estação da margem direita do rio, que marca a fronteira sul da cidade. Uns, apressados, perfurando, em ápices sucessivos, a multidão através dos espaços momentaneamente abertos; outros, cadenciando o ritmo usual para o percurso directo ao destino. Habituara-se, desde que fora inaugurada essa linha ferroviária, àquele horário e, ao fim de oito minutos, mais coisa menos coisa, estava sentado à secretária, na Repartição dos Impostos, depois de ter cumprimentado os funcionários, seus subordinados, chegados instantes antes dele. Deu-se muitas vezes a pensar com os seus botões, aliviado, tranquilizado com essa certeza diária de poder chegar a horas, a relevar os investimentos públicos que notabilizam os respectivos decisores, a audácia de mandar adaptar a velha ponte, há tantos anos preparada para deixar o comboio circular entre as duas margens… Estimulava-se, nessas ocasiões, para vencer as barreiras diárias que as tarefas de tornar exequíveis as leis fiscais lhe colocavam diariamente. Para fins de interesse público tão relevantes, urgia cobrar todos os impostos liquidados e liquidar e cobrar os que eram devidos por quem não os declarava.
Durante alguns meses – tinha quase a certeza que isso acontecera desde o preciso dia em que se inaugurara aquela infra-estrutura – tivera por companheiro de viagem, diariamente, um ex-colega de Faculdade, que fazia carreira na banca do Estado. Durante cerca de cinco anos encontraram-se, esporadicamente, nas redondezas do edifício dos impostos e da sede do Banco do Estado, depois do almoço, no passeio de descontracção que ambos faziam, aliviando-se do ar condicionado. Desde que optaram por aparcar os veículos junto à estação mais próxima das suas residências, aprofundaram a convivência, partilhando interesses e opiniões comuns. Fizeram-se amigos, apesar de não se encontrarem fora desse círculo de relacionamento – todas as manhãs tomavam o mesmo comboio, sentavam-se ao lado um do outro, discorriam sobre a vida, nos limites que cada um se impunha, e percorriam o mesmo trajecto até à entrada do edifico dos impostos. Nos últimos sete meses, porém, desencontraram-se pois o do Banco do Estado mudara-se para outro edifício, mais próximo, logo ali em frente da estação, e optara por sair de casa quinze minutos mais tarde.
Nesse dia atrasara-se uma hora, o tempo necessário para voltar a casa, onde deixara, esquecida, uma pasta com um relatório sobre a aplicação duma norma fiscal, que estava a gerar controvérsia nos Serviços, elaborado depois do jantar do dia anterior, para apresentar ao Director-Geral. Aproveitou os vinte e dois minutos de viagem para relê-lo e anotar as últimas gralhas. Deu de caras com o amigo, no exacto instante em que transpunha a porta de saída da estação. Estava atrasado e por isso apenas o inquiriu da razão por que estava ali. O outro disse-lhe que ia para casa, mas vendo-lhe o espanto nos olhos, em poucas palavras, visto que se apercebera da pressa dele, explicou-lhe que desde o dia anterior estava aposentado e que, de manhã, se esquecera disso; só à porta do edifício e quando procurava na pasta o cartão de acesso é que se dera conta que já não trabalhava ali… O dos impostos fez um ar de admiração e, sem mais, despediu-se. Libertou-se do relatório já pela tarde dentro. Lembrou-se do amigo. Aposentado aos cinquenta anos? Mas não tinha mais de vinte anos de descontos… Um profissional dedicado, dez a onze horas por dia, responsável intermédio no departamento jurídico de grande importância na instituição bancária, de aparente boa saúde, adepto da formação e actualização contínuas, de desempenho excelente, reconhecido anualmente com promoções e participação nos lucros, de quem os colegas faziam laudatórias referências. Ter-se-ia alterado este “quadro” durante o período em que esteve envolvido na reestruturação do departamento, por causa da integração dos serviços doutro banco, tecnicamente falido, que desta forma se salvava? Parecia-lhe inverosímil que, tão repentinamente, se aposentasse um profissional assim. Mas não tinha nenhuma razão para duvidar do que ele lhe dissera, apesar da ausência de pormenores, dada a rapidez do encontro. O expediente desse dia estava quase completo quando se apercebeu que era um de Abril… Sem duvidar do amigo, telefonou para a direcção de pessoal do Banco do Estado e perguntou por ele. Disseram-lhe, sem perda de tempo a consultar arquivos, que assinara no dia anterior o acordo de pré-reforma, com efeitos imediatos. Palavra puxa palavra, formou a convicção de que por ali todos sabiam do caso e imputavam o desfecho à ajuda “duma boa madrinha”. De padrinhos já ouvira falar, mas de madrinhas… O amigo, afinal, falara-lhe a sério embora o dia fosse o das mentiras.

Setembro, 2004 - José Manuel Martins

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Despedida...

Despedi-me, hoje, de Amável Faustino Pedro. Estava doente e findou, aos 74 anos de idade, os seus dias. Passaram 50 anos desde que nos despedimos, em Lisboa, após a conclusão do curso IB/67 que ambos frequentámos. Do grupo de alunos desse ano, é o primeiro a ser «coroado». Gostei tanto de voltar a estar com ele nos Convívios de Alunos que organizei ou ajudei a organizar. Relembro aquele em que, depois do almoço, em Maio, demos as mãos, em roda, na praia, e cantámos, cantámos... «Miúdos» felizes em convívio, partilhando experiências de vida e confirmando, no essencial, as convicções da Escola, que já eram de cada um antes dela...
O Amável agora canta, com os anjos, os louvores que só se escutam no Céu... 
A «roda dos miúdos felizes»» começou a formar-se nas instâncias etéreas e o Amável está na frente a seleccionar as canções e o ritmo..
Não houve choro de tristeza em Almeirim! Ficou a lembrança dum homem de bem, dum homem tão amável quanto todos sabiam que era: Amável!


segunda-feira, 31 de julho de 2017

A atraídos pelo amor...

Azambuja, 30 de Julho de 2017

         Foi por causa do meu interesse pela história do Movimento Pentecostal que se deu ocasião para vir confraternizar convosco para estimular mais a minha vivência cristã e partilhar o que o Espírito Santo permitir.
Alguns dos presentes saberão que escrevi, essencialmente, 3 obras que revelam esse meu interesse: Recantos do MundoManuel da Silva Moutinho, um padrão da igreja bíblica e José Pessoa, Missionário por vocação. Tem sido por causa desse trabalho que, ocasionalmente, vou a várias AD do país, mas também foi por causa dele que ainda recentemente estive num Seminário para dar uma aula sobre o assunto (por acaso não era uma Escola das Assembleias de Deus, onde os alunos, por certo, nessa componente de formação, estão muito melhor servidos).
         Tenho em mãos um projecto para relembrar e deixar aos vindouros um testemunho sobre o ministério de João Sequeira Hipólito. Dentre as várias iniciativas são de destacar o Campo Bíblico, a revista Caminho e O Fundo de Obreiros das Assembleias de Deus. Foi sobre este último tópico que manifestei interesse na ajuda do V/pastor, Vieito Antunes, que admiro e que é certamente a pessoa que melhor conhece o percurso do FOAD, entre muitos outros assuntos relevantes na história do Movimento Pentecostal em Portugal. Gentilmente, convidou-me para estar convosco e vamos, depois, tentar falar do assunto do FOAD.
         Ser-me-ia muito mais fácil, nesta reunião de Culto matinal, falar-vos dum tema, que venho desenvolvendo, sempre com o pano de fundo do trabalho pentecostal entre nós, e que parte do tópico de que precisamos da inspiração que nos advém do exemplo dos heróis da fé que conhecemos, com quem dialogámos, concordámos, divergimos, comemos, passeámos, trabalhamos, ainda que tenhamos presentes muitas das suas imperfeições… É mais difícil do que ler Hebreus 11, mas muito necessário por causa do vínculo de proximidade e para relativizar as nossas próprias deficiências e imperfeições…
         Mas não vai ser assim: há muito que me apercebi que uma grande parte da vida desses heróis consistiu em pregar a Palavra simples de Jesus (Deus é amor e amou o homem e tem um plano de salvação; o homem é pecador, está afastado de Deus e não se pode por si só salvar; Jesus Cristo é a única solução de Deus para salvar o homem e por isso morreu pelos seus pecados, sendo justo, ressuscitou e é o caminho; que todos precisam de receber Cristo por meio da fé, aceitando o benefício da graça de Deus – um resumo das 4 leis espirituais que todos devem saber, tornando ainda mais simples o Evangelho do que o Alcorão, que tem 5 Leis e está na moda pela sua simplicidade…). Foi também isso que levou os cristãos pentecostais, até aos anos 80, aos píncaros da expansão.
         Depois de ter falado com o V/pastor, uma madrugada acordei com estas palavras na mente «E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim». Não pensei noutra coisa até agora… Não sei se vou ser capaz de vos apresentar uma pequena parte do que esse texto permite discorrer com benefício espiritual. Conto com a acção do Espírito Santo e a V/benevolência.

         Esboço.
ATRAÍDOS PELO AMOR DE DEUS

Jesus Cristo disse essas palavras (João 12:32). Depois o Evangelista João explicou que Jesus afirmou isso indicando que tipo de morte sofreria. E este é um assunto muito importante. Não é bastante Ele ter morrido. A sua morte é um facto histórico negado por poucos. Este verso refere-se ao tipo de morte que sofreu e tem subjacente o facto que implicou essa morte.
Três vezes, durante o seu ministério, Jesus falou da sua morte como algo que ficaria à vista de todos e cujo fim dela ficou explícito:
«E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.» João 3:14-15.
Mais tarde disse aos seus opositores: «Quando levantares o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou.» João 8:32.
Depois da experiência no cemitério e da ressurreição de Lázaro, afirmou: «Quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.» João 12:32.

 1. ESTAVA DETERMINADO O MODO COMO IA MORRER.
Ele não só escolheu o modo, mas também a hora. O modo e a hora não dependeram do acaso nem capricho dos homens.
E por isto que o método da pena capital romana era crucificação e não apedrejamento ou outro método. Correspondia ao método de execução que fora profetizado.
        
2. O TIPO DE MORTE MOSTRAVA O REPÚDIO PELO PECADO.
«Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia: porquanto o pendurado é maldito de Deus: assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança.» Deuteronómio 21:22-23.
Para que a morte de Jesus representasse algo para os pecadores, era preciso que também evidenciasse o repúdio de Deus. Os pecadores são malditos sob a lei santa de Deus e quem quisesse salvá-los teria que levar esta maldição sobre si. Se Jesus tivesse morrido como exemplo ou se a teoria da influência moral do sacrifício fossem verdadeiros, o modo de sua morte não teria tanta importância.
A Palavra de Deus declarou, há muitos séculos atrás, que ao ver-se um homem pendurado numa cruz se sabe que esse homem é maldito de Deus. Jesus Cristo resgatou o Homem da maldição, tornando-se maldição por ele.

3. ISTO SIGNIFICA OUE JESUS CRISTO MORREU COMO SUBSTITUTO PELOS PECADORES.
Ele morreu no lugar dos pecadores. Alguém tinha que morrer pelo pecado, pois «o salário do pecado é a morte», Romanos 6:23. E o único modo pelo qual qualquer pecador pode livrar-se da condenação e do castigo é fazer com que outra pessoa os receba em seu lugar. Se Jesus sofreu o castigo em lugar de alguém, não terá este de ser castigado pelos seus pecados. Se Cristo pagou o preço dos pecados e em seu lugar recebeu toda a ira divina, Deus não pode exigir o pagamento outra vez: o que havia a pagar foi pago!

4. SE CRISTO MORREU PELOS PECADORES DE TODAS AS ÉPOCAS, SE SUA MORTE TEM O MESMO VALOR PARA ABEL, NOÉ, ABRAÃO E DAVI QUANTO TEM PARA UM DE NÓS, ENTÃO, NA SUA NATUREZA, ESSA MORTE É SUBSTITUTIVA

Lemos em Hebreus 9:15 que Cristo morreu «para remissão das transgressões que havia debaixo do testamento». Isto significa que Ele morreu por aqueles que viveram antes de sua vinda. A sua morte teve efeitos retroactivos. Teve o mesmo valor para os santos do Antigo Testamento como o tem para nós. A sua morte não podia ser um exemplo para os mortos, nem poderia ter nenhuma influência moral sobre as pessoas que tinham vivido e morrido centenas de anos antes de sua vinda. Ela valia porque esses creram na promessa e viveram pela fé.

5. OS RESULTADOS DE SUA MORTE.
O texto diz que todos os homens serão atraídos a Jesus Cristo. À primeira vista isto parece querer dizer que a salvação incluirá todos os homens. Mas não é disso que se trata. Como João logo deixou esclarecido, quando disse que era para mostrar o tipo de morte que ia morrer.
Há milhões que não se salvaram e muitos milhões ainda se vão perder, ou porque não ouviram falar d’Ele ou porque resistiram ou porque nunca quiseram levantar os olhos…
O texto diz simplesmente que «todos atrairá a si». Mas o enquadramento é este: «Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma lançarei fora». «As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem». «Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor». «Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dá a vida eterna a todos quantos lhe deste.» João 6:37,10:27,10:16,17:2.

 Como é que Cristo atrai os homens a si?
Não é uma atração física.
É atracção pela necessidade do coração.
É atracção pelo reconhecimento do pecado e do amor de Deus.
É atracção pelo desejo de mudar de vida, de viver em esperança, em segurança, em certeza.

Que força é essa de que Cristo falava?
E que convicção tão forte era essa ao dizer que seria uma força que atrairia a todos? Que força é essa que emana da Cruz e que atrai todos a Ele?
Como exerceria esse poder: Pela simpatia, pela natureza divertida do que dizia ou fazia, por ter uma propensão natural para chamar a atenção, encantando ou fascinando quem estivesse próximo?
Na Crucificação, muitos simpatizaram com ele e com a sua causa, outros divertiram-se com o que disse e o espectáculo que representava, outros lembravam-se do que dissera e fizeram e sentiam-se atraídos…
O certo é que a Bíblia diz que: «Não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair nosso olhar, nem formosura capaz de nos deleitar.» (Is 53,2b). De acordo com este texto, Jesus, hoje, também não tem nada de atractivo. O belo e o bem-estar assentam na simetria dos corpos, nas correções cirúrgicas, nas vestimentas que ressaltam as curvas do corpo, nos estímulos estéticos, dentro do apelo à beleza, que revelam uma suposta ligação directa e necessária com as ideias de saúde e qualidade vida e em que se insere também uma condição para realizar uma autoestima elevada e o necessário reconhecimento social; assenta ainda no prazer no consumo, nas novas tecnologias, sofisticadas, que formam as diversas arenas globais das relações interpessoais - a sensação de conectividade e integração personalizada, etc…
Mas o feio não atrai? Atrai! Não há que negar que a violência atrai. Todos os dias se manifesta grande interesse em noticiários que revelam a violência, a corrupção, a denúncia e a vingança passional e gratuita. Há revolta, talvez, mas banaliza-se isso e na verdade exaltam-se de forma hipócrita valores brutais e desumanos. Ao ver Jesus torturado muitos sorriram, foram atraídos pelo fascínio da violência, houve (e ainda há) prazer e incitações favoráveis ao requinte de crueldade pela maneira como tudo aconteceu; outros manifestaram repúdio e nojo; outros ainda choraram a injustiça e a ignorância da acção.
Mas então a força atractiva de Jesus que emana da Cruz é apenas fruto de estímulos e atracções de pendor sensual e emocional?
Temos, dentre todas as propensões naturais possíveis, uma que transforma a Cruz no mais irresistível íman que pode existir e que é a INERENTE PROPENSÃO PARA O AMOR.
A força da Cruz está directamente ligada a nossa propensão primeira pelo amor e para o amor. Quando Cristo é elevado da terra, Ele manifesta a verdade do amar, a essência do ser do homem e sua realização plena de vida. A Cruz é a clara expressão do anseio humano que outrora estava perdido e sem referências: «todos nós como ovelhas andávamos errantes, seguindo cada um o seu próprio caminho» (Is 53,6).

NÃO HÁ FORÇA DE ATRAÇÃO MAIOR DO QUE O AMOR de DEUS.
Mesmo aqueles que negam que Jesus é Deus, que não aceitam a sua condição de perdidos, que não se vêem representados nessa expiação salvífica, não deixam de ser atraídos pela morte de Cristo por aquilo que ela representa de dádiva ou por amor a uma ideia, a uma mensagem, aos seus destinatários.
 Foi sempre assim e será assim sempre pois todos serão irresistivelmente atraídos para o Calvário, para o mais alto grau da vivência possível do ser humano, pois Cristo "apenas" nos revelou aquilo que nos é próprio e necessário:
O AMOR!
Deus amou e ordena que se ame!
O tipo de morte de Jesus atrai porque, intrinsecamente, revela o mais importante que é o Amor de Deus, que se deu por esse modo visível para sempre!
Não porque tivesse ressuscitado Lázaro!
Não porque todos queiram vê-lo, como os gregos, por causa da fama!
Não porque se acerquem d’Ele por causa das bênçãos!
Não porque é a melhor estar perto do que longe do seu «campo de atracação» (na igreja, nas iniciativas da igreja, do convívio dos salvos…)
Todos são atraídos porque não há expressão maior de Amor:
O amor de Deus que se deu pelos pecadores que quer que se salvem!
Olhemos para o Trespassado!
CONCLUSÃO.
Os homens são salvos quando atraídos pelo amor de Deus.
Quando isto acontece eles vão a Cristo.
Você já foi a Cristo para salvação?
Os homens não são salvos porque vivem de modo bom; são salvos por vêm a Cristo. Não são salvos porque vão à igreja; são salvos, sim, porque se deixam atrair pelo amor de Deus, que vislumbram em Cristo. Ser salvo através do que se faz ou não faz não é possível. Cada um por si não se pode salvar. Só pela graça, mediante a fé em Cristo.








sexta-feira, 12 de maio de 2017

Só palavras...


Em afã mirava retratos
de gente de fato e casaco:
estava estupefacto!
Títulos, fotos, desgraças
impressas em livros e jornais:
excessivos e quase anormais!
Rasga esta, rasga aquela
tantas palavras sem sentido:
verdade e desmentido!
Soerguendo-se bem cansado
eis-lhe um sorriso nos lábios:
palavras mas não de sábios!
A ilusão daquele homem
Está no sangue de muita gente:
Se é engenheiro é decente!
Voltará de novo aos despojos
à procura do seu destino:
encontrará palavras sem tino!
Agora não são d’engenheiro
o que não provoca dissabor:
estão erradas, são de doutor!
Para dar-lhe o meu conselho
Pedi antes assentimento:
Aqui não, só no parlamento!