A propósito das reivindicações das organizações sindicais nas celebrações do 1º de Maio, revi, em instantes, os «caminhos por onde andei» e ocorreu-me um texto que devia estar por aí adormecido (no subconsciente, sempre) mas que foi estruturante nesse percurso:
"Vês um homem hábil no seu trabalho? Ele será colocado ao serviço dos reis; não servirá gente obscura."
Só escutei proclamações sobre o «demérito» dos patrões, do Governo...
Nada sobre a excelência do trabalho...
Pouco sobre produtividade...
Bem, deixemo-nos de «reaccionarismos» e vamos ao que me interessa.
O texto não é de ontem. Foi escrito em hebraico. Tem milhares de anos...
A palavra mahir (hábil) parece sugerir mais do que apenas ter talento natural para fazer o que quer que seja. Ela parece implicar agilidade, prontidão, perícia e diligência... Não será apenas fazer, é fazer bem. Provavelmente, hábil refere-se a alguém que se tornou um especialista na sua área através da prática e da atenção aos detalhes. A valorização da técnica e do esforço para atingir a excelência....
Será isso: Ser "bom no que se faz" com o propósito de honrar o Criador? Sim, é esse o contexto no Livro de Provérbios. Mas não é só isso...
O texto também afirma que esse trabalhador "será colocado ao serviço dos reis".
Ou seja, o mérito tem garantido reconhecimento. Não será imediato, levará o seu tempo, mas ocorrerá...
É que a excelência tem um poder de atração. Quem trabalha com qualidade superior acaba, inevitavelmente, por se destacar! Não acredita? Olhe que eu posso provar...
A competência abre portas que o favorecimento ou a "cunha" nem sempre conseguem abrir. E o sucesso não é sorte - é o resultado inevitável da preparação, do fazer bem, de ser hábil!
Por fim, fala-se no texto de "gente obscura"... Provavelmente refere-se a "homens de baixa estirpe", patrões sem escrúpulos, gananciosos, que até o sangue dos trabalhadores lhes serve de cocktail...: Ou seja, parece referir-se a contextos onde o trabalho não é valorizado, não tem impacto ou não gera crescimento por falta de liderança justa, preparada...
Só que o hábil está noutra onda: não servirá essa gente! O hábil tem ascensão e influência garantidas. O trabalho bem feito retira o indivíduo do anonimato e coloca-o em posições de liderança e responsabilidade. Portanto, é natural que «sirvam» perante "reis", o que simboliza alcançar o topo da sua profissão ou área de actuação.
Gostava muito que quem fala de trabalho não esquecesse que a recompensa financeira não é o foco de quem trabalha, que está na qualidade do que faz! Sim, o salário interessa, quanto mais elevado melhor, mas é consequência (deve ser consequência das provas dadas, so empenho, da diligência, da produtividade...).
E se cada um se focasse em ser o melhor naquilo que faz?
O reconhecimento será garantido!
"Vês um homem hábil no seu trabalho? Ele será colocado ao serviço dos reis; não servirá gente obscura."
Só escutei proclamações sobre o «demérito» dos patrões, do Governo...
Nada sobre a excelência do trabalho...
Pouco sobre produtividade...
Bem, deixemo-nos de «reaccionarismos» e vamos ao que me interessa.
O texto não é de ontem. Foi escrito em hebraico. Tem milhares de anos...
A palavra mahir (hábil) parece sugerir mais do que apenas ter talento natural para fazer o que quer que seja. Ela parece implicar agilidade, prontidão, perícia e diligência... Não será apenas fazer, é fazer bem. Provavelmente, hábil refere-se a alguém que se tornou um especialista na sua área através da prática e da atenção aos detalhes. A valorização da técnica e do esforço para atingir a excelência....
Será isso: Ser "bom no que se faz" com o propósito de honrar o Criador? Sim, é esse o contexto no Livro de Provérbios. Mas não é só isso...
O texto também afirma que esse trabalhador "será colocado ao serviço dos reis".
Ou seja, o mérito tem garantido reconhecimento. Não será imediato, levará o seu tempo, mas ocorrerá...
É que a excelência tem um poder de atração. Quem trabalha com qualidade superior acaba, inevitavelmente, por se destacar! Não acredita? Olhe que eu posso provar...
A competência abre portas que o favorecimento ou a "cunha" nem sempre conseguem abrir. E o sucesso não é sorte - é o resultado inevitável da preparação, do fazer bem, de ser hábil!
Por fim, fala-se no texto de "gente obscura"... Provavelmente refere-se a "homens de baixa estirpe", patrões sem escrúpulos, gananciosos, que até o sangue dos trabalhadores lhes serve de cocktail...: Ou seja, parece referir-se a contextos onde o trabalho não é valorizado, não tem impacto ou não gera crescimento por falta de liderança justa, preparada...
Só que o hábil está noutra onda: não servirá essa gente! O hábil tem ascensão e influência garantidas. O trabalho bem feito retira o indivíduo do anonimato e coloca-o em posições de liderança e responsabilidade. Portanto, é natural que «sirvam» perante "reis", o que simboliza alcançar o topo da sua profissão ou área de actuação.
Gostava muito que quem fala de trabalho não esquecesse que a recompensa financeira não é o foco de quem trabalha, que está na qualidade do que faz! Sim, o salário interessa, quanto mais elevado melhor, mas é consequência (deve ser consequência das provas dadas, so empenho, da diligência, da produtividade...).
E se cada um se focasse em ser o melhor naquilo que faz?
O reconhecimento será garantido!

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