sábado, 22 de agosto de 2009

Desolador...

Secaram as folhas dos ramos verdes, cessou o entusiasmo popular.

A entrada triunfal do Messias na majestática cidade de David, agora centro do Mundo, era episódio menor na vida do que vinha da Galileia.

Pisados os ramos pela multidão entusiasta, transformavam-se em húmus os resquícios do festejo.

Adiante, mulheres e homens cabisbaixos, calcorreando, de regresso, as pistas de acesso ao Monte, olhavam para cima: só já lá estavam os troncos despidos de ramos, de folhas, segurando corpos.

Deles, um era do que merecera os ramos, as folhas, e que agora ninguém queria…

Teve por mortalha um lençol, nada de ramos, nada de hosanas…

Tudo morrera, até a esperança...

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