sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

AVentura, aventurança ou querer estar Seguro...



AVentura...

Aventura é parte da definição do «ânimo» de cada um...

Aventura comporta risco...

Faltando o destino é a cepa torta...

O «déjà vu»...

Mais do mesmo..

A pasmaceira...

AVentura tem o reverso...

É confiar na aventurança...

Que é como fazê-lo na sorte...

No fado...

No destino...

A ver o que acontece, naturalmente...

Está-se bem na aventurança...

As contas controladas...

Sobra até uns reais para uma folga na estranja...

Para ir ao médico com regularidade...

E até comprar um hibrido, ou auto moderno e elétrico...

Nós não vamos em AVenturas...

Queremos mais a aventurança...

Advir mais seguro, (A) segurança para o nosso lado...

AVentura, não, aventurança, sim ...

Afinal, que venha a bem-aventurança...

Todas as do Sermão do Monte...

AVentura pode gera pânimo...

O melão está por abrir...

Só se lhe conhece a fachada...

Parece hipócrita, com jeito cínico, a fingir...

A aventurança permite ir ao sabor da maré...

Pode até revelar-se...

Bem-aventurança...

O que se quer:  (A) segurança nos dias vindouros...

O que parece estar Seguro, algures...



30/01/2026

PS: Em angústia por temer o desconhecido e recusar o marasmo...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O sofrimento evitável...

Meu caro Elias,

Não vamos adiantar mais nada sobre o processo eleitoral em causa. No dia 9 pf teremos ocasião, que-rendo Deus, de «filosofar» sobre o futuro em razão do resultado da vontade dos que votarem (quem não vota, não conta; quem vota em branco, dá sinal de que não se sente representado nos candidatos; quem anula o voto, melhor seria ter ficado em casa, engrossando o «mundo abstencionista»). Um dos candida-tos, face aos prognóticos das sondagens, declarou-se «em sofrimento», angustiado... A angústia dá até falta de ar, aperto no peito, palpitações. É sofrimento. Evitêmo-lo, pois está nas nossas mãos.

Todavia, não é desse «evitável sofrimento» que me proponho trocar contigo as linhas seguintes. Aliás, tal como eu, vais reservar-te para aquele dia e a decisão - qual seja - não te tirará o sono.

A questão é o sofrimento, em geral, e aquele que se poderá evitar. Ambos estamos prenhes de saber que o sofrimento acompanha a espécie desde o momento em que, segundo o relato bíblico, o Homem quis afastar-se do Criador... Aprendemos isso em criança. Até sabemos de cor a experiência do patriarca Jó, o exemplo radical do que se entende por sofrimento (bem, não falemos da Cruz e de Cristo, porque esse sofrimento podia ser evitado não tivesse Ele uma missão salvífica a cumprir...). E, na nossa idade, bem sabemos que o percurso da vida é preenchido por tanta dor, física, psicológica, emocional... Pássamos por ela e estamos aqui, vivos, a caminho do fim...

Ora, é nesta fase, quando o horinzonte temporal está à vista, que a questão do sofrimento se coloca mais amiúde. A velhice acarreta decandência física, certamente. Porém, como sabes, as pessoas vão vivendo, à custa do progresso da biologia e da medicina, que são extraordinários (se a minha mãe fosse bafejada pela ciência actual, teria vivido mais 20 ou 30 anos e assim morreu na flor da idade...). O problema são as demências ou doenças degenerativas (além desse monstro a que chamam cancro que também vem, às vezes, em tardio...) incapacitantes. Viver sem saber que se vive, viver tendo perdido a noção do tempo e do espaço, viver só, literalmente consigo apenas, apesar de tantos e tantos à volta... Mas também as doenças que nos atiram para a situação de não poder respirar sem o auxílio dum robô (benditos robôs quando trabalham para as crianças sobreviverem, os jovens ultrapassarem situações graves, os de meia idade escaparem para ainda educarem os filhos...).

Recusando a eutanásia, em regra a resposta tem sido a ortotanásia: enquanto Deus quiser, vivamos, mesmo dependendo das máquinas que garantem oxigénio e do familiar ou auxiliar que alimenta com recurso à sonda... E quantos estão nesse estado porque a ciência lhes salvou a vida! Tiveram uma para-gem cardiovascular e reanimaram-nos. As sequelas são terríveis... Mas a ciência continua a investir rios de dinheiro para nos prolongar a vida... Até no estado vegetativo a pessoa pode ser últil para «essa ciência» porque, no futuro, quem sabe, em situações idênticas se pode prolongar um pouco mais a vida ou dar-lhe um pouco mais de qualidade...

O que sei, amigo, é que, hoje, há instrumentos jurídicos que permitem que qualquer humano, sendo maior e tendo discernimento, pode fazer uma Declarão Antecipada de Vontade para responder a essas situações hipotéticas. Evitar o sofrimento que advém do prolongamento da vida por via da obstinação terapûetica ou distanásia parece razoável, mesmo à luz dos valores que ambos sufragamos e temos por fundamento da nossa humanidade.

Na últimas semanas tenho lido e noutros casos relido documentação atinente ao assunto para preparar o «Nós e o direito de cada um», um serviço de voluntariado que presto no seio da ANAC. Ontem fiz a apresentação do tema e resumi-o assim, sem preocupão de grande aprofundamento:

«“Nós e o direito de cada um”
A ANAC (Associação dos Aposentados da Caixa Geral de Depósitos) levou a efeito, hoje, mais uma actividade mensal, cujo tema tinha sido previamente anunciado aos associados: “Directiva Antecipada de Vontade/Testamento Vital/Procurador de cuidados de saúde».
Em primeiro lugar, o meu agradecimento aos participantes, cujo interesse sublinho.
Tratando-se de um espaço de diálogo e convívio, mantivemos a metodologia: O exemplo de um caso judicial concreto sobre o tema, o enquadramento legal sumário e a preocupação de sublinhar a atenção que é devida à observância dos requisitos legais na formação e realização de um concreto direito.
Anotámos as noções de capacidade de gozo e de exercício de direitos, em particular quanto ao maior acompanhado, em observância das limitações estabelecidas por decisão judicial, no que concerne à renovação da DAV/TV preexistentes, mesmo sob a orientação do acompanhante designado.
Vimos os requisitos essenciais, como definição e conteúdo do documento, a forma escrita, a capacidade para outorgar, eficácia , prazo de validade, modificação e revogação.
Há sempre uma razão pessoal (ou várias razões) para recorrer à DAV, nomedamente prevenir trata-mentos desnecessários ou idesejados, planear o fim de vida com dignidade, exercício do direito à autonomia , reduzir a carga emocional sobre a família e garantir que o propósito pessoal - desejos, vontades - seja respeitado.
Em síntese, a biologia e a medicina progridem todos os dias e oferecem cada vez mais e melhores meios para prolongar a vida. Há, porém, situações por que muitos nâo querem passar (em Portugal haverá cerca de 42.000 DAV/TV), no exercício de um direito «pessoalíssimo» a que as normas Convencionais admitidas no direito interno e as respectivas «regulamentações» têm dado suporte legal.
Infelizmente, no “caso de estudo”, o cidadão não viu consagrado no processo respectivo o seu direito de recusar transfusões de sangue, por razões religiosas, nem as «técnicas intrusivas» referentes às manobras de reanimação, quando e se estivesse «nas mãos» dos médicos realizar transfusões ou manobras de reanimação...
Infelizmente, porque deixou, entretanto, de poder expressar a DAV por lhe faltar capacidade de dar o seu consentimento, livre e esclarecido (sendo maior acompanhado, sob decisão judicial de não poder, em geral, exercer direitos, é hoje admissível - sustentável, juridicamente - que o podia fazer se tivesse demonstrado um «raio» de discernimento...).
Querendo-se evitar a situação de «obstinação terapêutica ou distanásia», não é aconselhável protelar a outorga da DAV atinente, sabendo-se que um dos requisitos é estar capaz de fazê-lo por si...
Além da Lei nº 25/2012, de 16 de Julho, que vimos, perfunctoriamente, referimos a vantagem em ler «Testamento Vital», Rui NUnes, in Nascer e Crescer. O Acórdão com que exemplificamos um caso concreto foi proferido, no TRL, no proc. 37/18.6T8CSC-A.Li-7
Voltaremos para novo Encontro do "Nós e do direito de cada um" em Fevereiro próximo.»


Teremos, talvez, ocasião de voltar a conversar até porque os sequazes da eutanásia estão activos e vão exigir - continuar a exigir - que a Lei aprovada na AR seja regulamentada.
Por ora, recebe um abraço e frui da tua saúde.
28 de Janeiro de 2026
José Manuel Martins
PS: Não revi. Se encontrares gralhas ou erros, anota!








sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

É só fumaça! O povo é sereno...

     Meu caro Elias, ainda bem que tens acompanhado de perto a generalidade dos candidatos à presidência de República e filtraste as respectivas mensagens.
    É obra!
    Vinda de ti, homem diligente, capaz, sério, pouco dado a ficções ou fantasias, não é nada estranho.        Impressionou-me, em especial, a lucidez com que olhas para o momento que o país atravessa e sublinhas o fraccionamento social e político, tão nefasto quando é necessário unir forças num projecto que garanta o futuro da nação - mais trabalho, mais empreendedorismo, mais organização, mais planeamento, mais dedicação ao bem comum, mais serviço, mais tudo que permita aos jovens acreditar que o amanhã começa agora e o país exige-lhes compromisso, coragem, vontade de fazer melhor, perpetuando o espírito de luta que a história de quase nove séculos documenta.
    São tuas as palavras que me evidenciam a convicção da escolha e o sentido do teu voto:
    «Vi-te, ontem, ainda indeciso na escolha do candidato ao qual entregarás o teu voto! Após a nossa conversa, decidi, em nome da amizade inquebrantável que nos une e sem querer interferir no teu próprio processo de decantação das mensagens políticas dos últimos meses, dar-te nota das razões por que vou votar no Almirante Henrique Goveia e Melo.
    Primeiro, é quem se propõe unir. Sei que, em geral, os portugueses não fazem escolhas em função do interesse geral e querem todos o que mais rapidamente satisfaça este ou aquele interesse particular, de grupo, de classe. Confere com a luta pelo poder, de que são obreiros os líderes dos partidos. Na presidência, porém, a ideia fulcral é que Portugal vá singrando com rumo, com plano de navegação e destino conhecido. Isso não se consegue remando cada um para seu lado ou indo com a maré.
    Segundo, é quem demonstra ter visão estratégica e conhecimentos vastos de geopolítica. Todos sabemos que o bem-estar futuro dos portugueses depende do modo como se enfrentar os desafios da inovação, do conhecimento, do empreendedorismo, do aproveitamento dos recursos próprios (os naturais, como o mar, as florestas; e os humanos, sempre tão capazes de enfrentar desafios difíceis..). Depois, as convulsões no mundo - guerras, disputas territoriais, áreas de influência, aprovisionamento de matérias primas... - anunciam mudanças de posicionamento dos vários poderes mundiais, uns querendo manter blocos de interesses, outros sustentanto multilateralismos variados, desafiando a União Europeia e, naturalmente, o nosso país, tão poderoso e tão sensível no Atlântico por causa da enorme zona geográfica que lhe garante os Açores e a Madeira.
    Terceiro, é quem faz nitida separação entre a posição fulcral da presidência da República na articulação com os demais centros de poder - legislativo, executivo, judicial, comunicação social. O presidente deve garantir que os portugueses sejam respeitados nas opções que sufragaram, exigindo que o poder legislativo e executivo cumpram os programas sufragados e deve exigir condições para o funcionamento do poder judicial, garantir meios para as forças armadas e de segurança...
    Poder-te-ia apontar outras razões, todas elas relevantes e que indicíam que a presidência exercida pelo Almirante será um centro de poder credível, sério, esclarecido, exigente...
    E quanto ao facto de se poder presumir, pelas ditas sondagens de que tanto falámos naquela conversa, que há outros candidatos «mais preferidos» dos portugueses, ocorre-me a frase de outro Almirante, dita em tempo de incerteza: "É só fumaça! O povo é sereno." O vaticínio que faço é que os portugueses vão elevar o Almirante HGM à presidência da República e revelarão grande maturidade se o fizerem sem necessidade de outra campanha e votação.»
    Em geral, parece que tens razão, meu amigo.
    Até domingo vou pensar no teor da nossa conversa e desses três pontos da tua missiva.                             Evidentemente que as sondagens parecem fazer parte de um filme de ficção mas a eleição no próximo domingo parece-me improvável.
    Ambos desejamos o melhor para o nosso País.
    Abraço-te
    PS: Ficam para outras ocasião os temas que aprofundamos, em particular sobre o regime jurídico da Directiva Antecipada de Vontade/Testamento Vital em relação ao qual te mostraste indiferente (ou céptico?).




segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

E se nos morre um amigo sem aviso...

    Elias, meu amigo, reitero o que, em mensagem de voz, te disse na passagem de Ano: "A amizade alimenta-se com gestos simples. Não precisamos de a manifestar, amiúde e exuberantemente. Passou mais um ano e assinalo o facto com um abraço virtual, com a promessa de um dia destes, o podermos concretizar "a sério", com pancadinha nas costas, como é nosso hábito!".
    Queria falar-te a propósito de alguns tópicos deixados em aberto na nossa troca de correspondência. Falámos deles mas não os registamos. Voltarão a ser tema de troca de opiniões neste novo ano, estou certo disso. Não lhes percas o rasto... aliás, fazem parte do nosso modo de ver o mundo que, de uma ou forma, voltarão a ser relevantes. Os assuntos da amizade, da solidariedade, da fraternidade, das pessoas que são referência para ambos e que nos interpelam não perderão nunca sentido entre nós, estando vivas ou já a descansar da jornada que chegou ao fim...
    Quando te saudei, naquela mensagem, ignorava eu que o querido amigo comum, o JJM. Grácio, "já descansava no Senhor", o estado depois da morte, nas suas próprias palavras. Lembras-te, desde a nossa juventude, da intensidade com que vivia, o ardor que colocava nas causas que defendia, o empreendedorismo permanente como meio de alcançar objectivos financeiros que dessem estabilidade à família... 
    A morte não nos surpreende, mas se ela nos leva os amigos de longa data, sem aviso prévio, sem um sinal de que isso está iminente, ficamos sem chão. Ultimamente, falamos pouco, eu o o amigo Grácio, nosso irmão.Revi os meus apontamentos e recordo que lhe mandei, escrita, uma pequena mensagem na passagem de ano de 2024. Não tive resposta - o que não estranhei, porque, para ele, nas novas formas de comunicação se resumiam ao telemóvel para fazer e atender chamadas - e, uns tempo depois, liguei-lhe. Não atendeu. Devolveu-me a chamada, algum tempo depois, e eu próprio não atendi, já não sei bem por que razão... Isto para dizer que fiquei chocado com a notícia da sua morte, e soube-o já o féretro tinha sido realizado... Nem sequer tive oportunidade de participar das cerimónias do seu sepultamento. Para mim é certo que também não soubeste da sua morte pois ter-me-ias dito. Dou-te eu a notícia: No dia 19 de Dezembro de 2025 (creio ter sido nesse dia, ou talvez no dia 18...), acordou, de madrugada, com dores. Foi levado ao Hospital, Visto nas urgências, recebeu alta pouco tempo após ter dado entrada. Regressou a casa, acompanhado, e passadas algumas horas voltou às urgências do mesmo Hospital, acabando por falecer, minutos depois da meia-noite desse dia. Os médicos, na segunda ida às urgências, terão realizados exames mais rigorosos e concluído que havia um derrame no abdómen (na artéria aorta?) que já não tinha solução, clinicamente falando. A família - esposa e filhos - foram chamados e estiveram junto dele até ao desenlace, que foi tranquilo, um adormecer sereno...
    Tudo natural, concordas. Talvez - fica a dúvida - se o tivessem acompanhado com mais rigor na primeira ida às urgências o desenlace não fosse aquele. Uma intervenção cirúrgica salvar-lhe-ia a vida? Sabe-se lá, agora... Não vou especular sobre isso, tanto mais que a informação que me deram é escassa e pouco técnica.Para a mulher e filhos seria penoso discutir a suficiência ou não do cuidado médico empenhado na primeira observação em Urgência. Talvez os médicos tenham sido «instrumentos» para o libertar deste «vale de lágrimas" em que se sentia, aos 80 anos, como "peixe fora de água"... Há pessoas assim, que, sem o saber, estão em busca de algo melhor, etéreo, a concretização do ideal de «viver para sempre» sem dor, lágrimas, desilusões... Risca da lista dos nossos amigos comuns o amado Grácio. Não esqueceremos o percurso que fizemos na nossa juventude e a saudade que temos desse tempo.
    Lembraste, Elias, quando o Gracio nos surgiu, agente da PSP, em Luanda? Passado pouco tempo, renunciou à carreira e deu início à actividade comercial, na qual, com muito trabalho, foi bem sucedido. Não fora a guerra civil, a necessidade de segurança, teria sido, estou certo, uma referência de sucesso como empresário... Lembramo-nos do ar fresco da brisa do mar que apanhamos na Ilha, com uma Cuca à frente... O seu prazer convivial cativava-nos. Lembramo-nos das vistas do Douro, na Régua a que descíamos, vindos de Sanfins do Douro, a sua terra natal, onde se instalou no retorno de África. E das últimas conversas em Coimbra, com o Mondego a correr por perto... Eu lembro-me, ainda, da longa viagem que fizemos - tu não, que estavas empenhado na tua arte, com prazos para cumprir... - a Macau, Hong Kong, China... Enfim, foi-se de nós um homem bom, um cristão zeloso, um chefe de família exemplar, um cidadão empreendedor que honrou o trabalho e o país que nos viu nascer. O seu exemplo inspira-nos, Elias. Morrer assim, sem aviso prévio, não devia ser permitido! Pelo menos devia ser tão previsível o desenlace que nos permitisse um último abraço, uma última conversa sobre a vida vivida...
    Ele está onde desejava estar, com Cristo, o seu Senhor!
    Abraço-te, e espero que a nossa próxima conversa seja sobre o que ainda há para viver - projectos, coisas úteis, serviço que mereça o reconhecimento dos que amamos.
    5 de Janeiro de 2026

    


                                                        Joaquim João Machado Grácio
                                                        (1945-2025)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Exijamos que se baixe os impostos...

    

Texto antigo, a propósito do aumento de impostos antes de depois da chegada dos credores, no início da década passada.

Fala-se, hoje, muito mais sobre o muito que se paga.

Exige-se pouco que se diminua a carga de quem vive do rendimento do trabalho, seja ele qual for,,,

«Há vezes dou por mim a «contabilizar» os custos da crise! Agora que estamos no fim do ano civil e o Fisco vai apurar o que ainda devemos (a retenção na fonte vai enchendo os cofres públicos todos os meses e esses milhares de milhões de euros «aliviam o orçamento» público em detrimento dos contribuintes, que deviam ter opção de pagar o que fosse devido no fim do ano respectivo...), é bom que tenhamos noção do sacrifício que nos foi pedido nos últimos 6 anos... Cada um sabe de si, mas a comunidade é formada por todos e deve saber quem paga e quem não paga... Cá pelo nosso lado, feitas as contas, se estivessem em vigor em 2014 (orçamento de 2013) as regras de 2008 (orçamento de 2007) teríamos pago, pelo mesmo rendimento familiar, menos de metade do que pagámos! Em 6 anos, para nós cá em casa, a crise exigiu-nos um sacrifico superior a 100%! É obra. A nossa resiliência esteve à prova... O que nos reservará a liquidação em 2015, referente aos proventos de 2014? Nem queremos imaginar...
Se pudesse, em 2015, aliviava a carga fiscal que carrega as famílias que suportam a crise desde 2008. Compensava a receita fiscal, em orçamento rectificativo, impondo maior carga fiscal sobre a importação de bens não essenciais (veículos, aeronaves, navios de recreio, concertos milionários de artistas extra-comunitários, animais exóticos... basta de exemplos!), sobre o consumo de bens nocivos à saúde (não faltariam exemplos...)... e mais não digo!
Reuniria os contributos das famílias que pagam a crise e elas dir-me-iam onde encontrar a receita alternativa...»