Meu caro Elias,
Faltei ao meu compromisso, mas não me esqueci de avisar...
Tínhamos acertado que ontem daríamos uma vista de olhos às novidades literárias na FNAC. Estava tudo organizado, mas a ANAC resolveu alterar a data designada para o «fim das actividades» exactamente para a tarde que tínhamos reservado para nós... Tu compreendeste e noutra altura faremos o que nos tínhamos proposto. Talvez no Outono próximo, quando os autores mais conhecidos (e mais lidos?) apresentarem as suas obras.
Dissera-te que a ANAC preparava um encontro entre os associados que participam das actividades programadas. E assim foi! Lá estava a professora que dá o seu contributo, como professora da língua francesa, e de quem temos falado a propósito da sua energia - apesar das mais de nove décadas de vida -, e dos vários associados que conheço por razões profissionais e de lazer.
A Direcção entendeu formalmente manifestar o reconhecimento da ANAC a todos quantos dão o seu contributo. Tu sabes que não é disso que me alimento. Tu próprio defendes, amiúde, que o que se faz por amor - por gosto, por solidariedade, por amizade... - é desinteressado: é por nós, que nos sentimos úteis, é pelos outros, a quem proporcionamos algo que pode ser-lhes agradável, talvez útil, necessário ou o que for... Mas não se diz que não ao reconhecimento!
Olha, nem ao reconhecimento, nem ao convívio, nem a uma boa conversa, em particular com as pessoas que estimamos e não vemos regularmente.
Antes da visita à FNAC, ainda vamos ter ocasião para um café!
Abraça-te o
José
PS: As minhas colaborações mensais - Nós e o direito de cada um OU O direito no nosso quotidiano - foram apreciadas por quem participou e consegui-se envolver umas 5 dezenas de interessados. Veremos se, depois do Verão, teremos energia para mais um ano de colaboração. Lembro-me de termos trocado impressões sobre o Testamento Vital (a famosa DAV), um dos temas que apresentamos e que gerou debate...

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