Enquanto se lê «Meados de vida em Janeiro», «escuta-se» uma música de fundo, em tom suave e em sinal de aviso: o mundo não é o que acontece, em bolha, no círculo de cada um - tantas e tantas situações, da mesma natureza, estão em curso quando alguém ri, chora, sofre, perde, ganha, dá, recebe, nasce, vive...
São essas situações que relacionam o mais improvável, inverosímil, inesperado, indesejado ou o seu contrário, quando, em «meados» dum momento ou circunstância qualquer, o mundo se está a esboroar para alguém ...
O artifício literário de centrar o que acontece no mundo para lá do momento de crise ou dor da personagem localizada no tempo e no espaço, permite que as cinco histórias inter-relacionadas formem um conjunto harmonioso no qual o «indivíduo» encontra rumo porque, afinal, «à mesma hora», o contraponto de valores é possível e as escapatórias fazem parte da experiência de muitos que são da mesma massa e capazes de entender o que se passa ao redor.
Recomendado!

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