Foi um daqueles momentos em que
esquecemos as dores nas costas, as dores nos joelhos, esquecemos a idade que
temos, o que já construímos, o tempo que entretanto passou...
Andando, falando comigo e com o Eterno, senti de repente um
odor conhecido, mas muito antigo, remoto... O meu pensamento atirou-se para os
tempos da infância, para a primeira Primavera em que devo ter experimentado
esse odor...
O corpo estremeceu num turbilhão
de emoções... Dei um «olhar» rápido ao tempo que tão rapidamente passou e brotou em
mim uma vontade enorme de declarar aos quatro ventos a Esperança que me
anima...
E gritei! No Céu ouviu-se, estou certo.
Lembrei-me, a custo, do nome
comum dessas flores que se insinuam à distância: Glicínias, pois claro!
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