sábado, 3 de janeiro de 2015

Um pequeno estímulo...

Nós adaptamo-nos com facilidade às novas circunstâncias. Mas precisamos de estímulo. Às vezes, somos nós próprios o «estímulo» que os outros precisam..
Os meus sábados começam, quase sempre, com este dilema: compro ou não compro o jornal Expresso?
Houve tempos (dezenas de anos...) sem esse dilema: saía de casa, ao sábado, para comprar o Expresso e...pronto!
A leitura do mesmo jornal também cansa. Nas incursões que fiz na concorrência não tive melhor satisfação... por isso, após um período mais ou menos longo de abstinência, volto sempre ao mesmo...
Mas o Expresso, hoje, é apenas pretexto para chamar a atenção de quão importantes podemos ser na concretização dos objectivos de interesses geral, que têm expressão legal.
No local habitual, o jornal esgotara-se; afinal, já há muito tinha passado a hora do pequeno-almoço e o sol já estava quase no ponto mais alto que a trajectória de Inverno permite. A alternativa estava do outro lado da rua. Não estava à vista, mas havia jornal...
Na hora de pagar, já com a compra feita, a «coisa» emperrou... É que, para emitir factura com o número de contribuinte, era preciso ligar a máquina, que estivera sem uso até àquele momento. Apesar da espera e da fila que se formou «ganhei» visibilidade: à saída, um a um, todos os «vizinhos» repararam em mim! Penso que ficaram a matutar se vale a pena pedir factura e ficar à espera que os vizinhos cheguem, formem fila, e fiquem a saber em que é gastam o seu dinheiro...
Eu «estimulei» o comerciante a ligar a máquina para emitir factura! Não foi pelos cêntimos de imposto que estavam em causa. Foi para concretizar o objectivo que tracei de contribuir para, no final da execução orçamental, o Governo devolver  a sobretaxa de IRS que me (nos) cobra! Além do mais, claro, que está subjacente ao dever de cumprir a lei.
Esta política fiscal só vai lá com o seu (nosso) estímulo!



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