sábado, 8 de novembro de 2025

Sob o ruído das muitas águas...



Sobrepujando o momento

em que se amansam

e dão força a outras vozes

ondulantes, amaras, letais,

também vívidas e prazerosas,

a gente acomoda-se, distende-se,

cerra os olhos

e deixa-se embalar

sob tamanho ruído das águas

que passam sem promessa

de voltar para pôr termo

ao encantamento, à contemplação,

ao alheamento doutros ruidos

que nos consomem...


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