segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Fraca memória...



Ontem, numa celebração, uma senhora, com aspecto ainda jovem (apesar dos seus 72 anos...) interpelou-me, querendo saber se me lembrava dela... Não valeu o meu esforço para me recordar quem fosse... Mas ela falava-me com respeito, com estima até... Disse-me o nome. Não foi suficiente... Olhei-a nos olhos, reparei nas expressões faciais... Nada! Disse-me quem tinha sido o marido, por acaso já desaparecido... Fiquei na mesma, em branco. Conhecia o meu pai. Não adiantou... Quando me contou o que ocorrera há 33 anos, no Tribunal de Sintra, o processo veio-me, quase por completo, à memória, com a identificação das partes: eu representava-a! O mundo é pequeno e fiquei a saber (não sabia?!) como podemos ser relevantes no que fazemos! Em particular quando temos o dever de cuidar dos interesses dos outros...

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