Curioso é que haja tanta gente, pronta a decidir o futuro da governação do nosso país, que sustente que a solução para acabar com as desigualdades que permanecem é «tirar aos ricos e dar aos pobres»! O que querem é o caos, a «luta de classes» permanente, edificar depois da destruição... e vão moendo, com base nos votos dessa ilusão. Até ao afundamento final! Importa muito mais valorizar o trabalho, a educação, a dedicação, o empenho, a solidariedade humana, o amor, o interesse geral e limitar o abuso do...capital. Aliás, limitar todos os abusos, até o daqueles que, por interesse, não dão o que é seu e querem mudar o mundo tirando o que é dos outros...
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É cada vez mais difícil esperar pelo apuramento dos factos para deles extrair uma conclusão - tanto quanto possível rigorosa, verdadeira - sobre o que aconteceu! Às primeiras «análises» e «projecções» conclui-se logo: verdadeiro ou falso, inocente ou culpado, é dos nossos ou contra nós, da esquerda ou da direita, azul ou vermelho, preto ou branco...
Temo que os obcecados pela (contra a) austeridade, cujo rendimento foi afectado (funcionários públicos, pensionistas, reformados...), estejam na iminência de dar «um tiro no pé», alguns deles abdicando até da sua linha de coerência anterior: primeiro os valores, depois o dinheiro! O pior não é o seu próprio descrédito, é a probabilidade de «arrastarem» outros consigo por causa da posição de liderança que ocupam... Vá lá a gente compreender que um (a) defensor (a) convicto (a) dos valores da vida, da família, do casamento, por exemplo, prioridades da acção cristã evangélica, andem por aí a «syrizar» a pretexto de estarem contra a Europa, contra a austeridade, contra Passos Coelho... Tudo por causa de dinheiro e sob a capa (o que não é intelectualmente honesto e factualmente verdadeiro) da solidariedade com os mais pobres... O que lhes dói é o facto de receberem menos ao fim do mês (é verdadeiro e quiçá injusto...) por serem funcionários públicos, pensionistas e reformados... Esta coisa de ser coerente tem que se lhe diga! Os mesmos que «syrizam» estariam a falar dos valores de que (sempre) encheram a boca se o patrão (o Estado) lhes tivesse faltado com o ordenado, pensão ou reforma por falta de dinheiro! A bancarrota ter-lhes-ia mantido a coerência, o que não deixa de ser curioso...
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Estou a pensar que «quem fala a verdade manifesta a justiça; porém, a testemunha falsa produz a fraude».Sem verdade não há justiça (ela, a justiça, já é má quando é tardia, quanto mais se assenta na mentira...); a justiça proclamada com base em testemunho falso é pior (tem efeitos mais negativos) que a trafulhisse de Alves dos Reis...
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Estou a pensar que uma ideia feita (preconceito) resiste a toda a argumentação. Não se troca (facilmente) o que está feito (a ideia) por aquilo que é preciso fazer (outra ideia). São como burros os preconceituosos: não mudam!
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