domingo, 21 de fevereiro de 2021

Memórias...

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--"Não é fatal que vivamos em função do desconhecido ou arrastando a existência como se tudo terminasse numa mais ou menos concorrida e lacrimejada cerimónia fúnebre. Ou ficar dependente de atitudes alheias, que nos garantirão um devir além da morte sossegado. Podemos indagar o que quisermos, andar pelos caminhos que escolhermos, adoptar a religião mais compatível com as nossas opções filosóficas, ou não querer nada com o que possa parecer religioso. Podemos até matar Deus na nossa mente, expulsá-lo do nosso coração, viver o nosso percurso sem balizas ou limitações. Podemos tudo. Por mim, à semelhança da querida Beatriz, que está agora com o Senhor e os seus santos, prefiro confiar, sem reservas, na manifestação objectiva do amor de Deus, que não me quis sem opção prisioneiro dum destino sem luz, duma morte sem esperança, dum túmulo frio sem saída. Por isso dou-vos este singelo testemunho e peço que me ajudem a manter-me neste caminho de vida, crendo em Jesus até que a morte, enquanto, como último inimigo, não for vencida e me separe de vós.»"--
Faro, 20 de Fevereiro de 2014.
José Manuel Martins

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