É uma ilusão programar o destino (o futuro, o que há-de vir...)!
É normal ter agenda, elenco de tarefas, acções, objectivos... é adequado sonhar todos os sonhos, imaginar todos os cenários, criar condições para que só ocorra o que desejamos.
É próprio da condição humana cada um «esquecer-se» que a vida é para viver e só se vive aquela que se tem...
Não se pode viver o amanhã sem esperar que ele chegue. Se chegar, pode até ser vivido como idealizámos. Certo, certo é que só saberemos qual é o dia de amanhã se lá chegarmos! Óbvio, pois sabemos, por experiência, que vivemos apenas o que vivemos de acordo com as condições de cada momento, muitas delas (a maioria delas) resultado do que fizemos, pensámos, programámos...
Dizer «amanhã faço isto, faço aquilo» é presunção que pode não dar certo! Aliás, cada pessoa muda (ou pode mudar) a cada minuto, a cada passo, o rumo do futuro que já tinha projectado. Redefine-se a cada instante. Inverte-se o sentido de marcha e adequa-se às circunstâncias de que não depende, que não são obra sua.
Em rigor, ao certo, não sabemos nada de nada acerca do amanhã... mas convém ter uma ideia! Umas vezes, ela serve, corresponde ao que previmos: acertamos! Mas não acertamos sempre, melhor, quase nunca acertamos. Por isso, não podemos fazer a Primavera com uma andorinha... Não esqueçamos isso!
«Prevemos» sempre o nosso futuro e poucas vezes nos encontramos com ele. Umas vezes, porque o limitámos, pensando só nas nossas capacidades; outras, porque o ampliamos tanto que nos amedrontamos com a natureza da missão.
O melhor é deixar que o futuro aconteça de acordo com as nossas convicções, em conformidade com a visão que temos do mundo. Não ter convicções nem saber olhar para o mundo de modo próprio, o futuro que tiver que acontecer não será nosso - será o futuro onde nos sentiremos perdidos!
Tomamos hoje decisões que poderão ser o substrato do nosso futuro se corresponderem às certezas do amanhã que só existe porque temos esperança segura e vemos o invisível!
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