<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895</id><updated>2011-12-19T14:49:01.114Z</updated><title type='text'>Entre Laços d'Ontem</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Letras d'Ouro, editores</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4164673893948824794</id><published>2011-12-19T14:49:00.000Z</published><updated>2011-12-19T14:49:01.129Z</updated><title type='text'>Tanta parra para tão pouca uva...</title><content type='html'>Bem me parecia que a praça pública servia de palco para os actores políticos do Ministério da Justiça! Tanta conversa mediática sobre a «desonestidades» dos advogados que prestam serviços ao Estado no âmbito do Acesso ao Direito (porque os que beneficiam de contratos de milhões por ajuste directo com o Estado são todos «honestos», prestam serviço sem mácula...)para, agora, se saber que dos milhares de profissionais auditados só «uma percentagem mínima» terá cometido abusos e «abusos de monta contam-se pelos dedos das mãos»... (cf. texto de Magalhães e Silva, infra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale bem a pena «lavar o cérebro» a uns quantos concidadãos que «fazem opinião e pagam impostos» para se transformar um grão de areia numa montanha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, agora, à obra de punir os abusadores! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão necessária essa punição quanto a recuperação do bom nome de quem dá o seu melhor em prol das causas que lhe são confiadas, mesmo que trabalhe meses a fio sem receber e ainda tenha que pagar para prestar o serviço a que está obrigado... JMM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«O Avesso e o Direito A senhora ministra O tom de escândalo com que a ministra publicitou a auditoria ao patrocínio oficioso não é inocente. 18 Dezembro 2011Nº de votos (0) Comentários (0) Por:Magalhães e Silva, Advogado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É que os casos em que se cometeram abusos, e não meros erros, são uma percentagem mínima; e abusos de monta contam-se pelos dedos das mãos. Basta ler o relatório final. Na calha, parece estar o uso da auditoria como rampa para a criação do defensor público profissionalizado, no âmbito de um instituto público, tutelado pelo ministro da Justiça. Ora a ideia de um defensor público, com apertadas exigências de acesso, garantia de carreira, remuneração equivalente à do MP e total autonomia no exercício do mandato, não é nova e pode revelar-se a melhor solução para a protecção dos direitos dos que não podem pagar advogado. Mas pôr o defensor sob tutela do ministro é transformá-lo em funcionário público. E isso nunca. É que a lei atribui à OA a função de regulador da profissão. E por isso só a ela cabe a tutela de todos os advogados: dos privados e, existam eles, dos públicos. Não se atreva a ministra a prosseguir no projecto. Custar-lhe-á o lugar.»&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4164673893948824794?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4164673893948824794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/12/tanta-parra-para-tao-pouca-uva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4164673893948824794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4164673893948824794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/12/tanta-parra-para-tao-pouca-uva.html' title='Tanta parra para tão pouca uva...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-3412822467963001651</id><published>2011-12-18T10:40:00.000Z</published><updated>2011-12-18T10:42:44.254Z</updated><title type='text'>A posição dos «anónimos»...</title><content type='html'>Duas reacções ao meu apontamento sobre o Acesso ao Direito, de autores não identificados, que aqui registo.Estaria disposto a responder a cada um deles se soubesse quem são e ao que vêm...De qualquer forma, para além do «tom acintoso», que aqui ou acolá revelam, são pontos de vista que representam posicionamentos sociais relevantes, embora, nalguns casos, nem sempre esclarecidos.Por mim falo, visto que não represento nada nem ninguém, (pela classe falarão quem a representa...), dizendo que não compete aos advogados seleccionar quem é pobre ou não é para efeitos de Acesso ao Direito e que os resultados da minha intervenção como patrono nomeado são públicos... JMM****«Diz algures o senhor licenciado que os “coitados” dos advogados têm que pagar para trabalhar, mas não fala das centenas de milhares de euros que cobram ao estado, ou seja aos contribuintes, por serviços que nunca foram prestados, não têm espelho em casa. Não levantem falsas questões para limpar a "caca" que muitos dos senhores oficiosos fazem. Fala ainda dos cidadãos não terem dinheiro para pagar a justiça, em primeiro lugar permita-me dizer que, na minha opinião, os oficiosos não são a melhor opção para aceder à justiça, em segundo lugar, os mais creditados não estão acessíveis a qualquer bolsa, falo daqueles que, através das mais diversas manobras dilatórias, questões de legalidade das diligências e aproveitamento das lacunas da lei, conduzem os casos dos poderosos, dos ricos e dos influentes à prescrição, aproveitando do excesso legal de direitos dos arguidos (dos tais, porque dos pobres que o senhor fala nem vocês querem saber porque não lhes trazem prestígio nem dinheiro), aqueles que cometem as maiores atrocidades contra as finanças do estado, contra as crianças desprotegidas, aqueles que enriquecem ilicitamente. Já agora fale dos pobres que o senhor defendeu com o seu dote altruísta. O direito deve servir a justiça não é a justiça que deve servir o direito. Deixem lá a senhora ministra e olhem para vocês. Já agora não esqueça que a ordem dos advogados existe para substituir o estado na regulação da atividade e não para atacar quem lhes pode retirar o estatuto, que de interesse público nada se me dá a compreender, a não ser o da própria classe. O senhor não é claro no seu texto mas na minha opinião de leitor, cidadão e contribuinte, mais me parece ser um mensageiro do senhor arrogante e com falta de educação a que atrás aludi, disfarçado de robin dos bosques dos pobres sem justiça. Publique a sua lista de exemplos de altruísmo para eu me retratar».***«Meu caro amigo, o senhor está preocupado com os cidadãos ou com a senhora ministra?Não consegue olhar para dentro da sua classe?Será que é mentira que os seus colegas estão a cobrar ao estado serviços que nunca foram prestados? Não é isso crime cometido por quem tem o dever de, mais que ninguém, cumprir a lei, ou os advogados estão dispensados de tal dever? Afinal não andaram os senhores advogados oficiosos a burlar o estado cobrando serviços não prestados? Ou seja a todos os portugueses através dos seus impostos? Afinal não tem o senhor o dever de apontar o dedo aos seus colegas quando cometem crimes, ou acha que ser solidário com isso lhe traz prestígio???Qualquer divergência que o senhor ou aquele indivíduo mal educado e arrogante que elegeram como bastonário deve ficar fora da questão criminosa da cobrança de cerca de meio milhão de euros por parte dos seus pares ao estado, na qual também eu, através dos meus impostos, fui subtraído; € 500.000,00 apurados em auditoria, sabendo o senhor melhor do que eu que o valor real será MUITO superior mas que, infelizmente, não é possível descortinar...Fala o senhor do acesso à justiça pelos cidadãos com dignidade e eficácia, e bem, mas falemos também das vossas cobranças indevidas, esse direito de acesso à justiça é aproveitado por algumas das V.ªs Ex.ªs para minar, mais ainda, os frágeis alicerces da nossa economia e das contas do estado. Se quer falar de interesses fale dos dos seus colegas oficiosos, se bem que na minha opinião, todos vocês visam unicamente a vossa conta bancária a pretexto da defesa dos pobres; afinal quais pobres é que os senhores defendem? Qual o vosso, E O SEU, altruísmo no meio disto tudo? Não me venha com conversa das dificuldades de acesso ao direito, se bem que o sistema é complicado, tal se deve em parte a uma necessidade de controlar se o cidadão carece ou não desse apoio de todos nós mas, MUITO MAIS GRAVE, é a FALTA DE CONTROLO do estado sobre as vossas cobranças ilícitas.Lamenta o senhor a demora de um ano que o estado leva a pagar os VOSSOS SERVIÇOS, pois eu acho que se o estado não pagasse esse tal ano de atraso, ainda ficariam a dever dinheiro ao estado.O problema aqui é que o dinheiro que reclamam, muito dele indevidamente, NÃO É DO ESTADO, meu amigo, é dos CONTRIBUINTES, e aí EU sinto-me subtraído pelos senhores doutores (licenciados).»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-3412822467963001651?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/3412822467963001651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/12/posicao-dos-anonimos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3412822467963001651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3412822467963001651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/12/posicao-dos-anonimos.html' title='A posição dos «anónimos»...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6855963056386258800</id><published>2011-12-12T17:28:00.001Z</published><updated>2011-12-16T10:30:15.609Z</updated><title type='text'>Acesso ao Direito: os advogados, os pobres e a ... Srª Ministra da Justiça...</title><content type='html'>É incrível como as incompatibilidades pessoais e as «lutas políticas» no seio duma classe profissional podem ser lesivas para tantos cidadãos!Vem isto a propósito do direito que têm os nossos concidadãos mais desfavorecidos de aceder à Justiça com dignidade e garantias de eficácia na defesa dos seus direitos. Os pobres não podem ser arredados do sistema de Justiça sem pôr em causa a dignidade da pessoa humana. E eles não poderão ser protegidos senão por advogados competentes e empenhados nas suas causas. O sistema de Acesso ao Direito, tal como está, padece dum «vício» grave: depender a apreciação dos pedidos da Segurança Social. A pretensão deveria ser analisada e decidida pelo juiz da causa, sendo a nomeação feita pela Ordem dos Advogados. À Segurança  Social, ao Fisco, às Câmaras Municipais, aos Bancos, à Direcção-Geral do Tesouro, por exemplo, competiria, a pedido do interessado e sem custos para este ou do Juiz da causa, fornecer todos os elementos referentes à sua situação pessoal, familiar e financeira relevante para apreciação do pedio de Apoio Judiciário. À Ordem dos Advogados, em conjugação com o Ministério da Justiça,competiria provisionar as despesas e honorários dos advogados de acordo com tabelas definidas e justas!No estado em que se encontra a situação nem os advogados quererão manter-se vinculados so sistema (faz sentido estar à espera do pagamento do que lhes é devido há UM ANO?)nem os pobres se sentirão seguros (podem pedir trabalho proficuo, sério, competente aos advogados que não recebem e ainda têm que PAGAR PARA TRABALHAR?)...Este Governo e esta Senhora Ministra (Quer ser mais papista que o papa, pois sendo advogada não quer ser acusada de os favorecer? Que não os favoreça, que os advogados não precisam, mas que não os prejudique, ainda por cima com injúrias e violação directa da lei em vigor...).Este é um assunto que interessa a muitos milhares de cidadãos portugueses, directamente, por não terem como pagar a Justiça. E não é indiferente, antes pelo contrário, à sociedade em geral que paga impostos e não quer mais conflitualidade social. Quem quer ver os injustiçados a fazer justiça pelas próprias maõs!? É voltar à barbárie...JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6855963056386258800?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6855963056386258800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/12/e-incrivel-como-as-incompatibilidades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6855963056386258800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6855963056386258800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/12/e-incrivel-como-as-incompatibilidades.html' title='Acesso ao Direito: os advogados, os pobres e a ... Srª Ministra da Justiça...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4502488441231827175</id><published>2011-12-10T19:56:00.001Z</published><updated>2011-12-11T19:26:19.374Z</updated><title type='text'>O tormento natalício...</title><content type='html'>O que vai por aí! Tanta gente em movimento...para dar alguma coisa aos outros, às crianças, aos velhos, aos desvalidos...Nada de mal, antes pelo contrário.Se o que faz falta a todos não estiver apenas ao alcance de alguns, tanto melhor.As vias para chegar lá são muitas. Está incluída a solidariedade, representada em actos de benemerência...O que nunca se dá é o melhor, o que mais nos agrada, o que mais nos faz falta... se damos, damos para além do que nos é preciso..O problema é que damos coisas. Coisas que nem sabemos se fazem falta, se são úteis... Temos que dar que é Natal, fica bem, é obrigatório, alguém levará a mal se não receber...É um tormento viver o Natal assim, em correria para dar alguma coisa... O tempo urge, estamos quase próximos da data, ainda nos falta comprar isto para aquele, isto para aquela, isto para mim (também sou filho de Deus...), isto, mais isto, mais aquilo...Ainda me falta isto... não me posso esquecer daquilo... Ai, meu Deus, e a prenda para...., que o ano passado me ofereceu isto (está para ali arrumado, sem préstimo...). Se me esquecesse...Estou farto do Natal assim... atormentado... desejoso que passe e não volte...Queria mais que fosse tempo de partilha de «bens imateriais», sem correspondência em euros ou dólares, inconvertíveis em bens tangíveis, transacionáveis, enquadrados na balança comercial... Sim, bens que fossem «património da Humanidade»... Podiam ser representados por cantigas (porque não!), abraços, palavras amigas, mãos dadas, coisas assim, com calor, afectivas, que fizessem as pessoas gostar mais de si para gostar mais dos...outros!Tempo de dar quem somos, de receber quem os outros são, tempo de humanizar... de sermos uns com os outros, da fazer a «casa comum» sem distinções..Tempo de procurar o próprio rumo e tirar os obstáculos do caminho, caminhar numa auto-estrada de sonho, na mira da realização da esperança...Esperança de que a morte é apenas o sinal luminoso que anuncia que a vida agora está noutra dimensão, perene, que dispensa as coisas e vive de dádivas de reconhecimento universal...Tempo de vencer a crise, qualquer crise, bastando dar-se cada uma a si próprio como Deus se deu a cada um...Tempo de vencer o tormento do momento, trocando cada dia tudo para que não sucumbamos à azáfama de tudo trocar em vista dum só dia...Mesmo que a esse dia se chame Natal (Oh! Já não simboliza esse dia maior em que Deus se fez tal qual somos e nos deu tudo o que tinha, todos os dias, e dá sempre enquanto quisermos... sem data aprazada ou dia convencionado... DEU-SE! Pronto!)José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4502488441231827175?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4502488441231827175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/12/o-tormento-natalicio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4502488441231827175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4502488441231827175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/12/o-tormento-natalicio.html' title='O tormento natalício...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4840431863164048262</id><published>2011-08-09T21:51:00.005+01:00</published><updated>2011-08-10T08:43:40.974+01:00</updated><title type='text'>Homem contra homem: violência doméstica?</title><content type='html'>A notícia de referência do Diário de Notícias de hoje chamou-me a atenção particularmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Polícia recebeu queixa de violência doméstica no dia 12 de Julho às sete da manhã. Jorge Nuno de Sá é casado desde Janeiro, mas atravessa uma fase de separação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 12 de Julho, por volta das sete da manhã, a PSP recebeu um pedido de ajuda. Carlos Eduardo Maceno de Sá, venezuelano de 25 anos, tinha sido alegadamente agredido pelo marido, Jorge Nuno de Sá, ex-deputado do PSD, com quem se casou a 31 de Janeiro deste ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo fonte da PSP, o ambiente na residência do casal estava calmo, apesar do jovem massagista apresentar "escoriações no pescoço e dizer que o marido o tinha tentado asfixiar". Porém, a mesma fonte garantiu ao DN que o marido do antigo presidente da JSD encontrava-se "embriagado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contactado pelo DN, o social democrata - actualmente coordenador para a educação na Junta de Freguesia de Alcântara, em Lisboa - negou as acusações. "Não falo da minha vida privada, mas nunca agredi ninguém." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Maceno, de 25 anos, não quis igualmente comentar o assunto, mas adiantou ao DN que está separado do marido. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem contra homem! Um dizia que estava separado do marido (um homem), o outro certamente diria que estava separado da mulher (um homem)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fora a extravagância de quem nos governa e não estaria um sexagenário como eu nesta confusão de conceitos. Afinal o que sempre me arrepiou foi que um homem batesse na sua mulher (o contrário, menos comum, também é verdadeiro...), que o pai ou a mãe batesse no filhos, sempre dentro de quatro paredes onde ninguém estava autorizado a entrar. Pior mesmo era que (ainda é) a «consciência» da família próxima e da vizinhança não estivesse despertada para o femómeno e, em regra, dissesse «entre marido e mulher não metas a tua colher»... deixando que a violência acontecesse e se transformasse num processo degradante de violação de direitos primários: a vida, o bem estar físico e psicológico...&lt;br /&gt;Agora, nesta mudança de paradigma, quando ainda não está vencido o flagelo da violência na família (na qual, por regra, o agressor é o detentor do poder...)sou confrontado com este problema: um homem, adulto, bate noutro homem (adulto) e tenho que chamar a polícia porque, entre portas, está a ocorrer um «crime de violência doméstica»...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, apesar da lei, de estarem casados, de viverem conjugalmente, ainda é difícil entender que se lhes aplique o regime relativo ao crime de violência doméstica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São grandinhos, que se entendam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias, nem por acaso, estava a ler um texto de que respigo uma nota, que corresponde ao que penso dever ser, numa sociedade inspirada nos valores cristãos, o casamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Este é o ensino apostólico que o secularismo actual pretende subverter admitindo a união conjugal entre indivíduos do mesmo sexo. O casamento é a união de um homem e de uma mulher, os quais se tornam uma «só pessoa», significando que passam a ter um desígnio comum (juntos de corpo e alma). Pode um indivíduo, de acordo com a lei do respectivo país, ter o direito de celebrar um contrato de casamento com outro do mesmo sexo (aliás, hoje, em Portugal, «casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas…», podendo sê-lo dois homens ou duas mulheres), mas se o exercer não pode pertencer à comunidade dos santos, a Igreja de Cristo por violação da prescrição divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer conservador,retrógrado, ou o que quer que seja, mas é a matriz em que me identifico e modela a minha cosmovisão. Sem prejuízo das diferenças que andam por aí, como essa dum homem poder ser a mulher doutro homem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4840431863164048262?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4840431863164048262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/08/homem-contra-homem-violencia-domestica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4840431863164048262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4840431863164048262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/08/homem-contra-homem-violencia-domestica.html' title='Homem contra homem: violência doméstica?'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6899567557678126154</id><published>2011-06-24T12:32:00.001+01:00</published><updated>2011-06-26T10:30:05.376+01:00</updated><title type='text'>Angola: Seitas Religiosas (Duas sugestões de leitura).</title><content type='html'>É sempre muito sensível o trabalho daqueles que não se enquadram nos parâmetros da orientação religiosa maioritária num determinado país ou região e querem chegar às pessoas com a mensagem de que são arautos.&lt;br /&gt;Chamou-me a atenção a carta da leitora, que transcrevo, publicada no Jornal de Angola, hoje. &lt;br /&gt;Sempre a mesma matriz de oposição aos que vêem o mundo de modo diferente: não pensam como nós, são «seitas».&lt;br /&gt;Voltei aos anos 50 do século passado e lembrei-me da acção dos missionários pentecostais no Cuanza Sul: arautos duma seita, ao serviço de interesses estrangeiros!&lt;br /&gt;A história encarregou-se de mostrar que estavam ao serviço do povo e eram arautos de Jesus Cristo e do seu Evangelho!&lt;br /&gt;Para os interessados no tema (especialmente os que agora, com as devidas adaptações, estão a ministrar o Evangelho em Angola e a investir recursos, humanos e financeiros, na obra social de apoio aos mais desfavorecidos, sugiro a leitura de ANGOLA – Memórias de Um Missionário, de Joaquim António Cartaxo Martins (2ª edição, à venda na FNAC) e RECANTOS DO MUNDO - O pentecostalismo em Angola – subsídios para a história das Assembleias de Deus, de José Manuel Martins (1ª Edição, à venda na CAPU)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartas do Leitor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seitas religiosas&lt;br /&gt;24 de Junho, 2011&lt;br /&gt;As seitas religiosas continuam a preocupar os cidadãos pelas práticas contrárias à lei e fomentadoras de desavenças entre familiares.&lt;br /&gt;Tenho conhecimento de casos de familiares que se separaram por seitas religiosas porem uns contra os outros, com mentiras.&lt;br /&gt;Essas seitas religiosas incitam ao ódio e são a causa de desintegração de muitas famílias.&lt;br /&gt;Que se faça um trabalho aturado para se travarem as actividades das seitas ilegais.&lt;br /&gt;Há pessoas sem escrúpulos que causam a confusão no seio das famílias. E o pior de tudo é que muitos cidadãos pagam a supostos “pastores” para estes fazerem das suas, induzindo-os a pensar que o mal que acontece nas suas vidas é feito por familiares.&lt;br /&gt;O Instituto Nacional de Assuntos Religiosos, do Ministério da Cultura, deve realizar campanhas de sensibilização, alertando para os perigos que representam as seitas religiosas que actuam ilegalmente no país.&lt;br /&gt;Essas seitas actuam geralmente entre pessoas pobres e com um baixo nível de escolaridade, o que não é um mero acaso. &lt;br /&gt;Entre pobres e analfabetos ou semianalfabetas mais facilmente podem enganar.&lt;br /&gt;O Instituto Nacional de Assuntos Religiosos tem um grande trabalho pela frente, mas vale a pena fazê-lo para bem de toda a comunidade. A protecção e a estabilidade da família devem ser uma prioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Margarida Luau | Bairro Cazenga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6899567557678126154?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6899567557678126154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/angola-seitas-religiosas-duas-sugestoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6899567557678126154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6899567557678126154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/angola-seitas-religiosas-duas-sugestoes.html' title='Angola: Seitas Religiosas (Duas sugestões de leitura).'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6777274955696236531</id><published>2011-06-21T00:50:00.004+01:00</published><updated>2011-06-21T01:11:31.361+01:00</updated><title type='text'>O cinismo analítico de Marcelo Rebelo de Sousa...</title><content type='html'>No domingo passado, no seu comentário televisivo, Marcelo Rebelo de Sousa cavou a sepultura à candidatura de Fernando Nobre à presidência da Assembleia da República!&lt;br /&gt;A sua «aposta» na eleição desse deputado não podia ser mais cínica! Dizia o Prof. que o candidato não tinha mérito pessoal nem político para o exercício do cargo e que, por ele, não seria eleito; no entanto, os deputados lá se encarregariam de eleger quem não tinha...mérito!&lt;br /&gt;No fundo, ele queria dizer isto: se elegerem Fernando Nobre, elegem um «desqualificado».&lt;br /&gt;Depois dessa «lição», o Prof. tirou a liberdade de votos aos deputados que não pertencem à bancada do PSD! Nenhum outro deputado, cujo partido antes tinha dito não apoiar Fernando Nobre, se quis arriscar à censura do Prof...&lt;br /&gt;O resultado das votações é exactamente aquele que MRS queria, embora tivesse apostado no contrário para...disfarçar.&lt;br /&gt;A «jogada» foi de mestre!&lt;br /&gt;Quando ele disser que quer que o Governo de Passos Coelho tenha sucesso, desconfiemos&lt;br /&gt;Espero que o futuro da governação não fique prisioneiro do comentário político ao domingo à noite!&lt;br /&gt;Seria mau sinal...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6777274955696236531?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6777274955696236531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/o-cinismo-analitico-de-marcelo-rebelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6777274955696236531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6777274955696236531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/o-cinismo-analitico-de-marcelo-rebelo.html' title='O cinismo analítico de Marcelo Rebelo de Sousa...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7750475081348075247</id><published>2011-06-18T09:31:00.003+01:00</published><updated>2011-06-18T09:47:21.625+01:00</updated><title type='text'>Bons sinais...</title><content type='html'>Há, hoje, um clima favorável, do ponto de vista emocional e político, para enfrentar o futuro próximo com coragem e vontade de vencer o desafio da dívida pública e privada: temos Governo constituído, uma maioria que o povo escolheu, um Presidente da Répública recém-eleito empenhado em ajudar o novo poder executivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São bons sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos,no imediato, de mais dois &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é que o Presidente da Assembleia da República seja o candidato apresentado pelo partido mais votado pelo povo. Não se compreenderia que fosse doutro modo. Desta maneira, o CDS não pode deixar de apoiar esse candidato. Seria um excelente sinal para assegurar esse clima favorável (o PS, cumprindo a tradição, podia ajudar...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo é que os políticos, que não foram reeleitos, prescindam, a favor da comunidade, dos subsídios a quem têm direito ou, numa solução menor, aceitem recebê-los, sem juros, quando o programa de estabilização financeira aprovado estiver concluído. Dariam uma pequena ajuda ao país (afinal, foi durante o mandato deles que a crise se agravou...) e contribuiriam para manter este clima favorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7750475081348075247?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7750475081348075247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/bons-sinais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7750475081348075247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7750475081348075247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/bons-sinais.html' title='Bons sinais...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2214254900467975964</id><published>2011-06-08T10:19:00.002+01:00</published><updated>2011-06-08T10:46:02.287+01:00</updated><title type='text'>Estudar, estudar...</title><content type='html'>É preciso estar formado para responder às solicitações do mundo novo que vivemos em termos de exigência e qualificação... A atitude correcta é a daqueles que não desistem de aprender todos os dias! Estar preparado HOJE e continuar a preparar-se para responder a novos desafios...&lt;br /&gt;Há de facto um tempo ideal para tudo: agora é o tempo dos jovens que salvarão a Nação da bancarrota preparando-se com afinco para trabalhar, trabalhar....cumprir, cumprir...Não podem esperar por «Novas Oportunidades» para acederem a um lugar estatístico de «técnico» ou «doutor». Para os que querem aprender, existem hoje todas as condições (mesmo para os que pertencem a agregados familiares com menores recurso económicos...).&lt;br /&gt;Mas os que estão na vida profissional activa (em especial aqueles a quem a desgraça do desemprego bateu à porta) têm o mesmo dever: estudar, estudar...&lt;br /&gt;Não há desânimo que sempre dure! A Nação conta com cada um para assumir o protagonismo do trabalho eficiente e com altos índices de produtividade. Só sabendo muito na área em que desenvolvemos a nossa actividade profissional (seja ela qual for) se chega lá!&lt;br /&gt;Do nosso ponto de vista, os recursos para ser aplicados na área da educação e formação profissional não podem, agora que são mais escassos, destinar-se a reconhecer competências que não têm aplicação prática (e imediata) na criação de riqueza. Que interessa reconhecer o 12º ano a quem já tem 65 anos, sem vida profissional activa, permitindo-lhe o acesso à Universidade? Se isso se fizer com recursos públicos não é justo, porque tal investimento não terá retorno colectivo imediato (e não terá, com a ressalva da excepção que sempre haverá, no futuro...).&lt;br /&gt;Agora é oportuno mobilizar todos os recursos disponíveis para garantir a melhor qualidade de ensino a todos os que, estando no seu tempo próprio (as crianças e os jovens) querem ESTUDAR... Os recurso públicos só chegam para os que querem ESTUDAR! Os que não querem, não estudem ou paguem os estudos com recursos próprios!&lt;br /&gt;Parece que isto se podia e devia ensinar às crianças e jovens aos Domingos de manhã, nas catequeses, escolas bíblicas... e especialmente ensinar todos os dias em casa! Quem se demitir de fazer isso não é... patriota!&lt;br /&gt;JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2214254900467975964?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2214254900467975964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/estudar-estudar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2214254900467975964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2214254900467975964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/estudar-estudar.html' title='Estudar, estudar...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4707895058865800517</id><published>2011-06-07T17:12:00.002+01:00</published><updated>2011-06-07T17:34:32.567+01:00</updated><title type='text'>Crumprir, cumprir...</title><content type='html'>Pode ser um pormenor. &lt;br /&gt;Mas o futuro imediato dos portugueses depende da capacidade de cumprir as obrigações assumidas.&lt;br /&gt;Cumprir pontualmente, não deixar para amanhã...&lt;br /&gt;Há dias ouvi o representante da Associação dos Gestores e Empreendedores Cristãos (católicos romanos comprometidos) dizer que uma das propostas para a saída da crise assentava na exigência dos cristãos à frente de negócios e empresas cumprirem os prazos de pagamentos acordados.&lt;br /&gt;Achei curioso porque, na realidade, somos uma «nação de cristãos» que não cumpre a tempo e horas! Vivemos a adiar ou, pior, a não cumprir...&lt;br /&gt;Já pensamos que podemos melhorar o futuro, vencer a crise (dar um contributo...)cumprindo a tempo e horas as obrigações assumidas?&lt;br /&gt;Comprou um carro a prestações? Pague-as na data prevista (se não puder, antes que se vença o prazo, negoceie com o credor uma nova data...).&lt;br /&gt;Encomendou um livro, equipamente, um bem necessário e comprometeu-se a pagar no momento da entrega? Não devolva se não tem condições para pagar quando lhe entregam  encomenda... Antes, combine o adiamento da entrega ou negoceie a resolução cdo contrato.&lt;br /&gt;Se tem uma factura em mãos com um prazo que aceitou, não se remeta ao silêncio no dia do pagamento... pague ou avise o credor que não pode cumprir e negoceie nova data.&lt;br /&gt;Tem que pagar uma prestação em data aprazada mas o dinheiro faz-lhe falta para um «recreio»? Não vá, pague!&lt;br /&gt;É assim que entendo o apelo daqueles cristãos comprometidos, que podemos fazer nosso, para melhorar a condição dos portugueses em geral.&lt;br /&gt;Depois, empenhemo-nos em exigir que o Estado cumpra também com os seus credores, respeitando os prazos que estão na lei que ele próprio gerou!&lt;br /&gt;Vamos ser todos mais felizes e dar assim exemplo de que nos empenhamos em salvar a nossa nação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4707895058865800517?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4707895058865800517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/crumprir-cumprir.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4707895058865800517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4707895058865800517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/crumprir-cumprir.html' title='Crumprir, cumprir...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6030165940386817473</id><published>2011-06-07T16:22:00.002+01:00</published><updated>2011-06-07T16:54:17.567+01:00</updated><title type='text'>Trabalho, trabalho...</title><content type='html'>O pior que pode acontecer a uma sociedade organizada é permitir que se instale a ideia de que se «come sem trabalhar»!&lt;br /&gt;Mas isso acontece. Muita gente pensa que «há almoços grátis»!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso trabalhar para produzir o que comer, antes de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode qualquer um dar-se ao luxo de passar a dia a «consumir bens culturais» sem previamente ter garantido, com esforço e empenho,a sua quota para «a farinha do pão que tem à mesa»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece estarmos esquecidos que o trabalho é condição da dignidade humana e a ociosidade a manifestação do mais nefasto egoismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está à nossa frente um desafio enorme, que é pretexto para dar testemunho dos valores da nossa condição de cristãos assumidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem prejuízo da proclamação dos méritos morais e espirituais da mensagem que abraçamos, vamos ouvir reiterado incentivo ao trabalho denodado para que não falte o pão à mesa (do trabalho de cada um sobrará o suficiente para alimentar os que não podem  semear ou plantar... sempre teremos connosco os pobres!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, arregaçadas as mangas, vamos ao trabalho (trabalho, trabalho... não mero emprego!)onde ele for necessário e para que não falte pão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A auto-estima elevar-se-á quando do nosso pão estivermos em condições de ajudar outras mesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lamúria acerca «deles» (os responsáveis por tudo o que acontece..., que não sabem governar a nação) deve dar lugar à entrega sem reservas à luta pela criação de riqueza, cada um usando o seu talento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o enterrarmos não teremos moral para nos apresentarmos como exemplo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6030165940386817473?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6030165940386817473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/trabalho-trabalho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6030165940386817473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6030165940386817473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/trabalho-trabalho.html' title='Trabalho, trabalho...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-3500623228750863160</id><published>2011-06-07T14:12:00.003+01:00</published><updated>2011-06-07T16:07:40.488+01:00</updated><title type='text'>Rui Pedro (um caso singular da justiça à portuguesa)</title><content type='html'>Lêmos, algures, uma notícia sobre o assunto de que extractamos o seguinte: «Os pais de Rui Pedro, o rapaz que desapareceu em 1998 aos 11 anos, mantêm a esperança de que o filho continue vivo e acreditam que a acusação do Ministério Público, concluída 13 anos depois do último dia em que foi visto, pode ser uma forma de pressionar o único arguido a contar às autoridades o que se sabe. Afonso Eugénio, está acusado de rapto qualificado - acusação concluída a 11 de Fevereiro. »&lt;br /&gt;«O MP usa Alcina, prostituta em 1998 naquela zona, para garantir que Afonso cumpriu o plano: levar Rui, apenas com 11 anos, a ter relações sexuais com uma mulher. Alcina, que reconheceu o menino em fotos, disse ter estado com ele, a troco de 2 mil escudos, que recebeu de Afonso, mas negou as relações sexuais.  Rui, com epilepsia desde os três anos, estaria muito nervoso. Terá contado a Alcina que não queria ter sexo e pediu para voltar ao carro. Alcina levou-o de volta ao Fiat Uno. A PJ ainda seguiu a pista infrutífera de que terá ido a uma casa de alterne. Ao final da tarde, Manuel Mendonça pergunta pelo filho a Filomena e começaram aí as buscas pelo rapaz. Pelas 21h00, o pai de Rui Pedro consegue contactar Afonso e pelas 23h00 um homem entrega-lhe a bicicleta que encontrara abandonada. Até hoje, a PJ não consegue perceber por completo a versão e o álibi de Afonso, que diz que, após deixar Rui Pedro, esteve hora e meia parado em frente a uma farmácia, garantindo que depois esteve em casa da namorada. Inquirida pela PJ, a médica que seguia Rui Pedro diz que o estado avançado de epilepsia de que padecia poderia, após várias horas sem medicação, provocar vómitos e uma crise grave que em último caso poderia levar à morte.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me impressiona é o «protagonismo» da prostituta e a história da «iniciação sexual» dum miúdo de tão tenra idade…&lt;br /&gt;A justiça às vezes faz-se percorrendo caminhos onde o testemunho dessas pessoas sem credibilidade pessoal e social se torna relevante. Quem dá crédito a uma história destas? Parece, para já, que o Juiz de Instrução, que pronunciou o arguído pela prática de crime de rapto e abuso sexual de menor, deu. E em julgamento? Numa justica mediatizada em que está patente a luta duma mãe em sofrimento, tudo pode acontecer. Será o homem culpado? Saber-se-á, produzidas as provas, entre as quais valerá o testemunho duma testemunha marcada pela «profissão»: «a dissimulação e a mentira são os defeitos característicos do seu mister».&lt;br /&gt;Enfim, há uma família prisioneira ao passado, quer saber o que se passou com uma criança que desapareceu sem deixar rasto. Hoje seria (será) um homem de 24 anos. Onde parará? Importa sabê-lo! &lt;br /&gt;A Justiça não pode «varrer para debaixo do tapete», mesmo que o decurso do tempo tenha dificultado a descoberta da verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-3500623228750863160?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/3500623228750863160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/rui-pedro-um-caso-singular-da-justica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3500623228750863160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3500623228750863160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/rui-pedro-um-caso-singular-da-justica.html' title='Rui Pedro (um caso singular da justiça à portuguesa)'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6569290050238242337</id><published>2011-06-02T13:17:00.004+01:00</published><updated>2011-06-07T16:18:56.587+01:00</updated><title type='text'>Ninguém está na política para servir...</title><content type='html'>Esse é o mal!&lt;br /&gt;No momento em que temos que escolher os governantes do país vem-nos à cabeça isso mesmo: «Ninguém está na política para servir». É a voz do povo que, por genérica, afasta muitas pessoas competentes, com experiência de vida (profissional, familiar, académica, sei lá...)da actividade política. Só se ouve falar de gente que se aproveita do cargo público, baseado no voto ou de confiança de quem foi eleito, para enriquecer, directamente ou por interposta pessoa, para cumprir a sua vaidade pessoal, para fazer carreira sem necessidade de dar provas profissionais, cívicas, morais em ambiente comunitário, atestadas pelas pessoas comuns. Só se vê gente que se esconde nas «listas partidárias» para chegar onde o seu mérito pessoal não lhe permitiria (Sei eu, por acaso, quem são os candidatos que compõem as listas partidárias que concorrem pelo meu círculo eleitoral? Nenhum deles se me apresentou e o que sei fui recolher à imprensa ou à net onde estão as fotos e o currículo para eleitor...ler!); só se vê gente que associa interesses pessoais, empresariais, corporativos à actividade politica que se propõe exercer se for eleito. Gente tão afastada de nós não pode representar-nos! Mesmo que quisesse, não conhece o nosso pensamento, as nossas necessidade... Defenderá, isso sim, de acordo com o regime, o que for imposto pelas cúpulas do partido por que concorre.&lt;br /&gt;Depois, também sucede que o povo, apesar de votar e eleger, passa a vida a apontar o dedo aos políticos, numa desconfiança doentia (especialmente a parte do povo que não está enquadrada partidariamente ou estando não tem representantes em posições de distribuir benesses...), afastando, ab initio, aqueles (serão, infelizmente, poucos tem que se dizer...)que têm vocação para servir a causa pública, dar-se aos outros. Já imaginamos um candidato dizer, alto e bom som, como lema da sua campanha: «Estou aqui para servir os outros, os que votarem em mim...»? Seria alvo de chacota, de ridicularização pública. Ninguém acredita nisso!&lt;br /&gt;Portanto, quando formos, mais uma vez, votar, tomemos em consideração que estamos a perpetuar este sistema em que uns quantos se sacrificam para ser eleitos para depois fazer o que lhes dá na real gana! Afinal, foram escolhidos pelos partidos e só a estes devem...lealdade, serviço!&lt;br /&gt;Se quiser testar se o povo tem razão, candidate-se a qualquer coisa que dependa do voto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6569290050238242337?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6569290050238242337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/ninguem-esta-na-politica-para-servir.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6569290050238242337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6569290050238242337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/06/ninguem-esta-na-politica-para-servir.html' title='Ninguém está na política para servir...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5572235320475242975</id><published>2011-05-20T11:47:00.002+01:00</published><updated>2011-05-20T12:44:44.597+01:00</updated><title type='text'>Justiça: sim, foi feita, mas...</title><content type='html'>Hoje é um daqueles dias em que preferíamos meter a cabeça na areia e não a tirar de lá mais... se isso fosse possível, claro! Andar com ela de fora e «olhar» para a Justiça que se faz (ou não se faz) no nosso país pode constituir um pesadelo diário.&lt;br /&gt;Hoje um cidação foi absolvido da prática de dois crimes que lhe tinham sido imputados na acusação do Ministério Público: condução em estado de embriaguês e sem que tivesse licença que o habilitasse a conduzir. E foi bem (formalmente) absolvido apesar do Tribunal ter dado por provados os factos que lhe eram imputados: um dia, à noite, na AE, embateu em dois carros, que eram os últimos duma fila parada por se estar a prestar assistência aos feridos dum outro acidente que ocorrera momentos antes, mais à frente. Ficou mal tratado o condutor e teve que ser desencarcerado... No Hospital recolheram amostra de sangue para análise e confirmou-se que tinha uma TAS superior a 1,5 mg/l no momento do acidente; à autoridade que apareceu no local do acidente declarou que tinha carta de condução mas nunca a apresentou; os serviços públicos competentes certificaram que, em Portugal, nunca fora emitida licença de condução àquele cidadão...&lt;br /&gt;No inquérito, ouvido o dito cidadão, ele confirmou tudo o que constava no auto de notícia elaborado pela entidade policial e indicou uma nova morada...&lt;br /&gt;Então, sendo assim, perguntarão, qual foi a pena (de multa ou prisão...) que lhe foi aplicada?&lt;br /&gt;Nenhuma! Foi absolvido...&lt;br /&gt;Depois de três anos a gastar dinheiro (vejam só: custo do desencarceramento, assistência hospitalar, exames médico-legais para confirmar a alcoolemia, deslocação das pessoas para depor, pagamento pelo ISP dos estragos causados porque o veículo conduzido pelo dito cidadão seria roubado, trabalhos dos magistrados, dos oficiais de justiça, defensor oficioso..., ficamos todos mais pobres (afinal, directa ou indirectamente, são os nossos impostos que pagam isso tudo...) e...inseguros (então não é terrível saber que há cidadãos que conduzem, sem habilitação, carros roubados e em estado de embriaguês e que nos podem apanhar quando vamos calmamente na via pública a fazer a nossa condução cautelosa, pensando em nós e nos outros e que, no final, nada lhes acontece?).&lt;br /&gt;O tribunal deu por provados todos os factos acusatórios: a falta de carta e a embriaguês. E ainda assim absoluveu o acusado? Sim... por não se ter feito a prova que era ele quem conduzia o veículo...&lt;br /&gt;Mas... isso não é estranho, havendo intervenção de tantas entidades no processo? É! Só que, de acordo com a lei, a prova faz-se na audiência de julgamento. Nesta, o agente da GNR (está já na reserva e não se lembrava de praticamente nada...) não foi capaz de confirmar se o indíviduo que identificara ia ou não a conduzir... (introduzi essa dúvida na instância que lhe fiz...) coitado, só chegou depois do acidente se verificar! A outra testemunha, dona dum dos veículos abalroados, não tinha  certeza se ia ou não mais alguém no veículo que lhe embateu e donde saiu alguém todo ensaguentado... Mais: o Tribunal, face à ausência do arguido acusado, embora devidamente notificado para comparecer, decidiu considerar que nao era imprescindivel para o apuramento da verdade a presença dele. Assim, nenhuma testemunha pôde ser confrontado com ele e, eventualmente, reconhecê-lo...&lt;br /&gt;Ou seja, os factos acusatórios não puderam ser imputados ao arguido ausente!&lt;br /&gt;Juridica e processualmente, a absolvição é legal.&lt;br /&gt;Nós ficamos com os encargos da investigação, do julgamento e, ainda, com a certeza que andam por aí uns quantos indívidos a quem a sorte favorece por ineficiência da justiça.&lt;br /&gt;Hoje prefiro meter a cabeça na areia e, enquanto não me esquecer que fundamentei o pedido de absolvição de um cidadão, estrangeiro, que nem sequer conheço e que vou receber do OGE honorários (uma minudência, mas ainda assim o pagamento do meu trabalho...) vou sentir-me... deprimido!&lt;br /&gt;A Justiça, essa, entregue como está ao «desvario legislativo» duns políticos incompetentes, fica a sangrar, de alma atormentada, por já não poder garantir que são sempre condenados os culpados e absolvidos os inocentes... (sempre serão condenados alguns inocentes - o que horrível - e absolvidos alguns culpados (o que gera insegurança...) porque as leis têm destas coisas: tudo investigado, admitido... mas não provado na fase decisiva - o julgamento!&lt;br /&gt;JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5572235320475242975?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5572235320475242975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/justica-sim-foi-feita-mas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5572235320475242975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5572235320475242975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/justica-sim-foi-feita-mas.html' title='Justiça: sim, foi feita, mas...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-3361161109037555955</id><published>2011-05-19T22:32:00.003+01:00</published><updated>2011-05-19T23:22:11.163+01:00</updated><title type='text'>E agora!</title><content type='html'>Andaram por aí os líderes políticos a perorar, dois a dois, durantes semanas, e «aos molhos», num só progrma de TV! Falta o grande embate, que os «politólogos» promovem como sendo decisivo para o destino dos portugueses! Isto é apenas a amostra porque vêm aí as «arruadas», a propaganda ruidosa, a profusão de palavras gravadas e o papel às toneladas, ou seja, vai começar a campanha eleitoral que culminará na decisão popular, nas urnas, no próximo dia 5 de Junho.&lt;br /&gt;O que tínhamos que ouvir, está dito. De seguida, não se ouvirá nada nem ninguém: apenas barafunda e ruídos ensurdecedores. Sempre foi assim e desta vez, com mais ou menos dinheiro, não será diferente. É a festa de quem milita e já está convencido e não mudará de «clube». E então que o embate está anunciado como se fosse um quase Porto-Benfica, para gáudio de adeptos ferrenhos... Não é nas mãos desses que está o Futuro de Portugal, certamente! Estará nas minhas, nas dos que têm referências ideológicas, propugnam um combate por valores e sabem que antes de tudo estão as pessoas!&lt;br /&gt;E agora, amigos?&lt;br /&gt;Para onde vamos, qual é o nosso futuro?&lt;br /&gt;Podemos ir pelo caminho por onde temos caminhado, guiados por quem sentindo-se «iluminado» nos encaminhou para a beira do abismo; podemos ir atrás dos que declaram alto e bom som «não pagamos, restruturamos!»; podemos optar pelos que dizem que pedir emprestado é o mal menor mas não sabem onde vão buscar o dinheiro para pagar; podemos ir na onda dos que dizem que podemos continuar a viver «à grande e à francesa», sempre por conta de quem nos vai emprestando e quem vier a seguir que pague; podemos embalar-nos na demagogia barata dos que capitalizaram alguns votos, em campanha eleitoral recente, fazendo da política um circo, à custa dos desencantados da democracia e que a ridicularizam fazendo essa opção (legítima)de voto; podemos, agora, para esquecer o que tem sido normal, optar por quem garante estar a favor dos animais e da natureza (não esquecem as pessoas porque elas também são animais e vivem em contacto com a natureza..., numa manifestação idílica do mundo como se, de facto, não estivessemos em vias de perder o pão para a boca); podemos ir atrás da quimera do nacionalismo, da enxota dos imigrantes, da saída da Europa, da moeda única; podemos encarar a proposta de um governo de esquerda e patriótico (isso significa o quê, no nosso contexto?) que nacionaliza os bens rentáveis e os entrega à gestão de comissários políticos, que está contra os banqueiros e contra quantos almejam investir e lucrar; podemos até concordar que é a altura de recuperar a monarquia, de reduzir o número de Deputados, de acabar com os governos civis, juntas de freguesia, concelhos... Enfim, não nos faltam propostas! Isto se não quisermos ficar em casa ou não nos dermos ao trab alho de as estudar para formarmos uma decisão que nos salve como país...&lt;br /&gt;Sim, precisamos duma solução que nos tire deste atoleiro, onde chafurdam os «políticos das Jotas», do carreirismo, do amiguismo, do interesseirismo... Portugal não acaba no dia 5 mas seria bom que passasse a ser conduzido por gente de bem, que sabe o que é servir... Afinal, que queira efectivamente ser ministro em prol dos interesses do povo, de todos nós...&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Abstemo-nos? Votamos em branco? Anulamos o voto? Mantemos a coerência de sempre (falo para mim, que não tenho na cabeça uma sigla e não vivo pré-determinado e posso decidir dentro do meu quadro de referência de valores: só não me peçam que dê o voto aos que legalizaram casamentos homossexuais, o aborto em condições desumanas, malbaratam o dinheiro em acordos ruinosos, em subsídios aos que nada fazem por opção e em obras de regime improdutivas...) e não mudamos de sentido de voto?&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Vamos votar e depois intervir civicamente em coerência com a opção que fizermos?  Ou seja, cuidar, em acção, do destino de Portugal até às próximas eleições? Não podemos confiá-lo exclusivamente aos partidos políticos  porque eles, depois das eleições, tendem a esquecer as promessas feitas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-3361161109037555955?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/3361161109037555955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/e-agora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3361161109037555955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3361161109037555955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/e-agora.html' title='E agora!'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5122689986161406032</id><published>2011-05-14T23:58:00.001+01:00</published><updated>2011-05-14T23:58:53.726+01:00</updated><title type='text'>Dor de malícia...</title><content type='html'>Vai e caminha outras duas léguas&lt;br /&gt;mas não escondas a face selada&lt;br /&gt;com as marcas de intensa dor&lt;br /&gt;que relevam a tua coerência.&lt;br /&gt;Ontem sofreste o vil verbo&lt;br /&gt;açoite repetido injurioso violento&lt;br /&gt;calaste porém o justo reparo&lt;br /&gt;e à ofensa ofereceste decência.&lt;br /&gt;Estás pronto p’ra caminhar outras duas&lt;br /&gt;sem cuidar do chilreio dos fracos&lt;br /&gt;que falam de ti (mal)sem mérito&lt;br /&gt;vozes cruéis sem clemência.&lt;br /&gt;Não pares e regressa ao teu canto&lt;br /&gt;e conjuga (por bem) verbos diferentes&lt;br /&gt;mostrando o castigo em cor rósea&lt;br /&gt;infligido por ela a maledicência…&lt;br /&gt;JMM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5122689986161406032?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5122689986161406032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/dor-de-malicia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5122689986161406032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5122689986161406032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/dor-de-malicia.html' title='Dor de malícia...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2476662431746457638</id><published>2011-05-12T12:21:00.000+01:00</published><updated>2011-05-13T14:11:02.817+01:00</updated><title type='text'>Jefté…</title><content type='html'>Deserdem&lt;br /&gt;o valente soldado de Guilead,&lt;br /&gt;filho de uma ignota meretriz,&lt;br /&gt;e ele matará a própria filha&lt;br /&gt;em cumprimento da palavra dada…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deserdem&lt;br /&gt;Os filhos de mísera condição&lt;br /&gt;Tirando-os sem lei da vossa frente&lt;br /&gt;Na marcha para o áureo pedestal&lt;br /&gt;Eles matarão os vossos sonhos de poder…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deserdem&lt;br /&gt;Os nascidos espúrios, lá fora,&lt;br /&gt;E eles juntarão os vagabundos&lt;br /&gt;Batendo à porta dos afortunados&lt;br /&gt;Prontos para conquistar arraial…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deserdem&lt;br /&gt;O vosso irmão de sangue com ódio&lt;br /&gt;Tirem-lhe à força a casa do pai&lt;br /&gt;amarrarão o pronto braço de luta&lt;br /&gt;e os pés de regresso ao seu lar….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deserdem&lt;br /&gt;Os Jeftés nados no vosso burgo&lt;br /&gt;E engolirão a liderança dos fracos&lt;br /&gt;Filhos do ventre das meretrizes&lt;br /&gt;que se farão, sem querer, dignitários…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deserdem&lt;br /&gt;O pobre nas costas do povo retido&lt;br /&gt;pelo cerco do inimigo armado&lt;br /&gt;E ele, tomando o Senhor como testemunha,&lt;br /&gt;Restituir-lhe-á a dignidade perdida…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deserdem&lt;br /&gt;o povo na vã glória de o submeter&lt;br /&gt;e ele nomeará os de fora de casa&lt;br /&gt;os filhos doutra mulher, proscritos,&lt;br /&gt;valentes, cumpridores de promessas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Juízes 11, da Bíblia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2476662431746457638?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2476662431746457638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/jefte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2476662431746457638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2476662431746457638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/jefte.html' title='Jefté…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5485581907759484858</id><published>2011-05-07T12:01:00.000+01:00</published><updated>2011-05-07T12:03:01.878+01:00</updated><title type='text'>Só palavras…</title><content type='html'>Vi hoje um homem de rastos&lt;br /&gt;catar palavras certas no lixo:&lt;br /&gt;difícil em blá blá prolixo! &lt;br /&gt;Em afã mirava retratos&lt;br /&gt;de gente de fato e casaco:&lt;br /&gt;estava estupefacto!&lt;br /&gt;Títulos, fotos, desgraças&lt;br /&gt;impressas em livros e jornais:&lt;br /&gt;excessivos e quase anormais!&lt;br /&gt;Rasga esta, rasga aquela&lt;br /&gt;tantas palavras sem sentido:&lt;br /&gt;verdade e desmentido! &lt;br /&gt;Soerguendo-se bem cansado&lt;br /&gt;eis-lhe um sorriso nos lábios:&lt;br /&gt;palavras mas não de sábios!&lt;br /&gt;A ilusão daquele homem&lt;br /&gt;Está no sangue de muita gente:&lt;br /&gt;Se é engenheiro é decente!&lt;br /&gt;Voltará de novos aos despojos&lt;br /&gt;à procura do seu destino:&lt;br /&gt;encontrará palavras sem tino!&lt;br /&gt;Agora não são d’engenheiro&lt;br /&gt;o que não provoca dissabor:&lt;br /&gt;estão erradas, são de doutor!&lt;br /&gt;Para dar-lhe o meu conselho&lt;br /&gt;Pedi antes assentimento:&lt;br /&gt;Aqui não, só no parlamento!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5485581907759484858?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5485581907759484858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/so-palavras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5485581907759484858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5485581907759484858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/so-palavras.html' title='Só palavras…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7178493795999991291</id><published>2011-05-05T12:30:00.001+01:00</published><updated>2011-05-05T12:30:57.233+01:00</updated><title type='text'>Fé vitoriosa...</title><content type='html'>Falta  prata, falta  ouro&lt;br /&gt;dinheiro de uso vital:&lt;br /&gt;estou falido, afinal?&lt;br /&gt;Para uns, sim, é o normal&lt;br /&gt;tudo abaixo de zero:&lt;br /&gt;vaticínio tão severo...&lt;br /&gt;No âmago, pois, cá dentro&lt;br /&gt;há um grão para semear:&lt;br /&gt;dizer ao coxo: Levantar!&lt;br /&gt;Sem bolsa diante dele&lt;br /&gt;deparo com os seus olhos:&lt;br /&gt;de pé, colhe os teus molhos!&lt;br /&gt;Falido, de bolsos escassos&lt;br /&gt;pode ser, é habitual:&lt;br /&gt;é quando cai o pedestal.&lt;br /&gt;A mão está estendida&lt;br /&gt;um aleijado quer o pão:&lt;br /&gt;dou-lhe as pernas sem tostão.&lt;br /&gt;O que tenho, é o que dou&lt;br /&gt;eis a fé vitoriosa:&lt;br /&gt;Simão na porta Formosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7178493795999991291?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7178493795999991291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/fe-vitoriosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7178493795999991291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7178493795999991291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/fe-vitoriosa.html' title='Fé vitoriosa...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2346048443313542154</id><published>2011-05-04T23:25:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T23:26:00.371+01:00</updated><title type='text'>Sem anos…</title><content type='html'>Entre as formosas estás bem,&lt;br /&gt;Ouv’o que o espelho diz:&lt;br /&gt;que semblante tão feliz!&lt;br /&gt;Gotejaram pingos de dor&lt;br /&gt;d’olhos cerrados de pranto:&lt;br /&gt;’tas bela, amor, garanto!&lt;br /&gt;Um, dois pêndulos áureos,&lt;br /&gt;raras peças de artesão:&lt;br /&gt;tens faces belas sem senão!&lt;br /&gt;Pérolas, prata e ouro,&lt;br /&gt;à volta do teu pescoço:&lt;br /&gt;deslumbras-me, não sou moço!&lt;br /&gt;Volta de novo ao espelho,&lt;br /&gt;olvida que tens cem anos: &lt;br /&gt;Sonha, vive, faz planos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2346048443313542154?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2346048443313542154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/sem-anos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2346048443313542154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2346048443313542154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/sem-anos.html' title='Sem anos…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-9211854309330094355</id><published>2011-05-04T11:24:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T11:25:48.517+01:00</updated><title type='text'>Olhar de frente…</title><content type='html'>Santos de gema, puros,&lt;br /&gt;em rodopio de emoção,&lt;br /&gt;bêbados de si.&lt;br /&gt;Vêem de fugida, inebriados,&lt;br /&gt;rostos irmãos, estupefactos&lt;br /&gt;de tanto fervor.&lt;br /&gt;São opacos, sem luz,&lt;br /&gt;porque a deles, às voltas,&lt;br /&gt;tudo ofusca.&lt;br /&gt;Engolem ilusão em tragos&lt;br /&gt;que lhes embala o caminho&lt;br /&gt;sem obstáculos.&lt;br /&gt;Impuros, serenos,&lt;br /&gt;de cabeça fria, pensantes,&lt;br /&gt;são os da perdição.&lt;br /&gt;Inebriamento de santo&lt;br /&gt;é favor que se paga&lt;br /&gt;olhando o outro de frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-9211854309330094355?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/9211854309330094355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/olhar-de-frente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/9211854309330094355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/9211854309330094355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/olhar-de-frente.html' title='Olhar de frente…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-3150180070290839393</id><published>2011-05-03T11:14:00.001+01:00</published><updated>2011-05-03T11:43:13.372+01:00</updated><title type='text'>Sem brilho no rosto...</title><content type='html'>Esvai-se em inutilidades o tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;embotando de cinza escura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sentido da vida dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuso ainda o sol matinal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vão eles, iludidos, de novo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à espera que suceda o pensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, está em marcha o contrário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;decidido atrás da moita escura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na noite dos que desesperam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheado, sem norte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vêm da lida de mãos vazias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os  que sem brilho no rosto fenecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros, que não desistem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vão, amanhã, erguer-se de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mudando a cor do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-3150180070290839393?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/3150180070290839393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/sem-brilho-no-rosto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3150180070290839393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3150180070290839393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/sem-brilho-no-rosto.html' title='Sem brilho no rosto...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5201571576310760676</id><published>2011-05-02T19:15:00.000+01:00</published><updated>2011-05-02T19:16:09.538+01:00</updated><title type='text'>Esperança e pão...</title><content type='html'>Vi hoje um ninho de melros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em trincheiras de vimes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sacudidas pelo vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estavam as esperanças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e um melro de bico amarelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a repartir migalhas de pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança e pão juntos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;simbiose perfeita, acabada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em plúmulas vestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5201571576310760676?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5201571576310760676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/esperanca-e-pao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5201571576310760676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5201571576310760676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/esperanca-e-pao.html' title='Esperança e pão...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-1017777075457142099</id><published>2011-05-01T22:27:00.001+01:00</published><updated>2011-05-01T22:27:28.235+01:00</updated><title type='text'>Estou cansado...</title><content type='html'>Estou cansado&lt;br /&gt;da leveza das palavras&lt;br /&gt;ditas no templo da emoção.&lt;br /&gt;É fadiga do siso&lt;br /&gt;exposto às palavras&lt;br /&gt;ditas em catadupa.&lt;br /&gt;Estou cansado&lt;br /&gt;e de tímpanos frenéticos&lt;br /&gt;quase fora de mim.&lt;br /&gt;É fadiga da alma&lt;br /&gt;varada por palavras&lt;br /&gt;quase divinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-1017777075457142099?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/1017777075457142099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/estou-cansado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1017777075457142099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1017777075457142099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/05/estou-cansado.html' title='Estou cansado...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-8414047631454565027</id><published>2011-04-28T11:44:00.000+01:00</published><updated>2011-04-28T11:45:15.684+01:00</updated><title type='text'>Não é mito!</title><content type='html'>Se mito fosse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fulcro da história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- um homem-Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ter vencido a morte –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as testemunhas teriam mentido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delas, um a um, onze, mais as mulheres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todas oculares, presentes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;disseram: «Sim, ressuscitou o Senhor!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selando com sangue, tortura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o evento por todos vivido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer, com dor atroz,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por uma mentira dalguns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(«levaram os discípulos o corpo»)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não colhe, é ficção, em filme secundário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é «ouro» de veredicto traído!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mito, sim, que a mentira suporta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;andar um corpo de mão em mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às escondidas das tropas algozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estultícia sofrer e morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por um morto não ressurgido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Páscoa, 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-8414047631454565027?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/8414047631454565027/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/nao-e-mito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8414047631454565027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8414047631454565027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/nao-e-mito.html' title='Não é mito!'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-1758700550700392421</id><published>2011-04-28T11:42:00.001+01:00</published><updated>2011-04-28T11:42:59.191+01:00</updated><title type='text'>Veredas de paz.</title><content type='html'>Vai nas veredas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sisada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde não tropeçarão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vai nas veredas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que não se  prenderão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vai nas veredas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esperançada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois não vacilarão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vai nas veredas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;firme,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como a fé que suporta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(25 de Abri de 2011, dia do aniversário da minha filha Juliana, a quem dedico, com amor, estas singelas «Veredas de Paz».)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-1758700550700392421?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/1758700550700392421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/veredas-de-paz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1758700550700392421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1758700550700392421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/veredas-de-paz.html' title='Veredas de paz.'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-9075539579223987923</id><published>2011-04-07T22:35:00.000+01:00</published><updated>2011-04-07T22:36:28.001+01:00</updated><title type='text'>Outro lado da Justiça…</title><content type='html'>Mostrou-se-me doutro lado, não menos preocupante. Absolveu um homem sobre a acção do qual tinha já um juízo prévio, assente em indícios (isso, a que alguns chamam os «pressupostos de facto» mínimos para que alguém vá a julgamento e sofra uma condenação…). Só que há indícios melhores e outros piores. Mas quem indicia deve fazê-lo com trabalho sério, exigente, honesto, competente. Não basta indiciar se não pode provar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois hoje a Justiça confrontou-se com os seus próprios males, bebeu a sua sicuta, sucumbiu às próprias mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andou anos a dizer que fulano de tal conduziu um veículo com motor na via pública, sob influência de estupefacientes, que não estava, por isso, em condições de conduzir e fê-lo com negligência. Gastou muito dinheiro para sustentar essas afirmações: recolha de sangue, mobilização de agentes de polícia, custos laboratoriais… e muitas mais diligências ditas de instrução: papel, faxe, telefone… Só que, no primeiro momento «à sério», quando teve que juntar os indícios e formular uma acusação, facilitou: não alegou tudo quanto tinha que alegar e não preveniu a hipóteses das testemunhas não poderem sustentar o que se alegava…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o dito cujo acusado andou mesmo a beber uns copos e a fumar umas coisas… Esses sinais estavam no sangue, colhido após o acidente que o mandou para a urgência hospitalar… Mas diante da Justiça em audiência de julgamento calou-se (direito dele) e a testemunha (agente da PSP) nem sequer o tinha visto conduzir (chegou ao local depois do sinistro e os bombeiros já tinham abandonado o local com o sinistrado a bordo…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indícios não se confirmaram, por ausência de provas (embora constasse dos autos uma declaração do condutor a dizer que tinha conduzido, mas isso foi durante o inquérito e no julgamento isso não vale…), tendo logo ali a Justiça deitado a toalha ao chão, absolvendo-o por falta de provas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiça é justa, não condena sem provas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora contente com a minha «prestação» profissional, fiquei com uma azia tremenda pois sempre digo que um condutor bêbado ou drogado apanhado a conduzir merece repressão da grossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que disse sobre a Justiça ser justa anula que é minha convicção que agindo assim a montante, a jusante vão andar por aí à solta perigosos criminosos… ao volante de máquinas de prestígio e de alta cilindrada. E isso é sintoma de doença grave!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-9075539579223987923?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/9075539579223987923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/outro-lado-da-justica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/9075539579223987923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/9075539579223987923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/outro-lado-da-justica.html' title='Outro lado da Justiça…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-1102633999832909662</id><published>2011-04-07T00:59:00.000+01:00</published><updated>2011-04-07T01:00:13.642+01:00</updated><title type='text'>Um corpo quase exangue (o da Justiça)...</title><content type='html'>É do senso comum que a Justiça, tida por cega, dita imparcial, vital todos os dias ao corpo (social) doente em conflito, está enfraquecida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não no ideal que a sustenta (Ah! Sem ela não há sociedade livre, não há gente feliz!), que permanece no âmago de cada um, na alma do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-se esvaindo todos os dias em actos de delonga, em decisões de emperra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje via-a desfalecida, fácies branqueada, cambaleante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-me cansada de tão lenta se movimentar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrédula em si…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que lhe faltem virtudes, mas porque não existem bastantes nos que lhe ordenam o conteúdo e os procedimentos que o tornam sangue, vida, solução…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está ela há oito anos a diligenciar para que se restitua o seu a seu dono; não foi ainda hoje que se pronunciou, antes adiou…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por duas vezes chamou quem queria ouvir, mas não escutou, antes protelou… e para perder mais vida, para data que nem sequer prognosticou…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra e outra vez tirou dos afazeres os que a sustentam, debalde os trouxe aos seus átrios…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é ELA que vai morrer. Somos nós, os que a enfraquecem… Vão morrer os que gastam em vão o sangue (a vontade de cada um em ser feliz…) que a pode alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está exangue a Justiça porque os seus agentes a ela se sobrepõem e enviesam os caminhos do bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrerá se, cada vez que um pobre lhe estende a mão, não tiver ânimo para agir em tempo útil…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro processos trazia ela, togada, nas mãos dos que a servem. Neles as ordens para comparecer, largando tudo, dezenas de almas ao seu serviço, uns quantos à mercê dos seus réditos por troca de tempo inútil…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa disto e daquilo (Não é humano exigir à Justiça que cumpra o que ela própria, ao seu alvedrio programou!?) foram-se de mãos vazias os que, ainda assim, voluntariamente se apresentaram…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã é provável que a encontre pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia defrontar-me-ei com o seu cadáver: a justiça estará nas mãos de cada um!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-1102633999832909662?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/1102633999832909662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/um-corpo-quase-exangue-o-da-justica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1102633999832909662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1102633999832909662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/um-corpo-quase-exangue-o-da-justica.html' title='Um corpo quase exangue (o da Justiça)...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7734860045024265466</id><published>2011-04-05T23:06:00.002+01:00</published><updated>2011-04-05T23:09:11.598+01:00</updated><title type='text'>Em busca dum sonho novo...</title><content type='html'>Múltiplos sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de sentido único&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;concretizados em sorrisos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois, sim, mas como um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada um no sonho do outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em amálgama rija de ânimos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sôfregos de vivências áureas, argênteas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu, célere, o tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos sonhos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que se esvaíram em dores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queixas vice-versa, de ti, de ti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguçadas pedras erigiram-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do caminho sempre em mais desleixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abrindo veredas de separação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cantos para sonhar a só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um sonha por si&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caminha sem saber do outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao lado, sem sonhos, em pranto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser um, sendo dois, sem encanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai um já à frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saltitando montículos de rancor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;driblando ódios gemidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o outro não vê, mas sente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real sombra dos sonhos d'ontem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que não é abrigo, não protege&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das intempéries antes amenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acabou tudo hoje!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, tudo o que sonharam juntos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num ápice fez-se passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diante dum togado apressado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;capaz de pôr selo num sonho desfeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lido o veredicto finou-se o sonho sonhado a dois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora é caminhar, caminhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com o outro de lado, em pranto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada um em busca dum sonho novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(JMM, hoje, à saída tribunal, a ver Lisboa luminosa...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7734860045024265466?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7734860045024265466/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/em-busca-dum-sonho-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7734860045024265466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7734860045024265466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/04/em-busca-dum-sonho-novo.html' title='Em busca dum sonho novo...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4616489041630505352</id><published>2011-02-04T15:05:00.002Z</published><updated>2011-02-05T11:21:55.154Z</updated><title type='text'>50 anos depois (assaltos em Luanda)…</title><content type='html'>A efeméride tem significado mesmo para os que sofreram as vicissitudes da guerra. E têm-no, seguramente, para os que combateram, patrioticamente, convencidos de que dignificavam a memória dos portugueses ilustres, que deram a vida por uma «causa maior»: Portugal para além das suas fronteiras neste canto da Europa!&lt;br /&gt;Falo, obviamente, do 4 de Fevereiro de 1961, em Luanda.  &lt;br /&gt;Nessa altura, tinha apenas 10 anos, mas o tema tocou-me muito de perto. Tenho presentes as memórias de criança, entre as quais a sensação de que ainda teria oportunidade de estar nessa terra distante onde tudo estava a acontecer e cujas notícias só me chegavam «filtradas», do estilo «o teu pai está bem, não há problema…». Não foi pelos jornais, que ainda não lia, senão as relativas ao FCP (nessa altura ainda não se fala do Eusébio, que me fez mudar de «orientação» clubística…). Mas os adultos iam interiorizando a ideia das alterações distantes… Especialmente logo que os jovens da terra começaram a ser mobilizados. &lt;br /&gt;Quando eclodiram essas manifestações hostis à soberania de Portugal em Angola, o meu pai vivia e trabalhava em Luanda. As notícias dadas por ele, que me lembre (nessa altura eu já lia ou ouvia a minha irmã mais velha ler à nossa mãe as cartas do meu pai, única forma de sabermos dele) eram mais no sentido de que deixou de haver trabalho em Luanda, está tudo parado…Tanto assim era que nesse ano, ou início de 1962, foi até Moçambique, à procura de trabalho nos países vizinhos… Voltou a Luanda logo que as coisas serenaram e os militares tomaram conta da situação no território. &lt;br /&gt;Nasceu em mim, nessa altura, o desejo de conhecer aquelas terras, aquele mundo de que o meu pai falava. Mas não me imaginei a percorrer montes e vales, ao sol e à chuva, durante 3 anos, para «servir a causa de Portugal» 10 anos depois de a «guerra» começar naquele dia de que hoje se fala por terem decorrido 50 anos! Levaram muito tempo a pensar os políticos da época. Tiveram apenas «engenho» para dar corpo a uma solução militar, que, depois, os militares sustentaram, corporativamente, até que lhes deixou de interessar… De facto, os militares portugueses são os responsáveis pela manutenção da guerra e os fautores da desgraça subsequente ao «golpe» que lhe pôs termo. Desgraça para os povos irmanados por décadas e décadas de convivência, que tinham aspirações de paz e progresso. Desgraça para milhares de pessoas que se viram, de repente, a deambular pelo mundo, à procura de poiso, a procurar raízes no torrão natal dos ascendentes, ou a mitigar a fome pelas matas adentro ou na periferia das grandes cidades do tempo colonial… &lt;br /&gt;Hoje, dos militares que participaram dessa campanha a favor da alegada unidade de Portugal (não me interessa, agora, a fórmula política que ela podia revestir…) restam poucos generais… mas estão espalhados pelo mundo milhares e milhares dos que a sofreram no corpo, obrigados a integrar os contingentes sucessivos, e que vivem «revoltados» por não se lhes dar o reconhecimento devido. Afinal não se rouba três anos à juventude de um homem e, depois, como «recompensa», diz-se-lhe: «Não valeu a pena!» &lt;br /&gt;Curiosamente, hoje mesmo acabei de ler um livro sobre a experiência de um jovem militar em Angola, em 1969/1971. Está em «Nostalgia entre Angola e o “Puto”» um retrato psicológico, sociológico dos que, de baixa patente ou simplesmente praças, eram arrancados das suas terras para serem depositados, durante dois anos, num canto qualquer dos inóspitos territórios onde se manifestavam bolsas de guerrilha. Trata-se dum relato emocionado da falta de sentido para a mobilização dos jovens, que já não tinham, nessa altura, qualquer sentimento patriótico em relação à defesa daquela «causa maior». Isso via-se no dia-a-dia da «guerra» angolana no início dos anos 70: muita gente, muita tropa a «comer» do orçamento da «guerra», mas completa ausência de envolvimento nas questões viradas para o futuro da liderança política… A guerra era um negócio, os militares mobilizados da juventude anónima «davam-lhe» três anos da sua vida. Sem garantias de retorno desse «investimento». O lucro do negócio entrava «no bolso» dos que faziam carreira na guerra e no dos que lançaram investimentos para enriquecer de imediato…&lt;br /&gt;50 anos depois, olhando para trás, melhor fora que Portugal se tivesse mobilizado para garantir o progresso dos povos, dando oportunidade às soluções pacíficas e de envolvimento da sociedade civil, a que trabalha e produz riqueza.&lt;br /&gt;Talvez a Nação, estando mortos todos quantos labutaram na guerra, ainda venha a reconhecer que, afinal, esse esforço não serviu a ideia da portugalidade no Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4616489041630505352?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4616489041630505352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/02/50-anos-depois-assaltos-em-luanda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4616489041630505352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4616489041630505352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/02/50-anos-depois-assaltos-em-luanda.html' title='50 anos depois (assaltos em Luanda)…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-13259552761847581</id><published>2011-01-22T19:22:00.000Z</published><updated>2011-01-22T19:23:11.374Z</updated><title type='text'>Cavaco desmereceu a minha confiança!</title><content type='html'>Meus queridos (as) amigos (as), estou em reflexão! Nunca me vi tão «perdido», sem saber quem quero na Presidência da República Portuguesa, no «cume» da nossa pirâmide de poder... Sei muito bem quem não quero! Não quero quem se deleita na demagogia, quem se propõe erigir a bandeira do marxismo/leninismo e quem apenas tem a ideia de que na vida se vence falando mal dos outros (sem provas, ainda por cima...). Fica de fora quem não tem provas dadas na política nacional e não demonstrou, para além da intervenção social relevante durante a vida a favor dos desvalidos, capacidade de liderança consistente, andando aos ziguezagues e quem, igual a si próprio, mostrou grande capacidade para a compreensão dos tempos presentes, defendendo o terreno que é seu, com grande tacitismo...&lt;br /&gt;Gosto de gente generosa, não comprometida com directórios partidários incompetentes; mas tenho para mim que o nosso futuro colectivo depende mais de quem tem visão política e experiência decisória. Gosto de gente que salta do sofá, cansada do marasmo em que estamos, e tem uma proposta para trilharmos outro caminho..... mas gosto mais de quem nunca esteve sentado no sofá e tenta inverter a situação em que estamos...&lt;br /&gt;Estou em BRANCO neste momento e parece que não vou sair desta posição.&lt;br /&gt;Agora, pondo o nome aos ditos com projecção política: Alegre fugiu à tropa (eu amarguei 3 anos...) e tem «cantado» no Parlamento umas vezes a favor outras vezes contra o seu partido; Nobre correu o Mundo, mas não tem visão doméstica, conhece pouco quem somos; Lopes quer o PCP em Belém; os outros não contam porque apenas se andaram a mostrar e não merecem ter votos suficientes para receber apoio do Estado (de nós todos) para lhes pagar a «ousadia». Alto, nos outros não inclui Cavaco, que é «meu amigo do peito» desde 1985, quando o elegi Presidente do PSD... Votei nele antes (desde 1985 que voto em Cavaco quando ele se submete a sufrágio e já perdi com ele uma vez...) e seria natural que votasse nele agora... Mas não me sai da cabeça que ele aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo quando podia ter remetido o assunto, mais uma vez, para os deputados que aprovaram a lei e que podia ainda ter dito que poria a lugar à disposição do povo (renunciaria) se lhe mandassem a lei novamente para assinar... Claudicou sob a pressão da recandidatura e cedeu nos valores a favor do tacitismo da sua futura reeleição...&lt;br /&gt;Eu não me importo nada que cada um faça o que quer da sua vida particular mas importo-me muito que o ordenamento jurídico do meu pais admita essa inclusão contranatura no conceito de casamento... Cavaco desmereceu a minha confiança... Agora, em consciência, não posso renovar o meu voto para que seja de novo Presidente de Portugal. E isso deixa-me angustiado porque se muitas pessoas pensarem como eu, estão, objectivamente, a servir os interesses daqueles candidatos que não querem que ganhem!&lt;br /&gt;Vou continuar e reflexão mas estou prisioneiro deste meu «preconceito»: Cavaco desmereceu a minha confiança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que não estejam nesta aflição e que o vosso voto esteja bem definido para cumprir amanhã o vosso dever cívico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-13259552761847581?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/13259552761847581/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/01/cavaco-desmereceu-minha-confianca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/13259552761847581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/13259552761847581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/01/cavaco-desmereceu-minha-confianca.html' title='Cavaco desmereceu a minha confiança!'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-1915006953299794301</id><published>2011-01-21T10:10:00.001Z</published><updated>2011-01-21T10:10:55.184Z</updated><title type='text'>Com a devida vénia, NÃO ESCREVERIA MELHOR...</title><content type='html'>UM MUNDO SEM CRISTÃOS À VISTA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Loja, 2011-01-13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo sem cristãos à vista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partilhar com os irmãos a minha preocupação decorrente da quase irrelevância dos cristãos no Portugal de hoje é razão bastante para vos escrever. Digo quase irrelevância para não me acusarem de estar a ser radical. Mas se os cristãos não são quase irrelevantes, alguém me pode explicar como é que se chegou a este estado de coisas? A nossa sociedade está muito doente e nós até já nem damos por isso. A nossa sociedade sofre de uma doença crónica, tão crónica que nós achamos que é o estado normal da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já repararam que palavras como “imoralidade”, “bons costumes”, “adultério” deixaram de se ler nos jornais ou ouvir nos meios de comunicação? Não é que já não haja imoralidade ou se tenha deixado de cometer adultério. Só que já ninguém reage, encolhe-se os ombros, “ninguém tem nada a ver com isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adultério já foi crime punido com o degredo para África ou com prisão. Até há pouco tempo era fundamento de divórcio e pedido de indemnização, mas hoje a noção de culpa pelo fracasso do casamento desapareceu do sistema. O casamento já não é um contrato para a vida: é mais fácil a um dos cônjuges acabar com o casamento do que a um senhorio com um arrendamento ou um a patrão com um contrato de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cônjuges podem divorciar-se por mútuo consentimento “enquanto o Diabo esfrega um olho” com extrema facilidade e baixos custos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa sociedade recuperou recentemente o instituto do repúdio: um dos cônjuges divorcia-se do outro sem ter que lhe dar justificações e mesmo contra a sua vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num país em que a lei permite que homens casem com homens e mulheres casem com mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condenamos Herodes, o Grande por ter mandado matar algumas centenas de meninos, mas em Portugal todos os anos milhares de mulheres grávidas matam os seus bebés até às 10 semanas de vida intra-uterina sem qualquer justificação e com a assistência médica paga pelo Estado (e nestes últimos 3 anos sabe-se oficialmente que houve mulheres que o fizeram duas e três vezes por ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num país:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que o Governo prepara legislação que permite que crianças sejam “adoptadas” (com outro nome) por casais homossexuais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que a corrupção é elevada e praticada com todo o descaramento, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que o Estado nada faz para diminuir a prostituição; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que a pedofilia é praticada em todos os níveis sociais; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que vivem e são exploradas como escravas sexuais milhares de mulheres estrangeiras contra sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num país em que dentro de poucos anos será possível antecipar a morte dos doentes para os quais não há esperança de recuperação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a sociedade em que vivemos. Como é isto possível? Como chegámos aqui? Onde estão os cristãos? Alguns vivem em conventos. Outros, como se vivessem em conventos de pedra e cal, vivem virados para dentro das suas igrejas, recusam inserir-se na sociedade servindo em cargos onde podem influenciar o rumo das coisas. A maioria acha que “chafurdar na política” é incompatível com a pureza do seu estatuto de cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus disse “vós sois o sal da Terra e se o sal não salgar para mais nada serve senão para ser posto no caminho para ser pisado pelos homens” mas a igreja de Cristo tem andado afastada dos centros de decisão política, olha com suspeição e não quer nada com a política e, portanto, deixa os lugares de decisão para aqueles que não têm valores cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de os cristãos reponderarem a sua posição face à intervenção política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo nada com a política, como se tivesse lepra, a maioria dos cristãos até tem contribuído com o seu voto para a implementação de políticas claramente contrárias à ética cristã. Muitos cristãos em Portugal têm votado em partidos que têm uma agenda política claramente contrária à vontade de Deus. Muitos cristãos têm votado (e receio que continuem a votar) em partidos que têm contribuído para legalizar o homicídio de inocentes que é o aborto, sabendo que esses partidos em que votam defendem o homicídio de inocentes e que vão usar o peso que têm na Assembleia da República para legalizar um crime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos cristãos em Portugal votaram em partidos que se sabia que queriam legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Sabendo-o, mesmo assim votaram e são, portanto, cúmplices dessa abominação. Receio que muitos cristãos continuem a votar da mesma forma, mesmo quando for evidente que os partidos nos quais votam vão legalizar a adopção de crianças por “casais homossexuais”, e continuem a votar da mesma maneira mesmo sabendo que os partidos em que votam vão legalizar a eutanásia. E depois disso irão criminalizar o discurso contra a homossexualidade como discurso de ódio, mesmo que o discurso seja feito de um púlpito, e tirar benefícios fiscais às igrejas que denunciarem os erros do programa político do Governo, como está a acontecer nos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta observação leva-nos a questionar se uma parte significativa dos cristãos não sofre de uma incapacidade mental que leva a pessoa a afirmar uma coisa e a fazer outra que lhe é contrária, ou seja, a viver sem integridade pensando que é íntegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se eu afirmo que sou contra a legalização do aborto e contra os casamentos entre homossexuais e contra a adopção por casais homossexuais e contra a eutanásia, mas voto em quem legisla favorecendo o aborto e os casamentos entre pessoas do mesmo sexo e a adopção por homossexuais e a eutanásia, o meu discurso é incoerente com a minha prática e mais valia que eu estivesse calado. Ou melhor ainda, não votasse em quem votei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo em que vivemos não prova o fracasso de Cristo, mas prova que a generalidade dos seguidores de Cristo, eu incluído, fracassaram no combate ao Mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os que se dizem cristãos tivessem uma prática coerente com o discurso e fossem mais influentes na sociedade, o mundo que hoje temos seria diferente, para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém escreveu que para que o Mal triunfe só é necessário que os que fazem o bem, nada façam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus nos dê sabedoria, que nos dê a visão e coragem para sermos relevantes na nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Soares Loja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Notícia n.º 3639, inserida em 2011-01-14, lida 32 vezes.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In PORTAL EVANGÉLICO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-1915006953299794301?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/1915006953299794301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/01/com-devida-venia-nao-escreveria-melhor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1915006953299794301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1915006953299794301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2011/01/com-devida-venia-nao-escreveria-melhor.html' title='Com a devida vénia, NÃO ESCREVERIA MELHOR...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2579758467358404325</id><published>2010-12-23T08:35:00.000Z</published><updated>2010-12-23T08:36:11.911Z</updated><title type='text'>E para o ano, o que quero ser?</title><content type='html'>Não nos temos encontrado, ultimamente, caros leitores de entrelaçosdontem… &lt;br /&gt;Motivos para desencontros têmo-los sempre, com facilidade: esquecimento, ocupação (muito trabalho, muito trabalho…), preguiça, doença, sei lá, as contas dum rosário não seriam suficientes…&lt;br /&gt;Mas agora é Natal, tempo de proximidade! Associado a ele estão muitas tradições, umas que a história sustenta, outras que ainda procuram interiorizar-se na memória dos homens (o que é hoje novidade associada à Festa do Natal, amanhã constituir-se-á em fundamento dela…). Mas, por mais inventivos que sejamos (Ah! Como são criativos os que se dedicam à promoção de bens transaccionáveis, criando marcas e incentivando o consumo…), como demonstra a persistência da recordação do evento em milhares de milhões de seres humanos, o Natal estará sempre, sempre (diria, para sempre) relacionado com o nascimento do Messias, do Salvador, do Enviado, de Jesus, o Cristo!&lt;br /&gt;Por acaso, e não é histórico, como se sabe, hoje, o facto dele ter ocorrido em Dezembro…, o Natal (festa da família, festa disto e daquilo… para mim celebração de aniversário, pois lembro-me do nascimento de JESUS…) antecede, em poucos dias, o início dum novo ano! Não é razoável desmentir a «linha de continuidade» entre as celebrações, tanto mais que elas «proclamam» valores que unem, que atraem, que «exigem» a conjugação de vontades (ninguém, em «são juízo», admitirá que é bom cear na noite de Natal ou na noite de passagem de ano sozinho…). Ou seja, a partir de agora estamos em festa, está montado o palco, vamos trocar presentes, vamos estabelecer projectos, vamos sonhar com o melhor dos mundos para amanhã, para o ano seguinte.&lt;br /&gt;Eu gosto disto, deste ambiente, desta apetência generalizada pela realização do Amor, da concretização da FELICIDADE… da capacidade de, quando não temos, imitar, parecer que temos… O Natal é também o tempo dos imitadores, que reproduzem comportamentos socialmente recomendáveis, em prol do outro, não interessam as razões pessoais, as motivações ideológicas… Pois saibam, amigos leitores, que vou celebrar este ano o Natal e projectar o futuro Ano Novo (tanto quanto está nas minhas mãos fazê-lo, porque não é lúcido perder a consciência de que a vida é um sopro, é uma flor que cai, um floco de neve que se desfaz ao sol, uma gota de água de chuva torrencial que instantaneamente desaparece no oceano…) com essa enorme vontade de ser cada vez mais imitador! Sim, «esconder» o que não facilita nem promove o bem-estar comum, «anular» a vontade de fazer o que me «dá na real gana» (a minha própria vontade, egoísta, interesseira, o que está de acordo com a natureza de qualquer homem…), de querer para mim o que aos outros faz falta… Receio que não tenha desenvolvido muito a capacidade de imitar, e que me tenham visto muitas vezes, familiarmente, socialmente, profissionalmente…, como sou eu próprio, com os «meus defeitos e virtudes» … Terei sido mau imitador!&lt;br /&gt;Mas, afinal, não devemos ser autênticos, genuínos, sinceros, directos, delicados, amorosos, carinhosos, o que for que sejamos? Esse é um caminho: sermos apenas nós próprios! E daremos exemplos, muitas vezes, que devem ser seguidos, imitados. Esse é o caminho: Sermos nós próprios! E daremos também exemplos, muitas vezes, do que não deve ser imitado, seguido… Por isso, ter-me-ei mostrado muitas vezes através de atitudes, gestos, palavra que não desejo repetir nem ver reproduzidas por outras pessoas (teremos sempre quem nos tome por exemplo mesmo em relação a essa parte de nós de que não gostamos…).&lt;br /&gt;Não há contradição entre sermos nós próprios e imitadores de … CRISTO! Ele é o exemplo de perfeição e convoca-me para ser seu imitador. Foi ele que me deu o EXEMPLO, e me sugere que «siga as suas pisadas», que o imite.&lt;br /&gt;Assim, para o ANO NOVO, e manifesto-o aqui, nesta conversa convosco, quero ser imitador militante, imitador desse EXEMPLO, submetendo o que sou (humanista, essencialmente) ao que devo ser (imitador, igual a Cristo).&lt;br /&gt;Ajudem-me neste propósito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELIZ NATAL E ANO NOVO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2579758467358404325?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2579758467358404325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/12/e-para-o-ano-o-que-quero-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2579758467358404325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2579758467358404325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/12/e-para-o-ano-o-que-quero-ser.html' title='E para o ano, o que quero ser?'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-3858471209967197685</id><published>2010-11-07T12:52:00.002Z</published><updated>2010-11-09T21:09:26.343Z</updated><title type='text'>Nem só de rotinas se faz o quotidiano…*</title><content type='html'>Meu caro amigo, o nosso Largo está, de facto, desértico! Sabes, o tempo é curto para tantas solicitações (especialmente as que vêm doutras «redes sociais» onde se gasta um ror de tempo...tantas vezes inutilmente, porque, em muitas situações, a convivialidade é do género «atira a pedra e recolhe a mão» ou «bate e foge», ou afirmação peremptória de convicções, sem maleabilidade, em género propagandístico... aqui, porém, sempre vamos solidificando os nossos relacionamentos, dando-nos a conhecer nas convergências e divergências, sempre assumidas e respeitosas...). Mas estranho, de facto, que amigos nossos, também participativos, tenham deixado de aparecer... Se calhar acontece-lhes o mesmo que a mim, muitas vezes: venho, leio, medito, aproveito... mas não tenho inspiração para dizer o que quer que seja - como tu sempre tens, caro amigo! - com vantagem para quem me possa ler, deduzo eu... É que, vir para aqui com as minhas «debilidades» não é animador! Se pudermos reter a avalanche de raiva, por causa do que vemos, do que fazemos… damos um contributo decisivo para a nossa sanidade emocional e não alimentamos os temas fétidos com que nos bombardeiam repetidamente…E, às vezes, falar do que está mal é mais fácil do que sair do lugar em que estamos sentados para mudar alguma coisa (por grão de areia que seja a nossa contribuição para o bem comum…).&lt;br /&gt;Tenho pensado muito na viagem ao Equador (Cuenca), particularmente depois de teres chamado a atenção para a insegurança... É um mal geral. Está instalado, às vezes só na nossa mente, em todo o lado. Já não se está seguro em nenhuma parte do mundo. Mas «cautelas e caldos de galinha» nunca fizeram mal a ninguém. O nosso plano está bem delineado e só entraremos em contacto com a vida do país em Cuenca, onde temos quem nos receba e nos dê hospitalidade... Vamos aproveitar ao máximo esta experiência, estar perto do povo, não descurando a segurança. Afinal vamos em missão de ajuda, em prol de causa nobre, em benefício da solidariedade entre os povos. Seja o que Deus quiser e os que aviões se portem bem, ninguém se lembre das rotas da KLM para fazer confusão, nem para se mostrar ao mundo que é possível meter explosivos na «barriga» dum avião…&lt;br /&gt;Na América latina a instabilidade social pode emergir num instantinho (e em que parte do Mundo ela não pode aparecer, repentinamente? Já se diz que a «tempestade» se aproxima da pacata Lisboa por causa da dita cimeira da OTAN…) e apanhar-nos como um furacão. Se precisar de ajuda ligo para o... Canadá! Deve estar um pouco mais perto e tu relacionas-te bem com os «maiorais» aí da tua região! Podem mandar um avião e uma equipa de salvamento ou resgate (com bom dinheiro no alforge, porque nós somos muito…valiosos!) …&lt;br /&gt;Ontem, para mim, também foi um dia de trabalho intenso: rever um texto (contestação) para apresentar segunda-feira, preparar um audiência preliminar na terça-feira... (vou estar ausente 15 dias, tenho que deixar tudo organizado, mas ainda vou ter que deixar alguma coisa por fazer...), fazer o almoço (estive sozinho o dia inteiro porque a minha filha foi participar numa conferência, como oradora, e a mãe acompanhou-a...), aspirar o escritório, arrumar os livros que andavam pelos cantos, aparar a relva do jardim... Um dia intenso... E ainda trabalhei para a Letras d'Ouro, editando um texto para publicação próxima... Com as mulheres fora de casa, temos tempo para tudo! (Brincadeira, pois sem elas não valemos um carapau...).&lt;br /&gt;E tu, amiga, aguenta o machimbombo, mantém-no em circulação pois ainda no levará a lugares recônditos (temos tanto de nós para partilhar...) que queremos conhecer... quiçá ainda atravessa o Atlântico e nos leva, em excursão, lá para aquelas bandas onde labuta do nosso amigo... Por acaso, seria uma experiência interessante, em grupo, irmos assistir ao degelo das montanhas...&lt;br /&gt;E viva o fim-de-semana prolongado que se aproxima (não em Portugal, que o 11 de Novembro não é dia santo nem feriado...)! Para nós, amigos, que estamos ligados ao simbolismo de 11 de Novembro de 1975, dói e dá alegria… Não sei como é que se faz essa mistura de sentimentos contraditórios, mas a soma, para mim, representa a oportunidade que os povos devem ter: auto-governo! Depois, se se governam bem ou menos bem, é outra análise (cada um de nós faz a sua, como é natural, e não serão coincidentes. Há algum mal nisso, termos posições diferentes? Nenhum! E viva o povo angolano e a sua independência! 35 anos depois…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Adapatação de uma «conversa» de amigos que têm em comum, além do mais, gostarem de Angola e do seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-3858471209967197685?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/3858471209967197685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/11/nem-so-de-rotinas-se-faz-o-quotidiano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3858471209967197685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3858471209967197685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/11/nem-so-de-rotinas-se-faz-o-quotidiano.html' title='Nem só de rotinas se faz o quotidiano…*'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4123578921325893306</id><published>2010-11-04T20:14:00.002Z</published><updated>2010-11-04T21:52:22.723Z</updated><title type='text'>Do quotidiano</title><content type='html'>Bonito dia está hoje! Estamos no Verão de...S. Martinho.&lt;br /&gt;Dá até para ir à praia, abrir o chapéu-de-sol, uma cadeira e ler um livro, levantando, de vez em quando, os olhos para contemplar os movimentos das gaivotas no ar, à boleia da brisa morna que vem de... não importa o ponto cardeal, vem de qualquer lado e é agradável! E quando a brisa sopra, mansa, morna, as gaivotas são as primeiras a deixarem-se embalar, planando, planando, poupando energias…&lt;br /&gt;Mas, para mim, o dia «amanheceu» cedo, muito cedo. Comecei a trabalhar às cinco da manhã! Perdi o sono (aliás, tenho quase a certeza que não dormi nada, pela canseira que já se apodera de mim...) e fui dar expediente a umas coisitas pendentes.&lt;br /&gt;Às 9 horas e quinze minutos, já estava no Tribunal, para uma audiência de julgamento, marcada para as 9,30 (ser pontual tem muitos custos: esperamos sempre por quem chega... atrasado!). Então não é que me «calhou na rifa» um patrício de Angola, candengue de 20 anos, que andou por aqui a assaltar meninas com telemóvel... Está acusado de, por esticão, roubar um telemóvel Nokia, dos bons, pá, e ter dado à soleta... O azar dele foi que deixou para trás o compincha, de São Tomé, menos candengue, que é coxo, e foi apanhado pela polícia, já sentado no café, com arma branca no bolso, a gozar dos rendimentos do trabalho de assaltar miúdas para lhe «esticar» as coisas da carteira, onde tinha dois (dois, que um não chega...) telemóveis... Foi no tribunal, no juiz, para ser ouvido e fixada medida de coacção… contou uma estória… que a faca ponta e mola era só para descascar uma laranja, mais nada, não… O juiz lhe mandou embora, com termo de identidade, para aguardar a conclusão do inquérito…&lt;br /&gt;Roubo é coisa grave, que merece pena de prisão de 1 a 8 anos. Ou mais, muito mais, se a coisa for mesmo violenta, com aquelas circunstâncias agravantes de entrar dentro da casa, assaltar lá mesmo dentro, no cofre, nas gavetas, manietar pessoas, sei lá, tanta coisa ruim que merece pena mais alta, mais grave… Bem lhe convidei, por escrito, a vir no meu escritório, para me explicar a situação, a ver se podia «virar» a coisa mais pró lado dele. Me saiu do bolso o dinheiro para a carta, o selo... mas o candengue não apareceu, nem disse nada... Hoje também não compareceu no Tribunal, mas também o «sócio» não compareceu, o que contou a estória da função da faca... Toda a gente disse «sim!» à chamada: a ofendida, os polícias, os advogados... e o tribunal colectivo estava constituído... Deles, dos candengues assaltantes de esticão, nada, não se sabe nada... O patrício que tenho que defender estará na «nossa» terra, lá mesmo no musseque, no Rangel, no Sambizanga, no BO, no Cazenga, no Palanca, no Roque Santeiro, nem sei mesmo eu que sou seu advogado, onde não vai mesmo ser encontrado para vir cá, no tribunal, esclarecer essa coisa de andar no esticão a roubar as coisas das meninas, que os paizinhos lhes deram para namorar... namorar mesmo no telemóvel, que é chique, e põe nos bolsos dos capitalistas das empresas daqui (mas o capital é de muitos «lás» …) muito dinheiro... os portugueses falam mesmo no telemóvel... cada um tem mais que um telemóvel... 16 milhões de aparelhos, todos modernaços, para 10 milhões de pessoas... se a estatística falasse verdade, eu tinha 1,6 telemóveis! Mas não fala: eu mesmo só tenho um, que não é da moda, e espero que um patrício qualquer não venha por trás, aqui mesmo no meu bairro, «pedi-lo» por esticão...&lt;br /&gt;Assim, duas horas de trabalho para nada! Não vamos muito longe e estes patrícios candengues que andam no esticão e fogem também não ajudam nada...&lt;br /&gt;Agora o patrício escapou, não veio na justiça aqui do meu bairro, prestar contas, responder... Ah! Mas ele é ainda candengue e se não lhe matarem mesmo aí onde está a fugir daqui, quando voltar pode ir, directamente, dar com as costas na prisão... Então lhe recomendo que se fugiu, não volte mesmo nunca mais... E não volte mesmo na Europa, que tem computador por todo o lado, nos aeroportos… para controlar quem anda na fuga da polícia, que tem ordem, mandado, do Tribunal para deitar mão a acusado ou condenado ao «deus-dará» …&lt;br /&gt;Depois fui à florista... a minha mulher faz aninhos e comprei-lhe um ramo de flores... Bonito! Orquídea envolta em verde, muito verde... como é a esperança de que vamos sobreviver, sempre juntos, depois de mais de 35 anos a remar para a foz do rio em que vamos desaguar, velhinhos de dias... enquanto ela (e eu, claro) fizer anos!&lt;br /&gt;Pode ser que a gente encontre o sítio porreiro para almoçar, vendo o Sol lá no alto, com o horizonte azul a encostar-se no mar calmo deste dia 4 de Novembro de 2010, ano do Senhor. E as gaivotas a planarem, no quentinho desta brisa de Verão outonal, em honra sempre do santo que o patrocina e do vinho novo e as… castanhas que lhe estão associados!&lt;br /&gt;Não se esqueçam, se tiverem que sair de casa, de não andar por sítios onde um qualquer «patrício» mal formado lhes deitem a mão a qualquer coisa e, se puderem, apanhem o 22 (Ah! O 22 fazia o trajecto do Bairro Popular à Mutamba, na cidade capital da «nossa» terra… Se calhar o candengue fugido ainda me lê e apanha mesmo o machimbombo e aparece pró convívio… na «nossa» terra é assim, vem toda a gente para conviver, fazer festa…) e venham comigo beber uma «Cuca», que hoje pago tudo. &lt;br /&gt;Estou feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4123578921325893306?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4123578921325893306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/11/do-quotidiano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4123578921325893306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4123578921325893306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/11/do-quotidiano.html' title='Do quotidiano'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7556463930451183267</id><published>2010-10-27T16:05:00.000+01:00</published><updated>2010-10-27T16:06:42.994+01:00</updated><title type='text'>Estado de alma...</title><content type='html'>Abro mão da privacidade e publico um «estado de alama»:&lt;br /&gt;Juntámo-nos numa peregrinação às nossas origens como nunca antes sucedera! Calcorrear as calçadas onde demos os primeiros passos, fizemos as primeiras brincadeiras, as primeiras travessuras, foi emocionante! Foi triste que a casa onde nasceu a nossa mãezinha estivesse no chão, melhor, tivesse sido demolida! As memórias dos pobres, infelizmente, não se preservam... Mas nessa casa de trabalho, de gente honesta, estavam as nossas referências maternas mais próximas da nossa infância (mais minhas que tuas, que cedo passaste a estar mais tempo com os nossos avós paternos... Nas nossas missivas anteriores já falámos de situações diversas sobre esse lugar, o Seguro, junto à estação da CP de Rio Tinto... Agora, diante do espaço vazio, parece que parte do meu mundo desabou, desapareceu, parece irreal, fictício! A casa da nossa avó Conceição (eu não falo do nosso avô João porque não tenho memória dele, deve ter falecido antes da nossa mãe me dar à luz...), feita de pedra granítica, com uma janela e uma porta para a Rua, sem bem me lembro (ou só tinha uma porta que dava acesso às duas divisões da casa, o quarto, grande, e a cozinha de terra batida?), por onde entrava, em correria, sem bater. Depois tinha uma porta de saída da cozinha para o exterior, por onde se chegava à arrecadação, com caruma e lenha para o fogão, alfaias para tratar do quintal e outros utensílios do dia-a-dia, em particular alguidares para roupa, que se lavava no rio, e, mais acima, o poço profundo, donde se tirava, com sarilho, corda e balde a água que bebíamos. Parece incrível, mas, agora, a espaço aberto, parece que a casa da nossa avó era muito maior, o quintal muito mais espaçoso do que aquele espaço descampado que agora por ali se vê... É a nossa memória que está distorcida porque as dimensões do espaço sempre foram aquelas. Nós é que, infantes ainda, não tínhamos a noção exacta das proporções e a casa, sendo pequenina, mais parecia um palácio. Ah! Como me deu pena ver aquele quintal vazio (que já não é um quintal, tratado, semeado, plantado, florido como era no tempo da nossa avó...), sem a oliveira que fazia sombra para a boca do poço e donde colhíamos as azeitonas que depois se curtiam num velho cântaro de barro que - lembro-me bem! - estava atrás da grande porta da cozinha que dava acesso ao quintal, em cima dum banco de madeira, no qual muitas vezes metia a mão para comer as azeitonas, ainda no processo de maturação para poderem ser degustadas... Olha, foi por esses dias da infância, que aprendi a gostar dessas azeitonas miúdas, ácidas, que acompanham bem um côdea de broa... Naquele espaço vazio, os sinais já não eram os do interior da casa da nossa avó, cujo fogão, a crepitar desde manhã cedo até à deita, tudo enegrecia: paredes, telhado, móveis (poucos, uma velha mesa de maneira, uns banquitos e um armário, um lavatório de mãos, em ferro e pouco mais...). Eram mais sinais doutra gente, que ocupou o espaço e, com outros recursos e materiais, canalizou água, colou azulejos nas paredes, cimentou o chão... Sim, porque o quarto grande com mais do que uma cama (lembro-me da cama grande da nossa avó e a da nossa tia Mariana, quando era solteira) tinha o chão em madeira, já gasta, onde o andar, mesmo descalços, implicava um plof plof plof, um som dos pés a calcorrear a madeira assente em frágeis suportes, que mantinha a caixa-de-ar inferior para lhe garantir a durabilidade, penso eu, mas não sei muito bem. Viste como ali ao redor tudo está diferente: o que é antigo, do nosso berço, está velho, descoroçoado, nem parece o «bairro» antigo onde moravam as pessoas que conhecíamos, as pessoas do tempo da nossa avó, das nossa maezinha, das nossas tias, dos nossos primos.. O que é novo por ali não se identifica com os padrões das casas humildes, que tínhamos como nossas, os nossos palácios... e como é desolador ver outras casas por ali sem gente, sem a gente que nós conhecíamos pelos apelidos, porque nos batiam quando fazíamos maldades, ou nos traziam pelas orelhas à nossa a avó (a mim, que era bem traquina, e mandava os gatos para a linha do comboio...). Olha, querida irmã, passaram aquelas gerações e agora somos ali uns estranhos! Reparaste na conversa de surdos com a jovem que estava à janela na casa que foi vizinha da nossa avó, que já não existe, que foi demolida? Eu falava de pessoas de antigamente, que viveram ali; ela tinha uma vaga ideia de que uma pessoa de família teria uma ideia mais precisa das pessoas desses tempos! Mudou tudo, minha irmã, no momento em que no lugar duma casa onde comi o caldo feito das coisas da horta, que levava horas a cozinhar, naquele lume vagaroso a carvão (quanto carvão fui eu apanhar na linha do comboio para alimentar aquele fogão... eram as pedras que os fogueiros deixavam cair à linha quando mandavam pazadas de carvão para a máquina a vapor...), onde vi a roupa branca estendida para ser entregue no Porto, depois de lavada, a nossa avó atarefada, a nossa tia, doente, quase sempre definhada, dizia, mudou tudo: agora percebo melhor o que é o efeito do tempo na vida dos homens! Tudo é passageiro e nós, tu, eu, nós, estamos no caminho dos que nos precederam, nos trouxeram ao mundo e já só existem, em resquícios, na nossa memória.&lt;br /&gt;Não volto mais ao Seguro! Sepultei naquele dia a vontade de reviver esse passado. Não há memorial, não há necessidade de voltar. Ficam as recordações que permanecem e que, passe o tempo que passar e enquanto tivermos essa faculdade, alimentarão o que somos por causa de termos ali nascido.&lt;br /&gt;Do teu irmão que te ama».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7556463930451183267?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7556463930451183267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/10/estado-de-alma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7556463930451183267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7556463930451183267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/10/estado-de-alma.html' title='Estado de alma...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2322820305403627316</id><published>2010-10-23T22:26:00.000+01:00</published><updated>2010-10-23T22:27:24.687+01:00</updated><title type='text'>Um momento singular ao… Chiado!</title><content type='html'>Percorri anos a fio o Chiado, em Lisboa!&lt;br /&gt;Nos anos quentes da «revolução dos cravos», morava na Bica, na Rua dos Cordoeiros, e fazia sempre o mesmo trajecto: elevador da Bica, Largo do Calhariz, Largo do Camões, Largo do Chiado, Largo do Rossio… Era por ali que ia à procura de informação da «nossa terra», da Luanda onde tivera que deixar a «alma», o pensamento, parte da (minha) história… Depois trabalhei na Caixa Geral de Depósitos, no Calhariz, uns 15 anos. No tempo em que se interrompia o trabalho durante duas horas para o… almoço! Tempo para subir e descer a Rua Garret, tomar um café no Chiado, ir às compras ao Grandela, ao Chiado, visitar os alfarrabistas…&lt;br /&gt;Foi quando atravessava o Rio Tejo, vindo da margem sul, que contemplei o incêndio que permitiu a nova «face» da zona… &lt;br /&gt;Gosto particularmente dessa zona de Lisboa! &lt;br /&gt;Não imaginei que, tantos anos mais tarde, o Chiado voltasse a ter tanto significado para mim. Por uma razão quase sem importância, no mundo em que vivemos, prenhe de notícias, de acontecimentos, de manifestações culturais (e das «outras» também…). A simples apresentação dum livro da Letras d’Ouro: O PINTINHAS AZUIS! Escrevi no facebook uma nota, num post do editor Pedro Martins, que aqui partilho convosco, sem outra razão que não seja dar-vos conta de como foi gratificante este momento singelo: &lt;br /&gt;«Também estive lá! Vi e ouvi gente talentosa, envolvida num projecto magnífico: a narradora, Joana Cruz, super competente, segura, a deixar as falas para as crianças, que se comportavam como um relógio suíço; os pintainhos, a mãe... (personagens da história) todos excelentes, exuberantes; os participantes de sorrisos nos lábios, serenos, expectantes quanto à mensagem do livro, que é actual, forte, necessária à afirmação duma sociedade solidária; a autora, Ana Ferreira, clara, didáctica, feliz com o resultado que tinha nas mãos (trabalho exigente, de muitos meses, com base numa história que escrevera há três anos para «formar» os seus meninos de ATL...); a ilustradora, a simpatiquíssima Maria João Fradique, feliz pelo seu excelente e inspirado desempenho profissional (Ah! O Pintinhas em figura, na imagem da sua criatividade, está fabuloso...); e tantos outros amigos da Letras d'Ouro, editores, do seu editor, Pedro Martins, sempre empenhado em mostrar o melhor do seu talento, da sua criatividade, das suas mil e uma valências técnicas, das suas preocupações pela excelência; e o lanche, servido com qualidade e amabilidade... &lt;br /&gt;«Fomos ao Chiado, ao fim da tarde, sentir o coração de Lisboa, e ver dar os primeiros passinhos a' O PINTINHAS AZUIS que vai correr o país a fazer pensar a criançada (mas também a envolvê-la nas canções, a entusiasmá-la em proactividade para, sendo diferentes, todos serem iguais...). &lt;br /&gt;«O PINTINHAS AZUIS é o máximo... e por ora o azul está na moda, vai à frente ( o azul do FCP, carago…) ihihihihih&lt;br /&gt;«Vai-te por aí, Pintinhas Azuis, por tudo quanto é escolinha, jardim-de-infância, local de recreio e brincadeira, família de muitas e poucas crianças, rua de jogar à bola de trapos, bairro... vai-te por qualquer sítio onde estejam crianças (Ah! Onde estejam adultos também, que é fundamental...) mostrar as pintas e, cantarolando, dizer: “As diferenças distinguem-nos e não devem separar-nos. Não importa a cor das penas, pois todos podemos ser amigos e úteis uns aos outros”.&lt;br /&gt;«E não te esqueças: tens o apoio do DESAFIO MIQUEIAS, que está no terreno a lutar contra a fome, que afecta os meninos do mundo inteiro, e a discriminação! Foi excelente, didáctica, corajosa a mensagem que deixou Samuel Cerqueira, da Direcção da ONG Desafio Miqueias, que falou da dinâmica e entusiasmos de muitos homens e mulheres que querem também um mundo melhor (onde não haja discriminação, que gera a fome...).&lt;br /&gt;«PS: E não olvides, PINTINHAS AZUIS, também que da tua história familiar concluímos que “tendo-nos criado seres únicos, todos diferentes, Deus quer fazer de nós uma família com meninos e meninas de todos os povos, de todas as raças, de todas as culturas...”»&lt;br /&gt;Depois, alegria das alegrias, jantámos na Trindade, o bife à moda da casa, em alternativa à Tasca aonde no dirigimos, no Bairro Alto, que estava a abarrotar, com gente à espera, eu, a minha mulher e os meus três filhos (o mais velho estava em Lisboa em trabalho), o que já não acontecia há tanto, tanto tempo…&lt;br /&gt;Quero voltar ao Chiado para viver assim momentos de felicidade, seja o pretexto a apresentação dum livro, seja tomar um café com um amigo, seja para revisitar a história, seja para voltar a jantar com quem amo tanto…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2322820305403627316?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2322820305403627316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/10/um-momento-singular-ao-chiado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2322820305403627316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2322820305403627316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/10/um-momento-singular-ao-chiado.html' title='Um momento singular ao… Chiado!'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-3393379717972509416</id><published>2010-10-17T19:22:00.001+01:00</published><updated>2010-10-17T19:22:40.606+01:00</updated><title type='text'>Crónica duma manhã de sábado…</title><content type='html'>Meu caro leitor, hoje deu-me para falar outra vez de…mim (aliás, isso sucedeu depois de ler o post dum amigo, no qual reflectia sobre o valor de falar do que somos, bem no íntimo, como agimos…). Entusiasmei-me com a ideia de poder partilhar minudências, assaz comuns nas minhas rotinas, susceptíveis de prender a sua atenção e, por uns instantes, ficarmos juntos, ainda que n em nos conheçamos...).&lt;br /&gt;- E vou dizer o quê? - pensei. &lt;br /&gt;Olhe, vou falar do meu dia de sábado (é relato mesmo, não ficção...) e, pronto, fica a mini crónica para a posteridade (pode ser que quem anda nestes sítios, nos blogues, e passe por aqui, se entusiasme também e fale mais de si, da cosmovisão por que orienta a sua existência e revele os trilhos onde põe os pés...).&lt;br /&gt;O relógio estava para despertar às 7 horas... acordei dois minutos antes, mas o malandro não apitou. Já era noite quando o meu filho (os nossos filhos sabem muito mais destas geringonças - ou novas tecnologias!? – do que nós, que já militávamos noutras eras, antes, muito antes, de se inventar o telemóvel com relógio despertador incorporado…) descobriu o gato: estava comandado para despertar às 2ª e às 3ª feiras... Foi só enfiar a roupa (a do dia anterior, com gravata e tudo...), fazer um café (e tomá-lo, para despertar, que a noite foi de insónia...) e toca a andar... às 8 tinha que estar numa reunião, de periodicidade quinzenal, com amigos que levam a carga duma Instituição de Solidariedade Social na área da saúde e apoio social aos idosos, mães solteiras, crianças e jovens a precisar de protecção institucionalizada (não é a melhor protecção, mas é a que serve os interesses das crianças e jovens em risco à falta da família).&lt;br /&gt;Não estranhe: nessa reunião estavam médicos, enfermeiras, professores, cientistas do fenómeno religioso, um causídico, um mestre em gestão da saúde… para fazer o levantamento dos problemas que carecem de solução imediata para que a resposta da Instituição seja mais adequada às necessidades que estão colocadas pela sociedade e, particularmente, para ORAREM! Curioso, não é? Pois é… dedicamos uma hora ao sábado de manhã cedo para fazer isso! Afinal (para quem crê) «a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das que não se vêem» (cito de cor)... &lt;br /&gt;Mas um dos presentes tinha a incumbência de reflectir sobre um tema, em 15 minutos. Foi enriquecedor porque «aprendi» que posso estar ocupado a noite inteira com as redes, o barco, os remos e, pela manhã, não ter pescado nada! A vida sem projecto, sem horizonte, sem rumo provoca um frenesim cansativo (andamos de lado para lado, a correr sempre, a fazer milhentas coisas, por é curto o dia, a semana, o mês, o ano, amanhã estamos cansados, velhos, sem genica...) e, quando constatamos o resultado, não temos nada (amor, amizade, companheirismo...). Andamos à pesca o tempo todo e estamos de redes vazias! &lt;br /&gt;Outra coisa que «aprendi» (a «lição» durou pouco mais de 20 minutos...) é que a experiência acumulada (os saberes duma vida inteira) só vale alguma coisa se soubermos o que vamos fazer com ela... Doutra forma, «inchamo-nos de sapiência» e, no fim, morremos «doutos»! Como é que vou continuar a lançar as redes e pescar se não faço ideia nenhuma do que quero fazer com o peixe? É salutar que tenha um plano para não o deixar apodrecer e dizer, depois, trabalhei, trabalhei e... nada se aproveitou desse esforço! Amanhã vou deleitar-me a comer o peixe com quem quiser partilhar a mesa comigo! &lt;br /&gt;Não há plano pessoal socialmente útil que não implique... partilha! Que não implique outras pessoas, o bem-estar delas, um salto qualitativo na sua integração social.&lt;br /&gt;Olhe, caro leitor, depois fomos tomar o pequeno-almoço juntos, como é habitual! Lá no café já ninguém estranha: o «bando» do costume que não devem ter mais nada que fazer ao sábado, de 15 em 15 dias... Mas respeitam-no (ao bando) porque o «chefe» é o médico mais popular do bairro e redondezas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio o almoço em família. O frango na brasa à angolana (quase...), comprado na churrasqueira do bairro...&lt;br /&gt;Eis, em resumo, o que, numa manhã de sábado, fez arte da minha vida! Tenho a certeza de que estar com quem pensa como nós, tem os mesmos projectos, comunga dos mesmos propósitos, quer remir o tempo e aplicar, de modo útil, a experiência acumulada, corresponde a uma «filosofia» de vida que procura ler os sinais dos tempos para não perder o rumo, definido segundo a lógica de que o futuro está assinalado e passa por morar «na casa de Deus»…&lt;br /&gt;PS: Ah! Esqueci-me de dizer que antes do pequeno-almoço fiz duas recomendações, já fora do programa da reunião: A primeira, que daqui até ao Natal, pelo menos, quando algum associado, familiar, amigo ou conhecido quiser comprar uma prenda para uma criança dos 3 aos 9 anos tem que pensar duas vezes: ou oferece O Pintinhas Azuis ou oferece… O Pintinha Azuis (a Letras d'Ouro associou a obra - que vai ser apresentada ao público no dia 20 próximo, às 18, 30, em Lisboa - ao Desafio Miqueias contra a discriminação e uma percentagem das vendas está destinada ao financiamento da obra social da Instituição em que estávamos reunidos); a segunda, nenhum marido, noivo, namorado, avô, avó, tio, tia… terá alternativa quando quiser presentear uma mulher (adolescente, jovem, adulta, de meia idade, de idade madura...) para celebrar um dia especial: ou oferece Nos Braços do Pai ou oferece... Nos Braços do Pai (um livro e CD da Letras d'Ouro, em lançamento precisamente nesse dia)...&lt;br /&gt;Fiz de facto a apresentação das obras! É verdade que O Pitinhas Azuis se destina às crianças e Nos Braço do Pai primeiro às mulheres... mas o resto é brincadeira que tenha dito que não há alternativa: somos um grupo de homens e mulheres livres que consumimos o que queremos!&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-3393379717972509416?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/3393379717972509416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/10/cronica-duma-manha-de-sabado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3393379717972509416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3393379717972509416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/10/cronica-duma-manha-de-sabado.html' title='Crónica duma manhã de sábado…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7303441541977215697</id><published>2010-09-19T12:52:00.000+01:00</published><updated>2010-09-19T12:53:09.045+01:00</updated><title type='text'>Letras e Café (ideias. cultura . testemunho</title><content type='html'>EU CREIO&lt;br /&gt;(Século XXI: afirmação da fé cristã-evangélica)&lt;br /&gt;Letras e Café (ideias. cultura. testemunho)&lt;br /&gt; Participei da iniciativa da Letras d’Ouro do passado dia 18 de Setembro de 2010, no Hotel Ibis Saldanha, Lisboa. &lt;br /&gt; Um dos tópicos da iniciativa Letras e Café referia-se, precisamente, à presentação da obra EU CREIO.&lt;br /&gt; Tendo eu escrito as Notas Editoriais que abrem os dois volumes dessa obra, da autoria de Fernando Martinez, não teria muito mais para dizer sobre ela. Por isso, reflectindo, pensei usar os poucos minutos disponíveis (ainda foram uns vinte…) para introduzir na reflexão algumas notas que podiam, eventualmente, constituir parte significativa da motivação que levou os participantes (cerca de 35) à iniciativa Letras e Café: a prelecção do orador convidado.&lt;br /&gt;Não sabia se ia consegui-lo a contento.&lt;br /&gt;Propus-me tomar como ponto de partida um texto que li, recentemente, e me despertou a atenção… Em resumo, nesses poucos minutos, desenvolvi anotei alguns tópicos, cujo resumo agora partilho neste espaço entre laços d’Ontem.&lt;br /&gt;No início de 1977, dissertando sobre as condições do avivamento da igreja, João Sequeira Hipólito, director da revista Avivamento, «órgão de reavivamento e cristianismo bíblico», escreveu no primeiro número dessa revista (1977) o seguinte: «(…)encontramo-nos num avivamento. A razão porque afirmamos isto é o maravilhoso crescimento desta obra em todo o País. Não temos nenhum chefe religioso, não temos intelectuais entre os nossos pastores, não recebemos auxílio do estrangeiro, não temos apoio das autoridades civis nem a simpatia dos órgãos de informação, mas temos a aprovação de Deus e contamos com a operação do Seu Espírito».&lt;br /&gt;Falava, como era óbvio para os potenciais leitores da Revista, do Movimento Pentecostal das Assembleias de Deus, que eram os cooperadores e os membros das igrejas em geral.&lt;br /&gt;Fernando Martinez era, à época, o Director Adjunto da revista.&lt;br /&gt;No nosso modesto entendimento, o articulista estava enganado. Não quanto ao avivamento. Não quanto ao crescimento da obra. Não quanto à inexistência dum chefe religioso. Provavelmente não haveria auxílio do estrangeiro, nem apoio das autoridades civis, nem a simpatia dos órgãos de informação (admitimos, assim, que estivesse certo quanto a esses tópicos).&lt;br /&gt;Estava enganado quando afirmava não haver intelectuais entre os pastores do Movimento Pentecostal Português porque ele próprio era um intelectual e tinha como adjunto um intelectual de primeira água: Fernando Martinez. Estava enganado porque parecia entender o intelectual como aquele que cultiva preferencialmente as coisas do espírito e do entendimento, sendo essa a forma de se afirmar social e religiosamente.&lt;br /&gt;Seguramente, para nós temos isso por certo, sem intelectuais não se faz a obra de Deus. Com efeito, é preciso reflectir, meditar, ponderar, amadurecer tudo o que interessa à existência humana. É necessário alargar e desenvolver o entendimento sobre o mundo e a relação que com ele estabelecemos.&lt;br /&gt;Mas, em rigor, o que JSH quereria dizer, certamente, era que o avivamento (mais particularmente o reavivamento porque para isso se decidiu pôr de pé essa iniciativa editorial) não era obra do intelectualismo (resultado do pensamento, da razão acima da vontade e da afectividade…)&lt;br /&gt;Fernando Martinez afirmou-se desde os anos 50 do século passado, como um intelectual com uma enorme e clarividente vontade (dar a conhecer os fundamentos do Reino de Deus) e afectividade (que todos os homens sejam salvos).&lt;br /&gt;A obra que a letras d’Ouro publicou pretende ser a demonstração dessa afirmação do autor como intérprete do pentecostalismo nacional, desde os primórdios (ele apanhou o «comboio» em movimento, mas conheceu praticamente todos os «maquinistas» que o trouxeram até à década de 50…)&lt;br /&gt;É verdade que havia censura (a do Estado Novo), é verdade que havia preconceito (a dos evangélicos em geral, que ostracizaram os pentecostais, pondo a nu as suas «doutrinas heréticas» …), é verdade que muitos dos que se salvavam eram iletrados (ainda hoje há pessoas que não sabem ler nem escrever…), mas foi nesse contexto sócio-político-cultural que o autor desenvolveu magistralmente os tópicos fundamentais da doutrina cristã, dando resposta às necessidades espirituais do povo que se alistava n as fileiras avivalistas que cresciam exponencialmente de Norte a Sul do país.&lt;br /&gt;Havia avivamento em 1977? Havia! Estava ele suportado em doutrina conhecida, consistente, que definia um rumo? Estava! As respostas aos problemas espirituais eram inteligíveis? Eram! As doutrinas da salvação, da cura divina, do baptismo no Espírito Santo e outras, também importantes, tornaram-se perceptíveis aos humildes? Sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Fernando Martinez revela essa intrusão entre as necessidades do povo e a exegese respeitosa dos fundamentos bíblicos. O avivamento assentava nessa base doutrinária confiável e em homens e mulheres que dela faziam o suporte da sua vivência cristã.&lt;br /&gt;E hoje?&lt;br /&gt;Temos resposta para o clamor dos que se querem salvar? (Andam por aí uns a dizer assim e outros a dizer o contrário, ainda que sob a mesma matriz ideológica, e não se vê nenhuma manifestação de preocupação pela incerteza que a contradição teológica, doutrinária acarreta para formação da convicção salvífica…).&lt;br /&gt;Temos resposta para as questões do nosso tempo, ou estamos consumidos pelo efémero que nos mata, pelos protagonismos que pretendem ser «culturalmente relevantes», pela ansiedade de se falar em avivamento sem correspondência no tecido social envolvente?&lt;br /&gt;Como se lida com o individualismo, com o materialismo, com o hedonismo... com tudo que afinal faz a felicidade do momento?&lt;br /&gt; Podemos servir-nos do trabalho (intelectual) reflectido na obra de FM, ou o que ele ensinou sobre a fidelidade conjugal, sobre o valor do casamento entre um homem e uma mulher, sobre o cuidado com as crianças… para responder às questões do nosso tempo, doutras gerações? Ou o avivamento depende agora doutra exegese bíblica, da mudança de atitude face ao que vai por aí (condescendência absoluta com o modernismo, secularismo, intelectualismo…)?&lt;br /&gt;«Eu Creio», tal qual ensinou Fernando Martinez durante mais de 50 anos, vale para mim, procurei que valesse para os meus filhos em vivência consequente…&lt;br /&gt;Pensando mais longe: Vale para o Século XXI? A resposta é afirmativa? Se sim, como se deve apresentar Deus aos que consideram que Ele é um torcionário (subjuga pela tortura da religião, da espada, do medo…)? Como se deve apresentar Jesus àqueles que dispensam a acção de qualquer Salvador (são humanistas, o homem salva-se a si mesmo…)? Como ensinar as Escrituras aos que nelas vêem mais um livro sagrado, entre muitos outros (a Bíblia é tão importante quanto qualquer outro livro…)? Como conservar os valores éticos e morais na sociedade de bem-estar que exige êxito, dinheiro, poder social, domínio sobe os outros (qualquer ética serve, quaisquer valores morais são admissíveis se proporcionarem bem estar económico, social…)? Enfim, como se pode ser cristão e fazer discípulos (vivendo o secularismo da época, adaptando o discurso aos ouvidos talhados por ele, admitindo o que ontem não prestava, sufragando políticas para a família, para as crianças, que são contrárias à orientação bíblica…)?&lt;br /&gt;Estes tópicos bem poderiam servir para uma outra reflexão, em ocasião propícia, mas não servem agora de matriz à que o conferencista convidado nos apresentará, certamente muito mais enriquecedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7303441541977215697?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7303441541977215697/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/09/letras-e-cafe-ideias-cultura-testemunho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7303441541977215697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7303441541977215697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/09/letras-e-cafe-ideias-cultura-testemunho.html' title='Letras e Café (ideias. cultura . testemunho'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5137820757173697706</id><published>2010-08-27T18:52:00.001+01:00</published><updated>2010-08-27T18:54:00.750+01:00</updated><title type='text'>TEMPO DE SER AVÔ</title><content type='html'>É tempo de nascer&lt;br /&gt;e tempo de morrer…&lt;br /&gt;uma melodia que ecoa &lt;br /&gt;entre dois longos tempos&lt;br /&gt;ouço chorar a criança &lt;br /&gt;vejo o velho esmorecer &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só ficou o sinal &lt;br /&gt;agora tão banal… &lt;br /&gt;a ausência de memória&lt;br /&gt;de choro e muitos ais&lt;br /&gt;sou menino sem lembrança&lt;br /&gt;da parte de mim que é mortal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dele mas deu fé&lt;br /&gt;ao agora meu José…&lt;br /&gt;nome em muitas bocas&lt;br /&gt;de meninos sem história&lt;br /&gt;tempo de vida avô sim&lt;br /&gt;só no baptismo do bebé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem quem sou eu&lt;br /&gt;José meu dele e teu…&lt;br /&gt;espólio comum que veio&lt;br /&gt;doutro tempo doutra geração&lt;br /&gt;cortada cerce sem dó&lt;br /&gt;aquela morreu outra cresceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto mais ponto ponto&lt;br /&gt;pontos ligados num conto…&lt;br /&gt;o velho geme dias avô&lt;br /&gt;de horizonte vazio sem brilho&lt;br /&gt;o futuro dele perdido&lt;br /&gt;pelo meu reza devoto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São velhos os sábios&lt;br /&gt;avôs de veros lábios…&lt;br /&gt;seco o pranto dos olhos&lt;br /&gt;no limiar do abismo nu&lt;br /&gt;vou só sem ele pelo caminho &lt;br /&gt;da infância de câmbios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui dacolá eis&lt;br /&gt;homens regras leis…  &lt;br /&gt;a pluma caída esbranquiçada&lt;br /&gt;da precoce velhice cheia de dias&lt;br /&gt;ais simulacros de sonhos perdidos&lt;br /&gt;vivo d’arquivos de inúteis papéis &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sem colo sem peito&lt;br /&gt;José inerte em alvo leito…&lt;br /&gt;vaga imagem de barbas cinza&lt;br /&gt;que cobrem o gasto rosto &lt;br /&gt;dele avô que trago comigo&lt;br /&gt;na alma não é tique nem trejeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de viver&lt;br /&gt;tempo de sofrer…&lt;br /&gt;ouço novos indefinidos sons&lt;br /&gt;que abafam ecos doutras angústias&lt;br /&gt;na alma cinzelando um nome &lt;br /&gt;dele meu que não deixei morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de noite cerrada&lt;br /&gt;tempo de luz novel alvorada…&lt;br /&gt;petiz que vem lesta ao meu devir&lt;br /&gt;anuncia ventos finais de amanhã&lt;br /&gt;não ais que ais de morrer vou dar&lt;br /&gt;sim vou dar estando ela criada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver sim quero viver&lt;br /&gt;não não quero morrer…&lt;br /&gt;outro José que me deu nome&lt;br /&gt;partiu cedo sem tempo de viver &lt;br /&gt;tempo p’ra noutro tempo o meu&lt;br /&gt;dizer José sou avô sem esmorecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver e morrer&lt;br /&gt;um tempo deve haver…&lt;br /&gt;esvaio os grãos da vida lentos&lt;br /&gt;na ampulheta que marca a hora&lt;br /&gt;travo o passo emperro a marcha&lt;br /&gt;do tempo que quero viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo p’ra chorar&lt;br /&gt;pouco tempo p’ra recordar…&lt;br /&gt;ganhei um mundo novo aberto&lt;br /&gt;ao sonho do tempo do caos libertado&lt;br /&gt;chorar recordar um nome presente&lt;br /&gt;melhor quero viver para amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de esperança consegui&lt;br /&gt;tempo tempo tempo venci…&lt;br /&gt;miro tão belo presente José estou&lt;br /&gt;renascido como no sonho que foi teu&lt;br /&gt;tempo de viver ser avô não morrer&lt;br /&gt;fruir o tempo da minha neta Déborah Sophie.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5137820757173697706?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5137820757173697706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/08/tempo-de-ser-avo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5137820757173697706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5137820757173697706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/08/tempo-de-ser-avo.html' title='TEMPO DE SER AVÔ'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-1413418668838838443</id><published>2010-08-15T22:40:00.000+01:00</published><updated>2010-08-15T22:41:39.529+01:00</updated><title type='text'>Outros cânticos...</title><content type='html'>Nas férias perdemos um bocado o contacto com a nossa comunidade eclesial: mudamos de região, reduzem-se as actividades, recebemos familiares, damos tempo ao lazer, à descontracção… Em boa verdade, embora estejamos atados aos nossos hábitos do ano inteiro, precisamos de «roda livre» para andar por aí, ver as pessoas, como se comportam, o que pensam, o que querem amanhã, falar com elas (é mais fácil, quando estão soltas de compromissos, ouvirem-nos, comunicarem connosco) e estar com elas.&lt;br /&gt;No regresso, desejamos sempre que esteja tudo no lugar, que não tenha morrido ninguém (Ah! Se nasceram meninos ou meninas, entretanto, melhor porque essa, parece, nos tempos que correm, ser a forma das comunidades crescerem…), que o «nosso» lugar não esteja ocupado, que o líder continue inspirado, que os cantores «puxem» pelos nossos pulmões, que nos façam estar «horas e horas» de pé (pois… cantar sentado, onde é que já se viu!?), que se programem mil e uma actividades, que se fale na festa do Natal… sei lá! Que tudo esteja conforme o ritual dos dias do nosso contentamento, isto é, da nossa exemplar rotina.&lt;br /&gt;Pois é! Tenho cada vez mais a percepção de que esta «normalidade» anula o crescimento espiritual, o sentido de serviço comunitário, uns aos outros, a vontade de projectar, de evoluir, de alcançar novos patamares. É bom que aconteça algo que nos estimule… depois das férias, que nos tire do marasmo (interior, nosso), que nos (me) catapulte para o alto donde vem sempre melhor provisão. Aconteceu-me isso hoje! Como? Ouvi um cântico antigo, a solo, sem ensaio, por uma anciã (meia idade, pois agora podemos expectar chegar aos 90 anos!) que estava de passagem (pois… estava de visita à família e foi ao culto…). Ah! Ainda se mantêm na comunidade aspectos do culto que são congregacionais: uns têm salmos, outros têm cânticos… Ela tinha um cântico e partilhou-o. Que choque! Porquê? A letra tinha poesia, os versos entendiam-se, a mensagem era directa, clara, plausível! Mas era um cântico antigo, como «antiga» era cantora, a letra, a inspiração do poeta, a mensagem (sim, nas palavras estava toda emoção do percurso de três homens que se dirigiam a Emaús e em dois deles ardia o coração com a emoção da Palavra do Outro…)&lt;br /&gt;Foi pena ter acontecido mesmo na hora da despedida, ao encerrar da festa. Gostava de ter partilhado com os demais aquela emoção pessoal, o prazer de levar comigo um poema, uma canção, uma mensagem. É verdade que não memorizei a letra, nem a música, mas sinto-as em mim, dentro de mim. Melhor: tenho a certeza que o culto congregacional pode emprestar-nos esta força nova que quebra a rotina e podemos trazer para casa – a força dos cânticos com poesia, mensagem, música. O que infelizmente não acontece, quase sempre, com os cânticos da nossa rotina: mal escritos, muito, muito mal traduzidos ou adaptados, sem poesia, sem musicalidade, quase sempre à base de ocas e vãs repetições!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-1413418668838838443?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/1413418668838838443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/08/outros-canticos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1413418668838838443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1413418668838838443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/08/outros-canticos.html' title='Outros cânticos...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7683679257978091025</id><published>2010-08-08T19:52:00.001+01:00</published><updated>2010-08-10T14:37:58.799+01:00</updated><title type='text'>O Fim dos Livros</title><content type='html'>Vai ser publicado a obra de Octave Uzanne, O FIM DOS LIVROS.&lt;br /&gt;Numa resenha da obra, no Expresso de 7 de Agosto de 2010, José Mário Silva escreveu: Após uma conferência científica na londrina Royal Society, meia dúzia de eruditos prolongaram a noite com uma tertúlia especulativa em que tentaram antecipar o futuro. (…) Mas só quando perguntaram ao narrador do texto, um bibliófilo assumido, “o que acontecerá às letras, aos literatos e aos livros daqui a cem anos” é que a sala estremece de espanto e alguma indignação. Isto porque o orador prevê que os livros impressos desaparecerão de vez e a “invenção de Gutenberg” cairá “em desuso como intérprete das nossas produções intelectuais”. Nada que alguns gurus não afirmem hoje, fascinados com Kindles e iPads. Acontece que este&amp;nbsp;"O Fim dos Livros" foi escrito em 1895. Sim, 1895, final do Século XIX. Ou seja, o futuro que aqui se imagina, com um triste apocalipse da tipografia, é o nosso presente. E as previsões de Uzanne, como as de muitas outras cassandras, falham redondamente. Não só os livros impressos resistiram à tecnologia da época (o fonógrafo de Edison) como a todas as tecnologias que vieram depois, incluindo os ameaçadores e.books de que tanto se fala agora. No início do século XXII ainda havemos de ler, em papel, a história completa de todas estas mortes anunciadas e sempre desmentidas.&lt;br /&gt;Arrepia-me este tipo de profecias acerca do desaparecimento do livro em papel, que podemos usar a cada instante bastando, para tanto, estender o braço e retirá-lo da estante… Mais, tirar um exemplar da primeira, da segunda, da terceira, sei lá de quantas edições! E poder comparar, especialmente aquelas que são sujeitas a revisões do autor (agora está na moda reimprimir livros e depois dizer que se fizeram… 10, 12, 15 edições!), normalmente acrescentando, corrigindo, esclarecendo.&lt;br /&gt;Só o livro em papel permite esta facilidade. Talvez as gerações do século vindouro, já sem olfacto para detectar o cheiro a tinta fresca, dispensem os livros em papel… Será mau, mas não se pode contrariar a realidade das coisas. Espero eu, que&amp;nbsp;esses homens de mulheres levem um desses aparelhos sofisticados para a cabeceira da cama para ler um Salmo antes de adormecer… (agora temos a nossa Bíblia de cabeceira que permite fazê-lo com todas a comodidade…).&lt;br /&gt;Se em 100 anos não se cumpriu a profecia (o fim dos livros) permito-me descansar que não se cumprirá tão depressa e talvez ainda tenha oportunidade de ensinar aos meus netos a ler sem recurso a e-book! Espero que não os seduzam de modo definitivo para a leitura nesses aparelhos… doutro modo não poderei dar essa utilidade a tantas centenas de livros que li e…conservo!&lt;br /&gt;Em verdade, este é um assunto que interfere na vida dos que têm hábitos de leitura e são manares dos livros impressos em papel. Há uma nova geração que já não lê em papel. Há algum tempo um amigo, que reside nos USA, dizia-me que «lia» ouvindo os livros em suporte áudio enquanto viajava… e que a filha lia apenas no portátil! Mesmo as tarefas académicas quase não implicavam leitura em papel… Provavelmente, em Portugal, com o afamado portátil Magalhães, dentro dalgum tempo não haverá leitores para os livros que se publicam nem para os que as Bibliotecas guardaram durante milénios…&lt;br /&gt;Há um mês, aproximadamente, no Sul de França, à hora do pequeno-almoço num hotel, um casal lia, cada um com o seu e-book! E tinham ar de que vivia já na reforma… São sinais de que o panorama está a mudar… Espero que a Bíblia, pelo menos, continue disponível… em papel!&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7683679257978091025?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7683679257978091025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/08/o-fim-dos-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7683679257978091025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7683679257978091025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/08/o-fim-dos-livros.html' title='O Fim dos Livros'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2265375606051997429</id><published>2010-06-30T21:01:00.001+01:00</published><updated>2010-06-30T21:03:41.605+01:00</updated><title type='text'>Tópicos a propósito da obra de Joaquim António Cartaxo Martins</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ANGOLA&lt;br /&gt;Memórias de um missionário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, de facto, foi um dia especial para quem se interessa pela missionação Pentecostal em Angola, realizada até 1975: no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona foi apresentado o livro «Angola, memórias de um missionário, de Joaquim António Cartaxo Martins».&lt;br /&gt;Pessoalmente, depois de ter escrito Recantos do Mundo, O pentecostalismo em Angola – subsídios para a história das Assembleias de Deus, alimentei uma enorme expectativa em relação à obra e ao seu decisivo contributo para a compreensão do fenómeno, tantas vezes exaltado, que foi a evangelização dos pentecostais no Cuanza-Sul, nos anos cinquenta do século passado. &lt;br /&gt;Lida a obra num instante (até à página 140, a leitura, para quem está motivado, é efectivamente empolgante e o leitor quer chegar rapidamente ao fim da narrativa…) a primeira conclusão é que ainda não estamos diante do documento que «ponha a nu», com factos, com indicação de fontes, com testemunhos, as razões sociopolíticas que subjazem à expulsão dos missionários, designadamente do autor, do Cuanza-Sul. São muito vagas as referências aos interesses malévolos do «Clero» (fundamento em que o missionário insiste, com razão, mão não é disso que se trata: queríamos situações concretas, que fossem outras, ou mais substancialmente enunciadas, diferentes das que, nós próprios, sem acesso a documentação particular, que sabemos existir e alguma dela aparece, agora, pela primeira vez, publicamente, na terceira parte da obra em questão), dos «Comerciantes» (é verdade que se faz uma referência ao presidente da CADA, a grande empresa agrícola do Cuanza-Sul, no âmbito da aplicação de medidas repressivas, mas sem explicitação dos motivos), dos interesses das «autoridades» em manter situações injustas nas relações de trabalho, comerciais, de acesso aos bens de educação, formação, culturais… Mas é pouco! É verdade que o autor escreveu um livro de memórias, não um ensaio ou um compêndio de história! Temos isso em conta. Mas considerando o que foi relatando ao longo dos anos sobre essa sua experiência missionária e a correspondência que trocou com os mais altos dignitários do Movimento Pentecostal em Lisboa, esperava-se a «prova da factualidade das coisas» já ditas e reditas, escritas e reescritas, durante mais de meio século.&lt;br /&gt;Nesta parte, mantêm-se os desafios que deixamos em Recantos do Mundo aos investigadores, aos académicos, que é necessário ir mais longe, dedicar mais tempo ao tema pois as memórias dos protagonistas são elementos fulcrais, mas só com eles não se faz a história! &lt;br /&gt;Depois, avançando na leitura, pode-se concluir que a missionária Pearl Stark foi teve um papel importantíssimo no trabalho realizado, mas, na obra, as referências que lhe são feitas são minudências em relação ao muito que a história lhe deve imputar, e que, na medida do possível, tentei corresponder em Recantos do Mundo. De facto, na obra de Cartaxo Martins não há, a nosso ver, empolgamento na descrição do que foi a motivação da americana para iniciar o trabalho no Cuanza-Sul: ela, no íntimo, devia isso ao marido, morto pela malária, e que queria, antes da 2ª guerra mundial, iniciar trabalho missionário ali. Vê-se, claramente, em determinados passos da obra, que ela estava em Angola, no Chitau, mas com os «dois olhos» postos na terra da visão, que era o povo do Cuanza-Sul. Releva-se, de facto, aquilo que em tese nós já tínhamos em Recantos do Mundo enunciado: os meios financeiros eram americanos, mas não como as «autoridades políticas» suspeitavam – o sustento da missionária era para ela, para o missionário e família e o resto era o que com o trabalho se granjeava. &lt;br /&gt;Finalmente, nesta nota breve, há documentos publicados em anexo cuja justificação é, no mínimo, discutível. Não me parece que, para enaltecer o papel do autor e do seu irmão Manuel, fosse necessário criticar, tão abertamente, sem uma mera tentativa de enunciar as potenciais razões, os missionários que chegaram ao Cuanza-Sul em 1970, imputando-lhe colaboracionismo com a polícia política da repressão e acções divisionistas. Aliás, o documento é de Abril de 1975, depois da queda do Marcelismo, e quando, em Luanda, imperava já a dinâmica própria dos aderentes do movimento de apoio ao poder popular. Não posso garantir sequer que a carta a fls. 315 -319 da obra teve algum efeito útil, uma vez que Daniel Ferreira, pastor oriundo do Brasil, como o tempo demonstrou, estava de passagem. Para quê publicar um documento, sem lhe justificar as razões, que apelida o missionário Reganha Pereira de «divisionista» e que admitia colaborar com a polícia política? Não tinha qualquer interesse, sendo certo que há um texto na obra em que o missionário Reganha Pereira declara estar sujeito ao controlo policial, enviando periodicamente o registo dos membros para esse efeito. &lt;br /&gt;Os textos panegíricos do discípulo Francisco Cangira ajustam-se ao reconhecimento que ele revela pelo trabalho missionários dos Cartaxos, mas não se justificam por, fora de contexto, abalarem a credibilidade e exemplaridade do trabalho doutros obreiros levado a efeito em contextos diferentes (o que se diz acerca de Israel Cóias Pires, por exemplo, num dos textos de Francisco Cangira, sendo verdade - efectivamente, não era «vocação» dele ir ao encontro das pessoas nos musseques, nem viver em cubatas, ou «sujar as mãos» a lavrar a terra… quando muito valorizava os grandes cultos africanos em que também estivessem muitos não africanos, se é que esta distinção faz hoje algum sentido para os leitores (no fundo, era o culto dos pretos, dirigidos e orientados pelos brancos e, na lógica instituída, para Israel Cóias Pires não podia ser doutra forma). Ademais, a nosso ver, a propósito da dita fundação da Igreja Evangélica Pentecostal de Luanda (cf. pag. 143 e sgts), afirmar que o pastou Luís Campos Aço se comportou com um delator, causando graves prejuízos pessoais a Joaquina Martins, quando ele já não se pode defender (então dizê-lo em público, numa sessão solene, parece ser insensato), e publicar a carta que um conjunto de pessoas, credíveis certamente, alguns dos quais foram meus amigos, lhe dirigiram não acrescenta à nada ao que interessa relativamente à origem do trabalho pentecostal em Luanda, muito menos esclarece as questões dúbias que em Recantos do Mundo não fomos capazes de ultrapassar.&lt;br /&gt;No mais, parece-me que o documento «está à discussão», sendo certo que isso não significa que o mérito da obra exemplar, abnegada, amorosa do autor possa ser beliscada, remendo-me para o que, oportunamente, escrevi em Recantos do Mundo.&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2265375606051997429?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2265375606051997429/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/topicos-proposito-da-obra-de-joaquim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2265375606051997429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2265375606051997429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/topicos-proposito-da-obra-de-joaquim.html' title='Tópicos a propósito da obra de Joaquim António Cartaxo Martins'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7034424541902412478</id><published>2010-06-25T14:50:00.002+01:00</published><updated>2010-06-25T16:05:33.570+01:00</updated><title type='text'>ONTEM FOI ASSIM...</title><content type='html'>Ontem foi assim porque a vida dá muita volta e tinha que ser assim!&lt;br /&gt;Ontem «encontrei» o pai dum homem quase quarentão e está na forja o encontro entre eles que celebrará esse acontecimento.&lt;br /&gt;Ontem recordei os «horrores» da guerra, a acção dos militares em terra estranha.&lt;br /&gt;No meu livro Zau-Évua, terra de ninguém, sítio de vivências anotei aspectos do relacionamento dos militares com as populações locais, em particular no que tange às mulheres. Longe de casa, do ambiente social e familiar em que se fizeram homens, os rapazes portavam-se, muitas vezes, indecentemente. Das acções menos dignas resultaram muitos meninos e meninas, que ficaram pelas aldeias e sanzalas, distinguindo-se pela cor morena da pele. Meninos e meninas quase sempre sem pai. Os pais deles fizeram as malas e rumaram ao puto para o espólio e para a nova vida. As mães, a maioria delas pobres, ficaram com o «opróbrio» da situação, quase sempre mal vista pelos mais idosos da s aldeias. Mas o nascimento duma criança tem sempre a magia do novo, da renovação, da vida que é prolongamento da dos que lhe deram a matéria genética. &lt;br /&gt;Estávamos em 1970, no Norte de Angola, no Benza, ali perto da margem esquerda do Rio Zaire, não muito longe da Pedra do Feitiço. Por ali semearam-se muitas aldeia, com populações agrupadas ao longo da segunda metade da década de sessenta (em 1961 fugiram, uns para Luanda, outros para o outro lado do Rio Zaire), cujas crianças falavam mais francês que português, embora todas falassem o dialecto da região. Os militares traziam oportunidades de trabalho para as mulheres, que eram todas lavadeiras; os militares eram agentes sanitários, e as crianças beneficiavam disso… Em regra, era com as mulheres que se tratava de tudo e era também com elas que se mesclavam as sanzalas…&lt;br /&gt;Ontem, uma menina de 16 anos deu à luz um menino mestiço. O pai tinha abalado; deixara rasto, mas a guerra (a colonial e a outra que se lhe seguiu, durante dezenas de anos) apagara-o. Quando soou na aldeia que os militares iam ser substituídos, a menina, ainda com 15 anos, apresentou-se no Quartel, com a prima mais velha, que esta sabia mais da vida e da língua portuguesa, de «barriga cheia». O suposto pai estava ali e ela não quis deixá-lo partir sem sinalizar a consequência das várias vezes que se envolveram na esteira.&lt;br /&gt;Acabou a guerra, escreveu cartas o filho, clamou pelo mundo acerca do paradeiro do pai. O apelo genético, o apelo do sangue, agora mais intenso porque ele próprio gerou seis filhos, que queriam conhecer o avô. As diligências deram zero de resultado, as portas quase todas se fecharam. Veio a internet, o mundo ficou em rede, acabou a guerra em Angola, o rapaz recuperou alento, pesquisou… alguém lhe disse que eu estivera como militar em Benza. Fui em socorro dele e… encontrei-lhe o pai!&lt;br /&gt;Ontem foi um dia feliz também para mim! Falta que os testes comprovem a ligação de sangue entre esses dois homens. O pai lembra-se que os militares à época não davam descanso às lavadeiras dos outros sempre que iam em operações demoradas para longe, no interior do mato. Só tem a certeza que teve aquela menina por mulher, que a possuiu, que podia tê-la engravidado. Tem a prova de que quem o procura é mestiço (de raça mista como nos Bilhetes de identidade angolanos se consigna…), mas a menina pode ter sido seduzida (ou violada, ou comprada) por outros militares na ausência dele e por quererem mudar de «lavadeira». Só o teste dissipa essa dúvida. Ontem confirmou-me que o fará. Não sei ainda se o homem que o procura como pai quer arriscar o resultado… Vou estar entre os dois, ligando o ontem de guerra com o hoje de paz, dois países, uma língua, uma história comum… Ontem decidi que quando as pessoas assumem as suas responsabilidades, sem receio das consequências, abrem caminhos novos para um futuro promissor, mesmo que não venham a vivê-lo como pai e filho… tudo depende do que ditar o teste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7034424541902412478?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7034424541902412478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/ontem-foi-assim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7034424541902412478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7034424541902412478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/ontem-foi-assim.html' title='ONTEM FOI ASSIM...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-1865554409062200757</id><published>2010-06-17T23:20:00.002+01:00</published><updated>2010-06-18T18:13:44.000+01:00</updated><title type='text'>Não deixe de ir ao lançamento dum livro…</title><content type='html'>Ontem, dia 16 de Junho, os cristãos católicos estiveram em acção sem rituais ou paramentos! Fora dos templos, dos grandes santuários, longe das multidões… Com o evangelho «na ponta da língua» e as mensagens do sumo pontífice na mão, prontas para chegar a milhares de destinatários… &lt;br /&gt;Parece contraditório, mas não é. &lt;br /&gt;A editora católica Paulos decidiu dar à estampa os textos das homílias proferidas em Portugal por Bento XVI, na sua recente visita. Uma aposta editorial de quem se dedica a divulgar a doutrina católica romana. Nada contra. Ao contrário: quanto mais iniciativas editoriais deste género, melhor. São sempre enriquecedoras as reflexões de Bento XVI, ainda que se discorde da substância teológica dalgumas delas, dum ponto de vista mais biblicista (sem tradição da igreja, sem dogmas…).&lt;br /&gt;A iniciativa papal teve repercussão mundial e foi preparada ao pormenor. No dizer do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, que foi quem contextualizou a obra, a visita tinha objectivos nacionais (visava alentar a Igreja nacional, através do «revigoramento», sempre necessário, do culto mariano) mas também internacionais (aproveitando, especialmente, a tribuna mediática para falar ao mundo sobre temas e valores que, definitivamente, obscurecessem os holofotes apontados ao crimes de pedofilia cometidos por clérigos católicos em muitas partes do globo…), objectivos que, imediatamente, foram conseguidos.&lt;br /&gt;O que ficou evidente foram duas coisas interessantes, que todos sabemos mas não ouvimos muitas vezes confessar em público: os católicos, no sentido da hierarquia da igreja, têm uma influência muito grande na sociedade portuguesa, quer pelos meios comunicação próprios (Rádio Renascença, por exemplo), quer pela «mobilização» dos que são de todos (RTP, por exemplo), quer, ainda, pela «influência» que desenvolvem nos que são do Capital privado (TVI, por exemplo) através do critério da «maioria sociológica» na sociedade portuguesa (afinal, o povo é católico desde a fundação da nacionalidade…); os leigos católicos, aqueles que se movimentam profissionalmente em lugares de relevo, estão muito disponíveis para desempenhar o papel de «veículo» da mensagem que é necessário levar para fora (no caso, aquela que a figura cimeira da igreja queria deixar em Portugal e destinar ao Mundo…).&lt;br /&gt;É verdade que o Prof. Rebelo de Sousa, sempre fluente, insinuante, comprometido com a fé, várias vezes anotou que estava a «falar em família» e que a prefaciadora da obra, a jornalista Fátima Campos Ferreira, se tivesse declarado «iluminada» pela presença de tão grata figura (Bento XVI); como também é verdade que ambos queriam dizer bem da obra (a editora não cometeria o erro de chamar a prefaciar e a apresentar quem não estivesse sintonizado com o objectivo de propalar a mensagem papal…). Foi talvez por isso que ambos disseram que «colaboraram» num plano para erigir um palco mediático que chegasse tão alto quanto fosse possível… Não interessava se a antena (da RTP, claro…) ia estar horas a fio, em prejuízo do restante «serviço público», ocupada com as celebrações… O que importava era dar espaço para que o digníssimo visitante se mostrasse, falasse, comunicasse … afinal, para que, com a sua palavra, «cavasse» um «oásis» no meio da crise nacional…&lt;br /&gt;Daí que tudo começou a ser preparado ao milímetro com os interlocutores da hierarquia da igreja, contando com a influência dos leigos, meses antes da visita, até ao pontapé de saída para a grande maré televisiva, que foi a cobertura televisiva dias a fio: o programa Prós e Contras! Aí está por que Fátima Campos Ferreira foi convidada pela editora (diria: pela hierarquia católica…) para prefaciar o livro que aponta o caminho aberto deixado pelo sumo pontífice: profissional, influente, leiga, certamente, pôs-se ao serviço da causa. &lt;br /&gt;Achei interessante ouvir esses testemunhos na apresentação dum livro!&lt;br /&gt;O que se apreende nestes momentos é, muitas vezes, a confirmação do que apenas intuímos (sabendo, no íntimo, que estamos a ver bem o filme…). Em família soltamo-nos, dizemos tudo para nos estimularmos… E nesse «encontro familiar» que grande discípulo se mostrou o Prof. Rebelo de Sousa, chegando a empolgar a assistência no seu apelo para seguir… o Papa! Que grande «pregadora» se mostrou Fátima Campos Ferreira, testemunhando que bebeu no «oásis» que o Papa cavou, e como isso lhe deu força para estar em directo, horas sem fim, e passar dias quase sem dormir…&lt;br /&gt;Ainda vou comprar o livro para manter a lembrança desse evento (para ler também, que sou apreciador do que escreve Bento XVI, especialmente Joseph Ratzinger).&lt;br /&gt;Não tanto para pôr em prática aquilo que, por imagem, foi enunciado: agora que o Papa foi embora (mas não foi, porque a mensagem ficou…em livro!), «virou as costas», devemos «ir no encalço dele», porque ele vai à frente, é o guia, à semelhança do que aconteceu no Sinai, quando Moisés quis ver a face de Deus e Ele só lhe deu a ver as «costas»: também queria que Moisés e o povo o seguissem… &lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;br /&gt;PS: Este apontamento só tem um objectivo: Sempre que soubermos que vai ser apresentado um livro, compareçamos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-1865554409062200757?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/1865554409062200757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/nao-deixe-de-ir-ao-lancamento-dum-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1865554409062200757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1865554409062200757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/nao-deixe-de-ir-ao-lancamento-dum-livro.html' title='Não deixe de ir ao lançamento dum livro…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4624179885742188451</id><published>2010-06-05T00:28:00.000+01:00</published><updated>2010-06-05T00:29:01.357+01:00</updated><title type='text'>Lançamento da Biografia (ou autobiografia?) de Joaquim Cartaxo Martins</title><content type='html'>Lemos na Revista Novas de Alegria (nº 809, Junho de 2010, pág.10), que, no dia 29 de Junho de 2010, pelas 20 horas, no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona de Lisboa (Campo Grande), vai ocorrer o Lançamento da Biografia do Missionário Joaquim A. Cartaxo Martins. &lt;br /&gt;A notícia do evento tinha-me chegado por causa do interesse manifestado, ultimamente, por alguns leitores do meu livro «Recantos do Mundo», acerca deste ou daquele aspecto da obra missionária no Cuanza Sul, Angola. Foram muitos os sinais de que algo relacionado com o «tema» do meu livro estaria iminente. Antes de ler aquele anúncio tinham-me confirmado que estava em fase de conclusão um livro, cuja autoria era do próprio missionário Joaquim Cartaxo Martins, escrito há mais de uma dezena de anos, seguramente.&lt;br /&gt;É uma boa notícia! &lt;br /&gt;Escrevi em Recantos do Mundo: «Porções importantes da história contemporânea perder-se-ão inexoravelmente se não formos capazes de incentivar o surgimento das fabulosas páginas de vida, que, de momento, pairam apenas na alma e no espírito de corpos que o tempo deteriorou…». Se se tratar duma biografia, como vem anunciado, está de parabéns o biógrafo ou estão de parabéns os biógrafos, que «ouviu» ou «ouviram» o meu grito de desconsolo; se se trata duma autobiografia (memórias?), estão de parabéns os que dão à comunidade cristã evangélica em geral o privilégio de ler o que o saudoso missionário nos legou.&lt;br /&gt;Mais vale tarde…. &lt;br /&gt;Biografia, autobiografia, memórias (vamos descobrir isso exactamente no dia em que faria 87 anos de idade o missionário se ainda estivesse, fisicamente, entre nós) é pouco relevante; o que importa é que vai ficar disponível para o grande público tal documento, certamente importante, que abrirá outras portas, outras pistas, para a história da evangelização em Angola. Escrito pelo próprio missionário ou por quem lhe conheceu o percurso de vida.&lt;br /&gt;Embora tivesse privado algumas vezes com o missionário Cartaxo Martins (lembro-me dele, em Setúbal, nos anos noventa, sempre atento, quando tentava explicar o que, ainda ele vivia, depois serviu de pretexto ao meu livro Assembleia de Deus OU Igreja do Jubileu - elementos para a compreensão de um processo judicial singular), nunca abordámos, em concreto, a matéria que faria parte do seu livro; falámos, sim, algumas vezes, do «rescaldo» das suas viagens mais recentes a Angola, tema sempre aliciante. Eu próprio não cogitara na hipótese de vir a investigar e escrever o que foi o essencial do seu labor missionário em Angola. Talvez o «impacto» do seu desaparecimento me tenha alertado para a necessidade de perpetuar, singelamente, a obra e o testemunho que nos legou. &lt;br /&gt;Terá sido a pensar no caso dele, que se ausentou antes de nos presentear com a sua autobiografia ou memórias, que dediquei o meu livro Aos que, tendo sido missionários, ainda nos podem legar o testemunho escrito das suas experiências. &lt;br /&gt;O que escrevi em Recantos do Mundo vai ter agora mais conteúdo, provavelmente novos leitores! &lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4624179885742188451?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4624179885742188451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/lancamento-da-biografia-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4624179885742188451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4624179885742188451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/lancamento-da-biografia-ou.html' title='Lançamento da Biografia (ou autobiografia?) de Joaquim Cartaxo Martins'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7793028272998899724</id><published>2010-06-01T22:52:00.002+01:00</published><updated>2010-06-02T07:37:20.802+01:00</updated><title type='text'>Não vetando a Lei que «permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo», CAVACO SILVA «transformou» os «maridos» e «mulheres» em «cônjuges»…</title><content type='html'>À partida, não será assunto para este entre laços d´ontem, mas – estou convencido disso – os que me lêem, em grande parte, serão também culturalmente ecléticos, social e religiosamente liberais!&lt;br /&gt;Não é que me mereçam menos respeito, mas os homens e as mulheres que querem casar entre si (homem com homem, mulher com mulher) são uns imitadores: querem aquilo que só um homem e uma mulher podem celebrar: o casamento! Sinceramente, como é reconhecido, no meio daqueles que se assumem homossexuais, há gente inteligente, capaz de imaginar soluções de vivência a dois, com vínculo, sem necessidade de imitar aquilo que um homem e uma mulher sempre fizeram desde os primórdios da civilização humana (o exemplo primeiro vem do Éden – para os que aceitam esse passado revelado – onde, para a união, foi criado um homem e uma… mulher!): casar!&lt;br /&gt;Mas fizeram uma «guerra» sem tréguas, sendo «diferentes», para se unirem pelo vínculo do casamento! Mas não quiseram que lhes chamassem marido e mulher, como é próprio entre membros dessa união. &lt;br /&gt;Ontem, 31 de Maio de 2010, às portas do centenário da república, veio à luz do dia a Lei que «permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo». Agora (será assim até quando?) o «casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida...» (antes, dizia-se: «pessoas de sexo diferente»). Onde na Lei se falava de mulher e homem a propósito do casamento passou a falar-se de «cônjuges». Assim teremos: «O Miquelino, ontem, contraiu uma dívida e não precisou do consentimento do Onileuqim, seu cônjuge»; «A Francelina queria morar em Alguidares de Baixo mas o seu cônjuge, a Anilecnarf, conhecida no mundo do espectáculo, prefere continuar a viver na capital…onde sempre foram felizes!»&lt;br /&gt;A lei em si não me era desconhecida (tinha visto o texto algures, quiçá quando foi para o Tribunal Constitucional), mas, diante dela, em letra de forma, no Diário da República, confesso que dei comigo numa frustração enorme e a dissertar desconexo: então não é que agora uns me vão apresentar o marido, a mulher e outros... simplesmente o cônjuge!? É que acabou essa «coisa» bonita dos maridos dizerem «eis aqui a minha esposa» e elas dizerem «eis aqui o meu marido»... Cônjuge, para trás, cônjuge para a frente... Enfim a universalização do cônjuge para não discriminar ninguém pois, já vimos, os que queriam casar, não queria formar uniões de marido e mulher...&lt;br /&gt;Isto tudo, depois de 35 anos de casamento como deve ser (entre um homem e uma mulher...), não vai ser para mim fácil! E não vai ser nada fácil quando me entrar pelo escritório dentro um cavalheiro, honrado, de bom nome, coberto de reconhecimento social, dizendo: «o meu cônjuge pôs-me os c* , quero divorciar-me...», enquanto chora baba e ranho por tamanha desdita... Ou então ela: «O meu cônjuge, mulher bonita, nem imagina, fugiu com a padeira, uma matrona com cara de pau... Não merecia tamanha deslealdade! É uma vadia… quero o divórcio!».&lt;br /&gt;Enfim, o que me ataranta a cabeçorra, confusa, muito confusa (mas não desprevenida…) com estes sinais dos tempos, é que, em 1985, eu estive na Figueira da Foz... e dei o meu voto em representação de centenas de pessoas ao homem que agora, jurando por todas as coisas sagradas que há no mundo conhecido e até no mundo para além do que está à frente dos nossos olhos... - que não conhece outro casamento que não seja aquele que une um homem e uma mulher, pragmaticamente, disse «sim» ao casamento entre duas pessoas que tão-só querem ser entre elas cônjuges (o pior é que, na Lei, acabou-se com os maridos e mulheres, o que não deixa de ser um marco importante para o mandato de tão ilustre representante de «todos os portugueses» … vai ficar na história por isso, não pelo resto que fez a favor deles, os portugueses...) Agora só tenho o meu (voto) mas nunca mais lho dou, nem que ele se recandidate com a promessa de que, quando pragmaticamente for possível, vai tudo voltar a ser como dantes...&lt;br /&gt;Tenho para mim que os Homens se perpetuam por fazerem o que devem, não o que lhes dá jeito fazerem. Que importância tem o valor do défice, o montante da dívida externa, a queda do valor da moeda única, a depreciação do valor da dívida soberana quando se decide que a Humanidade regrida, que se anulem valores, símbolos, matrizes que, espiritualmente, nos identificam, que fazem de nós povo? Um Homem de valores não cede aos interesses de ocasião nem «vende» a assinatura por um prato de ilusão (afinal, não é de ilusão que falamos quando equacionamos, tacticamente, manter o poder abdicando daquilo em que acreditamos?)&lt;br /&gt;Não posso acreditar em quem receia as consequências dos seus gestos de consciência. Os convictos largam até o poder para não assumirem o papel de…pragmáticos!&lt;br /&gt;Só mais duas notas finais: quando, em público, o mais alto magistrado da Nação disser «a minha mulher» (como costuma dizer vezes sem conta…) vou mentalmente corrigi-lo: «o meu cônjuge, senhor presidente…»; quando me puserem um papel na mão querendo saber o meu estado civil, vou assinalar «casado com uma mulher».&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7793028272998899724?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7793028272998899724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/nao-vetando-lei-que-permite-o-casamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7793028272998899724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7793028272998899724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/06/nao-vetando-lei-que-permite-o-casamento.html' title='Não vetando a Lei que «permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo», CAVACO SILVA «transformou» os «maridos» e «mulheres» em «cônjuges»…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5227730487517727972</id><published>2010-04-19T22:54:00.001+01:00</published><updated>2010-04-19T23:00:31.954+01:00</updated><title type='text'>O TUDO QUE A MÃE É...</title><content type='html'>As nossas mães sempre nos deram protecção! &lt;br /&gt;Sem elas e o seu olhar vigilante teríamos caído mais vezes, tropeçando nos escolhos que a inocência não vê.&lt;br /&gt;Elas estiveram doentes quando nós simplesmente perdíamos o apetite, acordaram quando nós, em sono profundo, barulhávamos em sonho as brincadeiras do dia anterior, ensinaram-nos o que sabiam e o que tiveram que aprender para nos abrir os olhos...&lt;br /&gt;Ah! As nossas mães que não nos queriam nos braços duns (dumas) quaisquer, antes nos preferiam ver «mortos» com o estampido das pistolas na tela... (Antes as lutas entre índios e cowboys, das quais sobravam umas balas perdidas, que nos «atingiam» na plateia, ao bailarico onde se insinuavam os ou as que queriam a experiência de sentir os corpos aquecidos, quase ao ponto de «derreterem» …).&lt;br /&gt;A mãe dum (a) desconhecido (a) pode ser a minha, desde que seja a mãe que está de olho para me manter seguro!&lt;br /&gt;Sabemos agora que um (a) filho (a) é tão parte de nós que preferimos sofrer a que ele (a) sofra.&lt;br /&gt;A minha mãe quereria morrer por mim (a tua por ti) para me (te) proteger.&lt;br /&gt;Gosto da protecção das mães. &lt;br /&gt;Agora, que somos isso (pais ou pai e mãe, mas sempre a fazer de mãe (s), fazemo-nos fortes, resistentes, mesmo estando em «fraqueza», no declinar dos dias, sem receio que eles (elas), os nossos filhos levem um balázio dos cowboys ou sucumbam à seta certeira dum índio, ou se aqueçam em chamas de deleite…) compreendemos por que ainda temos de fazer de anjo da guarda (protectores) de quem quer estar (e precisa, um filho precisa sempre...) sob as nossas asas...&lt;br /&gt;Ai, mãe, que para mim tão cedo deixaste de sê-lo!&lt;br /&gt;Mas defendi-me, mãe, e agora estou por aqui, vigilante (com as lutas de índios e cowboys e enternecidos arrulhos de rolas não me incomodo…), impedindo que caminhem sós os meus meninos… &lt;br /&gt;Terão que me fazer mal primeiro!&lt;br /&gt;(a propósito de quem tem a vida por um fio e um filho adulto em perigo)&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5227730487517727972?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5227730487517727972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/04/o-tudo-que-mae-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5227730487517727972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5227730487517727972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/04/o-tudo-que-mae-e.html' title='O TUDO QUE A MÃE É...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-8838534834643081612</id><published>2010-03-30T19:58:00.001+01:00</published><updated>2010-03-30T20:41:12.539+01:00</updated><title type='text'>A HISTÓRIA escreve-se com distanciamento...</title><content type='html'>Tenho lido queixumes, vindos de várias personalidades e quadrantes cristãos-evangélicos, a propósito dos relatos, ditos históricos, sobre o trabalho missionário em África, designadamente nos territórios que foram, ao tempo, Colónias portuguesas, levado a efeito pelos pentecostais portugueses.&lt;br /&gt;As razões são objectivas: omitem-se, quase sempre, referências a algumas personalidades que, então, desenvolveram meritório trabalho. Dizem que é intencional. Alegam que, independentemente do presente e dos eventuais acantonamentos denominacionais, a história é história e se se dá enfoque à acção de uns, não se deve excluir referência à acção de outros. &lt;br /&gt;Estou de acordo.&lt;br /&gt;Mas depende dos objectivos dos textos, das resenhas, das obras em que se refere a acção missionária. E, às vezes, não se está a escrever a História, que exige distanciamento, objectividade, conhecimento, tempo para descobrir e interpretar as fontes.&lt;br /&gt;Do nosso lado, quando escrevemos RECANTOS DO MUNDO, logo dissemos que se tratava apenas de subsídios para a história das Assembleias de Deus e que «faço votos para que outros – uns com méritos reconhecidos pelo trabalho missionário realizado, outros detentores de saberes académicos específicos (…) ou, ainda, por terem simplesmente vontade de partilhar connosco o passado laborioso dos missionários portugueses- me sigam…»&lt;br /&gt;A quantos deram contributo para a obra missionária em Angola, demos o devido relevo; omitimos, sim, mas por ignorância, por não termos ao alcance as fontes, que bem procurámos. Algumas sabíamos – e sabemos – onde estão, mas não estavam – nem estão – acessíveis.&lt;br /&gt;Parece-nos que, lamentando os lapsos, as omissões, a falta de reconhecimento, a falta de rigor, a deficiente relacionação que fazemos dos factos… afinal, a ausência da HISTÓRIA, vamos escrever o que vivemos, e publicar, investigar o que outros viveram, e publicar… Cada um por seu lado a trabalhar para que, amanhã, os vindouros se interessem pelo que fizemos e, então, escrevam a HISTÓRIA…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Sei que existem estudiosos, académicos, a trabalhar na investigação do tema: O Pentecostalismo em Angola. Alguns deram-nos a honra de ler o nosso trabalho RECANTOS DO MUNDO. Estão à procura doutros testemunhos, monografias, ensaios. Podemos e devemos dar-lhes o que sabemos em prol do progresso, também, da cultura cristã-evangélica nesta vertente histórica. &lt;br /&gt;Divulguei, para conhecimento, o texto infra. Fi-lo entre amigos que partilham a fé connosco. Se os meus leitores quiserem colaborar, divulguem RECANTOS DO MUNDO, como contributo ou subsídio para o muito que há-de ser escrito sobre a grandeza do trabalho missionário no século passado, em Angola e noutras partes onde se missionou em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECANTOS DO MUNDO (O pentecostalismo em Angola – subsídios para a história das Assembleias de Deus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Dezembro de 2004 publiquei o meu livro Recantos do Mundo, de cuja distribuição em exclusivo se encarregou a CAPU/CPAD.&lt;br /&gt;Nessa parceria ficou logo acordado que o valor dos direitos de autor relativos à primeira edição seria entregue para ajuda duma causa social em Angola, o que efectivamente aconteceu quando apoiamos um projecto sanitário, envolvendo crianças, em Benguela (tal projecto é gerido pelos irmãos de Benguela sob a liderança do Pr. Francisco Pratas).&lt;br /&gt;Existem ainda algumas dezenas de exemplares da obra que podem ser adquiridas em Lisboa, na CAPU/CPAD (www.capu.pt), em Luanda, na MEGA (neste caso, sob pedido de reserva directamente endereçado a essa entidade), ou pedidos directamente à editora cristã Letras d’Ouro (www.letrasdouro.com) ou ao autor.&lt;br /&gt;Assim, os interessados em conhecer e aprofundar os primórdios da evangelização pentecostal em Angola associam-se, também, adquirindo a obra, ao apoio dado à obra social evangélica angolana, com especial relevo na ajuda às crianças beneficiárias daquele projecto dos irmãos de Benguela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-8838534834643081612?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/8838534834643081612/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/03/historia-escreve-se-com-distanciamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8838534834643081612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8838534834643081612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/03/historia-escreve-se-com-distanciamento.html' title='A HISTÓRIA escreve-se com distanciamento...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2754194769477443324</id><published>2010-03-30T10:40:00.003+01:00</published><updated>2010-03-30T10:48:37.569+01:00</updated><title type='text'>Frases de Alexandre Herculano*</title><content type='html'>O homem é mais propenso a contentar-se com as ideias dos outros, do que a reflectir e a raciocinar.&lt;br /&gt;Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.&lt;br /&gt;Querer é quase sempre poder: o que é excessivamente raro é o querer.&lt;br /&gt;Feliz a alma vulgar e rude que crê, e nem sempre sabe que a dúvida existe no mundo!&lt;br /&gt;O segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros.&lt;br /&gt;A ingratidão é o mais horrendo de todos os pecados.&lt;br /&gt;Saber resistir à violência é forte, mas vulgar; saber resistir à calúnia e aos motejos é maior esforço e mais raro.&lt;br /&gt;É erro vulgar confundir o desejar com o querer. O desejo mede os obstáculos; a vontade vence-os.&lt;br /&gt;Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais.&lt;br /&gt;As lágrimas de piedade consolam quando é um amigo que as derrama.&lt;br /&gt;Que a tirania de dez milhões se exerça sobre um indivíduo, que a de um indivíduo se exerça sobre dez milhões, é sempre tirania, é sempre uma coisa abominável.&lt;br /&gt;Das definições possíveis do homem, uma só é verdadeira: o homem é o animal que disputa.&lt;br /&gt;Dai às paixões todo o ardor que puderes, ao prazeres mil vezes mais intensidade, aos sentidos a máxima energia e convertereis o mundo em paraíso, mas tirai dele a mulher, e o mundo será um ermo melancólico, os deleites serão apenas o prelúdio do tédio... &lt;br /&gt;&lt;em&gt;*http://vivercomlight.blogspot.com/2010/03/bicentenario-de-alexandre-herculano.html&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena rever a obra de Alexandre Herculano (Lendas e Narrativas, Opúsculos...)&lt;br /&gt;Um pensador, um português decente.&lt;br /&gt;Um amante da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2754194769477443324?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2754194769477443324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/03/frases-de-alexandre-herculano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2754194769477443324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2754194769477443324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/03/frases-de-alexandre-herculano.html' title='Frases de Alexandre Herculano*'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5755701166625187201</id><published>2010-03-29T17:10:00.003+01:00</published><updated>2010-03-29T17:34:56.904+01:00</updated><title type='text'>ALEXANDRE HERCULANO (In Memoriam)</title><content type='html'>Fez ontem, dia 28 de Março de 2010, duzentos anos (200) que nasceu, na cidade de Lisboa, no Pátio do Gil, à Rua de São Bento, em 28 de Março de 1810, o grande português de nome Alexandre Herculano Carvalho de Araujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi a Televisão e os grandes noticiários de todas as estações. Não sei se foi dada a notícia da efeméride. Com relevo, não foi com certeza. Teria chamado a minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria normal, num País com nove séculos de história, que os responsáveis pela Cultura, do ensino, da Educação se lembrassem desta data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há futuro que valha a pena se ignoramos o passado e, em especial, os nossos homens maiores, que nos deixaram exemplo na cultura, na liberdade de consciência, na liberdade religiosa… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de endeusamento, mas de reconhecimento pelo contributo fabuloso, diria, inigualável, deste português que nos honra. Mereceria uma salva de palma à porta do Mosteiro dos Jerónimos, onde está o seu túmulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Herculano agigantou-se no seu tempo e é ainda um GIGANTE exemplar diante dos nossos olhos pós-modernistas: na intelectualidade, na dignidade, no saber, na politica, no trabalho, na escrita, na amizade, na honestidade…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser humano ímpar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem-nos falta HOMENS assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm memória, os portugueses? Tão tristes e desalentados com o presente já nem olham para trás para procurar inspiração nos seus maiores, nos seus vultos de referência… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não merece o futuro quem, pelo esquecimento, assim avilta tamanho e tão nobre antepassado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;PS: O autor da História da origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal morreu em Vale de Lobos, em 13 de Setembro de 1877, retirado dos meios sociais e políticos, como lavrador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;«Aos que, ouvindo e lendo declamações contra as tendências legítimas da moderna civilização, vacilarem nas crenças da liberdade política e da tolerância religiosa, pedimos que, depois de lerem este livro, procurem na sua consciência a solução de um problema pelo qual concluiremos, e que encerra o resultado final, a aplicação prática do presente trabalho histórico. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A resposta que ela lhes der servir-lhe-á de guia no meio das incertezas, e de conforto no meio do desalento em que a escola da reacção procura afogar os mais nobres e puros instintos do coração humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Eis o problema: se no princípio do século XVI, quando ainda, segundo geralmente se crê, as opiniões religiosas eram sinceras e ferventes, e o absolutismo estava, na aparência, em todo o seu vigor de mocidade, acharmos documentos irrefutáveis que os indivíduos colocados em eminência da jerarquia eclesiástica não eram, em grande parte, senão hipócritas, que faziam da religião instrumento para satisfazer paixões ignóbeis; que o fanatismo era mais raro do que se cuida; que debaixo da monarquia pura a sociedade, moral e economicamente gangrenada, caminhava para a dissolução, e que nos actos do poder faltavam a cada passo a lealdade, o são juízo, a justiça, a probidade, deveremos, acaso, acreditar na sinceridade dos inúmeros apóstolos da reacção teocrática e ultramonárquica que surgem de repente nesta nossa época, depois de cento e cinquenta anos de discussão religiosa e política, em que as antigas doutrinas foram vitoriosamente combatidas, os princípios recebidos refutados ou postos em dúvida e, até, mais de uma verdade ofuscada por sofismas subtis? Deveremos supor filhos da convicção estes entusiasmos exagerados pelas ideias disciplinares de Gregório VII e pelo sistema político de Luís XI ou Filipe II, numa época em que, por confissão unânime dos próprios apóstolos do passado, predomina no geral dos espíritos cultivados o contágio a do cepticismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Que o leitor busque resposta a estas perguntas na voz íntima do seu coração e, depois, decida entre a reacção e a liberdade.»&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(in Prólogo, História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5755701166625187201?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5755701166625187201/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/03/alexandre-herculado-in-memoriam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5755701166625187201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5755701166625187201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/03/alexandre-herculado-in-memoriam.html' title='ALEXANDRE HERCULANO (In Memoriam)'/><author><name>Letras d'Ouro, editores</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6811338760091347918</id><published>2010-03-17T22:57:00.000Z</published><updated>2010-03-17T22:57:11.210Z</updated><title type='text'>Correspondência a pretexto de ZAU-ÉVUA</title><content type='html'>Enviada: quarta-feira, 17 de Março de 2010 13:11&lt;br /&gt;Para: jose-manuel-martins-5621l@adv.oa.pt&lt;br /&gt;Assunto: "Zau-Évua" - Guerra e 'Psicanálise'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caríssimo JMMartins,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada a leitura, sinto-me mais perto se si. Gostei! Conforme já havia declarado, está cá tudo, em termos de vivências em campanha. Mas está também muito mais: a clareza do discurso; transparência e preocupação com a verdade; a busca de uma filosofia de vida que cresce com a religião mas não a transcende; humor e senso poético nos momentos certos; silencioso sofrimento nas reflexões íntimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... o simples facto de você ter tornado públicos alguns desabafos tão pessoais deixa-me o 'direito' de acrescentar algo mais - é você mesmo quem escreve (pág.129-"Eclesiastes") que "(...)Há o tempo(...)de calar e o tempo de falar(...). Por isso eu falo, mas antes vou respigar aqui o que, nem que a propósito, você escreveu e eu quero destacar (pág.s 114/115): - "(...)Adormeci, entretanto, e sonhei(...)acordei perturbadíssimo(...)autêntico pesadelo, um teste às minhas convicções pessoais relativas ao destino dos mortos(...)Parecia tratar-se duma segunda oportunidade para reatarmos o convívio(...)Ainda tentei perguntar-lhe por onde tinha andado(...)Apesar do sonho, sabia muito bem que ele já não estava connosco fisicamente e também não podia comunicar com os vivos(...)O sonho trouxera para o presente a realidade vivida. Mas não podia representar absolutamente nada contra as minhas convicções(...?!)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que 'convicções'?? Quem pode garantir-lhe que esse 'sonho' não foi um fenómeno bem real? Para si, não pode ser real porque acredita que do inconsciente profundo só nascem mistificações (fantasias, criações anímicas formadas à volta do quotidiano)... ou o sonhado não pode ser real apenas porque vai contra as suas 'convicções'?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe quanto de verdade se inscreve nesta sua frase: "Parecia tratar-se de uma segunda oportunidade para reatarmos o convívio"... Quanto a mim, parece ter sido mesmo uma segunda oportunidade, e é isso que o meu caro Dr. devia valorizar em vez de abafar. Porquê rejeitar a ideia que primeiro lhe surgiu (a de 'uma segunda oportunidade') só porque as suas 'convicções' não lho permitem? Tem medo de quê? Acreditar cegamente no que não se conhece ou exercer o livre arbítrio para descobrir realidades próprias de uma outra dimensão da existência é escolha de cada um, é da sua exclusiva responsabilidade. Acontece que no campo do Pensamento não podem ser impostas proibições. O Criador não o permitiria, que isso só iria embaraçar a marcha da própria evolução espiritual. Talvez por isso, lá no fundo, a velha dúvida ainda mexe, né?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas 'convicções' não foram 'criadas' por si. Como tantos outros, você 'herdou-as'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por eu mesmo não me conformar com o que me era imposto (a 'herança') que decidi ir mais longe, tentando perceber um pouco do que se passa no universo espiritual (a outra 'dimensão'), e descobri, há já uns bons anos, que tal conhecimento é muito mais útil e gratificante que as 'verdades' dogmáticas que proíbem o exercício daquilo que de mais precioso Deus nos deu: a Inteligência. É também por isso que o romance que agora comecei vai ter por título e subtítulo:"ALÕÕÕ, ESTÁ ALGUÈM AÍ...? - Crónica do Morto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, não se ria que o assunto é sério...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoe-me, caro Martins, a 'injecção' que acabo de dar-lhe. A intenção é boa, ainda que o resultado possa ser nulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejando-lhe tudo de bom, mais um abraço do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço o tema, as «dificuldades» que representa, mas «fiquei-me», há muito tempo, pelo comodismo que a «inteligência» me ditou, à sombra duma experiência intrinsecamente cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me creia sectário. Estou, como sempre estive, aberto ao conhecimento, mas não às experiências doutros «mundos espirituais».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua «injecção» tem substância mas não é... «curativa»! Prefiro vir a «morrer» da minha «doença» (também se «herdam» doenças...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lerei com muito gosto a sua próxima obra, ainda que o cronista esteja morto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte da minha obra Zau-Évua, donde este leitor extracta o texto que suporta a sua reflexão, consta do capítulo 37 Sonhos E Realidades. As dimensões espirituais em que ele se revê, resultado da procura da sua inteligência activa, rica, exercitada, ocupam o «campo da separação», o «campo» longe de Deus. Lendo essa parte de Zau-Évua fica claro que eu me fixo na dimensão espiritual cuja vivência pressupõe a «presença» de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6811338760091347918?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6811338760091347918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/03/correspondencia-pretexto-de-zau-evua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6811338760091347918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6811338760091347918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/03/correspondencia-pretexto-de-zau-evua.html' title='Correspondência a pretexto de ZAU-ÉVUA'/><author><name>Letras d'Ouro, editores</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7146549358629321391</id><published>2010-02-27T16:54:00.003Z</published><updated>2010-02-27T16:58:33.018Z</updated><title type='text'>CHASQUEIRA, João - do rol de testemunhas do meu Recantos do Mundo-</title><content type='html'>Soube a notícia de que o Pr. João Chasqueira passara a morar a casa do Pai no próprio dia em que o féretro estava amortalhado e o corpo pronto para ser levado ao pó… Deu-me uma saudade de Angola, dos meus verdes vinte anos, quando militei na causa do Mestre lá pelas terras do Planalto…&lt;br /&gt;João Chasqueira, sempre que nos víamos – e isso acontecia com raridade – trazia-me à memória as raízes do pentecostalismo assembleiano em Angola. &lt;br /&gt;Em memória dele e em honra do seu ministério, deixo aqui um trecho do meu livro «Recantos do Mundo»: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 30 de Dezembro de 1971, já tinha chegado o pastor João Chasqueira e sua família, que rumaram para Nova Lisboa, a convite da Assembleia de Deus de Luanda.&lt;br /&gt; Aí reunia-se um grupo de cerca de dez crentes desde o início do ano anterior. No período de 1 de Setembro de 1970 a 28 de Fevereiro de 1971, estive a residir na cidade e fiz parte desse grupo. Reuníamo-nos numa casa particular, sita na Av. 5 de Outubro, pertencente a José Simões Palheira, que viera de Luanda por razões profissionais.&lt;br /&gt; Foi esse o primeiro núcleo de crentes pentecostais na cidade de Nova Lisboa ….&lt;br /&gt; Em 15 de Agosto de 1971 foi aberta uma casa de oração nessa cidade, com 70 lugares, cuja inauguração foi feita por Cóias Pires, que presidiu, estando presentes Reganha Pereira, do Cuanza-Sul, Hans Casqueiro, de Lourenço Marques, crentes do Lobito, da Gabela, de Luanda (…).&lt;br /&gt; Foi esse núcleo organizado que ficou sob a orientação espiritual de João Chasqueira, que militou na Assembleia de Deus de Lisboa, nos anos quarenta, foi consagrado ancião em Évora e ficou responsável da congregação de Estremoz, em substituição de Manuel Cartaxo Martins. Em 1953 fizera a sua primeira experiência missionária na Terceira – Açores.&lt;br /&gt; Compreende-se a sua ida para a capital do planalto de Angola em função do seu trajecto pastoral mas, essencialmente, por virtudes das relações de especial amizade com Israel Cóias Pires» (in Recantos do Mundo, pág. 281/282)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 25 de Agosto de 2009, telefonou-me. Ouvi nesse dia pela última vez a sua voz. Disse-me que não poderia participar do 2º Convívio Nacional dos Crentes Evangélicos de Luanda-Angola, 1950-1975 por «motivos de saúde da mulher e por não ter transporte para se deslocar». Recordo, ainda, as suas últimas palavras: «Gostava muito de estar convosco, mas não posso. Saúde para todos os participantes e as bênçãos do Senhor».&lt;br /&gt;Estivera com ele na cerimónia de celebração do 70º aniversário da aprovação dos Estatutos da Assembleia de Deus de Lisboa, em Fevereiro desse ano. Pareceu-me muito bem de saúde, ao contrário da esposa. &lt;br /&gt;O Senhor tem no seu seio um homem valoroso! &lt;br /&gt;Um dos que fizeram os «Recantos do Mundo».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7146549358629321391?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7146549358629321391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/chasqueira-joao-do-rol-de-testemunhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7146549358629321391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7146549358629321391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/chasqueira-joao-do-rol-de-testemunhas.html' title='CHASQUEIRA, João - do rol de testemunhas do meu Recantos do Mundo-'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-3981701883046930887</id><published>2010-02-21T14:39:00.001Z</published><updated>2010-02-21T14:39:37.199Z</updated><title type='text'>«Angolanidade»</title><content type='html'>Ontem andava por Sete Rios, apressado, pois chovia, o carro estava mal estacionado (em cima do passeio, pois claro, que há mais carros naquele sítio que espaço para pôr os pés...)... Trazia uma caixa com muitas relíquias do espólio dum defunto culto (ver o meu apontamento anterior) e procurava colocá-la rapidamente na mala do carro (a chuva caía e receava danificá-las pois a caixa era de cartão e já estava a ficar amolecida...) quando um homem jovem me abordou e pediu dez cêntimos!&lt;br /&gt;-Homem, dez cêntimos para quê!? Não se compra nada com essa importância…&lt;br /&gt;-Para comprar um pão… – disse-me, antes que desvalorizasse o pedido.&lt;br /&gt;Ele era negro, não tinha ar de mendigo e parecia sincero. &lt;br /&gt;Trinta anos. Um homem feito, de rosto largo e magro (diria que pelas feições tinha ascendência fora de Luanda, talvez em Malange…), nascera na Vila Alice, em Luanda, no ano de 1980, e estava em Portugal desde os dezasseis anos. Fugira à guerra, certamente.&lt;br /&gt;O patrão não lhe pagara na sexta-feira, não lhe pagara no sábado e ele ainda não tomara o mata-bicho nessa manhã...&lt;br /&gt;Chovia.&lt;br /&gt;Disse-lhe que, quando tinha dezasseis anos, também eu andara pela Vila Alice... As memórias que me assaltaram naqueles segundos! A tristeza que me invadiu por ver ali um «patrício» a necessitar de dez cêntimos para «matabichar» comprar um simples pão... &lt;br /&gt;Chovia bem e o homem ali, à espera que me decidisse.&lt;br /&gt;Não havia por perto um sítio para nos sentarmos, recolhidos, e partilhar algo de comer...&lt;br /&gt;Ofereci-lhe muito mais do que me pediu e desejei-lhe a melhor das sortes.&lt;br /&gt;Chovia e os livros estavam a salvo... mas dentro de mim alojou-se uma tristeza rara... Um valoroso angolano, nascido na Vila Alice, na «minha» terra, sem pão para comer ao pequeno-almoço num dia frio e chuvoso nesta metrópole europeia... &lt;br /&gt;Se pudesse voltar a trás, não o deixaria abalar, com o dinheiro no bolso – ia à procura dum sítio acolhedor e ficava ali a ouvir o homem, pedia-lhe que me contasse o que foi a vida dele até sair da Vila Alice, o que o fez, de facto, na flor da juventude, zarpar de Luanda... que me contasse para quando está previsto o seu regresso (não há tanta gente a regressar à sua terra?)... que me contasse o que ainda sonhava para o seu futuro...&lt;br /&gt;A tristeza foi maior ainda porque perdi a oportunidade de sentir mais intensamente esta «angolanidade» que me assola, amiúde, e que, queira ou não, vai vivendo dentro de mim... mas também a oportunidade de saber as causas imediatas que justificavam que um patrão (aquele patrão) não pagasse a tempo e horas o salário devido e fizesse sofrer assim um homem (não é fácil pedir dez cêntimos a um desconhecido... será mais difícil até pedi-los a um conhecido...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu desempenho não me satisfez, mas já não posso voltar atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-3981701883046930887?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/3981701883046930887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/angolanidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3981701883046930887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3981701883046930887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/angolanidade.html' title='«Angolanidade»'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-1368705224714540654</id><published>2010-02-20T18:48:00.000Z</published><updated>2010-02-20T18:49:54.540Z</updated><title type='text'>Cristianismo evangélico e cultura…</title><content type='html'>1&lt;br /&gt;Morreu um homem culto, que conheci de vista há mais de quarenta anos. Nessa altura era um exímio pianista, acompanhando os cânticos da comunidade cristã evangélica da Rua Neves Ferreira, em Lisboa. Eu tinha apenas 16 anos, gostava de música e queria saber tocar assim! Só voltei a ouvir falar do pianista depois dele…morrer! A doença atirou-o para a solidão. Morreu diante de muito público (sentado a uma mesa de café no aeroporto de Lisboa…), mas completamente solitário…&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;Depois dum alfarrabista oportunista (que levou por dois reis de mel coado dezenas de obras com muito interesse e valiosas…) dei uma vista de olhos pelo «espólio», metido num lote designado «livros evangélicos».&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;Escolhi «por grosso» e trouxe comigo, vejam só!, «As duas Fontes da moral e da religião», de Henri Bergson, A Essência do Cristianismo», de Ludwig Feuerbach, «Diálogos sobre a religião Natural», de David Hume, «Diálogo sobre a felicidade», de Santo Agostinho, «Do Cidadão», de Thomas Hobes, «Modernidade e Ambivalência», de Zygmunt Bauman, «A fé e a razão, o que liga e separa», de, Nayla Farouki, «Fédon», de Platão, «Ensaios de doutrina Crítica», de T.S. Eliot, «Temor e Tremor», de Soren Kierkegaard, «A Ética protestante e o espírito do capitalismo», de Max Weber, «As formas elementares da vida religiosa», de Émile Durkheim, «Introdução à metafísica», de Martins Heidegger, «Teoria do Céu», de Kante (um inédito de Kante por ocasião do bicentenário da sua morte) ….&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;Os rótulos valem o que valem – o que importa é a substância! Este lote revela que para entender «as coisas da religião» é preciso ler tudo… Para sustentar uma mundividência cristã bastará o conhecimento da Palavra! Uma coisa não atrapalha a outra… e não foi preciso descobrir estes tesouros na «herança» do pianista – já antes tínhamos «olhado» para a generalidade desses autores. Já antes sabíamos que ler enriquece, que a cultura é o que fica depois de «lermos tudo» …&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-1368705224714540654?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/1368705224714540654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/cristianismo-evangelico-e-cultura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1368705224714540654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1368705224714540654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/cristianismo-evangelico-e-cultura.html' title='Cristianismo evangélico e cultura…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7041455529204773041</id><published>2010-02-17T16:02:00.000Z</published><updated>2010-02-17T16:02:22.003Z</updated><title type='text'>«Recantos do Mundo»</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TJYtoN_9NXg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TJYtoN_9NXg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Teatro que tem por base um dos excertos do livro «Recantos do Mundo», uma narrativa da autoria de José Manuel Martins, publicado em Dezembro de 2004&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7041455529204773041?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7041455529204773041/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/recantos-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7041455529204773041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7041455529204773041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/recantos-do-mundo.html' title='«Recantos do Mundo»'/><author><name>Letras d'Ouro, editores</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-270628244160325057</id><published>2010-02-12T21:27:00.001Z</published><updated>2010-02-12T21:29:46.929Z</updated><title type='text'>EM DEFESA DO LAR DE BETÂNIA</title><content type='html'>I&lt;br /&gt;Não se defende uma Instituição apenas com exemplos do passado.&lt;br /&gt;A história é fundamental para compreender a «linha de rumo», para conhecer os sucessos e insucessos, para fazer o «balanço» e tirar o «saldo». &lt;br /&gt;Defende-se uma Instituição pelo que é no presente, essencialmente, pelos planos que tem para o futuro.&lt;br /&gt;O Lar de Betânia tem estado na mira duns quantos «franco-atiradores», por simples conveniência pessoal, profissional ou ideológica.&lt;br /&gt;Mesmo quando se apegam ao «guião» duma família «desmoronada» e introduzem o «ideal» da defesa dum criança prisioneira duma ordem judicial, ou se apegam às manifestações «invejosas» quanto ao que os outros têm… e não era suposto poderem ter, porque são evangélicos, minoritários, a «soldo» de interesses mais ou menos esconsos… &lt;br /&gt;A esses tem-se dado a resposta do passado, da obra passada, do êxito dum projecto subsidiado por vocações, boas vontades, sentido de serviço, dedicação familiar, eclesial, amor ao próximo, a Deus… &lt;br /&gt;A resposta que assenta nos exemplos do passado, globalmente, não envergonha quem serviu a Instituição, antes eleva a auto-estima de quem se revê neles, que têm interpretes, muitos deles nossos conhecidos, figuras de mérito, outros nem tanto, mas mesmo assim dignos de reconhecimento.&lt;br /&gt;Mas a resposta que pode e deve ser dada em defesa do Lar de Betânia exige «argumentos» de hoje, da prática de hoje, do empenhamento de hoje, dos projectos que estão a ser gizados com gente disponível agora, que diz presente e acredita que amanhã há futuro para centenas de crianças e jovens que, por uma ou outra razão, se abrigam sob o tecto de sempre, o tecto onde se abrigam também os valores cristãos-evangélicos, que lhe estiveram na génese e sem a presença dos quais o passado morre à porta do futuro, que é hoje.&lt;br /&gt;Lembramo-nos do Lar de Betânia como «coisa nossa», muito próxima do nosso quotidiano de adolescentes e jovens.&lt;br /&gt; Dizia-nos muito o gesto de doar pequenas importâncias para as crianças que tinham menos do que nós.&lt;br /&gt; A ideia que temos é que o projecto se sustentava exclusivamente, ou quase exclusivamente, do que dávamos. &lt;br /&gt;Vivíamos o Lar de Betânia.&lt;br /&gt;Queríamos que as crianças, que às vezes alguns de nós contactavam, fossem tal qual nós éramos: crianças, adolescentes e jovens felizes!&lt;br /&gt;Nessa altura, a obra era local, de iniciativa dos membros da Igreja Evangélica «Assembleia de Deus» de Estremoz, que, em conformidade com os fins da então associação denominada «Lar de Betânia», criou o «internato de menores».&lt;br /&gt;A sua vocação era, no entanto, «universal», de acolher a todos, sem dependência de proveniência. Era instrumental em relação à vocação principal dos assembleianos desses tempos: difundir o Evangelho de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Uma marca essencial que aglutinava vontades e recolhia recursos humanos, económicos e financeiros.&lt;br /&gt;Nesse tempo os associados podiam ser pessoas singulares ou colectivas, mas só as pessoas singulares podiam ser eleitores e elegíveis para os corpos gerentes. Compreende-se, também por esta limitação, que a iniciativa de criar a Instituição estava marcada pela acção concreta de pessoas votadas à causa dos outros, que não escondiam a sua vinculação ideológica, antes a evidenciavam como matriz do serviço à comunidade. &lt;br /&gt;No longínquo ano de 1970, já lá vão 40 anos, a comissão instaladora, de que era presidente Mário Cóias Fonseca da Silva, secretário Manuel Cartaxo Martins e tesoureiro Victor Leal, viu reconhecido ou aprovado por despacho ministerial de 8 de Setembro o projecto Lar de Betânia – Estremoz. &lt;br /&gt;Iniciativa deles que nos envolveu. &lt;br /&gt;Iniciativa que criou raízes e se desenvolveu.&lt;br /&gt;Uma iniciativa com rosto, com objectivos, com dinâmica, que conquistou adesões, que encheu de alegria o coração dos mais pobres, quando davam do pouco que tinham, e o do mais abastados, que nela depositaram parte do seu investimento a favor dum mundo melhor…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-270628244160325057?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/270628244160325057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/em-defesa-do-lar-de-betania.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/270628244160325057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/270628244160325057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/em-defesa-do-lar-de-betania.html' title='EM DEFESA DO LAR DE BETÂNIA'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-8205146567352539485</id><published>2010-02-05T22:31:00.004Z</published><updated>2010-02-06T17:18:21.269Z</updated><title type='text'>Filha Roubada: Posição do Lar de Betânia</title><content type='html'>Os laços que me «unem» ao Lar de Betânia são antigos, são de sempre! São entre laços d'Ontem que cabem no espírito deste blogue. Nas dificuldades presentes, a solidariedade dos que se reconhecem na obra realizada nas últimas quatro décadas não pode falhar. Há, porém, quem não entenda a questão assim e «sacuda a água do capote», quer criticando sem conhecimentos de causa, quer escondendo os laços que, convenientemente, antes mantinham com a Instituição, quer afastando-se definitivamente do campo onde a «luta» se desenvolve. De repente, os laços de «parentesco» afastam-se em grau ou anulam-se como quando se apagam as memórias dum relacionamento recente...&lt;br /&gt;O Lar de Betânia tem registo positivo. O futuro, se não se der as mãos,pode cortar os laços d'Ontem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a defesa do Lar de Betânia, feita pela sua Direcção, que a RTP não quis ouvir antes de emitir a Reportagem que lançou, iniquamente, lama sobre a acção duma Instituição decente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«COMUNICADO DA DIRECÇÃO DO LAR DE BETÂNIA&lt;br /&gt;REPORTAGEM DA RTP1 – «A FILHA ROUBADA»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Direcção do Lar de Betânia, a propósito da reportagem exibida pelo canal 1 da RTP, no passado dia 20 de Janeiro de 2010, denominada «Filha Roubada», solicitou a presença dos Órgãos da Comunicação Social na sua Sede, em Estremoz, no passado dia 2 do corrente, pelas 15 horas, para prestar informação pertinente sobre vários aspectos focados nessa peça jornalística, envolvendo a acção do Lar, tendo comparecido o Sr. Pedro Galego, jornalista, representando o jornal Correio da Manhã, o Sr. José Camilo, técnico de captação de som e imagem e a Sr.ª Teresa Marques, jornalista, em representação da RTP, e os Srs. José Pereira e Inácio Grazina, jornalistas, em representação do jornal de Estremoz Brados do Alentejo.&lt;br /&gt;À hora marcada, usando da palavra, o Presidente da Direcção do Lar de Betânia, agradeceu a presença dos referidos Órgãos de Comunicação Social, apresentou os demais elementos da Direcção presentes e o assessor jurídico, tendo depois lido a declaração que se transcreve, em resumo:&lt;br /&gt;O Lar de Betânia existe há mais de 40, tendo iniciado a sua actividade no Monte do Pintainho, passando, em 1970, a exercê-la na Quinta das Sequeiras, cuja propriedade foi ofertada por um cristão inglês. Desde então realizaram-se diversas obras de remodelação e ampliação. &lt;br /&gt;Em 1985, o Lar de Betânia alargou a sua esfera de acção, com a abertura de uma Filial em Vendas Novas, sita no Bairro Marconi, destinada a acolher unicamente meninas adolescentes. Posteriormente, em 1993, transferiu-se para o Bairro 20 de Maio com construção de instalações, iniciadas três anos antes, e hoje em dia acolhe aí também meninas.&lt;br /&gt;O Lar de Betânia é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (I.P.S.S.) e continua a receber crianças de ambos os sexos vindas de diversos lugares do País. &lt;br /&gt;A actividade do Lar é assegurada com o apoio financeiro das Igrejas Evangélicas Associadas, de particulares e da Segurança Social. &lt;br /&gt;O Lar de Betânia tem por objectivo: Proporcionar às crianças, adolescentes e jovens a satisfação de todas as suas necessidades básicas em condições de vida tão aproximadas quanto possível às da estrutura familiar; promover a sua reintegração na família e na comunidade; proporcionar os meios que contribuam para a sua valorização pessoal, social e profissional, respeitando a respectiva individualidade e privacidade; acompanhar e estimular o seu desenvolvimento físico e intelectual, bem como a aquisição de normas e valores; garantir, com o recurso aos serviços de saúde locais, os cuidados necessários a um bom nível de saúde, particularmente nos aspectos preventivos e de despiste de situações anómalas; proporcionar uma alimentação saudável qualitativa e quantitativamente adequada às respectivas idades, salvaguardando as situações que necessitem de alimentação especial; assegurar os meios necessários ao seu desenvolvimento pessoal, à sua formação escolar e profissional, em cooperação estreita com a escola e as estruturas locais de formação profissional; criar, tendo em conta os recursos do meio, as condições para a ocupação dos tempos livres, de acordo com os interesses e potencialidades das crianças, adolescentes e jovens; articular com os serviços locais, os tribunais e as famílias no sentido de definir o melhor projecto de vida para as crianças, de acordo com os seus interesses. &lt;br /&gt;Como resulta da Lei, os jovens podem permanecer no Lar de Betânia até aos 21 anos ou até conseguirem a sua autonomia financeira.&lt;br /&gt;Dispõe o Lar de Betânia de uma equipa multidisciplinar, nela se incluindo os técnicos responsáveis pelas várias áreas de acção.&lt;br /&gt;O Lar de Betânia, como Instituição de Solidariedade Social, é associado da Aliança Evangélica Portuguesa e não tem qualquer ligação formal ou jurídica à APEC – Associação Portuguesa de Evangelização de Crianças.&lt;br /&gt;As suspeitas de ilegalidade insinuadas na dita reportagem e a ligação do Lar de Betânia à imagem da comunidade evangélica, como se tratasse de uma seita clandestina, quando na realidade têm – o Lar e a Comunidade Evangélica – uma história longa de presença e actuação pacífica e respeitadora na sociedade portuguesa, bem como de trabalho abnegado em favor dos mais carenciados, são censuráveis, não abonam acção jornalística da RTP. &lt;br /&gt;De facto, quando se lançam atoardas, mais ou menos disfarçadas, em meias palavras, ficando algo negativo implícito intencionalmente, pondo em causa o esforço que as Igrejas Evangélicas, em geral, e, em particular, as que são associadas do Lar de Betânia, desenvolvem, não se respeita a verdade pois é sabido que se as igrejas cristãs parassem durante uma semana o trabalho social que desenvolvem, nas mais diferentes frentes, o país ficaria, nesta vertente de apoio às crianças, adolescentes e jovens, numa situação crítica.&lt;br /&gt;É lamentável que um canal público de televisão tenha adoptado um procedimento como o que revela a dita reportagem, que não está em conformidade com o que tem sido a sua linha de actuação e que afecta a imagem de instituições e pessoas.&lt;br /&gt;Após esta declaração, a Direcção do Lar de Betânia colocou-se à disposição dos senhores jornalistas, tendo sido abordadas questões muitas específicas da dita reportagem, designadamente: &lt;br /&gt;a) O Lar de Betânia acolhe as crianças, adolescentes e jovens, em colaboração estreita com as entidades públicas que têm competência na matéria;&lt;br /&gt;b) O Lar de Betânia acolheu a criança visada na reportagem e, com os recursos técnicos próprios e externos, sempre que necessários, trabalhou em ordem ao cumprimento da decisão judicial que determinou o acolhimento; &lt;br /&gt;c) O Lar de Betânia, no tempo próprio, apresentou relatórios, que o Tribunal apreciou, em particular quanto ao regime de visitas, e decidiu sobre tal matéria; &lt;br /&gt;d) O Lar de Betânia não interferiu, como não podia interferir, na decisão que ordenou o acolhimento da criança na Instituição;&lt;br /&gt;e) O Lar de Betânia tem os recursos técnicos necessários a responder às situações várias, não dispondo de recursos médicos próprios mas utiliza todos os que estão disponíveis, públicos ou contratualizados;&lt;br /&gt;f) O Lar de Betânia não colocou nem coloca entraves ou impedimentos ao relacionamento das crianças, adolescentes e jovens com os seus familiares e quando eles existem são estabelecidos em função dos superiores interesses que interessa proteger, consoante as decisões tomadas caso a caso; &lt;br /&gt;g) O Lar de Betânia não impede, por si, o exercício de quaisquer direitos parentais, mesmo residuais, podendo sempre os respectivos titulares intervir junto das entidades competentes, que ordenaram o acolhimento; &lt;br /&gt;h) O Lar de Betânia inclui na sua acção formativa, actividades fora da Instituição, de acordo com o plano aprovado anualmente, designadamente interagindo com as Igrejas Evangélicas suas associadas nas actividades específicas para crianças, adolescentes e jovens, cuja participação é sempre voluntária; &lt;br /&gt;i) O Lar de Betânia observa as melhores práticas quanto à segurança das crianças, em especial quando se deslocam para fora da Instituição (Escola, cuidados de saúde, actividades recreativas, etc.), reafirmando que as imagens exibidas na reportagem da RTP, quando a esse aspecto, não são completas, pois a porta da carrinha abre apenas por fora e as crianças estavam acompanhadas por adulto que garantia vigilância e segurança; &lt;br /&gt;j) a Direcção do Lar de Betânia reafirmou que o Sr. Jornalista que assinou a reportagem não contactou nenhum membro da Direcção para obter elementos que pudessem interessar ao rigor e verosimilhança do que afirmava e que, por outro lado, conhecia ou tinha o dever de conhecer o teor das decisões judiciais proferidas depois de 22 de Junho de 2009, na sequência dos recursos interpostos pela cidadã, mãe da criança acolhida no Lar, e dos relatórios apresentados pelo corpo técnico do Lar de Betânia.&lt;br /&gt;No termo da conferência de imprensa, na qual se abordaram outros aspectos com interesse para a compreensão da natureza e acção da Instituição, a Direcção do Lar de Betânia agradeceu o empenhamento profissional dos Srs. Jornalistas, considerando que cumpriu o dever a que estava sujeita em relação aos telespectadores da RTP1, em particular, e ao público em geral, através também dos Jornais ali representados, nele se incluindo muitos amigos do Lar de Betânia em Portugal e nas Comunidades de Língua portuguesa em várias partes do Mundo, declarando que sobre o assunto da dita reportagem nada mais havia a dizer publicamente.&lt;br /&gt;Estremoz, 5 de Fevereiro de 2010&lt;br /&gt;A Direcção do Lar de Betânia&lt;br /&gt;O Presidente&lt;br /&gt;Pr. Carlos Salgado»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-8205146567352539485?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/8205146567352539485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/filha-roubada-posicao-dop-lar-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8205146567352539485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8205146567352539485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/filha-roubada-posicao-dop-lar-de.html' title='Filha Roubada: Posição do Lar de Betânia'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6526123339704544397</id><published>2010-02-03T19:04:00.004Z</published><updated>2010-02-03T19:12:32.206Z</updated><title type='text'>«Filha Roubada»: O que move a RTP?</title><content type='html'>No Telejornal das 20 horas de 2 de Fevereiro a RTP voltou ao tema da «Filha Roubada» a propósito da conferência de imprensa dada pela Direcção do Lar de Betânia, a quem a criança visada na reportagem está provisoriamente confiada, por decisão do Tribunal, sindicada pela mãe no Tribunal da Relação de Évora. &lt;br /&gt;Nenhum dos aspectos importantes das declarações dos representantes da Instituição mereceu atenção por parte da Direcção de Informação da RTP: apenas retiveram das declarações prestadas o que é óbvio para todos, a saber, que a criança está no Lar por decisão judicial, que o Tribunal pode a cada momento para alterar a decisão e que o Lar é uma IPSS sujeita a supervisão, como qualquer outra instituição da mesma natureza, pelas entidades administrativas competentes, e que não é um Hospital, uma clínica, uma instituição que presta cuidados de saúde (por isso só tem corpo técnico e não «corpo clínico»!). &lt;br /&gt;Mas o destaque destes aspectos, a que a RTP resumiu a conferência de imprensa, não é inocente. A RTP está convicta que o fundamento da decisão do Tribunal é o «síndrome de alienação parental» e que essa doença cura-se com intervenção dum corpo clínico, que o Lar não tem, daí a enormidade da institucionalização! &lt;br /&gt;Mais.&lt;br /&gt;A RTP não admite que o Lar de Betânia, através do seu corpo técnico, possa interferir na fixação do regime de visitas dos pais, melhor, da mãe, cujo partido tomou. Apesar disso – louva-se a condescendência! -, lá admitiu publicar as declarações que põem a questão no seu devido lugar: a institucionalização foi ordenada judicialmente e é ao Tribunal que cabe decidir o que importa em defesa dos superiores interesses da menor! A intervenção do Lar de Betânia e do seu corpo técnico é instrumental em vista desse desígnio. &lt;br /&gt;Estou convicto que os equívocos da RTP se manterão por muito tempo, mesmo que eles representem, objectivamente, um mal para o Lar de Betânia, cuja história de serviço à comunidade não respeita. Aliás, o interesse jornalístico nos passos da criança, quando tem que se deslocar na execução do plano estabelecido, mantém-se, assumindo laivos de perturbação. Continuará a esgrimir o argumento de que o Lar de Betânia impede que a mãe (com o pai, aparentemente, não se interessa muito…) esteja o tempo que quer com a filha, nas condições estabelecidas por ela, com fundamento no inalienável «direito de exercício da parentalidade residual», que a mãe nunca deixou nem deixará de ter…, apesar de saber que a mãe (e o pai, dizemos nós!) pode exercer todos os direitos… junto do Tribunal que tomou a decisão provisória e que a todo o momento pode alterar (reiteramos…). Continuará a esgrimir o argumento de que o Lar de Betânia tem vinculação religiosa, o que só por si é anátema, e que ensina a religião recebendo para tanto dinheiros públicos, alienando o facto de uma boa parte do financiamento do Lar de Betânia provir da generosidade dos associados e não associados.&lt;br /&gt;Não sabe a RTP que o Lar de Betânia é uma instituição particular de solidariedade social de inspiração cristã-evangélica (não uma instituição religiosa, uma extensão eclesial…), como há centenas por esse País fora de inspiração cristã-católica romana, que está vocacionada para proteger e acolher crianças e jovens de ambos os sexos em situação de risco, que pode cumprir esse seu desígnio social gratuitamente e que está aberta a celebrar acordos, para além das entidades oficiais, com outras instituições na mesma natureza que, por razões sociais e religiosas, queiram apoiar a protecção de crianças e jovens?&lt;br /&gt;Sabe, mas prefere imputar ao Lar os «males» duma decisão judicial, que a mãe atacou sem êxito, com a qual não «concorda».&lt;br /&gt;Sabe, mas prefere desvalorizar a acção do Lar e do seu corpo técnico, que estão ao serviço da comunidade e das crianças que lhe são confiadas.&lt;br /&gt;O que move, afinal, a RTP: a prossecução do serviço público que lhe está confiado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6526123339704544397?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6526123339704544397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/filha-roubada-o-que-move-rtp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6526123339704544397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6526123339704544397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/filha-roubada-o-que-move-rtp.html' title='«Filha Roubada»: O que move a RTP?'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-3179355828441491176</id><published>2010-02-01T15:49:00.003Z</published><updated>2010-02-02T17:09:16.465Z</updated><title type='text'>Quem é o ladrão?</title><content type='html'>Vi a reportagem «Filha Roubada» emitida pela RTP1. Por dever de ofício, uma vez que não costumo dar especial atenção a esse tipo de trabalhos jornalísticos, em particular quando antevejo a mediatização da vida particular de alguém com base em decisões judiciais: os jornalistas, em regra, sabem muito pouco sobre regras de aplicação do direito e tendem a interpretar os factos à luz do que o julgador desconhece e que, portanto, não interfere na decisão. Alguém me disse: «Se tiver oportunidade, agradeço que veja hoje a reportagem da RTP1 sobre o Lar de Betânia, depois do Telejornal».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Boa, uma reportagem sobre o Lar de Betânia, no horário nobre da RTP…» – pensei com os meus botões. Mentalmente, no entanto, fiquei desconfiado, dando comigo a pensar nos antecedentes – em regra os meios de comunicação social não «retratam» coisas boas, muito menos quando elas acontecem por acção de homens e mulheres cristãos evangélicos empenhados em tarefas nobres de cuidar dos outros, das crianças em particular, as que, sendo desvalidas, precisam de colo, de pão, de cama, de valores, de projecto de vida… Confesso que me sentei no sofá, à hora marcada, desconfiado. Reportar o Lar de Betânia a essa hora, num canal generalista, visto por centenas de milhar de portugueses (cá e no resto do Mundo…) parecia bom demais, um autêntico milagre… A inicial sensação de satisfação desvaneceu-se logo que li o título da reportagem e ouvi as primeiras palavras da progenitora da criança em causa, protagonista assumida, chorosa como convém, alardeando bondade, capacidade afectiva, tudo para ser a melhor mãe do Mundo, incapaz de errar e de admitir…o erro… Tudo, tudo culpa dos outros (todos eles ausentes, como o juiz, o pai, os representantes do Lar de Betânia…), em cujas costas largas tudo dependurava… Era gato escondido com rabo de fora, como soe dizer-se quando a montanha dá à luz um rato. Logo me apercebi que o Lar de Betânia estava ali para ser o «bombo da festa», além do Juiz, claro, um «monstro» desumano, incapaz de decidir a vida dos outros, duma petiza felicíssima, antes de ser institucionalizada, a quem os adultos, maxime a mãe, imputavam querer para dizer de quem gosta e de quem não gosta, definitivamente, aos quatro aninhos de idade, aos cinco, aos seis e… até aos sete…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Lar de Betânia, numa reportagem de 30 minutos, só se fala quando a reportagem está no apogeu de verborreia e se advinha a crítica preconceituosa, estavam já estafados cerca de 20 minutos de jornalismo indecente. Muito mau, muito mau mesmo, mesmo antes de introduzir o tema da religião, dos tratos desadequados (maus…) (até um vizinho ouvia a menor chorar, pela manhã, sem se saber quando: à entrada no Lar, passados dias, passadas semanas, passados meses? Não interessa, o jornalista não pergunta, já tinha o que queria: a criança chorava!), da insegurança, da falta de corpo clínico próprio, das técnicas que não queriam brinquedos nem fotografias… Em crescendo, da boca desse jornalista e da câmara que apontava a quem queria ser visto e a quem tinha o direito de reserva à imagem, foram sendo vociferadas frases de mesquinha avaliação dos factos e ultrajadas a honra e bom nome das Instituições visadas (não lhe bastava o Lar de Betânia, a Magistratura… tinha que mexer com a AEP com A CADP….), com o objectivo de «engalanar» o drama, ao qual, felizmente, a menor fora arrancada, corajosamente arrancada por um decisão que só pecou por ter esperado, até ao limite do tolerável, que uma mãe abrisse mão do seu direito de «ter a filha só para si», à custa de tudo, inclusive da saúde da filha, sem ter consciência disso, admitimos sem reservas, como demonstradamente consta dos autos… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista, como resulta da reportagem, estava convencido que tinha encontrado nas «debilidades» do Lar a razão forte para concluir a reportagem em alta, emocionalmente falando, não quanto aos factos, porque quanto a eles claudicou assentado na sua sobranceria…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para o jornalista, o Lar de Betânia é tudo menos uma Instituição Particular de Solidariedade Social, tão digna como qualquer outra, das centenas que existem e laboram no Alentejo, que tem Acordo de Cooperação com a Segurança Social e é supervisionada pelas autoridades públicas competentes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para o jornalista, o Lar de Betânia não tem órgãos sociais (Assembleia Geral, Direcção, Conselho Fiscal) e por isso não tem necessidade de falar com quem o dirige, arrogando-se o direito de falar nas costas dos visados…traiçoeiramente… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para o jornalista, o Juiz imaturo andava de amores com o Lar de Betânia (se não é da mesma religião, parece, pois nem perguntou a ninguém acerca do Lar quando para lá mandou a criança… Tinha-a fisgada, o Juiz, e queria que a criança se virasse para o pai, através da religião… é o que transparece do que disse o jornalista e, muito mais, do que não disse e deixou claramente intuído…) … &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para o jornalista, os acórdãos do Venerando Tribunal de Évora, proferidos em Novembro e Dezembro de 2009, não contavam nada, apesar de terem confirmado na íntegra, sem tirar nem pôr, a decisão do imaturo juiz, inclusive a confiança da menor ao Lar de Betânia e o plano terapêutico de recuperação gizado pelos técnicos… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para o jornalista, não valia nada a reapreciação da situação da menor, após um mês de permanência no Lar de Betânia, efectuada com base nesse plano de exigência preestabelecida, elaborado pelos técnicos que melhor conheciam a situação da menor, depois da qual foi decidido manter a medida de confiança provisória (…) ao Lar de Betânia nos precisos termos da decisão inicial… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para o jornalista, não contou o facto do Tribunal (e já não saída da pena do imaturo juiz…) ter autorizado, pelo Natal e Ano Novo, a saída da criança do Lar de Betânia para estar com a mãe e com o pai, embora condicionada à avaliação técnica do estado psicológico e emocional da menor e da forma como decorrerem as visitas nos dias anteriores, de modo a evitar que as mesmas ponham em causa os progressos já obtidos ou a estabilidade da menor (Custava-lhe admitir que os técnicos do Lar de Betânia tinham realizado um trabalho sério, exemplar, com resultados? Claro, afinal a reportagem era para dizer mal do juiz e do… Lar de Betânia…) …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para o jornalista…. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta dizer, sem esgotar as razões da falência de tal trabalho dito jornalístico, que a reportagem não dignifica o jornalismo, serve-se de factos verdadeiros que não relevam para o assunto da mesma (explicará o jornalista a que luz o facto de dizer que o Lar de Betânia é da AEP, da CADP, quando não é, que o Presidente da Direcção da CADP é Pastor, mas é-o porque deixou de ser Enfermeiro? …), utiliza imagens que não retratam a verdade (explicará o jornalista a que luz o facto de mostrar uma carrinha do Lar, à porta da Assembleia de Deus, com a porta aberta, alegando insegurança, quando, como ele sabe, a porta só abre por fora e só o adulto que as acompanhava o pode fazer… em segurança?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem é iníqua pelo que omite. Se nela se queria falar do Lar de Betânia deveria dizer-se que a criança estava lá por decisão legítima do Tribunal e que o Lar de Betânia cumpriu, como sempre procurou cumprir ao longo da sua história de mais de quatro décadas; deveria dizer quais são os fins sociais do Lar e as obrigações a que está sujeito por via da Lei, dos Estatutos, dos Regulamentos e dos Acordos de Cooperação…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem é violadora dos direitos das crianças por não ter respeitado o direito à sua imagem, em nome dum sensacionalismo bacoco, em busca de audiência emocional…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem viola os direitos de cidadania de muitos portugueses porque, servindo um interesse particular (objectivamente, o da mãe…) foi feita à custa do que pagam em impostos para manter o Serviço Público de Televisão, um sistema de Justiça independente e, ainda, da ajuda financeira em donativos, ao longo do tempo, solidariamente com o Lar de Betânia e com as crianças desprotegidas, muitos deram…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, quem roubou quem!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-3179355828441491176?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/3179355828441491176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/quem-e-o-ladrao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3179355828441491176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/3179355828441491176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2010/02/quem-e-o-ladrao.html' title='Quem é o ladrão?'/><author><name>Letras d'Ouro, editores</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2341832656356246696</id><published>2009-12-15T15:38:00.002Z</published><updated>2009-12-15T15:44:31.033Z</updated><title type='text'>NÃO TENHAM MEDO!</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;Parece uma fatalidade reagir à semelhança dos pastores de Belém diante da manifestação do sobrenatural! Diante dum anjo e envolvidos pela luz gloriosa do Senhor, tremeram, assustados. Não era para menos: no campo, às escuras, a entidade angelical e o clarão celeste, por mais apessoada que fosse a figura daquele e mais luminosa a luz que se acendeu, era para meter medo…&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;Hoje, entre nós, que abandonamos o campo, que maltratamos a Natureza, que vivemos rodeados de luz em cidades buliçosas, não faz sentido o sobrenatural (procurámo-lo, as mais das vezes, para desafiar o desconhecido, ultrapassar os nossos limites, confrontá-lo com a deidade que cada um é na auto-suficiência conquistada, desde que se pôs de pé, pelos próprios méritos e saberes…), nem importa se, para lá do que é visível, físico, palpável, existe o que quer que seja a que nos devamos religar emocional e espiritualmente: somos deuses!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;Porém, incompreensivelmente, morremos de pavor por causa do acontece aos outros (Ah! Como foi possível? Tantos mortos, tanta destruição…), do que imaginámos que nos aconteça a nós (É possível ficar sem emprego, não receber a pensão, não fruir de todas as vantagens do Estado Social por que lutámos e para o qual pagámos?), da vulnerabilidade das nossas convicções (Agora ensina-se o contrário do que apreendemos, vive-se como sempre nos disseram que não era possível viver, crê-se no que se dizia não existir, mas que, afinal, agora já existe) … &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;Temos medo do que acontece longe e à nossa porta, aos outros e a nós…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;Temos medo de viver o Natal e, por isso, clamamos pelo pai natal, que nos entreterá durante o tempo suficiente, desviando-nos a atenção do que, dentro de nós, nos faz estremecer de pavor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;Sim, de pavor, porque bem sabemos que o pai natal morrerá, deixando-nos à mercê do vazio, e não temos a certeza que, para o substituir, lograremos outro recurso mítico, psicológico, que cubra o medo de o perdermos e também de não sabermos já o que significa Natal…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;Pois bem, se podemos avaliar o medo dos pastores, se podemos reconhecer o nosso, se podemos admitir que vacilamos, se podemos admitir que amanhã nada será como dantes, podemos também volver a nossa melhor atenção para a origem e substância da manifestação de poder que atemorizou os pastores, não ignorando ou escamoteando a carga de esperança que ela transportava, porque não há Natal sem boa notícia: «Venho aqui trazer-vos uma boa nova, que será motivo de grande alegria para vocês e para todo o povo. Pois nasceu hoje, na cidade de David, o vosso Salvador, que é Cristo, o Senhor!»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;A boa notícia é que, hoje, amanhã, podemos enfrentar todas as situações que nos apavoram sem… medo! Se o Natal ocorrer em nós… se o sobrenatural luminoso das campinas de Belém sobrepujar a luz própria… se as vestes angélicas nos derem termo de comparação para desvalorizar os andrajos com que nos ornamentamos… se deixarmos que o Menino Rei, Salvador, que é o Cristo, o Senhor, faça, verdadeiramente, de mediador e nos traga as prendas do Céu…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:14;"&gt;Votos de Feliz Natal e de um Ano Novo abençoado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2341832656356246696?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2341832656356246696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/nao-tenham-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2341832656356246696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2341832656356246696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/nao-tenham-medo.html' title='NÃO TENHAM MEDO!'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2107430002065381443</id><published>2009-12-05T13:17:00.001Z</published><updated>2009-12-06T17:48:53.590Z</updated><title type='text'>Direitos humanos, direitos das crianças...</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Uma amiga reflectia assim sobre Direitos Humanos e um caso concreto de violência criminosa:&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt; «No dia 1 de Dezembro deste ano, entrou &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em vigor o Tratado"&gt;em vigor o Tratado&lt;/st1:personname&gt; de Lisboa! Chamou-me a atenção o que se refere aos Direitos Humanos: &lt;b&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia – art.º 2 "Ninguém pode ser condenado à morte, nem executado".&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Ora bem... será que estes Direitos são só aplicáveis aos criminosos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;É que, poucos dias antes, a tragédia abateu-se sobre uma família mesmo à porta de casa. Alguém foi condenado à morte, sem Direitos Humanos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Uma mulher de 28 anos foi morta pouco passava da meia-noite de hoje, no Bairro do Valongo, &lt;st1:personname st="on" productid="em Castelo Branco. Tinha"&gt;em Castelo Branco. Tinha&lt;/st1:personname&gt; acabado de chegar a casa quando foi atacada pelo ex-namorado com uma faca de cozinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:12;" lang="PT" &gt;A vítima ainda gritou e o seu pai tentou socorrê-la, não conseguindo, no entanto, evitar a sua morte. O suspeito foi detido, uma vez que o pai da vítima conseguiu segurá-lo, embora tenha sido igualmente atacado com a faca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Agora, o criminoso vai gozar de umas férias à conta do Estado, com tudo pago, durante 8?... 10?... anos e depois volta a fazer a sua vida...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;A vítima, sem Direitos nenhuns, terminou "presa" debaixo de sete palmos de terra, deixando uns pais destroçados...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;NÃO É JUSTO!»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Depois, interpelando-me: «José Manuel, gostaria do teu comentário jurídico à minha introdução nesta mensagem...»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Ao correr da pena, comentei: «A pena de morte não faz sentido nos cânones da actual civilização europeia ocidental! Evoluímos muito e admiti-la representaria um enorme retrocesso civilizacional. Isto é o politicamente correcto; é-o também do ponto de vista da moral e ética cristãs (tal qual as compreendo e pratico...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;O problema é que a sociedade não castiga verdadeiramente os criminosos. Talvez por influência do princípio da ressocialização subjacente às leis penais em vigor. Estar preso deveria significar castigo efectivo, sempre com respeito pelos demais direitos individuais, que não devam ser afectados pela perda da liberdade... no entanto, não se deveria proporcionar a um preso (qualquer, rico ou pobre...) mais do que a sociedade proporciona aos que dependem da solidariedade pública... talvez assim o castigo tivesse efectivo desempenho em relação àqueles que nunca abandonarão a prática criminosa e permitisse “recuperar” aqueles que, incidentalmente, cometeram um crime (se fossem mortos, em cumprimento da pena, não teriam mais essa oportunidade…)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Os que morrem não têm direitos (têm apenas direito a um funeral condigno e à preservação da memória...); os que são afectados directamente pelo crime e estão vivos deveriam ser devidamente compensados (e há forma de compensar dignamente uma perda destas?) a tempo e horas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Enfim, ver morrer um inocente é terrível mas sempre foi assim e sê-lo-á para sempre (já que está na “moda”, não matou Caim o seu irmão Abel por razão fútil?).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Neste País – vem a talhe de foice -  não faltam leis para resolver “a coisa”. O problema é que são leis a mais que ninguém aplica ou sabe aplicar justamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Vejam o caso dos menores e a adopção: foram publicadas, no mínimo, nos últimos 20 anos, cerca de 40 diplomas legais! Melhorou a protecção às crianças e jovens? Têm muitas leis, mas continuam “guardados” (as crianças e os jovens) nas Instituições aos milhares, à espera que se lhes aplique uma dessas muitas leis!&lt;br /&gt;Ocorreu-me falar desta situação porque o Estado se lembrou, dois anos depois da institucionalização duma criança de 11 anos, nomear-me para a defender! Até agora andou a reunir papeis, a coligir números e a esquecer-se da... criança! Mas os técnicos do Estado, a quem pagamos, dois anos depois, ainda entendem que esta criança deve manter-se institucionalizada com sinalização para ser... adoptada! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Ai, ai... Choro pelas crianças desafortunadas do meu País! Tanta lei, tanta norma, tanta gente a receber principescamente (e a gozar de prestígio social… nem sempre merecido) para cuidar delas... mas deixam-nas, à espera duma decisão, encafuadas até que a Justiça decida o que lhe parece bem, embora à criança já seja completamente indiferente o que sobre ela se decida: já, na sua cabeça, está marcado o destino que nenhuma decisão judicial mudará, para o bem e para o mal!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Além da morte física, violenta, criminosa, há a morte dos sonhos das crianças, o direito a ter uma família, a um projecto de vida &lt;st1:personname st="on" productid="em tempo útil... E"&gt;em tempo útil... E&lt;/st1:personname&gt; vai alguém parar à prisão por “mutilar” assim a vida duma criança?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Um abraço, desesperado por causa das vitimas que sofrem as consequência de actos individuais mas também por culpa omissiva da colectividade... que somos nós todos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Com amizade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;José Manuel Martins&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;color:black;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Tahoma;font-size:14;color:windowtext;" lang="PT"   &gt;PS: Estamos quase no Natal! Por falar em crianças, se quiser considerar uma boa alternativa para presentear (neto, filho, sobrinho...) alguma criança institucionalizada, sem família...) vá a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;color:black;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Tahoma;font-size:14;color:windowtext;"   &gt;&lt;a href="http://www.letrasdouro.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="color:windowtext;"&gt;www.letrasdouro.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;color:black;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Tahoma;font-size:14;color:windowtext;" lang="PT"   &gt; e apreciem a Formiga Irrequieta e depois...decida! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:130%;color:black;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Tahoma;font-size:14;color:windowtext;"   &gt;Declaração de interesses: Fiz o trabalho editorial da obra, colaborei com a editora na redacção da “aplicação moral” – texto extra-história – e conheço pessoalmente as autoras, que estimo muito...»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2107430002065381443?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2107430002065381443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/direitos-humanos-direitos-das-criancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2107430002065381443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2107430002065381443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/direitos-humanos-direitos-das-criancas.html' title='Direitos humanos, direitos das crianças...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4583351592902363624</id><published>2009-12-01T23:12:00.004Z</published><updated>2009-12-03T11:07:29.931Z</updated><title type='text'>Entre Laços d'Ontem</title><content type='html'>Às vezes sonho com Zau-Évua… Do passado. Dos laços da guerra, dos entre laços que se gizaram…De quando em vez lembro-me do título do meu livro Zau-Évua, terra de ninguém, sítio de vivências, e como foi, em grande parte, doloroso escrevê-lo. Agora o livro não é meu, pertence aos leitores, um dos quais deixou este texto apreciativo, que encontrei, por acaso, na Net:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AJyPVvJh9XU/Sxea-w8DD_I/AAAAAAAAANs/SPymwJRZ3Tc/s1600-h/JOSEMANUELMARTINS.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_AJyPVvJh9XU/Sxea-w8DD_I/AAAAAAAAANs/SPymwJRZ3Tc/s320/JOSEMANUELMARTINS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ MANUEL MARTINS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra colonial, ou guerra de libertação conforme o ponto de vista, é uma inevitabilidade na literatura, embora seja, ainda, de produção bastante reduzida. Ainda há muitos “fantasmas” escondidos atrás do armário…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, ela, a literatura de guerra, lá vai surgindo, tímida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor que trago, nascido em Rio Tinto, Gondomar, completou o ensino secundário em Luanda, no Liceu Salvador Correia. É hoje licenciado em Direito. Em 1973 foi mobilizado para cumprir o serviço militar. Daquela experiência nasceu um livro: “ZAU-ÉVUA – TERRA DE NINGUÉM, SÍTIO DE VIVÊNCIAS”, publicado em 2003 pela mão do editor Pedro Miguel Martins, filho do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Zau-Évua, situada algures entre Ambrizete e S. Salvador, no norte de Angola, vivia-se em pleno teatro de guerra. O que se quer contar neste livro é que &lt;em&gt;“muitos não compreenderão grande parte das dificuldades por que passaram os jovens militares, há trinta anos atrás, quando foram mobilizados para prestar serviço em regiões desconhecidas, inóspitas e perigosas. Em particular, os jovens de hoje não as entenderão. Podem, porém, aproveitar-se das nossas experiências e da forma como enfrentámos as situações novas e difíceis, quase sempre em ambiente de grande adversidade, como reagimos às contrariedades, como preservámos as nossas convicções, como testámos a nossa fé, para enriquecimento pessoal.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida dentro do aquartelamento, isolado no meio da floresta, longe de tudo o que fosse civilização, levava a que todas as manifestações dos jovens soldados fossem levadas a situações patéticas, crianças grandes ora alegres ora tristes, procurando lutar contra o isolamento e o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A vida do quotidiano era fértil em actos de puro exibicionismo, normalmente ligados ao desempenho sexual e aos relatos, uns imaginados, outros reais, mas exagerados, de conquistas femininas (os relatos referiam-se quase sempre às conquistas de S. Salvador e Ambrizete, pólos civilizados onde era possível, por força do cumprimento das missões respectivas, permanecer muitas horas seguidas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Evidenciavam, com frequência, linhas de fractura relacionadas com a cor da pele, o desafogo económico, o nível cultural, a região de origem, o dialecto falado, a qualidade da droga consumida, as discotecas e bares frequentados na vida civil. As disputas tendiam a acentuar o ascendente, algumas vezes mais fictício do que real, dos jovens luandenses, brancos e mestiços, sobre os demais. Os soldados da Companhia eram, em grande parte, de incorporação angolana e muito ecléticos na sua mundividência.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tornava-se patético que a manifestação desse “ascendente” implicasse a amostragem do pénis erecto, ao levantar da cama…”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para o autor, estas manifestações incomodavam-no:&lt;em&gt;“A minha sensibilidade moral obrigava-me, umas vezes, a tomar atitudes de reprovação explícita dalgumas atitudes e exageros; outras vezes, “neutralizava-me”, o que me fazia sentir ainda pior.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, através de inúmeros relatos de episódios como este se vai desenrolando a convivência forçada de um grupo de jovens, levados a combater uma guerra que muitos não compreendiam, sós e transportando com eles, muitas vezes ou quase sempre, o medo de morrer. Situações que talvez só quem tenha passado por elas possa compreender na totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E houve centenas de Zau-Évuas em Angola…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4583351592902363624?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4583351592902363624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/entre-lacos-dontem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4583351592902363624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4583351592902363624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/entre-lacos-dontem.html' title='Entre Laços d&apos;Ontem'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AJyPVvJh9XU/Sxea-w8DD_I/AAAAAAAAANs/SPymwJRZ3Tc/s72-c/JOSEMANUELMARTINS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2497326354692261264</id><published>2009-12-01T17:48:00.000Z</published><updated>2009-12-01T17:47:17.972Z</updated><title type='text'>1 de Dezembro de 2009...</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;Dia em que se comemora a &lt;b&gt;&lt;span style='font-weight:bold'&gt;Restauração da Independência&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; (é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_de_Habsburgo" title="Casa de Habsburgo"&gt;&lt;font color=black&gt;&lt;span style='color:windowtext;text-decoration:none'&gt;dinastia filipina&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_de_Bragan%C3%A7a" title="Casa de Bragança"&gt;&lt;font color=black&gt;&lt;span style='color:windowtext; text-decoration:none'&gt;casa de Bragança&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;.).&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;Sei isso dos tempos da escola primária. O evento foi-me transmitido com entusiasmo patriótico pela minha professora:&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style: italic'&gt;Todas as classes &amp;#8211; o clero, a nobreza e o povo &amp;#8211; se sentiam oprimidas pela denominação estrangeira. O comércio estava paralisado; a agricultura e a indústria, arruinadas; os armamentos portugueses eram levados para Espanha; os impostos eram cada vez mais pesados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style: italic'&gt;Tendo-se revoltado a Catalunha, província espanhola, ordenou o Governo de Espanha que tropas portuguesas fossem combater os revoltosos. Ora, esta ordem deu grande impulso às ideias de independência, que dominavam já em Portugal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style: italic'&gt;Presidia, nesse tempo, ao governo do Reino, como regente, a duquesa de Mântua; o secretário de Estado era português traidor Miguel de Vasconcelos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style: italic'&gt;Formou-se então uma conspiração em que entraram muitos fidalgos: D. Miguel de Almeida, D. Antão de Almada, &lt;st1:PersonName ProductID="João Pinto" w:st="on"&gt;João  Pinto&lt;/st1:PersonName&gt; Ribeiro, etc. (&amp;#8230;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style: italic'&gt;Tudo estava preparado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style: italic'&gt;Finalmente, no dia 1 de Dezembro desse ano de 1640, rebenta a revolução, que triunfa em Lisboa. (&amp;#8230;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style: italic'&gt;Estava restaurada a independência de Portugal&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang=PT&gt; (livro de Leitura para a 4ª Classe em vigor no longínquo ano de 1960).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;É feriado nacional!&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;Não se faz nada pela independência da&amp;#8230;Pátria! E, como é sabido, se não trabalharmos mais, se não granjearmos mais riqueza, para além das «ordens» de Bruxelas, submetemo-nos à ao domínio (por ora económico&amp;#8230;) da&amp;#8230; Espanha. Terá valido a pena ter morto o traidor? Valeu, mas temos que fazer pela vida: não soubemos, como Povo, preservar o Império (não tivemos unhas para tamanha viola&amp;#8230;), através de alianças duradoiras, talvez, como Povo, não estejamos a preservar a independência de Espanha&amp;#8230; trabalhando mais!&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;Nem sequer sei se houve festejos a propósito da Restauração da Independência. Não li jornais, não vi Televisão, não ouvi rádio e sei que os dignitários portugueses (a nobreza de hoje, a classe política que nos rege&amp;#8230;) estão entusiasmados com a cimentação da amizade e colaboração ibero-latino-americana&amp;#8230;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify;text-indent:36.0pt'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;A minha celebração patriótica, silenciosa, só para dento, foi na praça Du Bocage, em Setúbal. O dia estava chuvoso, a praça deserta, mas bonita, e o poeta desprotegido da intempérie. Mas parece que o ouvia declamar, debochado, contra todas as pudicas maneiras de celebrar a independência&amp;#8230; Mais a sério, achei-lhe graça, mas que a independência patriótica de 1640 já nos diz pouco, lá isso diz&amp;#8230; &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2497326354692261264?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2497326354692261264/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/1-de-dezembro-de-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2497326354692261264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2497326354692261264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/1-de-dezembro-de-2009.html' title='1 de Dezembro de 2009...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7887324376095592852</id><published>2009-12-01T00:52:00.002Z</published><updated>2009-12-02T06:45:49.776Z</updated><title type='text'>Pão e palavra</title><content type='html'>Hoje li uma crítica à atitude de um coleccionador por ter «juntado muitas coisas»! O homem não fez mais nada durante cerca de oitenta anos do que adquirir estátuas egípcias, tapeçarias flamengas e outras coisas raras. Com isso puderam os outros, os que lhe sucederam, fazer uma «casa museu», frequentada por milhares de pessoas interessadas nesse espólio. A crítica era: mais vale ajuntar tesouros no céu do que coisas aqui, durante a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi a intenção dos autores do texto, mas o exemplo é infeliz. Podemos ter atitudes culturais, viver inclusive delas, acumular relíquias, obras de arte, papéis, livros, outras coisas que, para outros, deviam ser despejadas directamente na lixeira… A cultura não está de costas viradas para a «coisa espiritual». Mas para muitos cristãos ter tesouros no céu significa não ter nada de nosso aqui! Fundamentalismo, aliás totalmente incompatível com a atitude humana. Queremos um bocado de terra para lavrar, semear, plantar, erguer uma casa! Queremos dinheiro, ou outros meios de troca, para aceder ao que nos faz falta! Queremos, afinal, ter aquilo que permite sobreviver física e espiritualmente (afinal, nem só do pão vive o homem…). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas não atrapalham se forem instrumentais (tê-las permite, além do mais, dividir com que não tem…); os bens materiais não são precisos no céu, mas bem podem transformar-se em tesouros imperecíveis lá (onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e os ladrão não minam nem roubam…). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo uma questão de atitude! E a atitude do coleccionador é boa se quiser proporcionar aos outros (além do deleite pessoal…) o acesso a bens culturais que doutra forma não teriam…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7887324376095592852?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7887324376095592852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/pao-e-palavra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7887324376095592852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7887324376095592852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/12/pao-e-palavra.html' title='Pão e palavra'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6693690656001687295</id><published>2009-11-28T22:53:00.001Z</published><updated>2009-11-29T21:30:10.111Z</updated><title type='text'>Um abraço triste...</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:12;"&gt;          Sábado, dia 28 de Setembro, dia para exercitar a habitual preguiça, de estar refastelado a ler o jornal, um livro... &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:12;"&gt;Pensei que ia ser assim, como tinha idealizado o meu sábado. Há hábitos que não perdemos por muito que introduzamos excepções às regras de que eles são feitos. Ultimamente não tenho lido tanto os jornais, e falho muitas vezes a leitura em papel do meu jornal de referência desde 1975, o Expresso. Especialmente falho, passo a leitor intermitente, fazendo até «juras» de não voltar a ler, quando nas suas páginas se esparramam notícias ou comentários que, intelectualmente, me agridem. Tem acontecido algumas vezes, mas volto sempre por causa desse hábito enraizado. Temos que nos reportar a uma referência quando se sabem que os valores da seriedade, verdade, transparência vão escasseando. Mas não é isso que me impulsiona a este escrito…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:12;"&gt;O meu contacto com o mundo não se iniciou com a leitura do jornal. Abri antes a minha SanzalAngola, espaço virtual de inegável mérito, onde o passado e o presente cimentam uma comunidade de eméritos homens e mulheres que idealizaram, na sua maioria, um futuro diferente para si e respectivas famílias – a Angola de todos! Não pude resistir ao sentimento de ir ter com o &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="António Delgado" st="on"&gt;António Delgado&lt;/st1:personname&gt;, o criador deste espaço virtual, que vive e trabalha nos USA e cujo velho pai estava muito doente, e dar-lhe um abraço solidário. Afinal, devemos estar juntos também nos momentos difíceis (eu conheci pessoalmente o António à mesa, à volta da moamba - o nosso prato angolano de convívio - há não muito tempo, e cativou-me a sua simpatia...), naqueles em que as palavras usadas estão gastas e o que basta é o calor da nossa presença, a simbiose das nossas emoções, a mistura das nossas esperanças, o sorriso da nossa fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:12;"&gt;Até o Mosteiro dos Jerónimos estava sorumbático, queixando-se, quiçá, do cinzentismo do dia, da neblina que persistia no Tejo, da brisa fresca que soprava do sul, anunciando a aproximação do Inverno... Num recanto da sua monumentalidade esmagadora (reparei, de novo, na grandeza que ali está erigida, em honra da «causa» mais ousada dos portugueses - a de dar mundos ao Mundo - e como ela é ainda tão apreciada pelos muitos que nos visitam e trazem na alma a vontade de descortinar o nosso passado através dessa monumentalidade...) batiam alguns corações batidas mais fortes, mais fortes que no comum dos dias, por causa da emoção de ver partir um ente querido, mas também batiam batidas mais fortes por estarem aliviados com o alívio da dor do finado... Só faltou ver nessas batidas de emoção a exuberância da fé em acção, da esperança avivada, da confiança inabalável de que há futuro após o decesso físico, da derrocada do edifício, que é pó, que, afinal, há vida depois da morte! Tão conformistas estamos nós, os da fé cristã, quando nos dá contentamento a mera fórmula condicional de que Deus, que é misericordioso, levará em linha de conta a nossa linha benfazeja sobre a qual construímos o percurso de vida… e nos receberá no seu seio paternal par sempre. Bem quereria ter ouvido, estando ali solidário com os que sofriam a separação, que o céu ganhou mais um cidadão (por graça, por favor imerecido, pelos méritos de Cristo, pela fé neles…) e que espera por nós, não tarda… Tão cinzento o discurso da fé como o dia lá fora!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:12;"&gt;Voltei ao meu canto, para ler um livro – para ler o jornal já era tarde, as notícias já tinham requentado nas múltiplas repetições das TVs… – aproveitando a ténue luz solar dum dia cinzento e triste, tão triste que antecipou a noite... Está agora o Mosteiro vazio, como vazios estão os corações dos que viram partir o mais velho, um bocado também de nós, que nos irmanamos na nostalgia da nossa terra, da Angola dos nossos sonhos, que agora segue o seu destino apesar de um dos seus já não estar presente...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:12;"&gt;Não sei se fiz mal, se fiz bem, mas senti-me ao lado do &lt;st1:personname productid="António Delgado" st="on"&gt;António Delgado&lt;/st1:personname&gt;, neste momento difícil, «representante» de quantos frequentam o espaço virtual da SanzalAngola, que vai do oriente ao ocidente, do Norte ao Sul, que vai de todos os cantos onde os portugueses deixaram sinais da nossa língua a todos os cantos onde se vive ainda a lusitanidade que aprendemos ainda em meninos, adolescentes e jovens nas cidades, aldeias e todas as plagas de Angola. No meu abraço inclui todos numa representação sem mandato, mas genuína e solidária…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:12;"&gt;Deixo um abraço, hoje tão triste como o dia cinzento que não deu brilho aos Jerónimos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6693690656001687295?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6693690656001687295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/um-abraco-triste.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6693690656001687295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6693690656001687295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/um-abraco-triste.html' title='Um abraço triste...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5838727651799576884</id><published>2009-11-04T14:45:00.000Z</published><updated>2009-11-04T14:44:12.178Z</updated><title type='text'>Tão menina...</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size=2 color=black face=Tahoma&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:10.0pt; font-family:Tahoma'&gt;Passaram-se anos, anos a fio, mas ainda estava fresca a memória da infância dela e da adolescência dele. Lembrava-se ela do nome dele, ele tinha ainda presentes as feições de menina dela...&lt;br&gt; - Ouvi chamar por.... e associei-te imediatamente ao nome! - disse-lhe, ruborizada, pelo impacto do inesperado reencontro.&lt;br&gt; - Ah! Mas tu és... (quis dizer o nome, mas não foi capaz) tu és... a filha da dona Hermínia! Olha, como te fizeste mulher! &lt;br&gt; - Pois... &amp;#8211; assentiu.&lt;br&gt; E por breves instantes ali ficaram a recordar, a recordar...&lt;br&gt; No Bairro de casas alinhadas, popular, estradas rectas, poeirentas ou barrentas &amp;#8211; se fazia sol ou chovia... &amp;#8211; brincava ela os seus inocentes dias da infância. Todos os meninos eram importantes para levar a cabo a lúdica e infantil imaginação dos seus entreténs de menina filha única. Ali, casa com casa, gémeas siamesas, tão parecidas que se distinguiam apenas pelo número de polícia (aliás, nem pelo número, só pela letra que uma delas levava a mais: x, x-a...) passaram seus dias. Às vezes, ela de bicicleta de «roda curta» barrava-lhe a passagem da motorizada NSU, ali num encontro de porta com porta. A menina, pequenina, redondinha, a filha da dona Hermínia... Era vê-la, mais crescidinha, sorriso aberto, interessada, por simples curiosidade ingénua, nas razões porque ele se levantava tão cedo, amiúde, e estava para ali a ler, porta aberta para franquear a entrada da brisa matinal nos dias de canícula nocturna, quando o pai tinha o motor do camião em funcionamento e ela acordara para se despedir por oito dias, tempo que levava a viagem ida e volta, lá para os confins das terras que ela ainda não conhecia...&lt;br&gt; Criança, que agora estabelecia a relação entre as muitas madrugadas em que se despedia do pai, vendo-o desperto e afoito em leituras, e o momento em que ouviu soar o seu nome, em voz estridente de oficial de justiça:&lt;br&gt; - Dr........&lt;br&gt; Estavam ambos à mesma porta, duma Vara qualquer, dum tribunal já extinto, desses que alegadamente resolvem problemas de família. Ambos exactamente para isso, à espera da nomeação do meirinho, no afã de ali pôr termo ao que, por moral, é eterno: ela, como explicou, para pôr ponto final ao casamento, que andava há muito entre parênteses; ele, para debitar uns conceitos jurídicos, sobrepostos à factualidade formalmente apurada, numa tentativa última de alcançar a pretensão dum pai diminuído &amp;#8211; há muito que não tinha vista do filho, que a mãe levara para não se sabia onde... Um problema de família também.&lt;br&gt; Ela casara, agora divorciava-se. Tudo tão natural naquele corredor frio, com gente à escuta, à espera de ouvir entoar o seu nome... para resolver um problema de família!&lt;br&gt; Ele perguntou pela dona Hermínia, a mãe; ela disse que estava bem, o pai idem, e os vizinhos do Bairro, portas antes e depois das deles, em frente, mais adiante, onde moravam também outros meninos e meninas, cujos nomes citava, e que agora estavam cada um nas terras de origem dos progenitores (ou dos avós, até dos bisavós...) ou por ali, à volta da cidade capital da terra de retorno, estavam bem, andavam na Universidade, acabaram os cursos, casaram, foram para o Brasil...&lt;br&gt; -Olha, dá cumprimentos aos teus pai. Tenho que ir, estão à minha espera... &amp;#8211; disse ele, enquanto se tapava de preto, entrando na sala de audiências.&lt;br&gt;  &amp;#8211; Eu dou...&lt;br&gt; Não a viu mais. Até hoje. Nem à dona Hermínia, nem ao pai, o vizinho camionista, que o interrompeu tantas madrugadas quando iniciava a preparação do motor do camião, fazendo tresandar o ar de cheiro a gasóleo, naquela promíscua mas feliz vizinhança...&lt;br&gt; Divorciara-se, certamente, naquela segunda conferência de cônjuges... &lt;br&gt; Tão menina...&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;span lang=PT&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5838727651799576884?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5838727651799576884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/tao-menina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5838727651799576884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5838727651799576884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/tao-menina.html' title='Tão menina...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-205419117433404454</id><published>2009-11-04T14:37:00.000Z</published><updated>2009-11-04T14:36:08.683Z</updated><title type='text'>Um desconhecido melhor...</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size=2 color=black face=Tahoma&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:10.0pt; font-family:Tahoma'&gt;&lt;br&gt; Deslizavam os dias como se a vida rebolasse numa ribanceira, feita de curvas e contracurvas, impedindo a visão do precipício; mas que, depois da última, estava lá, estava... &lt;br&gt; A procura do pão, do gás, dos bens essenciais &amp;#8211; os dispensáveis, mas habituais no passado recente, já não faziam parte do cabaz diário, dando, quando muito, estímulo aos deslizes oníricos... &amp;#8211; correspondiam às curvas do caminho inclinado, que pressentia irreversível. Faltando aquilo, o caminho era sempre a descer, não tardaria que ecoasse o estrondo da desilusão em consequência da queda no medonho desconhecido do fim da linha.&lt;br&gt; O dilema era esse: deslizar para o precipício ou interromper a queda, mesmo sem saber se o desvio da rota implicava novo desconhecido. &lt;br&gt; Foi por um novo desconhecido, também ele acessível por rotas curvilíneas e sem horizonte traçado &amp;#8211; desconhecido é desconhecido e não vale de nada tentar adivinhá-lo... &amp;#8211; que optou; talvez lá adiante, noutra curva, desfeita para a direita, não faltasse o pão, embora comido ao frio das noites sem tecto de abrigo, com os holofotes de intensa luz a revelar que pão sem destino não vitamina a esperança; talvez, já não longe da adivinhada última curva, no fundo, no precipício, o estrondo da queda não amedrontasse a sofrida alma de quem trocara um desconhecido de rejeição por um de ilusória protecção.&lt;br&gt; Num ápice, cuja duração se prolongou por semanas a fio, ao som do replicar constante de espingardas, juntou o que pôde, numa selecção em que primeiro ficaram as almas, depois as coisas, refreou o medo, atiçou a chama da paixão, renovou os votos, e disfarçou os temores da decisão. Naquele espaço apertado, dois lados diferentes, um para almas em desassossego, outro para as coisas retiradas do contexto em que faziam mais sentido e onde foram úteis ao sossego interrompido, reprimiram-se os impulsos de ficar, distenderam-se os de fugir. Enevoavam-lhe o cérebro os relatos do medonho fim da linha de muitos iguais cujo espaço apertado não lhes permitia inverter o plano inclinado por ausência de estímulo vital, desaparecido antes da compressão dos corpos em buracos térreos sem dignidade, ou abandonados sob um luminoso azul celeste ou um negro estrelado que confunde o vivo e o morto.&lt;br&gt; Os estrondos assobiados, audíveis até aos confins atingidos pelos focos artificiais de luz intensa, eram a certeza de que a rota agora, não simbolicamente, era ascendente, com um intermédio de tempo previsível, até voltar a inclinar-se, agora para assentar num tempo incerto, largando as almas e as coisas para percorrerem, por sua conta, mais por conta daquelas do que destas, a via do desconhecido...&lt;br&gt; Melhor? Sabe-se lá... Serão necessários meses, anos, quiçá mais de trinta, aos que ainda estão a caminhar, para, pelo menos, comparar o destino de quem ficou com o de quem abalou...&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;span lang=PT&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-205419117433404454?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/205419117433404454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/um-desconhecido-melhor_04.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/205419117433404454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/205419117433404454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/um-desconhecido-melhor_04.html' title='Um desconhecido melhor...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7536751885105959510</id><published>2009-11-04T14:23:00.001Z</published><updated>2009-11-04T14:50:59.468Z</updated><title type='text'>Sou prisioneiro.</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;Bailundo, jovem ainda, mas à procura de proventos mais substanciais para pagar o alambamento, pois queria constituir família.&lt;br /&gt;Para o contrato não queria ir, na roça, mais para norte.&lt;br /&gt;Ficou por Luanda, arranjou "moradia" no musseque, com outros bailundos. Trabalho apareceu logo, como servente. Estava em construção o "Edifício dos Correios Militares", a Central do SPM, ali junto aos quartéis, e o construtor precisava de mão-de-obra. Ele, acabado de chegar, falava pouco, quase nada... &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em português! Eu" st="on"&gt;em português! Eu&lt;/st1:personname&gt; não sabia uma única palavra de umbundo. Também estava a aprender... mas eu era branco, da metrópole, mais jovem do que ele, não podia ser servente...nem aprendiz. Tinha que ser mestre!&lt;br /&gt;Aprendemos juntos porque ainda não tivera tempo de alimentar preconceitos... Depois, ele, bailundo, pacífico, desentendido das coisas da "civilização", só queria fugir ao contrato, amontoar angolares para o alambamento...e não se importava de me dar a provar o almoço que cozinhava na lata preta...&lt;br /&gt;Recordo agora o meu amigo, a quem "dei" a língua portuguesa, meu servente, quando eu era apenas aprendiz...&lt;br /&gt;Agora não lhe recordo todos os traços do rosto, que era largo, bem escuro, barba encravada; agora só recordo que não havia diferenças que nos impedissem de comer o almoço da lata preta, como ele era, onde estava a farinha, quase branca, como eu era!&lt;br /&gt;Se voltou ao Bailundo e pagou o alambamento, não sei; no musseque, tenho a certeza, não ajuntou com parceira – queria-a da terra, virgem, só dele... Eu fui ser mestre para outro lado, ele ficou servente no mesmo sítio, até quando não sei...&lt;br /&gt;Lembro-me da partilha da farinha da lata e do peixe cozinhado (o odor afastou-me de início...), com óleo amarelo, e sinto-me prisioneiro do passado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7536751885105959510?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7536751885105959510/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/sou-prisioneiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7536751885105959510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7536751885105959510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/sou-prisioneiro.html' title='Sou prisioneiro.'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6831372082108918108</id><published>2009-11-03T12:58:00.001Z</published><updated>2009-11-04T07:31:02.753Z</updated><title type='text'>Doutor, você safou um ladrão!</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Boa tarde, senhor doutor!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Pode sentar-se… Qual é questão que o traz cá? Falou-me do seu caso o V, amigo dos seus pais… Parece que está metido no imbróglio, não é?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Pois… – sussurrou o homem, jovem, na casa dos 26 anos, ainda acanhado na presença do advogado. – Contei o caso aos meus pais… foi o V. que me valeu, mas o prazo está a terminar e eu ia mesmo aceitar a decisão…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;-Deixe-se de rodeios, homem, e diga lá…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Ele tirou uns papéis do bolso, amarrotados, vendo-se bem que andaram de mão em mão, e entregou-os ao advogado, mantendo os olhos no chão, como se estivesse a fazer algo de que se envergonhasse. O advogado pôs os óculos de ver ao perto, acendeu o candeeiro que tinha sobre a secretária, começou a ler, a ler… e a franzir o sobrolho, assumindo um ar preocupado. Leu a última página e exclamou:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Então você assume que furtou a máquina fotográfica e agora quer o quê da decisão que o manda para o olho da rua!? Um polícia não deve ser ladrão… Mas diga lá!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;O homem, a custo, levantou os olhos e fitou os do advogado, ainda incrédulo com o que acabara de ler. Titubeando, lá foi dizendo que foi o oficial do exército, destacado na Polícia, nomeado instrutor, que o pressionara muito para admitir o furto da máquina fotográfica que um camarada tinha deixado, por esquecimento, na caserna, que assim ficava tudo resolvido, não havia mais investigação, o que era saudável para o ambiente daquele corpo de polícia…. Afinal foi no dia em que ele estava de serviço e entrou sozinho na camarata que o objecto desaparecera… E ele confiou e confessou!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Você deve gostar muito da polícia e do trabalho que faz… – exclamou o causídico, hilariante. – Andam não sei quantos camaradas seus a dizer a todo o mundo que a vida é dura, ser polícia é um risco, ninguém os reconhece e você está disposto a tudo para preservar o «bom ambiente» …Tem jeito para herói… Mas afinal ficou com a máquina ou não?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;O homem voltou a baixar os olhos, ficou pensativo e disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;-Eu só confessei para que não houvesse desconfianças em relação aos outros camaradas e julgava que o assunto ficava resolvido com uma simples repreensão…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Você, homem, desculpe que lhe diga, é ingénuo ou faz-se! Olhe, faltam 48 horas para apresentar recurso contencioso do acto administrativo do Comandante Geral da Polícia…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Safe-me, senhor doutor! – disse o homem agora quase a chorar. – Tenho mulher e filho para sustentar e a casa para pagar ao banco… quem é que me dá trabalho sabendo que me mandaram embora da polícia como ladrão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Pois, nisso tem razão, mas você confessou…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Aquelas 48 horas foram muito penosas para o advogado. A questão era: Como safar um ladrão que, ali, diante dele, apenas admitia que confessou o furto, mas não dizia directamente que não o praticara… alguma coisa escondia. Pensou no V., homem sério, que o recomendara, mais por causa dos pais do que por ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Arguiu no Supremo Tribunal Administrativo a nulidade do despacho do Comandante Geral da Polícia por razões de ordem formal (afinal, tecnicamente, o despacho padecia do vício de falta de fundamentação da decisão…). O acórdão, passados meses, anulou a decisão e mandou reintegrar o polícia, que ficara suspenso do exercício de funções.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Voltaram a falar, advogado e polícia, que passou a aparecer no escritório daquele fardado a preceito, como se estivesse preparado para mais um dia especial na vida dele… Ficavam pendentes, face à decisão, duas questões: o pagamento dos salários relativos ao tempo da suspensão e como proceder no processo disciplinar, reaberto na sequência da decisão do Tribunal. A ambas o advogado deu sequência, sendo que, por proposta do polícia, os honorários devidos só poderiam ser pagos depois de receber os salários atrasados e após ter pago ao banco e as outras contas, e no inquérito deveria responder que não furtou máquina fotográfica nenhuma (afinal, a única prova de que furtara era a sua própria confissão…).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Por falta de provas, o processo disciplinar foi arquivado, ganhando a polícia um agente sem mancha. Depois de tramitado o processo, recebeu tudo a quanto tinha direito relativo ao período de suspensão (enquanto foi respondendo ao processo disciplinar foi recebendo salários e pagando as contas, menos ao advogado…).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Tudo concluído, desapareceu, nunca mais mostrou a farda nem deu sinal de vida. Também não pagou ao advogado os respectivos honorários&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;, embora tivesse recebido os salários atrasados... Foi o V, uns tempos mais tarde, que lhe disse: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;- Doutor, você safou um ladrão! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6831372082108918108?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6831372082108918108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/doutor-voce-safou-um-ladrao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6831372082108918108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6831372082108918108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/11/doutor-voce-safou-um-ladrao.html' title='Doutor, você safou um ladrão!'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-2570536853224536767</id><published>2009-10-23T23:36:00.003+01:00</published><updated>2009-11-02T14:57:25.723Z</updated><title type='text'>Todo o homem é como um sopro.</title><content type='html'>Pois é! Escondemos que a vida é muito curta e fazemo-lo de muitas maneiras: encobrimos as cãs, esticamos e bronzeamos a pele, interiorizamos que duraremos para além da nossa sombra… É tão angustiante não sabermos a duração dos nossos dias! Nem sequer podemos sabê-la por estimativa. Essa coisa das médias é muito enganosa! A idade média de vida para os homens portugueses é de… tantos anos! 77, 78, um pouco menos, um pouco mais? A certeza das médias é pouco porque eu conheço uma pessoa que tem 104 anos e continuam a morrer pessoas que ainda não chegaram aos 20…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumo que, se soubéssemos a duração da nossa vida, teríamos uma outra atitude em relação à acumulação de riqueza e não viveríamos angustiados por não sabermos a que mãos vai ela parar. Sim, não sabemos. Há muita gente doente por causa disso. Se a vida é tão curta e, alguns, em pouco tempo, acumulam tanta riqueza, o melhor é distribuí-la ou, pelo menos, pô-la ao serviço de todos. Na volta, a vida (resumida na riqueza), vai parar às mãos mais estranhas que possamos imaginar. É verdade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou promover a venda dum apartamento (não estou aqui a fazer negócio) que um homem comprou há mais de 40 anos; aliás, o homem vivia numa casa arrendada (renda baixa, congelada por Salazar, numa parte bonita de Lisboa) e comprou não um mas dois apartamentos nos arredores da capital. E arrendou-os. Estava ali o futuro do único filho. Não sabia o limite dos seus dias, mas também não vivia angustiado quanto ao destino dos bens: queria-os para o filho! Mas estava enganado. Arrendou, perdeu. Dali o filho não tirou um cêntimo e também já morreu, solteiro, sem filhos. Guardado está o bocado para quem o há-de comer. No banquete vão participar o Estado (nós todos, através do fisco), o inquilino que quer comprar barato e um estranho (sabem que às vezes um estranho fica com a riqueza acumulada, os resquícios do sopro esgotado, e não foi para isso que trabalhámos?), que até pode ser um parente próximo ou distante, mas estranho (daqueles que aparecem para a repartição do espólio!).&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;São os outros que nos chamam a atenção para o facto da nossa sombra se estar a extinguir. Fica o sol a pique (o peso dos anos sobre a cabeça…) e …pás! E fazem-no, a maior parte das vezes, evocando factos da experiência comum: «O meu neto vai entrar na universidade! Parece que foi ontem que nasceu…». Mas antes disso (já agora, a propósito de netos), noutra fase, quando ainda se julgam no apogeu da vida (mas já são avós), perguntam: «E os netos, quantos são!». Se respondemos: «Não, ainda não temos…» observam: «Mas olhe que já é tempo…». Como se os putativos avós tivessem culpas por estarem a envelhecer… sem netos! Mas o que querem é que envelheçamos com eles. A tendência é para envelhecer com outros velhos, sem netos para ver (ou porque os não têm – não há renovação geracional suficiente – ou porque não querem distribuir-lhes a riqueza (ou porque, pior ainda, não a têm para distribuir…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais constrangedor nisto tudo é encontrar um velho amigo, um antigo colega da tropa ou de trabalho, depois de muito tempo de separação, que pergunta, depois do cumprimento efusivo da praxe: «E, então, já tens netos?». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles olham, olham, vêem as rugas, as cãs … (como se estivessem defronte do espelho, num exercício de memória) e ficam prisioneiros da sua própria condição de avós e de duas, uma: desfiam o novelo das gracinhas ou das patifarias (depois depende do grupo etário em que enquadram os netos…). E acham que, por bem e por mal, todos da idade deles têm que passar por isso. Ao menos, nominalmente, envelhecem com os netos ao lado… mesmo que eles, quando começam a dar conta do seu destino, nunca apareçam senão em dias certos, para receber a mesada…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-2570536853224536767?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/2570536853224536767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/todo-o-homem-e-como-um-sopro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2570536853224536767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/2570536853224536767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/todo-o-homem-e-como-um-sopro.html' title='Todo o homem é como um sopro.'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-8464846582478843783</id><published>2009-10-23T20:26:00.001+01:00</published><updated>2009-10-23T22:00:46.232+01:00</updated><title type='text'>Basta a cada dia o seu próprio mal!</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Não podemos fugir dos compromissos essenciais à existência. Como é óbvio! Se fugimos, desistimos de viver, o que é o mesmo que estar enterrado, andando por aí… Há muitos mortos andantes, que se levantam todos os dias e não sabem o que fazer, não sabem como ocupar o tempo. Encalham no sofá, à mesa do café, na roda dos amigos de sempre, também eles andantes sem ânimo, à frente do ecrã… Deixaram de sonhar! E sonhar é projectar o amanhã imediato, aquele que começa quando o sol nasce ou o «relógio biológico» ordena que se saia da cama. Por difícil e sombrio que seja o dia ao amanhecer ou ao levantar não devemos «inventar» outros males, outros dias sombrios e difíceis que provavelmente se seguirão. Com as dificuldades do amanhã governo-me bem! Com as de hoje vou lidar o melhor que souber (por isso é que vale a pena ter referências, valores, ideologia: nesse quadro sabemos como funcionamos e não andámos à deriva ainda que o mar se encapele e ruja mais do que é costume…).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Tinha «programado» o meu dia de hoje (não é mal nenhum fazer a agenda do dia seguinte…) duma certa maneira e deitei-me sereno, impetrando a Deus (depois dos agradecimentos pertinentes e sempre devidos) que, se acordasse, tudo se passasse exactamente como planeara. Nós somos assim, e é humano e natural ser, cada um, exactamente assim: Deus manda, é soberano, faz como quer, mas… nós é que pomos e dispomos! Depois vêm as consequências: se corre como queremos, como planeamos, fica tudo em cima, eleva-se aos píncaros a auto-estima; se o mal vem em dose dobrada (nada correu como tínhamos previsto, logo ao sair da cama torcemos um pé, ou temos um treçolho no olho esquerdo, ou queremos escovar os dentes e doem as gengivas… aqui d’el Rei que o mal é muito, amanhã vai ser pior, porque a começar assim só pode ser pior amanhã… As mais das vezes o mal (o que não queremos, ou a forma como tudo acontece exactamente contrária à que projectáramos…). Porque será que agimos sempre assim: o mal e a caramunha?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não dormi tão bem quanto queria e, de madrugada, vociferei: vai-me correr mal o dia! Ainda tentei conciliar o sono mas não tardou que, em casa, começasse a azáfama (acende luz, apaga luz, abre torneira, fecha torneira, liga secador, desliga secador…) e o ambiente ficasse prenhe do cheiro a …pão torrado! &lt;/span&gt;Ah… &lt;span lang="PT"&gt;Não há mal nenhum em ter dormido pouco (e mal…): «Toca a levantar e aproveita o momento» – ouvi dentro de mim. Fiquei apenas com o «mal» de ter acordado cedo, esqueci-me que isso representaria mal-estar pelo dia fora, e outros males que tenderia, noutras circunstância, a trazer (ou antecipar) do futuro. «A cada dia o seu mal», repeti interiormente. Vesti o fato de treino, tirei o carro da garagem, fui levar a minha filha à estação do comboio, apanhei um jornal diário gratuito, actualizei as notícias, comi pão com doce de tomate, vi o correio electrónico… e voltei para a cama um hora depois…O pior é que às 9 horas e 22 minutos o carteiro tocou à porta, quando o costume é apenas fazê-lo à hora do almoço… Recebi o correio em pijama e a resmungar: «Logo hoje, homem, que acabei de me deitar e estava no primeiro sono, toca à campainha (tocou duas vezes…) dessa maneira… não sou surdo…». «Desculpe», disse-me, «mas vim cedo para fugir à chuva…». Compreendi e disse-lhe: «Sabe, hoje tinha intenção de só me levantar a horas de poder estar em Lisboa às 13 horas…» (o homem nunca me tinha visto de pijama aquela hora, mas também nunca tinha aparecido com o correio tão cedo…). E ficou ali enterrado o «mal»! Noutras circunstâncias anteciparia o mal do dia seguinte: «Amanhã, se quiser dormir até tarde, não posso… estes carteiros, que vêm à hora que querem, sem avisar…».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-8464846582478843783?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/8464846582478843783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/basta-cada-dia-o-seu-proprio-mal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8464846582478843783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8464846582478843783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/basta-cada-dia-o-seu-proprio-mal.html' title='Basta a cada dia o seu próprio mal!'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-1338921865905542967</id><published>2009-10-21T15:59:00.000+01:00</published><updated>2009-10-21T15:58:23.268+01:00</updated><title type='text'>A propósito da carta (ainda) sem resposta.</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;Alguns amigos ficaram solidários comigo e manifestaram mesmo disponibilidade para «levar a carta a Garcia», querendo, para tanto, conhecer o destinatário. Por ora não é possível, por razões de natureza pessoal, que não de ordem legal. A carta é minha, não lhe firmei qualquer confidencialidade e, quando se reporta a factos, é verdadeira, quando se movimenta na subjectividade, resulta da análise mais séria que fui capaz de fazer sobre uma situação que tem tanto de dramática, quanto de &lt;i&gt;&lt;span style='font-style:italic'&gt;nonsense&amp;#8230;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;Tratando-se, como se trata, dum tema delicado e que envolve duas pessoas (mãe e filho, já que a filha, engenheira, se reconciliou com a mãe), separadas desde 1972 (nessa altura, quando o pai o separou da mãe, já tinha ele cerca de 15 anos), apesar de tudo, chegará o tempo em que «outros Garcias» farão chegar, esta ou carta de idêntico teor ao destinatário, apelando-lhe a que dê uma única (única, já não impetro mais) oportunidade ao amor de mãe (estando ela velhinha na idade, está quase virgem no amor que tem para dar).&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt'&gt;Nas próprias palavras dela (sic), escritas pelo seu próprio punho há não poucos anos, eis o que de relevante podemos conhecer, agora, sobre este drama:&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style:italic'&gt;«Queridos filhos, (&amp;#8230;) e (&amp;#8230;), que a Paz de Deus reine em vossos corações, e que se encontrem bem de saúde, na companhia do vosso pai, é o que vos disejo, eu pela Graça de Deus cá vou indo como Deus permite, com a Paz de Deus no coração mas com muitas saudades vossas, porque nunca sairão nem vão sair até que vossês não voltem para casa, eu quero que vossês saibão que o meu amor por vós, e as saudades cada vez aumentão mais, mesmo vendo com os meus olhos, e houvindo com os meus houvidos, tudo quanto se tem passado e dito contra mim com mentira, o meu amor por vós é o mesmo, e que saibão que nunca vai mudar, porque sou vossa mãe, e o amor tudo sofre, e tudo suporta, e estou esperando que Deus vos abra o entendemento para que possão ver toda a verdade, e então vão compreender que a vossa mãe não é aquela mulher que vos têm descrito na vossa cabeça, nem tão pouco defamei fosse, quem fosse, mas sim quem me acusa, essa sim, todas as defamações que ela vos meteu na cabeça acusando-me que fui eu que disse contra vossês, e o vosso pai, foi ela que me disse para mim e para mais alguém, acusando o vosso pai de tudo isso, e muito mais, mas como eu nunca aceitei essas acusações, então resolveu fazer ao contrário, e assim vos enganou aos três e conseguiu desmanchar o nosso lar, mas Deus é grande, e vai por tudo na luz e fazer justiça, que é isso que eu peço a Deus, e então vossês vão saber quem é a vossa mãe, quem é que fala verdade, quanto eu vos amo, quantas lágrimas tenho chorado, por vossês, que tenho a minha saúde arrombada por tanto sofrimento e calunias que me têm posto, e mesmo assim continuo a amár-vos da mesma maneira, e vossês sabem que fiz tudo quanto estava ao meu alcance para vossês virem para casa, não quiserão, até me tratarão mal quando fui lá à loja e não me deixarão entrar, nunca fui buscar nem um sentavo do que me pertence, para vossês se poderem sustentar, e estudar, com a minha metade, porque vossês sabem que metade é meu, sabe Deus as dificuldades que eu tenho passado, mas Graças a Deus que me tem ajudado, e hoje, posso dizer, e vossês também sabem que é verdade, que se vossês estudarão, e são o que são, foi com a minha metade, e agora têm gásto, o que têm gásto no Tribunal foi porque quizerão ir para lá, porque vossês sabem bem que é tudo mentira aquilo que me têm acusado, acho que já é tempo de abrirem os olhos e verem a verdade, e não gastarem o dinheiro naquilo que não é pão, porque um dia pode fazer falta, e Deus sabe, e vossês, e o vosso pai, também sabem, que eu nunca conheci outro homem na minha vida, e graças a Deus sou respeitada e estimada por toda a gente que me conhece, tanto familia de parte, a parte, como outras pessoas, porque já aqui moro desde solteira e não ando dentro de nenhum saco, por isso tenho a minha consciencia tranquila que tudo que me acusão é mentira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT style='font-size:12.0pt;font-style:italic'&gt;E agora vou terminar muito mais tinha para vos dizer, mas espero ser breve, quando quizerem estou ao vosso dispor, com o coração, e amor, e os braços abertos para vos receber, e pronta para tudo que vos seja preciso, disejando-vos as mais ricas bênçãos de Deus, muitos beijos da vossa mãe  muito amiga que não vos esquece (&amp;#8230;)». &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-1338921865905542967?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/1338921865905542967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/proposito-da-carta-ainda-sem-resposta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1338921865905542967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/1338921865905542967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/proposito-da-carta-ainda-sem-resposta.html' title='A propósito da carta (ainda) sem resposta.'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6120677367400729239</id><published>2009-10-20T20:05:00.001+01:00</published><updated>2009-10-20T21:13:21.057+01:00</updated><title type='text'>Publicidade, Sr. Saramago?</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Ontem, quando partilhei com alguns amigos o meu primeiro contacto (não será o último, mas não vou a correr comprar o livro… há-de baixar para preço compatível porque não prevejo que a polémica lhe permita vender 50 mil exemplares… já foi tempo em que vender 100 mil era fácil…) com a obra última de Saramago, a tal que se designa CAIM (uns acentuam, outros não; parece que Saramago escreve CAÍM na capa…), ainda não conhecia o teor das declarações do dito cujo, que é Nobel da Literatura, acerca da natureza da Bíblia e das suas consequências (nefastas, no seu entendimento) para a Humanidade. Seríamos diferentes, segundo ele para melhor, se não houvesse essa «coisa», escrita durante mil anos, que põe na cabeça das pessoas, entre outras coisas, que deus (eu grafo Deus, ele deus) criou tudo o que existe em seis dias e depois descansou… até hoje, porque não se interessou mais pela criação, incluindo o Homem. Entre outras afirmações, designadamente as que se referem a Deus como uma ideia na cabeça de cada pessoa (fora dela não há Deus…) e à barbárie que a Bíblia proclama, no fundo «retratando» o que o homem é em si mesmo, o senhor, proclamado pela Academia Sueca Nobel da Literatura, lá foi vociferando o que quis, do alto da sua cátedra, acerca dos malefícios da ideia de Deus e das cruentas experiências que a Bíblia relata, umas quantas levadas a cabo a mando de Deus…&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;No meu texto dizia o seguinte: &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;«(...) Andando, deparei-me com a novidade da Caminho, o Caim, de Saramago... Li a contracapa e achei esquisito que transcrevesse um texto do Livro Aos Hebreus, do Novo Testamento, indicado o respectivo capítulo e verso. Abri o livro e fiquei chocado (embora deste Nobel da Literatura se possa esperar a maior falta de respeito seja por quem for... tem um elefante na barriga... ou um convento no memorial...) pois no interior, logo na folha de abertura, transcreve o mesmo texto e diz que o citou do «Livro dos Disparates» (acho que é assim que ele designa aquele livro do Novo Testamento...). Passei de imediato à leitura e fiquei-me pelo primeiro parágrafo. Simplesmente chocante... E mais não digo (porque também não li...) até que tenha coragem para enfrentar o homem, cara a cara, lendo-o desconfiadamente e esperando a par e passo uma enormidade contra os valores &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em que acredito... Como" st="on"&gt;em que acredito... Como&lt;/st1:personname&gt; fiz quando publicou o Evangelho Segundo Jesus Cristo, treslendo os apócrifos para vituperar os fundamentos da fé cristã e evangélica... (…)»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:Arial;font-size:12;" lang="PT"  &gt;«PS: Se gostam de Saramago como escritor, comprem CAIM; se, como leitores, estão habituados a ser respeitados pelos autores, pensem duas vezes (mesmo que, no caso, não sejam nem cristãos nem judeus... apenas leitores a quem ninguém falta ao respeito...)».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Alguns dos meus amigos, reagindo ao meu texto (afinal um extracto duma crónica destinada, em primeira linha, aos meus amigos da SanzalAngola, onde debitamos conversas) deram-me alguns sinais, que merecem reflexão, quer cada um de per si, quer integrados numa reacção possível à atitude do dito literato. Ei-los: &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;«Confesso que nada li sobre "O Caím" de Saramago, apenas ouvi dois ou três disparates no noticiário. O que se me oferece dizer é que pela sua idade não lhe faltará muito tempo para se encontrar com a Realidade que agora despreza, todavia será já tarde demais para reparar os seus erros, preocupa-me, contudo, a sua influência nos incautos. Por um lado, gostaria de o ler para ver o verdadeiro alcance de tais abusos, mas, por outro, hesito para não favorecer os seus lucros, enfim ainda não sei que fazer; mas gostaria de o ler, para denunciar e refutar, com fundamento, tais brutalidades, é facto.» &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:Arial;font-size:12;" lang="PT"  &gt;«Detesto esse escritor»&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Arial;"&gt; - escreveu outro. &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;«Estamos demasiado calados face a estes ataques diabólicos contra o Livro que amamos como Palavra de Deus»&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; – considerou o terceiro amigo meu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Cito outra reacção: &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;«Quando ouvi as "Barbaridades", deste senhor, lembrei-me das palavras, do comandante do Titanic... e todos sabemos, o que aconteceu ao TITANIC! Misericórdia, Senhor! Palavras de JESUS: "Pai, perdoa-lhe, porque não sabe o que faz e o que diz"»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;E, finalmente, escreveu outro amigo meu: &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;«Infelizmente calhou a Portugal albergar Saramago. Não lerei Caim. O meu dinheiro não alimentará a cascata de disparates que esse senhor escreve sobre a Bíblia, que é a Palavra de Deus. Lamento-me porque comprei o livro dele, "Evangelho de Jesus Cristo" – que não cheguei a meio da leitura. O Senhor o repreenda! Tem magoado a alma dos verdadeiros cristãos, esse aprendiz de escritor. São sinais dos tempos».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Dir-me-ão: Reacções religiosas, de pessoas crentes, que tomam a Bíblia Sagrada como Palavra de Deus. Certamente. Saramago sabe que são milhões os que tomam a Bíblia como tal e que fazem dela (ou da mensagem que ela própria é) a sua referência ideológica, que estrutura o seu pensamento, a sua mundividência, terrena e para além da vida terrena. Não é pouco! Por isso, pôr em causa, gratuitamente, sem o mínimo de consistência argumentativa (apenas alardeando o seu ateísmo totalitário, bebido na cartilha mais retrógrada do marxismo-leninismo, ideologia que justificou a mortandade que todos conhecemos, menos o senhor Saramago, que nestas e noutras coisas se faz de ignorante, sendo-o, verdadeiramente, em relação à revelação bíblica, que apenas treslê na sua literalidade, sem preocupações de exegese séria, para a qual, aliás, nem sequer está preparado, como bem anotou um distinto dignitário da Igreja Católica, que ele, avesso ao contraditório, logo apelidou de frívolo…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Ignoro se esta investida contra a «ideologia cristã» faz parte dum «plano publicitário» para vender a obra Caim. Se faz, está errado. Porque não respeita os valores de muitos milhares dos seus concidadãos, porque não mudará as convicções dos que crêem em Deus, porque lhe bastava escrever bem, sobre o que quisesse, no exercício pleno da sua liberdade, – mesmo contra a Bíblia e não seria o primeiro (nem o mais eficiente…), nem o último – sem se valer da projecção pública que tem (não merece, pelos exemplos de arrogância que tem dado, que os microfones do mundo lhe projectem a maldade intrínseca contra as coisas de Deus…) para vilipendiar sem apelo nem agravo (aqueles que ofendem não têm por hábito retaliar, preferem conclamar atitudes de perdão para o ofensor…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Mesmo assim, eu vou, como disse, ler «CAIM» … mas depois de comprá-lo a preço módico! É a minha única atitude de «vingança»! O lucro certamente ser-lhe-á garantido pelos ateus, como ele, e pelos que se revêem nestas diatribes inconsequentes que demonstram que quem aprendeu as ideias totalitárias disfarça mal a tendência para desrespeitar os outros…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6120677367400729239?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6120677367400729239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/publicidade-sr-saramago.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6120677367400729239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6120677367400729239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/publicidade-sr-saramago.html' title='Publicidade, Sr. Saramago?'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5488893849540853695</id><published>2009-10-20T10:39:00.001+01:00</published><updated>2009-10-20T10:42:46.546+01:00</updated><title type='text'>Uma carta (ainda) sem resposta...</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Tenho sobre mim uma carga enorme! Queria aproximar uma mãe dum filho que ela ama, mas não tenho tido êxito. Receio que ela parta desta vida triste e o filho fique, para sempre, roído de remorsos por não ter dado oportunidade ao amor de mãe. Minutei e enviei uma carta, que agora levo ao conhecimento de quer quiser levar esta carga comigo. Carta sem resposta! É o silêncio dum homem com prestígio social, com filhos, mas incapaz de dar lugar ao perdão… Em criança ensinaram-lhe que o perdão é sinal de grandeza, não de fraqueza; mas esqueceu-se…Infelizmente. Se o povo tivesse sempre razão, diria com ele: «Cá se fazem, cá se pagam…». Só em certo sentido é assim. Preferia que cá se fizesse mais pelo amor e cá se recebesse mais o que é consequência dele…&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;«Sr. Dr. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Tenho o assunto em mente há muito tempo e, ultimamente, não passa um dia em que não pense nele e no sofrimento que lhe está directamente associado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Falo da sua mãe, (…) que a vida colocou no meu caminho, por razões puramente profissionais, como sabe, e por quem tenho, hoje, grande respeito e admiração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Não venho historiar as razões jurídico-processuais que se discutiram em tempos muito remotos, nem falar dos incidentes, talvez desagradáveis ou incompreensíveis, muitos deles com marcas nas nossas recordações, em particular nas daqueles que estavam mais próximos das partes; quando tratamos os temas sob uma perspectiva profissional, é mais fácil apagar os vestígios menos bons da tramitação dos processos, mas o problema é que, por dever deontológico, nós, os advogados, mas também, certamente, os médicos, como o senhor, estamos vinculados à defesa dos direitos humanos, contribuindo para que não sofram os cidadãos, seja por que motivo for, e isso tem uma envolvente ética indelével, que nos marca a vida e também nos faz co-sofredores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Apesar de ter arquivado os respectivos dossiês há muitos anos, eu próprio guardo na memória momentos menos conseguidos no protagonismo processual, necessário, como ambos sabemos, para alcançar a justiça que consideramos melhor para os interesses que patrocinamos, os quais, à luz do que sou e sei hoje, provavelmente agiria doutro modo, evitando excessos de forma, procurando melhor e mais eficientemente a substância. Passou tanto tempo, meu Deus! Lembro-mo que, quando a Sr.ª (…), sua mãe, me contactou pela 1ª vez, estava o primeiro processo &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em curso no Tribunal"&gt;em curso no Tribunal&lt;/st1:personname&gt; da Boa Hora, cuja iniciativa não fora dela, como se lembrará, acabara de nascer a minha filha mais nova, que já se licenciou e exerce a profissão de Enfermeira… O tempo voa, sem nos darmos conta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Eu sei, Sr. Dr. (…), que todos erramos. A sua mãe, eu próprio, o senhor, alguma vez cometemos um erro, e sofremos as consequências, assumindo-o ou não. Mas a sua mãe, estou certo, na sua simplicidade, nas suas poucas letras, na sua forma de ser e estar na vida, pautada pelos valores próprios da sua fé, que mantém, procurou fazer o seu melhor. Ficou mais pobre de tudo, num determinado momento da vossa vida, mais pobre nos valores que animam o Homem – a família, os filhos, tudo o que isso representa. Tenha cometido o que erro que cometeu, não é caso que mereça, entre nós, castigo para sempre! Há espaço, há tempo, há razão para ser indulgente, para desculpar, para sarar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;É verdade que ainda me perguntei por que não tomou ela, na altura própria, iniciativas judiciais, em especial, para reatar, no tempo próprio, o contacto convosco, consigo e com a sua irmã, num tempo em que certamente era crucial não se distanciarem os parentes nem se alienarem os vínculos afectivos, por ténues que fossem. Fui entendendo, ao longo do tempo, que sendo o que ela mais queria – ter os filhos, conviver, fazer o seu papel de mãe – não estavam ao seu alcance, nas circunstâncias concretas, os meios para tão difícil missão. Se permite a opinião de quem perdeu a mãe antes dos 15 anos, e até hoje chora por tê-la visto partir tão prematuramente, não ter mãe é muito triste!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Ao longo dos anos, sempre que falei com a sua mãe, D. (…), a vossa lembrança era obrigatória e manifestava-se nas lágrimas choradas, no coração contristado, nos lamentos de mãe. Muitas vezes pensei em desistir do patrocínio – muito trabalhoso e exigente, como sabe, nas situações em disputa – tamanha era a carga que tinha de suportar, traduzida &lt;st1:personname st="on" productid="em tristeza profunda. O"&gt;em tristeza profunda. O&lt;/st1:personname&gt; pior é que, para além das soluções jurídicas que lhe podia sugerir, não tinha meios para a ajudar eficientemente. Ela pedia pouco, mas muito importante: queria ver os filhos, falar-lhes, explicar-se, sei lá, desculpar, ser desculpada… não queria, porém, vê-los envolvidos nas teias da justiça, mesmo que isso implicasse, como implicou, ficar arredada do convívio dos filhos, à altura ainda menores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Veja bem, Dr. (…), fiz o que pude, aconselhando, ajudando, animando, perspectivando-lhe, como última ratio, que o futuro, o decurso do tempo, quiçá a nova geração saída do seu sangue, encargar-se-íam de aclarar tudo, trazer os filhos de volta, retomar contactos, recuperar afectos, o tempo perdido… Ela não tinha outra saída e… acreditava, chorando, chorando sempre!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Não posso precisar quando, mas decorreu muito tempo entretanto, a D. (…), sua mãe, disse-me que, ao menos, gostaria de saber dos seus netos, vê-los, poder ser avó. Dei-lhe conselhos, sugestões, voltei a propor-lhe a via judicial (desculpar-me-á mas nunca perdi a noção de que era advogado e que, para nós, esse recurso nunca está descartado). «Nem pensar, nem pensar», era a resposta pronta dela. Um dia, face ao conhecimento que teve do nascimento da neta, filha da sua irmã, falou-me do seu desejo em conhecê-la. Sugeri-lhe que fizesse um presente, obra das suas mãos, da sua inteligência, e lho fosse levar… Oh! E as dificuldades que isso representava! Mas o amor, o sangue, o meu estímulo, firmaram-lhe os pés e lá foi… Fiquei tão feliz como se o assunto fosse pessoal, da minha família! Vê-la num processo difícil, doloroso, de aproximação à filha, com a visão no futuro ali presente, a neta! Há milagres se os deixarmos acontecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Por outro lado, ela, a sua mãe, tomou várias iniciativas, infelizmente não tão bem sucedidas, para falar com o filho, consigo, Dr. (…), cujo malogro a deixa tão infeliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;A D. (…) nasceu em 1928; vai, por isso, este ano, completar 81 anos de idade! Não tem muita saúde. Sei, porém, que continua a acreditar que Deus não a chamará para si sem lhe permitir, por momentos breves que seja, falar consigo, Dr. (…), o seu filho primogénito, que ela, como sabe e pode, ainda ama, falar e conhecer os netos, os seus filhos, Dr. (…), por quem pede a Deus para que cresçam e vivam felizes com os pais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Sei que pode considerar – e está nesse direito! – a minha iniciativa, no mínimo, ousada, já que a sua mãe, peremptoriamente, sempre recusou exercer os seus poderes-deveres por via de uma qualquer decisão judicial, mas, para também aliviar a minha carga, o peso da minha dor, sugiro-lhe que medite e não impeça o milagre que esta anciã, sua mãe, avó dos seus filhos, quer que aconteça na vida dela, que já não será, na lógica humana, tão longa quanto a sua, a minha, a dos nossos filhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Esse desejo, esse sonho é tudo quanto lhe resta e lhe traz ainda o ânimo para viver, porque, não fora isso, estou certo preferiria que o Senhor a chamasse, que lhe desse morada na casa celestial como prometeu, onde cessa o choro, onde acabam as lágrimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Deixe-me terminar dizendo o que ambos bem sabemos: só a verdade tem potencial para nos manter livres! Podemos chegar a ela de muitas maneiras: o perdão, a desculpa, a bondade, a misericórdia, o bom senso, o que de melhor temos dentro de nós podem ser meios para tanto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:14;" lang="PT" &gt;Ademais, mãe é mãe, e prevalece o mandamento (nós assumimo-lo, em consciência, como regra de vida, independentemente da filosofia que adoptemos…) de que, para que a vida nos sorria, nos vá bem, tenhamos o respeito dos nossos filhos, lhe devemos honra; mas, sendo humano e compreensível, violar esse dever, não é de maneira nenhuma sensato, pensando no nosso amanhã como pais, mantermo-nos nessa atitude. Por ela, por si também, se me permite, pelas gerações novas e futuras, que herdarão, seguramente, também esta parte do vosso legado, o digo.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;          &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;José Manuel Martins&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5488893849540853695?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5488893849540853695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/uma-carta-ainda-sem-resposta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5488893849540853695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5488893849540853695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/uma-carta-ainda-sem-resposta.html' title='Uma carta (ainda) sem resposta...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-8364032447466720762</id><published>2009-10-19T20:15:00.002+01:00</published><updated>2009-10-19T21:37:10.913+01:00</updated><title type='text'>Hoje fui a Lisboa...</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Hoje fui e vim a correr a Lisboa! Se quiserem, fui num pé e vim no outro... Não se decide todos os dias ir a Lisboa, embora daqui lá seja um instante (demora mais ir do Bronx a Manhattan de metro...): usando o moderno (já tem 10 anos, afinal...) comboio da Ponte 25 de Abril, chega-se da Amora a Entrecampos em 23 minutos. De carro, nunca se sabe o tempo que leva... &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;A ideia de ir surgiu quase de modo espontâneo: «Vamos a Lisboa deixar o carro na oficina para revisão e inspecção, e damos por lá uma volta?», sugeri eu à minha mais que tudo. «Vamos! Nem é tarde nem é cedo... hoje o tempo, ameno, ainda nos vai permitir uma passeata pelas ruas de Lisboa... antecipamos o Natal e ouvimos já os vendedores de castanhas assadas a dizer que "uma dúzia são dois euros", o que é caríssimo...», assentiu ela, feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Só tínhamos um destino conhecido – o representante da marca do carro. Quando entrámos &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em Lisboa (Amoreiras" st="on"&gt;em Lisboa (Amoreiras&lt;/st1:personname&gt;, túnel do Marquês - o do Santana, do Carmona... sei lá, dos Lisboetas que têm de o pagar...), Fontes Pereira de Melo, Saldanha... «Menina, ficas aqui, queres?» – disse eu, olhando para as portas do Centro Comercial do Saldanha (aquele que, em parte, ocupa o espaço do velho Monumental, onde, à mesa, celebrei, em 31 de Outubro de &lt;st1:metricconverter productid="1981, a" st="on"&gt;1981, a&lt;/st1:metricconverter&gt; conclusão da Licenciatura em Direito com o próprio Professor e assistentes que me avaliaram na última prova, às 21 horas... Ah! Ainda guardo o soneto que ele me dedicou, escrito ali mesmo, num guardanapo de papel...). «Deixo o carro, volto a pé e encontrámo-nos aqui...)». «Está bem», disse ela enquanto abria a porta para sair e uns morcões se preparavam para businar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Não demorei nada na oficina nem a lá chegar. Trânsito fluído às 2 da tarde, recepcionista de confiança, foi só entregar a chave e dizer onde estavam os documentos... Vim a pé rumo à Almirante Reis, virei para norte e antes de chegar ao Chile, na Portugália, virei à esquerda e fui por ali acima a mirar Lisboa, aqui e ali decrépita, prédios antigos em ruínas, trânsito intenso, pouca gente, comparando com as grandes metrópoles ibéricas (Madrid, Barcelona ou, mais pertinho de nós, Sevilha, a este, ou Corunha, a norte...)...&lt;br /&gt;Deixei-me imbuir do espírito Outonal que se via nas folhas das árvores tremelicantes, em resistência a uma brisa leve, que refrescava a pele, ainda assim molhada pelo esforço da subida até ao Saldanha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Antes tinha telefonado e dito à minha filha que estávamos em Lisboa e que não contasse connosco para a ir recolher à Estação do Comboio quando regressasse do trabalho. Na minha cabeça forjou-se um plano: antes que a minha mulher se canse de apreciar a moda para o Outono/Inverno (e vai demorar muito tempo até que isso suceda...) meto-me na Almedina e aproveito para comprar uns Códigos actualizados (foi tal a sanha legislativa nos últimos anos que nenhum código resiste actualizado meio ano...). Pensei no Civil (hesitei logo: mas já não está na Assembleia da República um projecto de Lei do Bloco para alterar o regime do casamento, de modo que onde está escrito «Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família...» passe a contar «Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família...». Possa! Se tiram à redacção actual «de sexo diferente»... fico logo com o Código desactualizado!), mas passei imediatamente para o Processo Civil (hesitei também: afinal os Juízes querem suspender o CITIUS e talvez tenham guarida para a sua pretensão no Parlamento... Isso pode implicar a alteração de algumas normas... fica logo desactualizado o Código!)... Quando entrei na Livraria (primeiro perguntei em que piso ficava pois há muito que não ía lá e senti-me desorientado), já só pensava &lt;st1:personname productid="em comprar o Código" st="on"&gt;em comprar o Código&lt;/st1:personname&gt; de Processo Penal... mas pensei: «Não apresentou o CDS/PP um projecto de lei para que os criminosos apanhados em flagrante delito sejam julgados em 48 horas?! Isso vai dar cabo do Código e não tarda tenho que comprar outro, para ficar actualizado (!)». E não vão ser agravadas as penas para os crimes de sangue e alterada a alteração ao regime da prisão preventiva? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Nestas hesitações, comecei por dar uma vista de olhos pela literatura infantil, a oferta e preços disponíveis (dei comigo a comparar com o produto da letras d'Ouro, para este segmento de leitores, que está &lt;st1:personname productid="em divulgação - A Formiga" st="on"&gt;em divulgação - A Formiga&lt;/st1:personname&gt; Irrequieta - e conclui que é competitivo...), passei à literatura, deitei mão ao Bingo!, obra de Esther Tusquets, novidade nos escaparates, mas deixei-o no lugar («No regresso, levo-o», disse para comigo pois ainda não abandonara o propósito de deitar mão a algum Código na Secção de Literatura Jurídica, mais adiante...). Andando, deparei-me com a novidade da Caminho, o Caim, de Saramago... Li a contracapa e achei esquisito que transcrevesse um texto do Livro Aos Hebreus, do Novo Testamento, indicado o respectivo capítulo e verso. Abri o livro e fiquei chocado (embora deste Nobel da Literatura se possa esperar a maior falta de respeito seja por quem for... tem um elefante na barriga... ou um convento no memorial...) pois no interior, logo na folha de abertura, transcreve o mesmo texto e diz que o citou do «Livro dos Disparates» (acho que é assim que ele designa aquele livro do Novo Testamento...). Passei de imediato à leitura e fiquei-me pelo primeiro parágrafo. Simplesmente chocante... E mais não digo (porque também não li...) até que tenha coragem para enfrentar o homem, cara a cara, lendo-o desconfiadamente e esperando a par e passo uma enormidade contra os valores &lt;st1:personname productid="em que acredito... Como" st="on"&gt;em que acredito... Como&lt;/st1:personname&gt; fiz quando publicou o Evangelho Segundo Jesus Cristo, treslendo os apócrifos para vituperar os fundamentos da fé cristã e evangélica...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Passei aos Códigos... Já me tinha esquecido as preocupações quanto à desactualização frequente deles... Estava a apreciar a relação qualidade/preço... Toca o telefone: «Papá, estou à porta de casa e não tenho chave para entrar... deixei-a no meu gabinete de trabalho... não posso voltar a Lisboa para ir buscá-la...» – disse-me a minha filha, aborrecida não tanto por se ter esquecido da chave mas por não estarmos &lt;st1:personname productid="em casa...￼Saí" st="on"&gt;em casa...&lt;br /&gt;Saí&lt;/st1:personname&gt; sem Códigos, a ruminar contra Saramago e até me esqueci do Bingo!&lt;br /&gt;De mãos dadas, desci com a minha mulher a Rua 5 de Outubro, do Saldanha a Entrecampos... Estão por ali, naquelas avenidas que lhe são perpendiculares, obras de vulto, prédios modernos... até a antiga RTP se transmudou &lt;st1:personname productid="em VIP Grand Hotel" st="on"&gt;em VIP Grand Hotel&lt;/st1:personname&gt; de muitas estrelas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Gostei de ver Lisboa de Almirante Reis ao Saldanha e ao 5 de Outubro. Vou voltar com mais tempo, certificando-me que a minha filha, se estiver fora de casa, tem chave para entrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Se gostam de Saramago como escritor, comprem CAIM; se, como leitores, estão habituados a ser respeitados pelos autores, pensem duas vezes (mesmo que, no caso, não sejam nem cristãos nem judeus... apenas leitores a quem ninguém falta ao respeito...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-8364032447466720762?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/8364032447466720762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/hoje-fui-lisboa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8364032447466720762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8364032447466720762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/hoje-fui-lisboa.html' title='Hoje fui a Lisboa...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-8257714207572983157</id><published>2009-10-18T22:12:00.001+01:00</published><updated>2009-10-18T22:13:00.086+01:00</updated><title type='text'>Mecânico por vocação.</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Deslumbrara-o a fácil vida dos últimos trinta dias … O sol despontava cedo, a cidade bulia intensamente, as mulheres aperaltavam-se com pouca vestimenta, a cerveja vinha pelo seu pé, sozinha, em grupo, escorrendo, em gotas geladas, o ar quente com que amanhecera o dia ou caíra a noite… Andara por ali, de explanada em explanada, com vista para o mar ondulado, para o mar calmo, a olhar o Atlântico, a contemplar a baía, deixando-se embalar pela luz do sol reflectida na terra vermelha das escarpas por detrás do porto, enquanto ouvia sinais sonoros dos navios em chegada e partida… Escutara meio mundo. A cerveja e os que com ele quiseram sentar-se para degustá-la fizeram o seu mundo nesse enlace luandense, inopinado, mas que parecia estar-lhe escrito no sangue…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Convencera-se que passaria ali, nesse bem-bom ocioso, os dois anos da sua comissão militar. Apagaram-se os receios da guerra, das consequências dela. Sol, praia, mulheres, sempre de pouca vestimenta, cerveja, cerveja, sim, sim, bem-bom ocioso… Mesmo quando os convivas de circunstância eram militares, a guerra, se a faziam, era noutro mundo, noutro planeta. Não se iludia, pois esquecera ao que viera…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;O Zé Luís saíra da escola, lá nas Beiras, aos doze anos, depois de concluir os primeiros dois anos do curso industrial. Nascera por ali, numa aldeia donde, com um olhar, atravessava a fronteira, e os pais queriam fazê-lo engenheiro. Mas as letras, as letras… o rapaz só se interessava por mecânica, por automóveis, que faziam o seu encantamento. Não dera com o estudo da língua pátria, da história, do francês. Fecharam-se-lhe as janelas da engenharia, mas não as da mecânica automóvel! Por sua conta, muita curiosidade, muita alegria, com a paciência e disponibilidade do tio, sucateiro de ofício, desmontou e montou tudo quanto era motor de carro acidentado, viu-lhes o interior, as divisões, as peças, o funcionamento… Os modelos novos das marcas que vinham de França, da Inglaterra, da América apareciam rapidamente por ali, na sucata… Uma curva mais apertada, já está! Um novo motor, nova tecnologia, desmonta, monta, o Zé Luís estava pronto para competir com os mecânicos da marca…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;As divisas de furriel que ostentava, nas raras vezes que se fardava, e a boa vida eram compensações devidas a esse talento natural. Tudo começara ainda na recruta. Na noite em que o capitão resolvera dar-lhes instrução, ao luar, desempanou-lhe o carro de comando (o capitão não vinha preparado para dormir ao relento e foi um alívio quando ouviu o motor a roncar, à mão do recruta). Tinha boa compleição física, era educado, gostava de conviver e…de mecânica. Transferiram-no para o curso de sargentos, no quartel ao lado, por mérito do capitão, que o fez seu impedido… Não passara um dia inteiro desde que desembarcara e já o capitão, agora major, o convocava com uma proposta muito concreta: «Ficas aqui como chefe do parque -auto. Mando outro atirador em teu lugar…». De novo a mecânica a dar voltas à sua vida. Nesses últimos trinta dias desempanara o carro da mulher do major, da filha, do genro… Coisa fácil. Ficava com tempo livre, vivia solto, bebia cerveja, esquecera o destino, que era a guerra lá no Norte, no mato inóspito. E bebia cerveja, o tempo quente pedia, os dias livres também. A mecânica a e cerveja, a cerveja e os carros, simbiose que o fazia feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;A boa vida acabou, a cerveja não. Acelerou de mais, feliz, o descapotável da filha do major. A temperatura quente, a cerveja fresca, o ar a afagar-lhe o rosto, o ouvido sintonizado com as rotações do motor, a avenida larga… Pum! Estampara-se nas barbas da polícia. O major bem queria, mas não pôde mantê-lo no impedimento. Só parou no Leste, para atirar ao inimigo, para isso fora instruído, não para tratar de motores de automóvel! Agora bebia para esquecer a boa vida, o bem-bom. Por pouco tempo. Até ter oportunidade de mostrar que a mecânica lhe estava no sangue. Bebia com todos, celebrava por tudo, trazia as viaturas operacionais, caíra nas boas graças do comandante… De novo chefe do parque-auto, o atirador! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Ontem o Zé Luís deu entrada, pela mão dum amigo de sempre, no abrigo dos sem-abrigo… Pelo próprio pé inseguro, cambaleante… Tremiam-lhe as mãos, mas o rosto iluminava-se e os olhos brilhavam quando inclinava a cabeça para ouvir o som dum motor &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em andamento… Dissera"&gt;em andamento… Dissera&lt;/st1:personname&gt; ao amigo, há pouco, no trajecto: «Precisa de afinação, precisa de afinação… O motor é bom, mas precisa de afinação…».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Não voltara à vida boa da cidade onde foi tão feliz por trinta dias. Deixara o Leste e andara pelo mundo a consertar motores… a beber cerveja… Dormira no catre, antes de dormir na rua. Não por maldade, ou por ser criminoso. Por bondade, que a cerveja punha a nu. Feliz com ela, deu a assinatura num cheque, pôs lá a da companheira, foram ambos presos preventivamente por maldade de quem lhe pediu para caucionar um senhorio… O amigo tirou-o do catre, demonstrou-lhe a bondade, mas não o livrou dela, da companheira desde o tempo em que foi feliz por trinta dias … Agora levava-o da rua, determinado a tirar-lha. Alimentava o sonho de lhe manter viva a vocação enquanto, um dia de cada vez, lhe matava a companheira, ainda loira, apetecível, que o impedia de ser… mecânico!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-8257714207572983157?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/8257714207572983157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/mecanico-por-vocacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8257714207572983157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8257714207572983157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/mecanico-por-vocacao.html' title='Mecânico por vocação.'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-7379681367112027709</id><published>2009-10-18T11:43:00.004+01:00</published><updated>2009-10-18T11:54:11.140+01:00</updated><title type='text'>Velhice</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Suponho que o tema já tenha sido abordado aqui, no nosso Largo.&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=7379681367112027709#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:12;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Não me lembro e também não vou confirmar. De qualquer modo e com a vossa permissão vou abordá-lo a propósito do testemunho de Esther Tusquets, entrevistada pelo Expresso a pretexto da apresentação do seu romance "Bingo!".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;P. "Bingo!" é também uma reflexão sobre a velhice, sobre o processo de envelhecer...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;R. Sim, sim. Este é o começo do meu interesse literário pelo tema da velhice. As pessoas querem viver, viver, viver cada vez mais. E não sei bem para quê, porque a vida já é suficientemente grande, há tempo para fazer muita coisa. Por outro lado, a velhice é uma coisa sinistra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;P. Sinistra?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;R. Sinistra, sim, Sabes que cada dia ficarás pior do que no dia anterior, E aos amigos, a partir de certo momento, só os encontras nos funerais. É claro que também há coisas pelas quais vale a pena viver, mas não tenho vontade de ficar por cá até aos 100 anos. Parece-me uma ideia absurda».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Não há dúvida que, hoje, ninguém quer morrer (não há regra sem excepção, como sabemos; a TV dá-nos, de vez em quando, notícia de que algumas pessoas querem morrer, mas não se podem suicidar, por incapacidade física, nem têm quem as queira matar, por impossibilidade legal...). Gerou-se nas consciências o mito de que, um dia, a ciência nos perpetuará, sem limite de tempo (no fundo, digo eu, é a ideia de vida eterna, consubstanciada em pressupostos religiosos ou de fé, transferida pelos incréus para o campo das realizações humanas - o homem-deus é capaz de tudo, por isso é sábio esperar...). Há dias fui mostrar um RX dos meus joelhos ao médico especialista &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em reabilitação física. O" st="on"&gt;em reabilitação física. O&lt;/st1:personname&gt; homem exclamou, convencido: «Tem joelhos para mais 50 anos!». A brincar observei-lhe que, sendo assim, podia ir a pé para a... tumba! O homem não se ficou e, cheio de ciência, disse: «O nosso azar (ele terá a minha idade...) foi termos nascido no século passado! Olhe, se tivéssemos nascido hoje, garanto-lhe que até aos 100 anos chegava e os joelhos far-lhe-iam falta para caminhar direito e sem bengala!» Mais convicto ainda: «Não se esqueça disto: nós (referia-se aos médicos e aos «deuses» todos ligados à investigação...) estamos em condições de garantir que, no próximo século as pessoas viverão 150 anos!».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Observei-lhe que, há pouco tempo, tinha assumido o patrocínio duma senhora que, aos 104 anos, herdara a fortuna dum sobrinho de 72... Casos como este são raros: 104 anos, relativa boa saúde, cabeça no lugar, capaz de compreender o fenómeno que lhe caiu nos braços... «Agora ainda são raros, mas em breve isso vai ser muito comum... Viver 150 anos vai ser coisa generalizada...».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Por agora, o que eu vejo é que, em regra, quem chega aos oitenta, «o melhor deles é canseira e enfado»... Ontem fui estar com a minha sogra, que tem 86... Só vi enfado e canseira, nela e nos que gravitam à volta dela, naquele universo de velhos e velhas... Os que vivem velhices activas, úteis, felizes, são poucos e, em regra, são aqueles que a natureza dotou de especial robustez, não os que andam de pé à custa da ciência e dos químicos que ela inventou (quanto mais dura o consumidor, mas ganha o produtor... e os prestadores de serviços associados, que garantem a melhor qualidade de vida aos cansados e enfadados...).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;É mesmo uma ideia absurda perpetuar o enfado e a canseira! O ideal é que cada um morra «em boa velhice, velho e cheio de dias», como aconteceu ao patriarca Abraão... que chegou aos 185 sem recurso aos químicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Compreende-se o «absurdo» da velhice até aos 100, sustentado pela escritora, diante do «enfado e canseira» dos velhos, ou seja, são eles, pela sua postura, que declaram penosos os dias da sua existência...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Nesse estado, precisam de amor, não de «experimentação científica» …&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list"&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="mso-element: footnote" id="ftn1"&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=7379681367112027709#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:10;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:10;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; Texto de conversa entre amigos noutro sítio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-7379681367112027709?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/7379681367112027709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/velhice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7379681367112027709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/7379681367112027709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/velhice.html' title='Velhice'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6576484075633404262</id><published>2009-10-17T22:29:00.001+01:00</published><updated>2009-10-17T22:38:46.473+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;O pretexto é o &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;team&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; mórmon…&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=6576484075633404262#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:14;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=6576484075633404262#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:14;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Estou-me a ver na pele dos elementos da equipa dos «meninos de Deus» que, diante da argumentação dum ateu (?), dentro da sua casa, apontando para a extensão da sua biblioteca – onde tem em destaque a foto do pioneiro do evolucionismo – sustentando que José – autor (melhor, tradutor, do Livro de Mórmon) – era um homem comum e que inventou essa história do livro escondido nas montanhas, onde Deus se revelava ao último do messias, ele próprio, Joseph Smith, ficaram atónitos e vacilantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Afinal o interlocutor sabia do que falava e confrontava uma «teoria» com outra «teoria». No confronto de teorias, normalmente vence aquela cujo caudal argumentativo fluiu mais facilmente. Como é evidente, esses propagandistas estão preparados para vender o produto, evidenciando-lhe as vantagens comparativas – os mais radicais têm-se por vendedores exclusivos do produto de valor absoluto – e fugindo das suas debilidades (quando as admitem, em tese, porque quando, para eles, inexistem, fogem da hipótese como «o diabo da cruz» …). Se o vendedor tem o evolucionismo, por exemplo, para «vender» e acredita, piamente, que o Homem rastejou milhões de anos a fio, antes de se erguer e tirar «as patas» do chão, e para ele não há outra forma de compreender a existência, e o «comprador» recusar o negócio e, por iniciativa sua, lhe propuser a venda do criacionismo, de duas, uma: abandona o «negócio» por ter ficado confundido (com falta de fé, porque ser evolucionista é, também, uma questão de fé…), ou recicla-se e insiste no negócio, agora sabendo que há quem, apesar de não lhe comprar o produto, se propõe vender-lhe outro pretensamente melhor…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Isto para dizer que, às vezes, os vendedores não ganham nada em ser tão assertivos: ou isto ou nada! Se quisermos transportar este «debate» para o campo das crenças de cada um, obviamente que cada qual ficará com a sua… Terá mais sucesso aquele a quem quiseram transformar em «macaco», vendendo-lhe o evolucionismo, e conseguiu que o vendedor lhe comprasse a ideia de que estava ali, com aquele aspecto lavadinho, inteligente, capaz de falar, raciocinar, porque fora no início um monte de pó, moldado à maneira, no qual soprara o Criador o «espírito de vida» … (Ainda se lembram do homem que entrou para vender um aspirador e, à saída, além do aspirador, trazia debaixo do braço o livro que comprara!? Pode muito bem acontecer que o evolucionismo não seja a resposta completa, ou não seja mesmo resposta nenhuma, e o «livrinho» sobre a acção criadora do Divino venha a fazer jeito…)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;Por mim, acho que há espaço para ambos os «produtos». O que não há é pachorra para comprar as pseudociências que mais não fazem do que promover teorias que não se demonstram a elas próprias. São aceitáveis apenas como instrumentos do Homem se «descobrir» a si próprio, mesmo que, no fim do processo, caia nas mãos de… Deus! Nessa evolução eu acredito: a procura livre, feita por homens livres – à partida agnósticos, ateus ou crentes, não importa – do sentido do Mundo e da existência de cada qual. Cada um por si, sem prejuízo de concluir cada um a mesma coisa ou coisa diferente, de concluir que veio do «nada» e agora é o que é e ainda não sabe o que há-de ser, ou veio das mãos do «artesão» de tudo, desde a génese triuno (corpo, alma e espírito), e que, ele e qualquer outro da espécie, será sempre assim (com mais conhecimento, com mais isto, com mais aquilo… mas Homem, como no início de tudo!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list"&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="mso-element: footnote" id="ftn1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=6576484075633404262#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:10;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:10;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; O texto é confuso, confesso. Não quero, porém, dizer outra coisa senão que podemos ser evolucionistas, criacionistas, ou outra coisa qualquer, com toda a liberdade. Isso não impede que cada um (eu, por exemplo) faça opções de fé e, coerentemente, sem descurar a debate «científico», se assuma como «obra das mãos de Deus». Nesta particularidade residirá a diferença entre a aceitação do outro, com tolerância, e a radicalidade que impõe (aos outros) o que temos por adquirido (mesmo que apenas por &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="fé o" st="on"&gt;fé o&lt;/st1:personname&gt; tenhamos por adquirido…). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote" id="ftn2"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=6576484075633404262#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:10;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:10;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; Foi o Hélder quem contou a experiência com o team mórmon, a qual suscitou esta minha pequena «reflexão», que, oportunistamente, foi retomar o fio das várias intervenções sobre o evolucionismo que, eloquentemente, introduziram nas conversas dos vizinhos deste sítio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6576484075633404262?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6576484075633404262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/o-pretexto-e-o-team-mormon-1-2-estou-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6576484075633404262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6576484075633404262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/o-pretexto-e-o-team-mormon-1-2-estou-me.html' title=''/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6804611267056792947</id><published>2009-10-16T23:07:00.003+01:00</published><updated>2009-10-17T09:20:05.597+01:00</updated><title type='text'>Vendo uns raios de sol...</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Presumo que os esquimós não precisam de comprar gelo... por enquanto! Mas a questão fulcral para o vendedor é exactamente essa: vender-nos o que não precisamos... A arte está em momentaneamente, artificialmente, induzir a vontade de ter algo, que é o que ele traz na mala. E se eu quero e ele tem... está o negócio feito. Mesmo que, depois, o produto fique num canto, sem préstimo.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Não é o caso do Joaquim (ele não disse o título da obra, mas será útil a qualquer mortal fazer a viagem do Diogo Cão, encantar-se com Tretas ou desmontar Patranhas...), que deu o melhor, não querendo que o homem lhe saísse de casa sem fazer...negócio! O pior que pode acontecer a quem vende é não fazer negócio...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Bem mais a sério, vivemos atolados em coisas inúteis, que adquirimos sem ponta de racionalidade. Porque estava na moda, porque era mais eficiente, porque somos vanguardistas, porque somos ricos... Periodicamente arrumamos a casa, o escritório, o carro, a oficina e concluímos que nos sobram objectos, alguns nunca usados, outros apenas experimentados. E o drama é que não temos quem diga: «Alto lá, eu preciso disso!» Toda a gente, meus amigos, está servida, não tem falta de nada... É preciso que coloquemos a tralha no Contentor para aparecerem os necessitados... «Necessidade envergonhada», porque há necessidade de bens que alguns desperdiçam, lá isso há! Estão a acompanhar a campanha que vai por aí, a da «fome envergonhada»? Ninguém pede nada ao vizinho, por vergonha, mas, depois, vão de mão estendida ao Banco (ao banco alimentar...). Não podíamos ajudar, em vez de deitar para o lixo, sujeitando os necessitados ao vexame público, que, embora quase sob anonimato, os recolhem, fazendo-nos «vendedores» do que temos a mais e ajudar quem, de facto, tem carência?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;E quando o que deitamos para o lixo são livros, atentamos contra os direitos daqueles que nunca os leram. Mas também sucede. De vez em quando, porque não aprendemos a «vender» a quem precisa, lá vão uns não sei quantos exemplares de livros para o balde dos resíduos urbanos... É mal! Quando vier um vendedor a nossa casa, pelo menos isso: não o deixemos ir embora sem fazer negócio, antes negociemos com ele qualquer coisa que não nos seja útil. Quiçá por simpatia, porque o recebemos bem (já não é comum deixar entrar quem quer que seja em nossa casa...), porque lhe demos um copo de água, nos compre um livro, um CD, qualquer coisa, apesar de não nos ter convencido que tínhamos necessidade do que ele trazia para vender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Prometo: da próxima vez que alguém quiser entrar na minha casa para me «vender» uma doutrina, uma ideologia, vou recebê-lo com carinho e, antes que saia, convencê-lo de que tenho «produto» melhor, capaz de fazê-lo mais feliz se mo... «comprar»! (Já viram melhor pretexto para deixar, por uns minutos, a TV a «falar sozinha» …)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Bem... Com isto tudo não «vendi» o que tinha para vender: o sol de Outono! Hoje fui à praia e trouxe uma mão cheia dele: fui apanhando uns raios quando ele, pelas 4 da tarde, se começou a inclinar para o berço, já exangue de tanto aquecer a água do mar, quando devia estar escondido e deixar que a água esfriasse. Uns raios que prateavam as águas, outros que mudavam de cor, parecendo que se exauriam do sangue que lhes aí nas veias... Raios de sol de Outono que se extinguiram, por detrás do horizonte, por volta das 19 horas, ainda incandescentes, mas já para outros olhos, outras gentes...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Estava óptima a água do mar, balanceando-se, ternurenta, sob tão serôdios raios solares, que, por ora, retardam a minha depressão Outonal... Só, peito ao léu, sentado numa cadeira rasteira, que me permitia ter as pernas sobre a areia morna, li muitas páginas do Rio das Flores, retomando a leitura da obra adiada há meses... Fui pensando no Sol e como se apresentaria àquela hora lá para os lados do Brasil, terra em que Diogo, o morgado de Estremoz, protagonista da trama, pensa fazer negócio... Terá técnica e produto? Ou no Brasil de então comprava-se tudo por...necessidade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Para quem quiser, ainda tenho na memória uns raios de sol colhidos hoje e posso...vendê-los!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6804611267056792947?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6804611267056792947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/vendo-uns-raios-de-sol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6804611267056792947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6804611267056792947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/vendo-uns-raios-de-sol.html' title='Vendo uns raios de sol...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-8767103614841816123</id><published>2009-10-15T23:05:00.001+01:00</published><updated>2009-10-15T23:10:41.622+01:00</updated><title type='text'>Crianças sem sorte...</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Um dia feliz para todos (em particular para o Joaquim&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"    style="font-family:Arial;font-size:12;color:black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a quem desejo emoções fortes na visita à capital, à cidade de Amália; mas também à Letinha&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"    style="font-family:Arial;font-size:12;color:black;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, cujos ouvidos se «enternecem» com o chilrear da passarada que já devia estar longe, à procura doutros destinos, como é costume, mas que o Verão do Outono ainda retém; ao Hélder&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"    style="font-family:Arial;font-size:12;color:black;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para não «desesperar» com a brancura dos jardins, pois não tarda e chegará o «futuro» e com ele a Primavera...)&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"    style="font-family:Arial;font-size:12;color:black;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Hoje pensei nas crianças deste país, desafortunadas, sem lar! Fi-lo a propósito dum caso concreto... Existe por cá, neste Portugal prolixo em leis, uma Lei de Protecção de Crianças e Jovens &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em Perigo! J￡"&gt;em Perigo! Já&lt;/st1:personname&gt; todos ouviram falar dela, certamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;A N. nasceu há 13 anos com patologias graves, a carecer de acompanhamento médico; a mãe, com outros filhos (agora vive com quatro e do Rendimento Social de Inserção...), entregou-a aos 6 meses de vida a uma família, também com muitos filhos e a viver de subsídios... Passaram os anos... Na escola, já com cerca de 10 anos, a frequentar a terceira classe, alguém reparou que tinha fome, sofria maus tratos... Vai daí foi parar a uma Instituição de acolhimento e iniciou-se o dito processo de protecção de crianças em perigo... Iniciou-se há dois anos! Ouviu-se em declarações o pai dela (que já teve tempo para tudo: enterrar o pai dele, depois de ir buscá-lo à Guiné, fazer outros filhos, com outra mulher, menos para procurar a N. Declarou, ainda, assim que quer a filha com ele e recusa que vá para adopção!); ouviu-se também a mãe em declarações (que já pariu outras vezes, vive de subsídios, não visita a filha e, ainda assim, não aceita que esteja institucionalizada e quere-a com ela, com os irmãos... talvez para revigorar o seu Rendimento Social de Inserção...); ouviu-se ainda a «ama», a matrona a quem a N. trata por mãe (mas que deixou de a visitar na instituição, desculpa-se sobre os maus tratos e alega que nunca lhe deu fome... e quer que ela volte para junto de si, para o seio da sua família...); ouviram-se os técnicos da Segurança Social e da Instituição onde entregaram a menina, que defendem que ela deve ser colocada em instituição com sinalização para ser adoptada («Confiança a instituição com vista a futura adopção», assim se designa legalmente a medida de protecção»).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Com isto tudo andou entretida a Justiça! Por dois anos…Agora «lembrou-se» (ela, a dita Justiça...) que a criança tem que ter um advogado, porque entretanto fez (e ultrapassou...) doze anos, que deve alegar por escrito o que entender em relação à medida proposta e a tudo o que respeita ao futuro de N., em 10 dias, e oferecer provas! Só depois se passará ao debate judicial para fixar a medida de protecção...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Imaginem um advogado, nomeado pela Ordem dos Advogados, por solicitação do Tribunal, confrontado com 300 páginas de papel, dezenas de relatórios, que se quiser falar com a menor tem que pagar do seu bolso as despesas de deslocação e, ainda, passar por uma teia burocrática de autorizações prévias (afinal não se pode chegar à instituição e dizer: «Quero falar com a minha constituinte!»)...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Na verdade, existe a verdade «oficial» e essa aponta no sentido da menor ficar institucionalizada para ser adoptada... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;A criança, que declarou querer voltar para a família da ama, a única pessoa a quem chamou «Mãe» (a qual desculpou por lhe dar umas palmadas, por a mandar lavar a loiça, arrumar o quarto, ter permitido que a queimassem com uma moeda, não a ter levado ao médico durante meses, quando ela é doente desde o ventre...) não deverá ser atendida (espero que não...); os pais não são alternativa (é a má consciência deles que dita a sua posição: cada um por si quer ter a filha e cada um diz por si que o outro a não deve ter...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Resta a institucionalização «pelo resto da vida» (em teoria até à maioridade)... É castigo? É! Uma criança tem direito a ter uma família e ser feliz no seio dela. Mas não é castigo maior entregá-la aos pais ou à ama? Parece...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:Arial;font-size:12;"&gt;Agora fica a parte utópica dos técnicos: vamos arranjar-lhe, entretanto, uma família adoptiva! Aos 13 anos, mal sabendo ler e escrever (apesar de já ter passado para o 5º ano... ou 6º?), com problemas de saúde graves e já não falo na cor da pele porque não sei qual é (se o pai é guinéu...) há, por acaso, no nosso universo, quem queira adoptar a N.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, hoje o dia vai ser «pesado» aqui no nosso Largo.&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span lang="PT"    style="font-family:Arial;font-size:12;color:black;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;Mas queria dar-lhes um «cheirinho» do que vai pelas secretarias dos tribunais portugueses mesmo quando se trata de processos urgentes e que visam acautelar crianças &lt;st1:personname st="on" productid="em perigo: DOIS ANOS"&gt;em perigo: DOIS ANOS&lt;/st1:personname&gt; é pouco tempo para definir o destino a dar-lhe para, do mal, o menos, ter...futuro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list"&gt;&lt;br clear="all"&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="mso-element: footnote" id="ftn1"&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:10;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:10;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; O Joaquim mora em Caneças, mas gosta de percorrer Lisboa, que vem perdendo encanto. Escreveu «Na Rota de Diogo Cão», «Trinta Tretas» e «Patranhas 100 Poesia». Literatura com sentido, em prosa e em verso, com simplicidade, com alma… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote" id="ftn2"&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:10;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:10;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; A senhora professora, que dedicou a vida a formar crianças no Portugal recôndito, na Sertã, capaz de reflectir sobre a vida e os seus problemas mais cruciais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote" id="ftn3"&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:10;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:10;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; Acreditou numa Angola próspera, feita pelos da sua geração… No Canadá encontrou o seu espaço de felicidade. Vê o mundo com os olhos bem abertos e realisticamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote" id="ftn4"&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:10;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:10;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; São amigos porque dão vida a um espaço de tolerância onde nos sentimos em casa. Este apontamento faz parte da «conversa» diária, que uns alimentam mais do que outros, com que celebramos a amizade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote" id="ftn5"&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5707927734487397895&amp;amp;postID=8767103614841816123#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:10;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:10;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; «Largo» é o espaço virtual do Bairro onde conversamos…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-8767103614841816123?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/8767103614841816123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/criancas-sem-sorte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8767103614841816123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/8767103614841816123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/criancas-sem-sorte.html' title='Crianças sem sorte...'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-4462385829292355450</id><published>2009-10-14T22:14:00.004+01:00</published><updated>2009-10-15T12:58:59.533+01:00</updated><title type='text'>Notas soltas…</title><content type='html'>Vamo-nos aquecendo sob os raios solarengos de Outono, que mais parecem de Verão! Hoje, na minha cidade, escaldámos sob temperaturas de 32º graus... O bom disto é que, a poucos quilómetros daqui, estende-se um areal dourado, a perder de vista, da Caparica ao Cabo Espichel, deserto – quase deserto... porque isto da margem sul do Tejo ser um deserto tem muito que se lhe diga... – livre das multidões sôfregas de praia que arribam da capital e arredores nos meses de canícula. &lt;br /&gt;Foi bom entrar, nestes primeiros dias de Outubro, nas águas cálidas do mar de um incomum Outono, um pouco «poluídas» pelos limos arrancados ao fundo do mar, que lhe davam um tom castanho intenso, querendo, assim, dizer que já é tempo do declinar da vida, e fruir do que temos aqui tão à mão, tão nosso... Viva o Verão de Outono!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto por cá o Sol brilha, lá nas montanhas, algures no Canadá, a neve já branqueia os jardins dum amigo, a quem um outro, para dizer que não é só lá que neva, mandou fotos tiradas Caneças, que não fica longe, onde também nevou... mas há muitos anos e o facto teve direito a registo fotográfico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, depois do ciclo (ciclo, disse bem, não circo...) eleitoral, o que mais conta é o futebol! Andam por aí uns azuis, uns vermelhos, uns verdes ferrenhos… mas eu estou a falar do futebol ao mais alto nível: o da selecção nacional! Vamos ganhar, pois então! Depressão por depressão já vasta aquela que resulta do mapa desenhado pelo voto dos portugueses não ter muito a ver com a camisola dos campeões nacionais de futebol… E antes que aconteça uma falha de energia (eu estou a debitar sem rascunho, sem recear as consequências: não é pressuposto neste espaço falar-se das coisas de ontem!?) e se vá tudo o que escrevi para o caixote do lixo invisível que vamos todos gerando (hoje, quem escreve, não rasga e deita fora: apaga!) vou tirar os sapatos, sentar-me no sofá e esperar que a malta portuguesa «bata» forte e feio na Malta que quer atrapalhar o sonho português de estar no Mundial e esquecer as maleitas sociais que por cá nos corroem sem piedade... Também falha a energia neste país desenvolvido da EU e a falta dela gera muito lixo… De qualquer modo, o que vou dizendo – sem nexo, certamente, mas com o coração muito limpo e desejoso de partilhar alguma coisa convosco, leitores –, neste espaço que esteve tão sereno desde a última «crónica», não faria falta se a energia se apagasse e com ela apagasse a escrita… Aumentaria o lixo no caixote invisível onde está tudo o que escrevemos e pagámos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o futuro, que é já agora! Temos um novo primeiro-ministro indigitado que passou pela lavandaria... agora tem um coração limpo! Quer amar como nunca os portugueses e dar-lhes, com base no programa que fez sufragar por uma maioria confortável, mais do mesmo: desemprego, desemprego... auto-estradas, auto-estradas... aeroporto... ponte, terceira travessia… contentores, contentores... enfim! Um coração limpo para permitir fazer a síntese do rosa com o laranja, com o vermelho, o azul... com uma cor qualquer para felicidade dos portugueses que tanto prezam a estabilidade da governação! Vão ser tempos coloridos, os que se avizinham (aqui não há neve que gele os corações limpos e cheios de ternura pelos portugueses, como parece que ela faz às folhas das árvores algures, não as deixando colorir o Outono como é costume...).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-4462385829292355450?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/4462385829292355450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/notas-soltas-vamo-nos-aquecendo-sob-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4462385829292355450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/4462385829292355450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/10/notas-soltas-vamo-nos-aquecendo-sob-os.html' title='Notas soltas…'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-5166746104935731119</id><published>2009-09-21T23:35:00.005+01:00</published><updated>2009-09-23T21:19:21.864+01:00</updated><title type='text'>Hoje vi sovar um cão</title><content type='html'>Hoje vi sovar um cão! Dir-me-ão: «Mas isso é comum!». Pode ser, mas não me lembro de o ter visto antes… Ou pelo menos, para ser mais verdadeiro, nunca o tinha visto como hoje vi. Talvez porque tenha andado distraído, talvez porque encare o relacionamento com as animais de forma preconceituosa, distante, quiçá admitindo que ele é apenas útil, e nem sempre os relacionamentos (até entre seres humanos…) são úteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes dou comigo a pensar na energia emocional que se «desvia» das relações úteis entre humanos para relações com animais, uns de estimação, domésticos, outros nem tanto, às vezes tirados directamente da selva, onde são ferozes e vivem tranquilos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o preconceito resulte daí: «Ah! Tanta gente sozinha, abandonada, sem carinho, sem um tecto, um abrigo, uma roupa quente, um caldo frugal… tantas crianças sem eira nem beira, nas ruas, institucionalizadas (com sorte, pois aí tomam colos por empréstimo…), sem futuro (têm-no, sim, mas é quase sempre triste…), ninguém as vem buscar, ninguém as adopta (são negras, ciganas, crescidas, diminuídas física ou mentalmente… Mas não faltam exemplos de cães, gatos, outros bichos, aos quais não falta nada disso e têm futuro (às vezes para além da vida dos seus donos ou benfeitores, que lhes deixam o pecúlio para continuarem a fruir a vida abastada que sempre tiveram…)». Não é demagogia! Todos os dias (ao lado dos milhares que vivem abandonados, à mercê do que recolhem nos caixotes do lixo humano, assemelhando-se, na falta de sorte, a alguns humanos…), aqui ou noutro quadrante do mundo avançado, damos com os casos de sucesso, de vida boa, e lá vão eles, ao colo, de carro, de avião, sempre cómodos, elegantes, bem trajados, cães, gatos, outros bichos, provocando o espanto geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono batia-lhe sem dó nem piedade, em plena via pública! Digo dono porque o cão submetia-se à tortura, não reagia, ficava sob as pancadas, os pontapés numa atitude passiva, incompreensível se o agressor fosse um desconhecido (havia de lhe ladrar, arreganhar os dentes, mostrar o focinho com ferocidade…). Alguma asneira tinha o cão feito. Mas as asneiras dos cães não se castigam a pontapé. De passagem, registei o olhar do cão: inocente, talvez a pensar no que provocara a fúria do homem… Afinal, só terá feito o que é da sua natureza, o que foi capaz de apreender para corresponder às expectativas do dono. Não terá tido oportunidade de apreender que outra era a atitude esperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse o que fosse que o cão tivesse feito, é desumano bater num cão! Se se adopta, é porque se ama. Quem decide ter um cão, tem que saber amá-lo. E amar um animal dá muito trabalho (como, em geral, o amor dá muito trabalho; não se ama apenas com palavras; nunca se ama com violência…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de John Grogan e o seu cão Marley. Talvez por conhecer essa história de amor (Marley &amp;amp; Eu – A vida e o amor do pior cão do mundo) reparei no cão que encaixava pontapés e murros, sem se queixar, em plena via pública, exemplificando uma relação condenável. Terá o cão desobedecido ao dono, e por isso foi agredido? Não foi civilizado e borrou as escadas, largando a carga antes de chegar à via pública (um dono que bate assim no cão, não se importa de deixar «presentes» na via pública; não os quer é em casa, ou à porta de casa…). A expressão «serena» do cão, apesar da pancadaria, queria dizer que «não teve culpa, foi sem querer», tivesse feito ele o que tivesse feito em desagrado do dono. Nos olhos viam-se sinais de tristeza (de dor também…), mas atitude era conformada: não se atirou ao dono. Mas ele merecia ser mordido, nos pés, nas mãos, em todo o lado; uma mordidela por cada pontapé, por cada soco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de cães em casa, dentro de casa! Dão muito trabalho, exigem muita atenção, roubam-nos a liberdade, limitam a nossa acção. É uma atitude tão legítima como qualquer outra, aliás, mais aceitável do que a atitude daquela pessoa que traz seis ou mais para casa e depois deixa-os, aos uivos, o dia inteiro, fechados dentro de quatro paredes, a incomodar quem está em casa e vive por cima, por baixo, ao lado… Depois dá confusão: a vizinha não gosta, reclama, engalfinham-se na escada, em frente ao elevador, cada uma puxa os cabelos à outra, vão para a esquadra, para as urgências do hospital, para o Tribunal. Mas ter animais em casa, para muitas pessoas, é benéfico, compensador, alternativa (às vezes é mesmo opção: «quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães») à convivência com outras pessoas. Não parece natural, mas é assim: «quem não tem cão caça com gato», ou seja, se não sou capaz de socializar com gente, socializo com animais. Opções. O que não é admissível é fazer sofrer os animais, apregoando que se gosta muito deles. Veja-se o agressor de que falo: o cão deve ser o «ai Jesus lá de casa», mas tem que se portar bem, senão… porrada nele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem os animais a Criação não faz sentido. Sem amor aos animais perde-se o sentido da Criação. Amar, porém, não implica «trazer para casa», para debaixo do mesmo tecto. Amei o cão que vi sovar e sofri por não poder livrá-lo da tortura. Mas não me passou pela cabeça arrebatá-lo das mãos agressoras e trazê-lo para casa. Como tenho sofrido por ouvir latir na ausência dos donos, estando as portas fechadas, por ser semelhante a tortura (ficar só horas a fio na expectativa que o dono meta a chave à porta deve ser pior que viver na rua, à mercê dalguns energúmenos…). O pior sofrimento é, porém, vê-los morrer, ainda que seja de velhice…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode tratar mal os amigos. Tratar bem os amigos dá trabalho. Vê-los partir é doloroso… em especial se forem da nossa «família». Um cão que está debaixo do nosso tecto é da nossa família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por egoísmo, nunca dei um cão à minha filha… Teria de tratá-lo tão bem como a ela…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-5166746104935731119?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/5166746104935731119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/09/hoje-vi-sovar-um-cao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5166746104935731119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/5166746104935731119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/09/hoje-vi-sovar-um-cao.html' title='Hoje vi sovar um cão'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6139177191280311544</id><published>2009-08-31T19:51:00.003+01:00</published><updated>2009-08-31T22:48:29.609+01:00</updated><title type='text'>O regime de aplicação da educação sexual em meio escolar (II)</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:12;" lang="PT" &gt;II&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;As leis que promanam do Parlamento não têm «preâmbulo explicativo» pelo que, se quisermos perceber a motivação do legislador, teremos de consultar as Actas das Sessões em que o (o) projecto (s) ou proposta (s) de Lei foi (ram) discutido (s) e votados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Sabe-se que nestas leis inovadoras sobre «costumes» são ouvidas previamente muitas entidades e instituições que, por esta ou aquela razão, «dispõem de saberes» susceptíveis de valorizar, se integrados no produto final, que é o instituto normativo capaz de responder às questões sociais que suportaram a intervenção legislativa. Foi certamente o que sucedeu em relação à matéria em causa. Os investigadores propriamente ditos, no futuro, quando se quiser saber se a lei se reportou à «realidade social» se à «realidade ficcionada» (a realidade é real quando é consubstanciada em relações sociais pré-existentes à intervenção legislativa que carecem de regulamentação legal; a realidade é ficcionada quando se legisla a favor ou contra do que ainda não existe ou existe apenas como opção ideológica cuja orientação se pretende impor) darão público conhecimento dessa dita «explicação de motivos» e identificarão os contributos que, vindos da «sociedade civil», influenciaram directa ou indirectamente o legislador na escolha das opções que prevaleceram e a lei consagrou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Não sendo esse o nosso papel (o de investigador), podemos apenas antecipar um exercício «próximo» desse trabalho de investigação – passe a pretensiosidade – de modo a saber «quem é quem» na influência exercida sobre o legislador (sabe-se que no processo legislativo parlamentar funciona a regra da maioria que pode ser simples, absoluta ou qualificada e, por essa via, já se pode saber quem foram os mentores da filosofia subjacente ao projecto ou proposta de lei que mereceu aplauso das maioria dos parlamentares).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Lemos em &lt;a href="http://www.portalevangelico.pt/"&gt;http://www.portalevangelico.pt/&lt;/a&gt; que a &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on"&gt;COMACEP&lt;/st1:personname&gt; (Comissão para a Acção Educativa Evangélica nas Escolas Públicas) deu um contributo para a feitura da lei «baseado na abstinência até ao casamento. Ou seja, o projecto alternativo, apresentado pela AEP/&lt;st1:personname st="on"&gt;COMACEP&lt;/st1:personname&gt;, relativo à «educação sexual em meio escolar» assenta nesse princípio e está explicitado num curso que «defende a abstinência como opção para uma sexualidade saudável e responsável». Está clara a opção: a resposta é no sentido de educar os meninos e as meninas de que podem (e devem, acrescentamos nós!) envolver-se sexualmente se e quando casarem (pode ser logo aos 16 anos – idade legal para contrair casamento – ou, depois dessa idade, quando quiserem. Antes, não!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Terá tido alguma influência directa ou indirectamente no texto legislativo esta visão particular sobre o ensino (educação) sexual no seio escolar? Provavelmente, não; no entanto, a lei não fechou as portas a quem pensa dessa forma e tem-na como projecto educativo. Com efeito, apesar de, nas finalidades da lei, estar claro que o legislador não comunga nem de perto nem de longe com tal posição, nem apontou uma única palavra no sentido de a consagrar, fixou-se na valorização da sexualidade e a afectividade entre pessoas no seu desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa (ou seja, aquela posição particular tem espaço para se desenvolver mas não nas Escolas Públicas ou nas que tenham acordos associativos com o Estado).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;O espaço para essa cosmovisão bíblica (se se pode ser tão abrangente, falando apenas dum aspecto particular dela…) é fora dos domínios da intervenção estatal, nos quais o legislador não admite interferências: O Estado educa porque o Estado é que sabe de educação sexual!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;Olhando por ela (a cosmovisão), desejar constituir família é natural e, até, necessário para concretizar o plano de Deus, no qual o futuro do ser humano se vislumbro em comunidade – primeiro, a que é constituída por homem e mulher; segundo, a que resulta do conjunto das famílias. Mas a ela está subjacente a ideia de que tudo começa e acaba no casamento. Havendo casamento, legitima-se o relacionamento; não havendo, está prejudicada a ideia da sexualidade legítima… (a única educação válida é aquela que assenta no pressuposto de que a sexualidade vale entre pessoas de sexo diferente unidas pelo vínculo do casamento, recorda-se).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6139177191280311544?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6139177191280311544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/08/o-regime-de-aplicacao-da-educacao_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6139177191280311544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6139177191280311544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/08/o-regime-de-aplicacao-da-educacao_31.html' title='O regime de aplicação da educação sexual em meio escolar (II)'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-6957913355619497062</id><published>2009-08-30T18:46:00.003+01:00</published><updated>2009-09-19T22:14:13.375+01:00</updated><title type='text'>A ver se volta a inspiração</title><content type='html'>Regressei ao ginásio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não foi para praticar desporto, nem para fazer preparação física (o corpo tem que esperar até Outubro, pelos tempos outonais, para se dar ao manifesto, suar as estopinhas, que também é necessário para impedir que cresça o volume abdominal e para fazer com que aumente o volume muscular…).&lt;br /&gt;Regressei para fazer tratamento de fisioterapia. Por recomendação médica pois, nestas maleitas dolorosas que, inopinadamente, vêm perturbar o nosso quotidiano indolor, não devemos facilitar dando guarida às opiniões de simples «curiosos» ou doutros «enfermos» que tiveram igual problema e curaram-se às mãos milagrosas dum qualquer mestre massagista…&lt;br /&gt;Não é que ignore a existência de tão virtuosas criaturas, masculinas ou femininas, capazes de restituir o bem-estar a um qualquer «desenganado dos médicos» ou a quem não tenha senão o recurso das suas mesinhas e práticas ancestrais. Posso dizer, por experiência própria, ocorrida há cerca de 48 anos, que essas «medicinas alternativas», especialmente em matéria de curar dores musculares, ósseas, ou até em matéria de consertar fracturas, dão respostas eficientes e… duradouras!&lt;br /&gt;De facto, andava eu na 4ª classe (não chumbando, nesse tempo o aluno desse ano teria feito ou faria 11 anos), um dia fiz dum ramo de árvore baloiço e… pumba! Partiu-se o ramo da árvore e o pulso do braço direito. Claro, não podia executar com perfeição as tarefas escolares, mas o ano também estava no fim. Fiz exame (Ah! Por essa altura os meninos e meninas faziam exame escrito e oral e só então concluíam a formação escolar obrigatória – como o mundo actual é outro: acabou o Presidente da República, neste ano da graça de 2009, em plenas férias de Agosto, de promulgar o diploma que obriga os meninos e meninas portugueses a andarem na escola 12 anos para «saírem» do sistema de ensino com a escolaridade obrigatória! – e passei, graças a Deus, mesmo com o braço direito ao peito; o que foi preciso escrever, escrevi fazendo-me canhoto, sendo destro. Não fui exímio, mas cumpri.&lt;br /&gt;E não tinha dores. Aliás, só tive dores até chegar às mãos do «endireita». Dei com um de aspecto esquálido, mas gentil, habituado a lidar com crianças de braços e pernas partidas. Assentado numa «marquesa», esperei, amedrontado, que me fizesse «o mal», ou seja, que me deitasse as ósseas manápulas e me pusesse o pulso a funcionar de novo. Fê-lo mais com jeito do que com força. Nem doeu, lembro-me como se fosse hoje. Depois protegeu o braço com umas talas feitas de canas espalmadas (eram certamente dum caule duma planta de milho, já seco e aberto ao meio), envolveu-as com uma ligadura e pôs-me o braço ao peito. Pronto! Nada de gessos, de pomadas, de analgésicos, de quaisquer outros tratamentos. Saí dali com ordens para não tirar o braço do peito, não fazer esforços com ele e para voltar dentro de… 30 dias! Fiquei são que nem um pêro e nunca mais tive sequelas dessa queda que me deitou a mão para trás pelo punho partido.&lt;br /&gt;Mas hoje não é assim. O senhor doutor na especialidade de medicina física e reabilitação, porque me doía um joelho (já não dói e estou, por isso, muito contente) – comprovou-o fazendo-me deitar na marquesa de barriga para o ar e para baixo e movimentando-me a perna, fazendo girá-la na articulação do joelho para ouvir «ais» e «uis» consoante o movimento implicava maior ou menor efeito doloroso.&lt;br /&gt;Diagnóstico: pode ser uma lesão no menisco interno, mas isso não se pode ver a olho nu, pelo que é necessário fazer exame radiológico e se deste não resultar a causa que provoca a sensação dolorosa que o doente apresenta mando fazer uma ressonância magnética, que essa, sim, tirará quaisquer dúvidas, embora neste momento as não tenha, pelo que vou receitar este anti-inflamatório para tomar uma cápsula diária depois do almoço ou jantar, isto se o paciente não sofrer do estômago, como disse que não sofre, e uns tratamentos aqui no ginásio, que serão remédio santo se eu não estiver enganado no diagnóstico e não estou pois dos movimentos e das queixas respectivas logo me disse a muita experiência que eu tenho que isto é degenerescência do menisco que acontece a quem dá entorses à perna, o que não é o caso, como o paciente informou, ou a quem já andou muitos anos em cima do joelho, podendo dizer, para melhor esclarecer o doente que quer saber o que é isso da degenerescência do menisco, que afinal isto vai dando a quase todos consoante a idade vai avançando e o tipo de vida que cada um fez durante os anos, sendo certo que o doente andou na guerra no Ultramar e, como declarou, pelo menos durante dois anos calcorreou montes e vales atrás do IN, o que agora deve ter alguma influência no tipo de queixas que apresenta. Mas eu sou médico há já não sei quantos anos e posso por isso garantir que, tomados os remédios e feitos tratamento de laser, ultra-sons e massagens com esta pomada, a doença desaparece como chegou, repentinamente.&lt;br /&gt;Bem… Acontecera algo semelhante há uns tempos atrás. Num ombro. Doença de estar ao computador, como estou agora, durante muito tempo, com uma postura incorrecta. E fiz os tratamentos que, em grande parte, resultaram. Ainda ficou para recordação uma dorzinha dependendo do tempo em que esteja a escrever ao computador (por caso agora está a apoquentar-me pelo que não poderei escrevinhar muito mais sem fazer um longo interregno para descansar…). E durante os tratamentos (com muito tempo de espera no hall, com muitas pessoas chegadas antes de mim… agora por causa da dita A (H1N1) nem convém estar à espera porque algum doente da perna pode trazer o vírus dela e espirrar…) fui ouvindo estórias pessoais interessantes, que ouvia sem querer, mas ouvia e registava ao ponto de me ter inspirado numa que ouvia, por episódios, que se referia a África, a qual me inspirou para escrever uma «novela» que deixei ficar onde agora está, depois de mais de 70 páginas escritas, por me ter finado a inspiração (o que coincidiu com o fim dos tratamentos…). Foi para voltar a dita inspiração que me deu a dor no joelho e o doutor me mandou para o ginásio fazer tratamentos e ouvir o que os doentes contam uns aos outros, conhecidos ou não, enquanto esperam pela sua vez? Se foi, vou fazê-los todos e ficar com os ouvidos abertos a ver se acabo pelo menos a história que deixei naquele estado com personagens e tudo (não escrevi ainda o epílogo mas já o tenho na cabeça, só que me falta a dita inspiração que se finou quando acabaram os tratamentos…)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5707927734487397895-6957913355619497062?l=entrelacosdontem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/feeds/6957913355619497062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/08/ver-se-volta-inspiracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6957913355619497062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5707927734487397895/posts/default/6957913355619497062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrelacosdontem.blogspot.com/2009/08/ver-se-volta-inspiracao.html' title='A ver se volta a inspiração'/><author><name>Jose Manuel Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01216413498193844833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5707927734487397895.post-8672764204052462463</id><published>2009-08-23T23:02:00.006+01:00</published><updated>2009-08-24T11:26:24.192+01:00</updated><title type='text'>Parabéns, ARM!</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NOTA: Alfredo Rosendo Machado faz hoje 95 anos. Não encontrei outra maneira de o homenagear: ficam aqui disponíveis as palavras que proferi na apresentação do seu penúltimo livro, cuja Nota Editorial tive a honra de escrever.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;DAR A VIDA COM PROPÓSITO&lt;br /&gt;(Tópicos para usar na apresentação do livro «Dar a vida com propósito, de Alfredo Rosendo Machado, no auditório da Aliança Evangélica Portuguesa, editado por Letras d’Ouro»)&lt;br /&gt;Conhecemos o irmão Alfredo – tratar o autor da obra que hoje aqui apresentamos por irmão é propositado pois entendemos que, para além das simbologias que se geram nas convivências de familiaridade eclesial, esse tratamento representa a convicção de que os títulos funcionais não suplantam em importância o que é distintivo nesta fraternidade por opção; poderíamos, ajustada e respeitosamente, tratá-lo por pastor, mestre, professor, escritor, até por bispo, com reconhecimento eclesial, mas preferimos manter a proximidade fraterna, mesmo num contexto público, onde o que está em causa, em primeiro lugar é a obra, não o obreiro... – como dizia, conhecemos pessoalmente o ir. Alfredo em circunstâncias muito particulares, das quais, seguramente, nos recordamos mais que a ele, tantas terão sido as ocasiões em que serviu outros quanto nos serviu a nós. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estávamos nos já longínquos primeiros dias do mês de Dezembro de 1965, quando, depois de viajarmos a noite inteira, de Campanhã a Santa Apolónia, portadores de recomendação firmada por João Sequeira Hipólito, pastor da Assembleia de Deus do Porto, nos apresentámos em Neves Ferreira, pela noite já cerrada de Inverno, mas antes ainda da hora do Culto desse dia. Tínhamos andado por Lisboa como alfacinhas no Porto – às apalpadelas. Seguimos a ordem de quem nos recomendara: «Ide ter com o Ir. Alfredo Machado». Foi ele quem nos proporcionou mesa, com a ajuda prestimosa da irmã diaconisa que residia em Neves Ferreira, cujo nome agora não nos ocorre, nos deu dormida na sua própria casa, onde couberam mais três, pois o «nós» que temos utilizado não é majestático – são dois rapazes, de 11 e 15 anos, e uma menina de 18 anos, que iam a caminho do «sonho africano». O ir. Alfredo foi o nosso anjo e ainda nos levou ao Cais da Rocha de Conde de Óbidos para o embarque, se a memória nos não atraiçoa... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na minha memória, cerca de 43 anos depois, permanece quase incólume o registo dessa hospitalidade e carinho, qualidade tão estruturantes, se nos permitem o termo, na nossa formação cristã. O pastor da grande Igreja de Lisboa, de que ouvia falar lá nas fraldas do Porto onde nasci para a fé, aos 12 anos, deixou os seus afazeres, todos importantes certamente, para cuidar pessoalmente destes três desconhecidos, de quem, provavelmente, nunca mais voltaria a ouvir falar... Recordo-me de si, ir. Alfredo, desde essa ocasião; estou-lhe agradecido e não podia deixar de dar este testemunho aqui, pedindo penhoradamente perdão a quem me escuta por este descarado oportunismo (podia tê-lo dado noutra ocasião). E peço-o – o perdão, claro – mais uma vez para dizer que voltei a encontrar o ir. Alfredo um ano depois, contra todas as expectativas. Era ele professor do Instituto Bíblico, que ia no seu segundo ano, e eu seu aluno... Lembro-me bem, ainda imberbe, quase analfabeto das coisas da Bíblia, como me entusiasmava com as suas explicações sobre a epístola de Paulo aos Gálatas (estudo que depois veio a público sob o título Magna Carta da Liberdade Cristã) e como o professor irmão Alfredo enfatizava o ensino de Paulo! Lembro-me ainda do pregador desse tempo que, ao Domingo à noite, arrebatava plateias que vinham aceitar Jesus e o doutrinador que a todos empolgava para servir o Mestre! Foi assim durante todo o primeiro semestre de 1967. Lembro-me ainda do bálsamo que nos levou a Luanda, do empenhamento em conseguir que um pastor se interessasse por nós ali, no tempo da Igreja de Jesus, trabalho meritório de Beatriz e Ricardo da Ribeira... Lembro-me que a sua acção foi um contributo decisivo para que a Igreja ali, a partir de 1969, se projectasse num crescimento nunca visto... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só há cerca de seis anos nos aproximamos para celebrar o segundo Curso Bíblico do Instituto da Almirante Reis, em 1967. Fizemos entretanto cinco encontros e o ir. Alfredo foi sempre nosso convidado, como único professor sobrevivo, com o qual nos dá gozo partilhar as nossas existências. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;É aqui que encaixa a génese do percurso que nos trouxe até esta casa de todos os Evangélicos, a Aliança Evangélica Portuguesa, com a colaboração do ir. Samuel Pinheiro e deferência da Direcção, a quem agradecemos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos da «Ordem de Trabalhos» permanente desses nossos encontros é falar do passado, do percurso de cada um. O ir. Alfredo tem participado sempre com grande entusiasmo, falando do seu ministério, do que Deus fez por seu intermédio e, em especial, da convicção que desde sempre alimenta de que verá Jesus nas nuvens, proximamente... Não fosse ele o autor da obra «Vem o fim, o fim vem!», que tanto e tão bem enfatiza essa «bendita esperança» dos fiéis... (Edição Pró-Luz, 1976). Quão precioso tem sido esse tempo de convívio fraterno, ir. Alfredo!&lt;br /&gt;Falámos durante esses períodos de convívio dos trabalhos que já saíram da sua laboriosa pena e, em particular, dos que ainda não foram publicados. Começámos a falar de livros, da possibilidade de os publicar, pois tínhamo-nos aventurado na escrita editando a nossa primeira obra... Falámos então da hipótese dele escrever as suas memórias, aproveitando o ensejo de ser esse o tema principal dos nossos encontros. Disse-nos que estavam escritas e assegurada a sua edição. Não insistimos. Ficámos contentes e ansiosos por lhe passar a vista em cima... Ainda acalentamos o desejo de as ver publicadas e apresentadas num grande evento, tão fraterno como este e onde estejam todos os seus amigos e irmãos em Cristo que gerou durante gerações. Uma grande manifestação de reconhecimento, transversal à comunidade pentecostal e não só, pelo homem e pela obra, que fica bem e, ao contrário do que pensarão alguns, trará glória para o Senhor que sempre serviu e quer continuar a servir... Será, ir. Alfredo, uma maneira de bonita de lhe «Dar flores enquanto vive» – e peço de empréstimo esta frase muito celebrizada ao querido irmão e amigo António Costa Barata. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste contexto, e já que não podíamos deitar os olhos às memórias, o ir. Alfredo apresentou-nos vários projectos editoriais, um dos quais está materializado na obra que está nas vossas mãos.&lt;br /&gt;Quando lemos o manuscrito, tenuamente identificámos as histórias de vida que nele são contadas. Achámos que o ir. Alfredo tinha um propósito, com o qual se identificava e que, consciente ou inconscientemente, protagonizava. O registo do trabalho era diferente do que já tínhamos lido dele e que João Tomás Parreira anotara quando ainda eram conhecidos apenas quatro ou cinco títulos da obra publicada: «Os livros de ARM revelam um estilo pessoal que se pode denominar, de maneira mais própria, panorâmico e eclesial. Eclesial por que os fez impregnar de um sentido pastoral, não lhes deu o tom de obra de divulgação para agirem fora da Igreja. Panorâmico porquanto abrange alguns temas importantes, tomando posição sobre eles, mas mantendo sempre o mesmo compromisso com a análise e a mesma linguagem de aconselhamento» (cf. NA nº 426, 1978, pág. 10). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em «Dar a vida com propósito», e respigamos o que escrevemos na Nota Editorial que abre a obra, o objectivo de ARM não é tanto abordar ou aprofundar este ou aquele tema mais dúbio, obscuro ou discutível no âmbito da doutrina e teologia cristãs, mas algo de crucial importância, que às vezes é obnubilado, e que os leitores descobrirão facilmente no decorrer da leitura, que é fácil, emocionante e atractiva, cuja matriz se destaca em cada uma daquelas histórias: a substituição vicária de Cristo, a revelação do incomensurável amor de Deus aos simples de coração e a coragem de confessar o nome do Senhor, entregando a própria vida. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não são, hodiernamente, muito comuns os exemplos de amor maior, ou seja, o de dar alguém a sua vida pelos amigos, de amizade sem limites de dar a vida pelo outro (não falamos dos que a dão por causas egoístas, quer sejam pessoais, quer sejam de pretenso interesse colectivo…). Como não é valorizado o papel dos simples na redescoberta da essência do amor de Deus, que apela a uma atitude de despojamento dos bens finitos e à valorização dos bens que têm eficácia eterna. A própria vontade e disponibilidade de servir a Causa do Mestre, quando tal acontece na antecâmara do martírio e inspira o refinamento da confiança no devir eterno, não são manifestas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso acontece assim nesta Urbe globalizada porque se veiculam estereótipos de vida feliz, alcançável sob pressupostos reivindicativos de abundância de bens materiais e de bem-estar social, sempre na raia do hedonismo mais radical, ficando para as «coisas do espírito» a distribuição das sobras, também elas inúteis por obsoletas. À semelhança do hardware e do software que envelhecem no próprio dia em que vêem a luz do mundo, ou da ribalta tecnológica, se quisermos, o que é destinado ao convívio interactivo com os outros é de somenos importância porquanto «atrapalha» a descoberta e uso dos bens que embelezam a pele e massajam o ego!...&lt;br /&gt;Assim, em boa hora o Ir. ARM trouxe do «pó dos anos» três histórias de vida, todas duma grande densidade humana e espiritual, capazes de remoçar as almas ainda sensíveis e não totalmente resignadas às exigências dum quotidiano de rotinas que, antes de tudo, visam a satisfação dos interesses imediatos e superficiais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Está perdida no mundo a esperança de encontrar quem enfrente com o outro as fatalidades da vida para lhe mudar a condição. Soa, por isso, quase como mero aforismo a ideia de que um amigo pode dar a vida pelo outro… até porque os próprios cristãos se secularizaram ao ponto dos rituais do culto servirem exclusivamente como meio de auto satisfação e apaziguamento dos malefícios da inércia e anemia espiritual… &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não nos parece, assim, por acaso que o autor traga à reflexão dos leitores o pressuposto convivencial sempre presente na reunião dos santos – «em memória de mim». Ele sabe que comemos e bebemos para perpetuarmos os rituais do nosso bem-estar…. Não para recordar o acto de substituição, que na primeira história está exemplificado, nem a promessa do regresso do Senhor… Afinal, «todos buscam o que é seu». &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como também não é por acaso a honra que dá a Paulo, que lhe «escreve» o prefácio! Ah! Como andamos descuidados e temerosos… receamos tudo o que nos possa acontecer! Mas não é esse o desígnio de Deus, que garante a vitória dos salvos, sejam quais forem as circunstâncias, ainda que estas impliquem perseguição, genocídio, martírio… o que for que o inimigo aflija os filhos de Deus. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do que conhecemos do autor – por contacto pessoal, por leitura dos seus escritos, por tudo o que ouvimos a seu respeito – «Dar a vida com propósito» quase que assume laivos autobiográficos. Aliás, o tema foi abordado no Prólogo da sua obra «A Magna Carta da Liberdade Cristã», (Edições NA da CAPU, sem data) como testemunho de vida, ai plasmando o sentido da vida cristã qual é a defesa da «fé que uma vez foi entregue as santos, e pela qual ainda hoje devemos estar prontos a combater e a dar, se preciso, a nossa vida». &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pelas razões supra aduzidas e que melhor resultarão da leitura da obra, parece-nos feliz o título. Em cada uma das histórias encontramos exemplos que consubstanciam essa ideia. O de Cristo é o que mais conta, como exemplo único de entrega. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;«Dar a vida com propósito» não quer cavalgar os lombos doutras obras de sucesso mundial, especialmente aquelas que os leitores imediatamente
